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Introdução Alimentar em Bebês - Alimentos, Cardápio e Dicas de Alimentação

Olá, tudo bom?

Nesse vídeo de hoje vou falar para vocês um pouco mais sobre introdução alimentar em bebês, muitas pessoas que assistiram os meus vídeos falando sobre alimentação na gestação, os melhores alimentos para as grávidas.

Falaram: ‘Patrícia, fala também sobre os bebês, como é que se dá o processo de introdução alimentar do bebê?

Quais são as dicas que você pode passar para gente?’

Então fica comigo até o final que você vai adorar esse vídeo.

Antes de mais nada, se você é novo por aqui, aproveita agora se inscreve no canal, ativa o sininho.

Eu tenho vídeo novo todos os dias, você não vai querer perder, se você conhece alguém que tem um bebezinho pequeno, precisa de mais orientações, mais dicas com relação a introdução alimentar, compartilhe esse vídeo, vamos juntos ampliar esta corrente do bem, que isso que eu quero aqui com o canal, ajudar o maior número de pessoas possível.

Muitas pessoas me falam: ‘Patrícia fala mais sobre introdução alimentar de bebês, tem muita informação conflitante na internet, muita informação ultrapassada’, então resolvi preparar esse vídeo com muito carinho para tirar as principais dúvidas de vocês.

Por que é tão importante ter um vídeo falando especificamente sobre introdução alimentar de bebês?

Porque é uma fase extremamente delicada, o bebê é uma criatura muito fragilzinha, com um aparelho digestivo e o intestino ainda muito imaturo.

E esse é um ponto muito importante para gente falar, e principalmente até os seis meses de idade o sistema imunológico do bebê ainda está em formação, muito do sistema imunológico dele vai ser amadurecido através do intestino dele.

Então quando a gente apresenta alimentos errados antes da hora, a gente pode favorecer o aparecimento de algumas alergias alimentares na criança e no adulto para o resto da vida.

Por isso que a gente fala que até os seis meses de idade é muito importante que sempre que possível, o aleitamento materno seja exclusivo, ou seja que o bebê mame cem por cento no peito da mãe dele, obviamente que esse é o quadro ideal, muitas mulheres não têm possibilidade de amamentar, algumas não conseguem amamentar, outras tem contra indicação médica por alguma doença ou para alguma questão que o médico proibiu.

Então não conseguem ter esse aleitamento materno exclusivo, então com isso oferecem-se fórmulas para o bebê, é bem importante que a fórmula que o bebê consome, seja uma fórmula preparada para aquela fase que ele está vivendo, para aquele momento da vida dele.

Existem fórmulas específicas até os seis meses de idade, e existem outras formas diferentes, para bebês que tem problemas com relação ao refluxo, que tem problemas de digestibilidade, alergia à proteína, são outras questões.

Então, é só para deixar claro para você, o ideal é que até os seis meses de idade o bebê mame somente o leite da mãe dele ou alguma dessas fórmulas específicas.

E se o bebê tem a sorte de conseguir mamar na mãe dele, se aleitado pela mãe, o ideal que esse aleitamento continue de forma complementar até os 2 anos de idade.

Acho que isso é um ponto bem importante para vocês, porque é super comum no consultório ouvir algumas pessoas achando que com seis meses de idade tem que correr o desmame, isso não é verdade.

O ideal é que o bebê, preconizado, é que o bebê mame pelo menos até 2 anos de idade o leite da mãe dele e com o passar do tempo a gente consiga fazer uma alimentação complementar, então a gente oferece outros alimentos, que eu vou explicar para você aqui agora, mas o ideal é que o leite da mãe seja oferecido, por quê?

Primeiro porque cria uma questão, com relação ao vínculo mãe e filho, que é muito importante.

Inclusive algumas pessoas falam: ‘Poxa, meu filho mamar até os 2 anos vai deixar ele uma criança mais infantil, mais insegura’.

Pelo contrário, vários psicólogos, já veem que as crianças que são amamentados por mais tempo tem mais autonomia e mais segurança, justamente por ter um vínculo mais forte com as mães óbvio que isso pode variar, mas não fique caindo nessa achando que vai infantilizar seu filho, não tem nada a ver isso.

Outra questão é a parte econômica mesmo, o leite da mãe é de graça, adaptado para o filho dela, então é super interessante, é mais sustentável, porque a gente não vai gastar produtos industrializados para serem consumidos.

E além disso favorece muito a imunidade do bebê.

