Descobri Como Consertar o Meu Maior Problema
Turma, assim... Na boa, foi libertador eu ter esbarrado nesse conhecimento.
E a sensação que eu tenho é que saiu um caminhão das minhas costas, sabe?
Agora está sobrando força para eu conseguir fazer muito mais coisas...
Ou, pelo menos, fazer as mesmas coisas, mas com muito mais prazer, sabe?
E isso muda tudo!
E o engraçado é que apesar de esse canal ser de programação e tecnologia, a gente já falou sobre Neurociência, Biologia Evolutiva, Exaustão da Dopamina,
Circuito da Recompensa, Circuito do Triunfo e vocês encararam todos esses temas e isso é sensacional!
Então, dado tudo isso... Sim, você é uma pessoa inteligente!
Pode acreditar nisso.
Mas... Será que isso importa?
O que eu quero dizer é que toda atividade que você repetir todos os dias na sua vida, em que você gasta horas, vai ter um impacto na química do seu cérebro, no jeito que ele se organiza para resolver esses problemas.
Toda vez que você jogar demais, toda vez que você acessar redes sociais demais, toda vez que você, no trabalho, executa tarefas que foram organizadas para você tim-tim por tim-tim, todo santo dia, você vai sofrer miseravelmente na hora de performar bem nos lugares onde estão as maiores oportunidades...
E esses locais se chamam: Problemas de Escopo Aberto.
Para entender o que são os problemas de escopo aberto, é mais fácil primeiro entender o que são os problemas de escopo fechado.
Num jogo, por exemplo, em resumo, é colocado para você um objetivo, e você tem um número limitado de recursos, ferramentas ou combinações para conseguir atingir esse objetivo.
Nada foge desse escopo. Por exemplo, se você estiver jogando Super Mario para o Super Nintendo, você não pode subir num helicóptero e sair voando por cima das fases.
O escopo do Super Mario e de vários jogos foram maravilhosamente planejados para ter o balanço perfeito entre o desafio e a recompensa.
E as pessoas se tornaram muito boas em dominar as possibilidades dentro desse espaço virtual fechado.
Só que isso pode ser perigoso, porque enquanto você se acha super inteligente por ter desvendado um puzzle, um enigma ou um desafio, no fundo, a empresa que fez o jogo esquematizou todas as tarefas e preparou todo esse terreno virtual para você conseguir sair do ponto A e chegar no ponto B, tudo de uma forma extremamente previsível.
E se você se acostumar a sempre, desde jovem, deixar outras entidades organizarem as tarefas e desafios para você, na hora que você tiver que encarar um problema de escopo aberto, você não vai conseguir sair do lugar!
Então, um problema de escopo aberto é, por exemplo, você começar a morar sozinho ou se tornar independente financeiramente, ou conseguir sair de uma dívida.
Esses são escopos gigantescos e quanto mais você pensa neles, maiores eles ficam.
Um outro exemplo é arranjar um parceiro... Onde esse escopo começa?
Pode ser desde você achar que precisa tomar banho, ou arrumar o cabelo, ou talvez ir numa festa, ou em um lugar novo...
Ou você ache que talvez seja melhor encontrar essa pessoa num local que você sempre frequentou... Não sei!
São infinitas possibilidades de abordagens, do seu contexto. É um escopo aberto!
Inclusive, se você está no começo da sua carreira, você já deve ter recebido uma tarefa para fazer, mas você não conseguia sair do lugar. Não dava nem para começar!
E daí, vinha alguém mais experiente no assunto e bolava uma estratégia com você do que fazer exatamente, e depois disso você conseguia se virar sozinho dali para frente. É como pedir para uma criança de 4 anos limpar o seu próprio quarto, deixar o quarto organizado.
Assim... Isso é um conceito bastante abstrato para ela.
Inclusive, ela pode reconhecer a diferença entre um quarto bagunçado e um outro organizado, mas ela não sabe como fazer para pegar essa situação abstrata e transformar numa série de ações para sair desse quarto bagunçado para chegar num quarto organizado.
Então, o que você faz nesse caso? Junto com a criança, você diz:
"Vamos pegar todos esses brinquedos e colocar na caixa de brinquedos.
Show! Agora, vamos pegar todos esses livrinhos aqui e colocar na prateleira de livrinhos". E assim vai...
O que você fez foi pegar um problema abstrato e quebrá-lo em pequenos pedaços, e isso se chama: operacionalizar um problema.
E você pode e deve fazer isso com qualquer problema abstrato para você.
