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Birra Infantil Como resolver - parte2 Psicóloga Daniella Faria

Oi gente! Tudo bem?

Eu sou a Daniela Freixo de Faria.

Psicóloga infantil.

E hoje a gente vai seguir com essa série  de lupa no coração no momento da birra.

Hoje a gente vai falar do medo, da  impotência que a gente sente nessa hora.

Vamos falar sobre isso?

Eita turma! Tudo bem?

Olha, vou pegar aqui mais uma  vez pra eu mostrar pra vocês quais foram as respostas que  traziam medo e impotência.

Porque muitas vezes e sentimentos  também vai aparecer na hora da birra.

Mas antes disso, se escreve aqui  neste canal, dê alerta nesse sino, compartilha essa mensagem com quem  você sabe que tá passando por isso e dê um like pra que o YouTube  entenda que essa é uma boa mensagem pra espalhar, tá bom?

Então, assim aquela hora que  você adoraria, o que né gente?

Você adoraria que o... a nossa prepotência, ela vai  andando por vários buraquinhos, você adoraria que o plano que você fez de como você quer que eles que a vida ande, que seu filho se comporte, você gostaria de ter todo controle sobre isso e que isso realmente se cumprisse, o mundo ideal aí que você pensou.

E a hora em que isso colapsa,  numa criança se jogando no chão, numa birra, seja birra argumentativa,  seja birra barulhenta, seja a birra te ignorando.

A hora que a birra aparece você tem medo, porque você percebe a sua  vulnerabilidade enquanto pai e mãe.

Os nossos filhos, eu brinquei ontem no curso online que, aliás eu te convido pra participar, eu fiquei brincando ontem, brincando é assunto sério, mas assim, a gente meio que, todo  mundo lá no encontro ao vivo, a gente meio que: "É verdade! É isso mesmo!"

A gente riu dessa situação com a constatação do quanto isso é verdade né.

Você, antes de ter filho, você, de certa forma, tá controlando  o que as pessoas vêm de você, persona, a gente trabalha muito lá no  curso a imagem que você tem de você, a imagem que os outros têm de você, o que você quer que os outros vejam de você e você vai construindo essa imagem, essa pessoa que você quer ser vista.

Muito porque você entende que precisa de tudo isso pra você ser amada e a gente trabalha isso muito lá no curso.

Porém, a hora que você tem filhos é como se toda essa estrutura ficasse capenga, porque você tá com tudo isso sendo cuidado aí vem teu filho e pá derruba vitrine do shopping entendeu?

Não tô dizendo que isso tá certo, isso tá errado.

As crianças precisam aprender que isso não pode.

Mas eu tô dizendo, num primeiro momento, lupa no nosso coração, o que  é que a gente sente. Percebe?

A gente tem uma constatação dos  nossos filhos muito vulneráveis, principalmente porque a  gente tem muito medo de doer com que possa vir a doer nos nossos filhos.

A gente tem muito medo de sofrer com  que eles vão fazer da vida deles.

Exatamente porque essa ligação de amor, é uma ligação muito profunda e muito forte.

Então, muitas vezes, o medo  e a sensação de impotência vai tomar conta do nosso coração, mas o ponto é o seguinte, a  maternidade e a paternidade ela é um lugar de vulnerabilidade.

Você vai fazer o melhor que você pode na sua educação pro seu filho, mas ainda tem o que ele vai fazer com isso.

E você vai passar todos os valores e princípios e tudo que você acredita e você vai corrigí-lo, e vai discipliná-lo, e vai  orientá-lo, e isso é maravilhoso.

Mas a gente tem sempre  aquela sensaçãozinha, assim, eu tenho pelo menos.

"Nossa, quais serão as escolhas  que eles vão fazer né?"

"Eu sou tão afetado por isso, meu coração é diretamente  afetado por essas escolhas."

Pensa, às vezes, você vai doer  com a escolha de um amigo, a escolha de um irmão, mas a escolha de um filho te afeta diretamente, a dor de um filho te afeta diretamente.

E, muitas vezes, quando a gente  começa a pensar por essa perspectiva, você começa achar que então, e muitos de nós tenta isso, o nosso grande ponto é

"Eu não vou deixar doer."

