ALERGIA em bebê o que FAZER para EVITAR. 6 DICAS!
Vocês entenderam, então, a importância da gente aprender sobre as alergias alimentares, aprender sobre por que que a gente tem que amamentar os nossos bebês, mesmo que eles estejam alérgicos, e por que é tão importante a gente aprender sobre amamentação para ela dar certo lá nos primeiros dias, que são o principal da proteção da alergia alimentar.
Então, vamos aprender o que a gente pode ou tem que fazer antes do bebê chegar.
O primeiro ponto: a gente não tem nenhuma evidência científica de que tirar alimentos da alimentação da mãe durante a gestação vai proteger o bebê de alergia. Não adianta a gestante, a grávida, fazer dieta de exclusão pensando que isso vai proteger o bebê dela de alergia porque não vai. E o pior, restringir alimentos têm estudos provando que está relacionado com bebês que crescem menos na barriga da mãe então nada de restringir a alimentação durante a gestação entenderam?
A recomendação para a gente ter uma gestação saudável é o que? Dieta saudável! Agora, gente, parênteses tipo de remédio para maiores informações consulte seu médico... tá bom... dieta saudável para maiores informações consulte um bom nutricionista.
Principalmente que indique alimentos e não suplementos, entendido?
Vamos para o segundo ponto do que a gente tem que fazer em relação às alergias alimentares
Vamos lá, esse segundo ponto também é de antes de o bebê chegar e esse é uma coisa nova então não está muito certo ainda mas eu vou trazer para vocês essa novidade. Tem estudos que relacionaram o uso de probióticos, o que são probióticos? Basicamente, bactérias do bem durante a gestação e durante a amamentação eles estudaram as mães que usavam probióticos se diminuia eczema.
O que é eczema? É uma reação alérgica na pele dos bebês. O que acontece, os estudos eles variavam qual o tipo de probióticos e qual a quantidade e eles não avaliaram exatamente alergia alimentar, eles avaliaram alergia de pele
Então hoje, 2020, não existe uma recomendação formal para todo mundo tomar probiótico na gestação mas isso pode ser que muito em breve mude. Pode ser que a gente comece a indicar em breve que as mães, principalmente aquelas que têm uma história familiar positiva, e que têm risco do bebê se tornar alérgico, usar durante a gestação e amamentação probióticos pra ficar com bastante bactérias do bem. Legal não é? Muito legal. Eu estou louca pra que esses estudos saiam logo pra gente saber se vai poder usar ou não.
E o terceiro ponto a gente tem que evitar, ao máximo, a exposição precoce ao leite de vaca especialmente nos primeiros dias de vida do bebê lembra que eu expliquei mais cedo na live que os primeiros dias de vida é aquele momento que o bebê está mais suscetível a que o sistema imunológico dele entra em alerta com coisas que não são na verdade um risco?
Nesse começo da amamentação é muito comum que as mães tenham dificuldade, aí elas não conseguem colocar direito o bebê no seio, elas querem que tenha rios leite mas não é rios de leite que vem é um pouquinho de colostro e aí essa ansiedade da mãe de querer que o bebê mame dois litros de leite no primeiro dia de vida somada a algumas práticas de maternidades Brasil afora que aí não tem porque eu entrar especificamente nesse mérito mas muitas vezes, sem necessidade, os bebês acabam sendo expostos a fórmula infantil nos primeiros dias de vida.
E fórmula infantil de bebê, de menos de seis meses, têm leite de vaca!
As únicas duas fórmulas que existem que não têm leite de vaca são fórmulas à base de soja e arroz, e nenhuma delas é indicada para bebê menor de seis meses hoje. Então, qualquer fórmula que vai ser fornecida para um bebê menor de seis meses ela vai ter leite de vaca. Expor o bebê muito cedo ao leite de vaca acaba aumentando o risco desse bebê, alguns meses depois, se tornar alérgico a essa proteína. Quarto ponto do que fazer: esse eu não vou nem me alongar porque não vale a pena entrar nessa discussão. Introdução alimentar só a partir de seis meses. Essa é a recomendação atual de todas as
Sociedades Médicas, do Ministério da Saúde, da UNICEF, da OMS, todo mundo introdução alimentar com seis meses. Hoje eu acertei, né gente, outro dia eu tentei fazer com os dedos e não deu certo. São seis meses, tá bom?