Um problema que você não domina ou não entende por completo.
E nisso, tem um exemplo pessoal meu, que talvez o maior de todos, e me deixou uma marca.
E eu fico muito feliz por isso, inclusive, foi surper recente.
Mas para a gente entender exatamente o que aconteceu com ele de fato, eu preciso reforçar novamente os efeitos causados em nós por conta dos videogames ou redes sociais nesse ponto, especificamente.
E eu digo isso pela forma como o seu cérebro está sendo treinado para interagir com o mundo que a gente está vivendo hoje.
E talvez você esteja com dificuldade para resolver problemas de escopo aberto na vida real, porque os jogos ou outras coisas começaram a operacionalizar as tarefas para você.
Olha que interessante... No caso específico de jogos, tá?
Nota que todos têm sempre uma série de objetivos muito claros, tarefas para serem completadas.
E ser exposto a isso de forma repetida durante todos os dias, vai moldando o seu cérebro a ser orientado a objetivos, e não ações.
Essa parte eu expando muito mais dentro deste vídeo, porque é o que cria o problema da preguiça e é simplesmente sensacional.
Mas voltando ao problema de escopo aberto, eu posso até pegar como exemplo vários comentários espalhados pelo canal, perguntando: "Como eu começo a aprender a programar?"
"Como eu consigo arranjar um emprego como programador?"
"Como eu sei que estou pronto para conseguir um emprego?"
"Como conseguir achar um emprego com um chefe melhor?" ou "Como aumentar o meu salário?"...
Todos esses exemplos são casos honestos, situações reais que todo mundo vivencia em todas as áreas.
Mas para um cérebro não treinado a resolver problemas de escopo aberto são desafios quase que impossíveis, tá? Impossíveis de começar até.
Alguém sempre vai ter que colocar as migalhas para esse cérebro conseguir sair do ponto A até o ponto B.
E por cérebro, eu estou falando especificamente de uma parte chamada "Lobo Frontal", que é responsável por conseguir criar planejamentos e executá-los.
E quanto menos desenvolvido, menos treinado, mais dificuldade você vai ter nessas situações.
Então, parte fundamental de conseguir iniciar e concluir qualquer projeto na vida é treinar a parte de conseguir transformar problemas de escopo aberto em vários problemas de escopo fechado, que daí todos os seus circuitos de recompensa, triunfo, prazer vão ativar ou, ao menos, eles vão estar mais alinhados aos seus interesses, e não aos interesses de outras pessoas ou organizações.
Só que dentro desse assunto, eu gostaria de passar algumas dicas para essa experiência ficar mais prazerosa.
Primeiro, lembra que eu comentei no vídeo passado sobre os processos fisiológicos que o nosso corpo tem para conseguir atingir a homeostase, que é um estágio de equilíbrio, inclusive está super relacionado com a resistência à certas substâncias?
Bom, isso está conectado diretamente às "side quests" de um jogo, os objetivos secundários.
Basicamente, todo jogo de RPG, por exemplo, tem a quest principal, o objetivo principal e que muitas vezes é super linear.
E por mais que o negócio comece super massa, ao longo desse caminho, o seu cérebro começa a criar resistência.
E sabe o que acontece?
Vem uma vontade irresistível de vazar para alguma side quest, um objetivo secundário, e que geralmente tem uma dinâmica completamente diferente se comparada em como as coisas estavam sendo tocadas na quest principal.
Essa quebra de ritmo ajuda muito o seu cérebro a descansar desse objetivo principal, e você pode e deveria fazer isso nos seus projetos para não enjoar deles.
Foque com certeza nas tarefas principais, tá?
São elas que vão fazer você conseguir conquistar o que você definiu que queria conquistar, mas não descarta as tarefas secundárias que podem surgir do nada e que são meio nada a ver.
Muitas vezes são elas que vão resetar o estado de homeostase do seu cérebro, enquanto você continua dentro do projeto para evitar o comum:
"Eu vou descansar um pouco dele", e nunca mais voltar.
Fora que na minha experiência, essas escapadas podem e vão gerar ideias maravilhosas que nem se você passasse anos pensando, acabaria pensando nelas.
Mas talvez agora vem o conhecimento principal deste vídeo todo. É aquele conhecimento que vai realmente mudar a sua relação com a preguiça, e também em como você engaja com os problemas.
E tudo isso gira em torno de Mudar de Objetivos para Ações.