E se eu não vou deixar doer gente, no momento da birra você  está completamente rendido.

Por quê pra não deixar  doer, pra não deixar sofrer, pra não deixar passar por desconforto você vai atender essa criança.

E a hora que você vai atender essa criança, você tá fazendo ela parar, você  acalma essa sensação de desconforto, de dor, de vulnerabilidade  dentro de você, mas o ponto é você está realmente nesse  momento fragilizando seu filho.

Fragilizando o seu filho pra que?

Pra lidar com a frustração, fragilizando o seu filho pra lidar com a dor e o desconforto que fazem parte da vida.

Não há construção sem esforço.

Esforço, muitas vezes, é desconforto.

Esforço, muitas vezes, é você superar  além do seu bem-estar imediato porque há um bem maior sendo construído e hora que a gente, por medo da dor, você atende essa criança, porque você não quer sofrer com  a dor que você vai ver nele, você tá com o processo de  aprendizado completamente afetado.

Percebem o que eu tô dizendo?

Então, a lupa no teu coração, ela é importante porque apesar de eu reconhecer  o quanto eu sou vulnerável, o meu propósito é te educar.

E te educar passa pelo  desconforto, pelo aprendizado, pelo não, pelo "eu sinto muito".

O como eu faço isso pode ser sim, de um jeito firme, mas muito acolhedor.

Por que que eu posso acolher o querer  de um filho meu, de uma filha minha?

Porque eu também quero  milhões de coisas e não tenho.

Eu também fiz mil planos e não acontece  como eu queria, eu também me frustro.

Eu conheço esse lugar profundamente em mim.

Porque eu conheço esse lugar profundamente mim, eu posso te acolher quando você passa por ele.

E quando eu te acolho, eu tô junto de você, te acompanhando no desconforto,  mas te convidando a aprender.

Aprender o que? Nem tudo vai  ser do jeito que você quer.

Ah gente, eu acho isso tão profundo, tão lindo.

Me toca tão profundamente.

Porque a hora que a gente  consegue reconhecer em nós o que a gente tá vendo nossos filhos  passarem e acolher as crianças, gente, sabe o que acontece?

A gente se fortalece na nossa relação.

Nossos filhos tem a nós e nós temos a eles numa profundidade que é encontrar na dor, que você atendendo ele em tudo, você jamais vai ter essa relação  do contar com outro na dor.

Pensa um momento de dor... até me emociona...

Pense um momento de dor que você viveu.

Pode ser recente, mas pensa  com quem você pode compartilhar e pessoas que estiveram do teu lado, a conexão com essas pessoas ela é anos-luz maior do que as pessoas que você tomar  cervejinha no fim de semana, com as pessoas que você sai, que  é leve, que só tem coisa boa.

A conexão nesse lugar do:

"Eu também."

Do "Eu sinto muito."

"Você não está só nessa  situação e eu tô aqui com você."

Ela é muito mais profunda.

Então, o medo, muitas vezes, é o medo deu doer e o medo do outro doer.

Porque se eu tô pensando que  esse filho nasceu luz e perfeito, eu posso pensar que toda  dor que ele sente fui eu... é sou eu que tô causando.

E aí meu propósito educação é bem estar imediato, felicidade imediata.

Só que nesse lugar gente, o que  essa criança está aprendendo é que o mundo todo será como ele quer.

O mundo todo será... estará  no nível do desejo dele.

Só que como isso não é verdade, não é real, porque o mundo não anda no  nosso querer, graças a Deus, não anda no nosso plano, a gente se frustra.

O mundo não é a forma ideal que  você pensou e que você planejou.

Como isso não é real, o resultado disso é uma criança sem ferramentas pra  lidar com a realidade da vida. Percebe?

E quando a gente entende a dor, o desconforto, que nascemos falhos, com coração  que tem um vazio existencial sim.

Quando a gente entende esse lugar, seu filho nasceu dessa forma.

Você vai entender que a birra é a luta dessa criança  querendo impor o plano dela, do mesmo jeito que você faz a mesma coisa.