Então se você conseguir amamentar até os 2 anos de idade complementarmente, ótimo.

Vamos começar agora então com as dicas com relação a própria introdução alimentar do bebê.

Como é que se dá então esse processo de introdução alimentar dos bebês?

Normalmente a gente começa oferecendo as frutinhas para o bebê e o ideal é que você escolha uma fruta e ofereça essa fruta por 3 dias para verificar se teve algum tipo de alergia, intolerância.

E aí você suspende essa fruta que você já ofereceu por 3 dias, né não oferece.

Oferece uma outra por exemplo, vamos supor que você resolveu começar com a maçã raspadinha, você raspa a maçã oferece três vezes, três dias diferentes para ver se teve alguma intolerância, alguma alergia.

A maçã foi ok?

Passa para a pera.

Aí depois de três dias, a pera foi ok?

Passa para a banana vai acrescentando aos poucos os alimentos, para caso seu bebê, tem algum tipo de alergia ou intolerância você saber qual foi o elemento que causou aquilo nele.

Porque se você começar a introduzir banana, maçã, a pera tudo junto, e ele tiver algum tipo de vômito, diarreia, alergia ou algum problema você não vai saber qual fruta causou isso... isso é um ponto bem interessante. É interessante também é falar com relação à consistência porque um tempo atrás quando se falava de introdução alimentar.

Se falava em suco para bebê, e hoje em dia a gente já não oferece mais esse suco, porque o suco é muito concentrado em termos calóricos mesmo.

A própria fibra do alimento é mais quebrada, então para o bebê mais interessante consumir a fruta, e além de tudo tem a própria questão da mastigação que é importante, que o bebê desenvolva isso, o bebê ainda vai ter que ele reflexo de expulsão, porque ele tá acostumado a utilizar a língua para mamar no seio ou na mamadeira, de uma forma diferente do que ele utilizaria a partir de agora para mastigar.

Ele tem que aprender esse movimento, alguns bebês quando você coloca comida, eles fazem assim com a língua, como se estivesse cuspindo, e a mãe fala: ‘aí ele não gostou’.

Não é isso, é porque ele está usando a língua como ele está acostumado para mamar, na mamadeira ou no seio.

Então é importante que você entenda que ele vai ter que aprender essa parte fonoaudiológica, fisiológica, motora da boca a lidar com o alimento.

Então tem que ter um pouquinho de paciência, pode ser que ele custa muito, faça muita bagunça no começo.

Vamos lá, mantenha a calma forre o chão que vai dar tudo certo.

Então com relação a consistência é muito importante que você não processe a comida do bebê, não bote no liquidificador, não passe na peneira, isso a gente não faz mais hoje em dia.

O que é que a gente faz com relação aos alimentos?

Se for fruta, você pode fazer ela raspadinha, você pega uma colherzinha mesmo, de metal mais dura e raspa a maçã, raspe a Pêra, se for a banana você pode amassar com o garfo, enfim e vai oferecendo aos pouquinhos para o bebê ir consumindo.

Ele vai determinar o quanto é importante que ele consuma.

O bebê tem um mecanismo de autorregulação com relação a calorias, muito fino, muito bem desenvolvido.

Então não precisa querer atochar a criança de comida, nos primeiros meses, nos primeiros dias.

Porque isso não é necessário, o mais interessante nesse primeiro momento é que você ofereça alimentos variados a cada três dias, você ofereça alimentos novos para que ele a ter outras texturas, outros paladares, outras cores, outros sabores e ele fique cada vez mais exposto à alimentos diferentes, isso é muito interessante.

E mais uma vez não processa, não liquidifica, não coa, não peneira, apesar de ser mais fácil para você dar, para o bebê é pior que ele vai levar mais tempo para amadurecer essa questão, é fisiológica, de aprender a mastigar, ele tem que aprender a usar os calos dos dentes, muitos bebês com seis meses ainda não tem dente, mas os dentes já estão ali embaixo da gengiva, ele já tem aquele calinho no dente, não se preocupa que ele vai conseguir mastigar.

O mais importante para você, muita gente fala: ‘Ai Patrícia, eu tenho muito nervoso do bebê engasgar, vomitar, fico nervosa, por isso que eu não ofereço, prefiro bater’.

Não faz isso.

O mais importante é que você ofereça o alimento na consistência certa, que nem eu te falei, raspado ou amassado com garfo, em pequenas quantidades.

Se você enche muito a boca dele, vai ficar mais difícil para ele engolir, mastigar aquilo tudo, porque ele não tem muitos dentes ainda.