Isso, por sorte, eu estava fazendo antes de estudar para este vídeo aqui e eu posso, literalmente, afirmar que essa abordagem mudou a forma como eu interajo com as coisas na vida.
Assim, sinceramente, eu não consigo mais viver de outra forma, de verdade.
Bom, se você analisar a nossa sociedade, de forma fácil dá para perceber que ela foi construída em cima do conceito de que o resultado é o mais importante.
E no limite, isso não deixa de ser verdade, tá?
Mas ao mesmo tempo, isso cria várias aberrações.
Por exemplo, a maioria das instituições de ensino não se importam realmente em saber o quanto você aprendeu de uma matéria, mas sim qual foi a sua nota nela. Nesse caso, nota é o resultado.
Então, ela quer saber só de um resultado que, muitas vezes, tem um descolamento muito grande com o que você aprendeu de fato, não é mesmo?
As empresas atingindo as metas ou não; os projetos ainda nos prazos ou não...
Todos esses casos reforçam também um peso maior que a nossa sociedade dá para os resultados.
E supernatural, porque novamente, no final das contas, o resultado é a comprovação que houve uma mudança, um impacto no nosso universo...
E é isso que fica!
Um impacto na realidade é diferente de você fantasiar o impacto na realidade.
Só que tem um plot twist aí, uma reviravolta muito interessante...
Focar somente no resultado, pode muitas vezes atrapalhar você de conseguir atingi-lo, de principalmente se mexer para chegar nele.
O processo que passa pelo seu cérebro é o seguinte: quando você pensa em fazer algo, se você notar que tem alguma chance de esse resultado não ser bom ou dar errado, você acaba desistindo de fazer. Você evita e abandona tudo!
Por exemplo, se passa pela sua cabeça: "Eu preciso ser contratado.
Mas sabe... Eu não sei se vou conseguir passar na entrevista de emprego.
Então, melhor deixar para outro momento".
Você focou no resultado de, possivelmente, não conseguir um emprego e evitou vivenciar a experiência de passar por uma entrevista de emprego, o que é um problema muito grande!
Ou também, muito comum na nossa área: "E se eu mexer nesse negócio aqui, no código, ou nessa tarefa... É bem possível que tudo vai quebrar.
Então, eu não vou nem gastar meus créditos de pensamento e vou chamar alguém que já sabe".
E isso acontece mesmo se a pessoa está num ambiente super controlado, como por exemplo, programando dentro da sua máquina local.
Ela evita o processo inteiro de tentar, por querer evitar um possível resultado negativo!
E isso vai ferir diretamente o seu progresso na sua vida!
E eu entendo perfeitamente. É uma sensação, novamente, super natural, e eu a sinto.
Mas ao mesmo tempo é um erro grotesco, porque você nunca sabe realmente o que acontece no meio desse caminho.
E é aí que está o segredo: você literalmente não sabe, só que por algum motivo, você literalmente acha que sabe.
Você entende o vale que existe entre fantasiar o que vai acontecer no final desse caminho e desconhecer, literalmente, o que vai acontecer no meio dele?
E novamente: é super natural se comportar dessa forma, porque talvez uma grande parte do seu tempo você pode estar vivendo dentro de um framework de possibilidades limitadas, de estímulos projetados um atrás do outro, como nos jogos, por exemplo.
E nesses cenários é super possível você prever o que vai acontecer no meio do caminho e até no resultado final.
Mas no mundo real não. Não nos problemas abertos, onde tudo pode acontecer.
As combinações são infinitas ao longo desse processo e essa é a parte importante.
Primeiro, porque é extremamente comum você ter que tentar a mesma coisa várias vezes antes de entender se ela vai dar certo ou errado para você.
Entende que uma calculadora é algo perfeito na área da matemática?
Sempre que você fizer a entrada dos mesmos números, sempre vai sair os mesmos resultados.
Ela é literalmente perfeita nesse ponto!
Você não.
Você pode tentar a mesma coisa mil vezes, da exata mesma forma que nunca vai ser da mesma forma...
E mesmo que fosse, sempre vai sair um resultado diferente.
Então, nesse caso, a sua inconsistência é a maior vantagem que existe para a descoberta de novas coisas e habilidades.
Quem já passou por isso sabe e está lá na frente.
Em segundo lugar e o mais importante de tudo: não se preocupa se vai dar certo ou errado, preocupe-se somente em ganhar experiência nesse momento.
Isso vai ser divisor de águas na sua vida, principalmente se você está iniciando nas coisas, seja qual for a atividade.