E aí que eu trago pra você a importância de você ter essa sustentação em Deus, que te ama assim, que te ama prepotente, arrogante, soberbo, querendo  agir como Deus na sua vida.

E a hora que você entende que ele te ama assim, esse vazio tá preenchido.

E a hora que esse vazio tá preenchido, você pode amar o próximo, você  pode lidar com a realidade, com humildade, com a humildade de  quem vai aprender todos os dias.

E é isso que a gente começa  a trazer pros nossos filhos.

Então, a gente pode e deve ser  companheiro de um processo, encontrar esse filho, dizer:

"Filho, eu sinto muito, mas hoje  não teremos isso que você quer."

Está combinado.

Se esse filho resisti:

"Nós estamos indo embora."

Aplique consequência.

Coragem, você está construindo, todos os dias, quando você age desse lugar, um bem maior.

Qual é o bem maior? É criar responsabilidade, flexibilidade, amor no processo de encontro da realidade da vida.

Ai gente! Não é muito lindo.

Eu peço a Deus muita ajuda todo dia pra eu ter clareza do que tá  acontecendo no meu coração.

Sabe porque gente?

Porque quando eu tô num coração fora da humildade, da vulnerabilidade, que me traz  condição de compaixão pelo outro, quando eu tô fora desse lugar,  eu vou passar com trator, ou eu vou amenizar a caminhada do outro.

E aí eu tô fragilizando o  outro porque ele não caminha, comigo acompanhando tudo bem, mas ele não tá caminhando pra se  tornar alguém mais fortalecido pra encontrar a vida e sim mais fragilizada.

Então, se você quer aprofundar isso de perto, isso é muito sério.

Porque enquanto a gente não  entender isso dentro da gente, a nossa postura, muitas vezes, caem em armadilhas como força ou como mimo e se a gente tiver nessas duas pontas, ou autoridade e a referência  das crianças está nesse adulto, o dia que esse adulto não tá  essa criança faz o que quer, ou essa criança está aprendendo que  tudo que ela quer é o que vai acontecer.

Nenhuma das duas pontas faz bem  pros nossos filhos, nem para nós.

Se você só anda direito no trânsito  quando tem guarda, percebem?

Você não entendeu a responsabilidade  de ter um carro na sua mão.

Percebe que eu tô dizendo?

Então, o guarda ele foi  importante em certa medida, ele foi teu acompanhante, as leis, pra você aprender hoje com  toda a responsabilidade, a moral pra conviver, você hoje  conseguir dirigir e não ferir ninguém.

Mas esse é um processo.

O processo com os nossos filhos  acontecem, gente, todos os dias.

Por isso que a gente tem só por hoje, pra fazer o melhor possível,  cuidando do que sai da nossa boca.

Saiu bobagem, você tentou "catar" tá na mão, você tentou agir com desconsideração  e com explosão, com violência.

Violência não é uma violência que é muito grande, mas com desrespeito, eu chamo  violência de desrespeito, e a gente sabe onde isso acontece, peça perdão e coloque de uma  forma melhor o que você precisa. É isso turma.

No próximo vídeo a gente vai falar da  tristeza que a gente sente nesses momentos.

E olha, é muito bom poder trocar  com você e aprender todo dia junto.

Se você quiser fazer isso  realmente e a gente poder conversar, vem pro curso que você vai amar.

Eu chamo mesmo gente, sabe por quê?

Porque isso aqui que eu passo pra vocês é... é algo que me alegra em servir, mas a troca mesmo aqui, ela é limitada.

Mas há um lugar onde a troca é viva, é alegre, é leve, é amorosa, é cheia de compaixão e esse lugar é o curso que  foi feito com muito amor e que a gente segue caminhando  juntos todos os dias, se dando muito colo pra  esse processo de aprendizado que também está acontecendo dentro da gente.

O vídeo hoje foi esse.

Eu agradeço a Deus no meu coração por toda a paz e todo o amor que chegou primeiro pra que eu possa, humildemente,  aprender todos os dias e que bom viver assim, é muito leve, a gente tira um peso muito grande dos ombros.

Um beijo! Fica com Deus!

A gente se vê na próxima. Tchau!

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