Então vai dando de pouquinho em pouquinho.

Pode ser que o tempo de alimentação seja um pouquinho maior do que você está acostumada a consumir obviamente, mas tenha paciência com seu bebê.

Outra dica muito importante é você não misturar tudo no prato, que tem gente faz tudo bonitinho, né?

Conforme o bebê começa a consumir a comida salgada, faz por exemplo: uma batatinha, amassa, aí pega um espinafre pica bem miudinho, amassa com um garfo e pega uma carninha moída, fez lá um caldinho de feijão ótimo, ou feijãozinho já amassado, dependendo do estágio que o bebê esteja.

E aí fez tudo separado, e aí pega o prato, mistura tudo para dar para o bebê, o mais importante como eu já te falei é que você ofereça separado e misture de repente um pouquinho de feijão com espinafre na colher, um pouquinho de carne com batata, pode até misturando um pouquinho, mas o ideal é que o bebê comece a perceber que existem alimentos diferentes, e com texturas e paladares diferentes, não mistura tudo no prato e não cai na tentação da sopa, eu sei que a sopa é super prática, você bota tudo lá na panela, faz de uma vez só.

Para você é mais tranquilo, mas mais uma vez, para o bebê não é tão interessante, primeiro porque a textura vai ser muito diferente, muito aguada e dependendo da quantidade de água que você bota na sopa, pode não ter todas as calorias e proteína que o bebê precisa.

Então o mais interessante mesmo, que você amasse tudo no prato e ofereça para ele.

Tenho que falar para você porque essa é uma prática um pouco antiga, mais infelizmente algumas pessoas ainda fazem isso, tem pessoas que fazem uma sopa salgada mesmo, botam numa mamadeira, cortam o bico da mamadeira e dão para o bebê tomar, isso obviamente é muito ruim, é porque, claro prejudica a questão da dentição, o bebê pode se engasgar quando você corta o furo da mamadeira, então , pode ser perigoso para o bebê, engasgar mesmo ou enfim, asfixiar.

E tem toda essa questão que acabei de te falar, não vai ter a consciência que ele precisa aprender, não vai ter a mastigação que ele precisa aprender então, por favor, não façam isso.

Muitas pessoas me perguntam também, ‘Patrícia e com relação ao tempero?

Eu posso temperar a comida do bebê?’

Pode desde que seja um tempero saudável, e às vezes pode ser uma boa opção para você mudar para a alimentação da sua casa, o que eu quero dizer com isso, não mas aqueles caldinhos prontos, saquinhos de tempero, enfim, né, não bota muita linguiça no feijão, na verdade não bota linguiça no feijão, bacon, nada disso.

Então, como que deve ser o tempero da comida do bebê?

O tempero normal de casa, alho, cebola, sal, pimenta não é interessante, porque o bebê é muito pequenininho, mais se você quiser botar orégano, cheiro verde, salsinha, o que você usa para temperar normalmente a comida, nada muito forte, muito marcante, porque ele está aprendendo com relação ao paladar também, mas se a sua comida, for uma comida saudável com temperos normais, com azeite.

Tranquilamente, você pode fazer uma comida para a família inteira, desde que você faça com os temperos corretos, como acabei de te falar.

Outro ponto bem importante, é que o ideal, é que a comida do bebê tenha um mínimo de produtos industrializados e ultraprocessados possível.

Então nesse primeiro ano de vida, né, nesse momento da introdução alimentar, nesses primeiros dois anos que é o período mais importante para manutenção de bons hábitos, formação dos bons hábitos e a posterior manutenção deles, o ideal que a alimentação, seja a mais básica possível mesmo, fruta, legume, verdura, carne, frango, peixe de acordo com o que você faz na sua casa.

Cuidado com as espinhas do peixe, tá, isso é muito importante para os bebês.

Arroz, feijão, aquela comida básica do dia a dia, batata.

Enfim que você está acostumado a fazer no dia a dia, de um tempero mais leve, sem muita gordura, oferece.

Evita oferecer aqueles mingaus, aquilo ali é muito lotado de açúcar, muito lotado de corante, você vai viciar o bebê num paladar ultra doce, e depois ele pode até rejeitar fruta, porque né?

Tem uma coisa muito mais docinha, muito mais fácil de engolir, então evite oferecer esses mingaus, essas coisas que antigamente o pessoal oferecia para as crianças, porque realmente não tem necessidade.

Muitas pessoas me perguntam com relação a sobremesa, ‘Patrícia tenho que oferecer sobremesa para o meu filho? É uma coisa que, é interessante?