E aí gente, é leite, leite materno! Não é pra dar água, não é pra dar chá, não é pra dar nada porque o bebê "vai aguar", gente não existe bebê "aguar" pelo amor de Deus isso é um mito antiqüíssimo, certo? E se o bebê não mama no peito é seis meses de fórmula, entenderam? Porque tem uma questão muito importante nessa coisa da microbiota intestinal que eu tava falando pra vocês, que já se estudou o que cresce no intestino de bebês que mamam leite materno, que mamam fórmula e que comem outros alimentos. E o que cresce nesses intestinos? Obviamente eles usaram as fezes dos bebês pra descobrir. Então vamos lá o que cresce, qual é a microbiota que cresce dos bebês que só tomam leite materno? É um monte de bactérias do bem, é só coisa legal e aí, o que acontece com aqueles bebês que tomam ou entram em contato com, por exemplo, a fórmula infantil, ou outros alimentos?
Eles começam a aumentar as bactérias que não são tão do bem, são bactérias que tem por exemplo no intestino de adultos: Escherichia coli, esse tipo de bactéria que a gente já ouviu falar que causa dor de barriga infecções. Os bebês que mamam leite materno eles ficam protegidos disso, e se durante seis meses a gente garantir que ele só tomem leite materno e não entrem em contato com outros alimentos e fórmula infantil, a gente garante que ele vai ter essa microbiota intestinal saudável por seis meses e isso é maravilhoso. Lembra que eu expliquei pra vocês lá no começo da live que a microbiota hoje em dia está sendo relacionada a um monte de doença crônica quando ela está com problema? Então vamos tentar garantir seis meses de intestino saudável para nossos bebês?
Quinto ponto então. Sempre que a mãe suspeitar de alergia ela tem que procurar um bom médico como eu falei diagnóstico é baseado na história, então, ninguém melhor que a mãe ou o pai do bebê, que ficam com o bebê o dia todo, para perceber que algo não está bem com o bebê.
Além do que, o pai e a mãe são as maiores fontes daquela história familiar para saber se o bebê tem mais risco ou não de ser alérgico. Então tem que prestar atenção no bebê. Achou que tem alguma coisa de errado?
Leva a um médico, um bom médico, e conta o que está acontecendo certo? E o sexto e último ponto é: se a gente tem diagnóstico de alergia alimentar a gente tem que desmamar o bebê?
Claro que não, gente! É muito pelo contrário! Se a gente tem um diagnóstico de alergia alimentar é extremamente importante a gente conseguir amamentar esses bebês.
Lembra que a amamentação protege de um monte de coisa por exemplo doenças infecciosas tipo diarréia e infecção respiratória? Isso no bebê alérgico complica muito a situação. Então, se eu puder proteger ele dessas outras complicações, maravilha, muito melhor! E o indicado é o que? Quando a mãe descobre, começa a perceber que o seu bebê tá reagindo a alguns alimentos ela tira da dieta dela. Sempre é uma decisão em conjunto com o pediatra um alergista um gastropediatra alguém que vai estar acompanhando o caso. Por exemplo, a mãe acho que o bebê está reagindo ao leite de vaca aí ela tira o leite de vaca depois testa
Está com sintomas mesmo. Aí depois ela acha que está reagindo a uma outra coisa por exemplo outros alimentos tipo ovo, feijão, carne de vaca, peixes em geral, precisa tirar tudo da alimentação da mãe?
Sim, gente. Hoje em dia a gente vê muito na internet sobre alergia à proteína do leite de vaca mas qualquer alergia alimentar no bebê funciona da mesma forma: aquilo a que o bebê estiver reagindo a mãe tem que tirar da alimentação dela pra não passar aquelas pequenas partículas pelo leite materno entenderam? Se a gente tem uma mãe principalmente uma mãe de um bebê alérgico múltiplo é bem importante ela ter o acompanhamento de uma nutricionista para ajudar ela a manter uma dieta saudável, com as exclusões, sem faltar nenhum nutriente. Gente, como eu sempre falo para vocês, em todas as lives que a gente faz.
Essa live de hoje não é diferente. Lembra, que a gente falou no começo, que aquela dúvida da mãe nos primeiros dias leva a acabar fornecendo fórmula pro bebê... que isso é uma coisa que pode estar aumentando muito os índices de alergia hoje? Como é que a gente evita esse grande vilão da amamentação, que é a dúvida se a gente está produzindo leite suficiente, se está indo tudo bem com a amamentação?
A gente só evita isso com informação de qualidade!
A gente tem que aprender sobre amamentação antes do bebê chegar.