Então, eu sinceramente surgiro a você tirar o foco nesse momento do resultado para voltá-lo para a ação, porque isso teve um impacto monstruosamente positivo na minha vida profissional e pessoal.
Na parte pessoal, um evento que expandiu a minha cabeça nesse assunto para sempre foi quando eu esbarrei num desafio chamado "One Punch-Man".
Olha que louco... Nesse desafio, você tem que, em um dia, correr 10 km, fazer 100 flexões, 100 abdominais, 100 agachamentos.
Assim... Só de falar nisso, eu já desisti.
Mas o que eu fiz foi o seguinte... Eu parei de focar no resultado, por exemplo, de conseguir correr 10 km, porque ele é muito abstrato para mim. É uma coisa muito longe.
Eu não consigo hoje entender o que é correr 10 km sem parar, isso é o quê? É a distância daqui até o Japão? E que tipo de tênis eu preciso?
Qual a posição correta para eu não me machucar?
E se um dia eu quiser correr uma maratona, que são 42 km?
Caramba, como funciona esse negócio aí?
Tem que ir de mochila? Tem que levar pijama?
Certeza ter que levar pijama!
Enfim, não interessa a resposta disso tudo agora.
Eu não tenho experiência o suficiente para entender!
Então, o que eu fiz foi: dividi esse problema de escopo aberto em problemas de escopo fechado menores que eu entendia.
E daí, eu parti logo para a ação.
E a primeira ação que me aproximava de conseguir correr os 10 km, sabe qual foi?
Andar. Sim! Eu andei uns 2 km e mais nada.
Eu fiz isso com o meu irmão, inclusive, o Guga.
E depois disso, a gente andou os 2 km e correu 200 metros.
Aí depois, a gente correu 500 metros, 1 km...
E hoje, a gente está correndo 1.6 km sem parar, e isso pelo menos para mim é impressionante, porque está super divertido.
E o mais massa é que estou louco para chegar no quilômetro 1.7.
Eu consigo visualizar esse problema e qual o pijama que eu vou usar!
1.7 km não é mais algo de escopo aberto para mim.
Mas antes, no início disso tudo, era total!
Inclusive, era impossível eu conseguir pensar numa solução naquele momento para essa quilometragem.
Então, continuando o exemplo do exercício, mas isso serve para qualquer coisa...
Se, por exemplo, você quer se exercitar e coloca como um objetivo final perder X quilos maravilhosos ou ganhar não sei quanto de massa muscular e nunca fez nada...
Existe uma alta probabilidade de você se questionar se vai conseguir chegar lá ou não, e daí concluir que não vai conseguir chegar lá e evitar todo o processo.
Minha sugestão, então: não seja muito inteligente agora no começo, se joga no processo, na ação.
Tem um termo em inglês que eu gosto muito, que é o "Leap of faith", que eu acho que a tradução é "Salto da fé".
Mas é meio que você aceite e se joga para o que der e vier, até se joga de costas e aceita o que acontecer.
Então, se você não nasceu com um porte de personal trainer, ao invés de definir como que você vai performar na academia amanhã, quanto peso você vai levantar...
Aí, na boa, só se compromete em ir, não precisa fazer nada...
Vai lá para tomar água.
Foca na ação de ir que esse é o seu problema, não o resultado.
E aí, você vai perceber que, eventualmente, você vai muito mais vezes para a academia do que se sentir esmagado pelo peso, que é vislumbrar o resultado que pode não vir.
E um detalhe importante que eu tive que descobrir me ferrando: o peso de vislumbrar um resultado, negativo ou positivo é o mesmo, tá?
Toma muito cuidado que isso é bastante traiçoeiro.
E como eu falei, tudo isso se aplica em qualquer coisa.
Então, vamos voltar para o exemplo de entrevistas de emprego.
Para essa situação, ao invés de se preocupar em ir numa entrevista e conseguir um emprego...
Se você está iniciando, preocupe-se apenas em ganhar experiência através de entrevistas de emprego. Nota a diferença?
E chega a ser cômico, porque nessas situações, focar na ação e não no resultado, te aproxima do resultado.
Mas o mais massa é que isso está super conectado com um empurrão final deste vídeo, que é Burrice versus Inteligência.
No caso de encontrar um emprego, tem muitas variáveis que estão fora do seu controle, como por exemplo, a empresa que você sempre sonhou trabalhar não está mais contratando, ou o projeto que estava precisando de pessoas foi cancelado... O que seja!