Oferecer a fruta depois do almoço?’

Já te adianto logo que gelatina, doce, bala, açúcar que não deve ser oferecido nos primeiros dois anos.

Se você tiver o hábito da sua família de comer sobremesa, você pode dar um pedaço de fruta, não precisa ser uma fruta inteira depois do almoço, porque o estômago do bebê é muito menor do que o seu, mas lembra sempre de não associar a alimentação a gratificação, por exemplo: ‘Vou associar que depois do almoço, ele sempre vai comer uma fruta mais docinha’.

Não começa a criar esses hábitos no seu filho, porque depois de um certo tempo conforme ele vai adquirindo outros alimentos, conhecendo outros alimentos, ele pode ficar com esse padrão viciado de querer uma gratificação no final e que depois conforme ele cresça pode virar uma sobremesa, enfim um doce.

Se você estiver oferecendo isso no futuro para ele.

Então, já que ele é bebê, e ele não tem hábito de nada disso se você puder evitar a sobremesa pode ser melhor para você, deixa para oferecer as frutas, no lanche da manhã, no lanche tarde, enfim de uma outra forma.

E um ponto super importante é a higiene no preparo dos alimentos.

A gente normalmente já tem muita higiene com o nosso preparo de alimentos, dos adultos, mas o sistema imunológico dos bebês ainda é muito fragilzinho.

Então, tem que ter muito cuidado porque a diarreia em alguns bebês pode até mesmo levar à morte, é muito complicado manusear em alguns casos é super importante que o elemento tenha uma certa higiene mínima, básica.

Então lembra sempre de lavar as suas mãos antes de preparar os alimentos, lembra sempre se você for oferecer alguma verdura, algum legume para o bebê, cru, deixe de molho na solução correta para evitar que, enfim tenha microrganismos, ou vermes mesmo contaminando o seu bebê, a princípio no começo se você puder faça tudo cozidinho, que fica mais fácil, lembra que fez a comida é para servir na mesma hora, ou para a geladeira, ou para o freezer, não deixa a comida ali no fogão, ‘fiz o arroz hoje de manhã, no almoço, vou dar esse arroz a noite’ não, porque a proliferação de bactérias, de microrganismos pode acontecer muito rapidamente e seu bebê pode passar mal.

Então terminou de fazer a comida é para o prato e se não for para o prato imediatamente bota num potinho e bota na geladeira, ou se você for congelar já bota num potinho e bota no freezer, para você garantir a segurança alimentar dele também.

E por último um exemplo para você organizar essa alimentação, depois que o bebê já foi introduzido de acordo com cada bebê, existe uma introdução diferente, isso seu pediatra vai te orientar, o seu nutricionista, especificamente para cada mãe para cada bebê, mas depois que o bebê já teve essa introdução alimentar, como que é um prato equilibrado para um bebezinho de menos de dois anos?

O ideal é que tenha uma fonte de proteína, que pode ser uma carne moída, pode ser um peixinho, pode ser um frango, tenha um carboidrato pode ser uma batatinha, pode ser uma batata doce, um inhame, um cará, um arroz integral.

O bebê consegue sim comer arroz integral uma vez que esteja bem cozido, bem molinho.

Então vai depender também de cada bebê pode ter uma leguminosa, pode ter uma lentilha, ou feijão, um grão de bico.

E as verduras e os legumes, escolhe um grupinho, um alimento de cada um desses grupinhos em uma quantidade compatível de um bebê e bota no prato deles, mais uma vez não espere que seu bebê coma como uma criança de 6 anos, como a criança de 10 anos, ou até mesmo como você.

Eu tenho uma lista aqui no canal com outros vídeos para essa época tão especial, sobre gestação, os melhores alimentos para gestantes, para depois que tem, o parto que o bebê nasce, para te ajudar, algumas dicas legais vou deixar aqui embaixo o link na descrição junto de outros vídeos que eu tenho aqui, que eu já produzido para vocês, para te ajudar mais ainda.

Me conta aqui embaixo então, como foi a sua introdução alimentar?

Você seguiu mais ou menos esse modelo?

Teve um pouquinho de diferença?

Me conta aqui que eu vou adorar saber.

Compartilha esse vídeo, com quem agora está entrando nesta fase tão especial.

Tomara que a gente consiga juntos ajudar o maior número de pessoas possíveis aqui com o canal.

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Você não vai querer perder.

Até a próxima, tchau, tchau.