Alimentação #EmCasaComSesc – EP 4: A gente se encontra na cozinha
Pratos elaborados, comida do dia a dia, receitas passadas de uma geração para outra.
Não importa se você é um mestre da culinária ou encontra nela um grande desafio.
A cozinha é um lugar onde todos podem - e devem - se sentir em casa!
Cozinhar é a melhor coisa que você pode fazer pela sua saúde.
Quanto mais nos dedicamos ao preparo do que vamos comer, mais saudável fica nossa vida.
A gente gosta de dizer que é preciso desembalar menos e descascar mais!
Assim, evitamos o uso de produtos ultraprocessados e todos problemas de saúde causados pelo excesso do consumo deste tipo de comida, e priorizamos o uso de alimentos in natura ou minimamente processados.
Mas para isso é preciso tempo!
Da escolha dos ingredientes de um prato até a louça lavada, são várias etapas para que um prato saudável seja servido.
E muitas vezes toda essa responsabilidade fica com apenas um membro da família.
Normalmente a mãe, a avó ou outra mulher da casa.
E quando isso acontece fica muito difícil ter tempo pra tudo e os pratos saudáveis vão perdendo cada vez mais espaço na mesa.
Então qual é a saída?
Que as tarefas domésticas sejam compartilhadas por toda a família!
E que ninguém duvide que a cozinha é lugar de todos!
Pensar na lista, ir às compras, arrumar o armário, começar o preparo, temperar, cozinhar, servir, guardar o que sobrou e limpar tudo.
Todos os dias. Várias vezes por dia. É muita coisa para apenas uma pessoa dar conta!
Se as tarefas forem compartilhadas, a mesa fica mais bonita, a comida mais saudável e o ambiente mais feliz.
A cozinha de uma casa é de todos que moram nela!
Para aprender a cozinhar, tem que colocar a mão na massa mesmo.
As habilidades culinárias são desenvolvidas na prática.
Se você não tem muita experiência com as panelas, pegue receitas com familiares, amigos, livros ou na internet.
Agora, se você já manda bem na cozinha, aprofunde seus conhecimentos, teste novos pratos e ensine outras pessoas, principalmente os mais jovens.
A transmissão dos saberes culinários tem diminuído.
E isso leva a uma perda de informações preciosas, referências culturais e espaços de afeto.
Porque a cozinha é o espaço que mais promove saúde dentro de uma casa, e não apenas isso!
A cozinha é um espaço de encontros, memórias, prazeres, resgates e trocas.
Quem não lembra de um gosto de infância, de um cheiro do bolo da casa da avó, do feijãozinho do tio que mora no interior que só ele sabe fazer?
E falando em feijão, pra mim, ele tem gosto de partilha, de comida na mesa!
E pra você?
Existem muitas teorias sobre a origem do feijão, a que tem sido mais aceita é a de que ele surgiu nas Américas do Sul e Central.
Feijão-preto, carioca, bico-de-ouro, jalo, branco, borlotti, encarnado, manteiga, verde e feijão-da-praia.
O feijão é uma das leguminosas mais populares do planeta e uma importante fonte de proteína vegetal na alimentação.
Apesar de ser típico no prato dos brasileiros, o consumo de feijão vem diminuindo nos últimos anos.
Aprender a fazer um prato tão querido é uma forma de manter essa saudável tradição viva.
Por tudo isso, eu resolvi mostrar hoje a receita de feijão caseiro da comedoria do Sesc.
E com direito a contar um segredo do preparo: pra colocar menos sal, a gente reforça nos temperos!
Já, já você vai ver.
O feijão é um prato fácil de fazer e barato.
Durante seu preparo, uma grande aliada da economia é a panela de pressão!
Com ela o cozimento é bem mais rápido e você ainda economiza no gás.
Cozinhar a própria comida desenvolve a nossa autonomia.