Mas o que está na sua mão, no seu controle é o ato de procurar emprego ou participar de qualquer outra entrevista.
E é muito importante você ter isto claro na sua cabeça: o que, de fato, está no seu controle e o que não está.
Porque quanto mais você tiver noção disso, melhor você vai se colocar nas situações certas.
Mas mesmo assim, quando você esbarra com um problema, você se acha burro!
E eu falo rindo isso, porque esse ponto toca lá dentro do meu coração.
Grande parte da minha vida, eu sempre me achei muito burro.
E isso me atrasou de várias formas, tá? Mas tudo bem, passou!
Só que daqui para frente, o negócio vai ficar bem melhor, porque faz muita diferença você tomar consciência do que está acontecendo.
Então, entende que querendo ou não...
Geralmente programadores ou engenheiros no geral, ou qualquer outra profissão que possui muito esforço cognitivo são vistas com uma inteligência, num certo campo, acima da média...
Pelo menos são conhecidas por pessoas que conseguem resolver problemas difíceis.
E é nisso que você entra numa cilada, porque se vestem em você uma roupa de inteligente, você vai fazer tudo que reforce essa imagem e vai evitar todas as coisas que provam o contrário!
Fim da história: você acaba fazendo só coisas fáceis e evita fazer todas as outras coisas que são difíceis, que vão mostrar que, na verdade, você é um incompetente!
E isso se aplica a qualquer nível de senioridade, tá?
A régua só vai subindo, mas o impacto que a gente toma do medo do julgamento é o mesmo.
Bom, você já deve saber na pele que é realmente difícil fazer coisas que, eventualmente, outras pessoas vão ver que você ainda é um incompetente daquele assunto, e isso te paralisa.
Mas o mais massa é perceber que tudo, tudo o que você fizer pela primeira vez, independente do seu nível atual, você vai ser péssimo naquilo.
Então, como sair dessa prisão mental?
Simples! Você precisa entender que não é uma questão de burrice versus inteligência sobre certo assunto, mas sim experiência versus inexperiência.
Não pensa se você é inteligente ou não para certa tarefa, pensa apenas se você tem experiência ou não.
E o mais massa é que o remédio para a inexperiência é experimentar, ou seja, focar na ação e não no resultado.
E novamente, você que quer se aventurar num novo assunto, quase tudo vai ser um problema de escopo aberto.
Você precisa aceitar que não sabe o que vai encontrar no meio desse processo.
E sempre tem muita coisa de valor que vai te preparar para o próximo estágio.
Então, deu de ficar paralisado, olhando aquela nuvem ou bomba de fumaça, que é um problema de escopo aberto. É só uma bomba de efeito moral, ela não faz nada!
Pega uma fatia bem fina desse treco e parte para a ação!
E daí, quando você estiver no meio do "bololô", e é somente lá que o passo seguinte vai ser revelado para você.
E se você fizer isso repetidamente, fatia por fatia, você vai conseguir chegar ao final de qualquer projeto na sua vida.
Então, já está mais do que na hora de você parar de achar que a solução para a sua motivação, disciplina, preguiça estão nas ferramentas lá fora, porque dessa forma você está perdendo a oportunidade de aprender a usar a ferramenta mais sofisticada já encontrada nesse planeta Terra inteiro: o seu cérebro.
Que por sinal, é a ferramenta que você usa para usar todas essas outras ferramentas.
E para você não achar que eu sou um maluco e que eu estou inventando todos esses assuntos, a maior parte do conteúdo desses dois vídeos foi retirada de uma playlist com 15 vídeos do Dr. Alok Kanojia.
Ele é um psiquiatra formado em Harvard e lidera vários experimentos nesse campo, principalmente envolvendo o impacto dos jogos na mente humana.
O cara é sensacional, mundialmente reconhecido e o link para essa playlist está dentro da descrição, você tem que clicar nela para expandir.
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Lá dentro, você vai encontrar vários materiais super exclusivos que mostram tudo o que eu passei na minha vida, desde a infância, adolescência e como isso se conecta com quem eu sou hoje.
Também, toda sexta-feira é publicado um novo vídeo exclusivo, que está sendo muito gratificante...
E a gente tem conversas bem privadas lá, que não fazem muito sentido colocar aqui fora, mas que fazem a semana fechar com chave de ouro.
Fora que lá, eu falo tudo o que está acontecendo nos bastidores do canal, tudo o que está dando certo e errado.
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Fechado? Valeu!