E enfrentar a panela de pressão faz parte deste processo da gente se sentir empoderado quando está cozinhando.
Então vamos lá gente! Coragem!
Ninguém precisa ter medo de usar a panela de pressão!
Hoje eu vou mostrar para vocês que usando corretamente, ela é muito segura!
Preste atenção:
A válvula e o pino não podem estar entupidos.
Se precisar, limpe bem.
Caso a borracha da tampa fique ressecada, é preciso trocar.
Não coloque mais de dois terços de líquido na panela.
De forma alguma cozinhe qualquer coisa sem líquido ou com pouco líquido.
A falta de vapor pode fazer a panela estourar.
Nunca abra a panela antes que toda a pressão tenha saído.
Espere a panela esfriar.
Para ter certeza que o vapor saiu completamente,
Se estiver com pressa, coloque a panela sob água fria para esfriar mais rápido.
Levante o pino, se não fizer nenhum barulho pode abrir a panela.
Eu já conferi a panela que vamos usar e está tudo certo!
Agora vamos à nossa receita!
Para o feijão caseiro, você vai precisar de: duas xícaras de chá de feijão carioca, quatro xícaras de chá de água, seis xícaras de chá de água quente, quatro folhas de louro, duas colheres de sopa de óleo, um quarto de uma cebola média, um dente de alho, uma colher de chá de sal.
E se preferir: um quarto de maço de salsa fresca, e um quarto de maço de cebolinha fresca.
Comece selecionando o feijão e colocando de molho em um utensílio fundo. Água em temperatura ambiente e com o dobro de quantidade dos grãos.
Assim você hidrata o feijão e diminui o tempo de cozimento, economizando gás.
Depois de uma hora, despreze a água do feijão que ficou de molho para eliminar algumas substâncias que podem provocar gases e coloque os grãos em uma panela de pressão.
Para cada xícara de feijão são três xícaras de água quente para acelerar o cozimento.
Coloque também as folhas de louro para dar aroma ao preparo.
Tampe a panela e coloque no fogo.
Após o início do chiado, deixe de 10 a 12 minutos em fogo médio.
Desligue o fogo e espere a pressão sair naturalmente, o que deve acontecer em aproximadamente 15 minutos.
Este tempo ajuda na finalização do preparo, fazendo com que o grão fique mais macio e o caldo mais encorpado.
Pique o alho e a cebola.
Em uma panela à parte, refogue primeiramente a cebola no óleo e quando ela começar a murchar, acrescente o alho.
Adicione quatro conchas de feijão cozido com caldo na panela com o refogado.
Tempere com sal, mexa em seguida e mantenha no fogo por aproximadamente 5 minutos.
Desligue o fogo.
Acrescente as folhas da salsa e cebolinha frescas já higienizadas e picadas no feijão temperado.
Elas darão um ótimo aroma e sabor, além de possibilitar que você use menos sal na receita.
Sirva em seguida.
Algumas dicas: os talos da salsa fresca não utilizados podem ser usados na fervura de uma água para arroz, garantindo o aproveitamento integral do alimento.
O restante do feijão não temperado pode ser congelado em potes pequenos e usado com um novo refogado em refeições futuras, ajudando a economizar tempo e mantendo o feijão sempre bem fresquinho.
Porcione o feijão nos recipientes e coloque uma proporção razoável de grãos e caldo.
Assim, ao descongelar, você não precisa acrescentar mais água no feijão, garantindo um caldo mais encorpado.
Leve ao freezer por até um mês.
Para descongelar é só deixar na geladeira da noite para o dia.
O feijão é perfeito para o almoço de todos os dias! É cheiroso, saboroso e combina com todos os outros alimentos!
E mostra que uma mesa saudável e nutritiva pode ser feita por qualquer pessoa!
Afinal, a cozinha é o lugar de todos nós!
Você pode assistir a estas e outras orientações em todos os episódios.
Acompanhe "Alimentação #emcasacomsesc"
