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Anorexia Nervosa, saiba reconhecer os sinais

A obsessão pelo corpo magro, quando ultrapassa os limites estéticos, pode ter nome e sobrenome: anorexia nervosa.

Assunto sério e tão necessário nesse mundo atormentado pelos padrões de beleza.

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Há algum tempo atrás, a anorexia era mais comum entre um grupo pequeno de pessoas: geralmente meninas de classe média alta.

Hoje, está cada vez mais comum e não tem mais público-alvo: pega meninas, meninos e até mulheres na fase pré-menopausa, que estão lutando contra as mudanças fisiológicas dessa fase.

Trata-se de uma doença. Não é frescura!

Entre os transtornos psiquiátricos, a anorexia nervosa é a que possui maior taxa de mortalidade e risco de suicídio.

Por isso, meu objetivo nesse vídeo é mostrar as principais características deste transtorno alimentar, porque quanto mais cedo se detecta o problema, maiores as chances de cura e menor o sofrimento!

Você mesmo pode estar passando por isso e não está se dando conta.

Ou de repente pode ter alguém próximo sofrendo desse problema em silêncio: uma irmã, um irmão, um primo, uma vizinha, um filho.

Hoje eu vou explicar direitinho como reconhecer a chegada deste transtorno alimentar, que é grave, sim, mas com certeza pode ser tratado!

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Quase todo mundo quando se olha no espelho se incomoda com uma gordurinha aqui, outra ali.

Alguns gostariam de ter braços mais finos, menos barriga, não ter celulite.

Mas para quem sofre de anorexia nervosa, essa busca pelo perfeccionismo pode virar uma verdadeira obsessão.

Este é um transtorno alimentar sério, que geralmente traz uma perda de peso muito significativa e uma série de problemas.

A pessoa tem pavor de engordar, mesmo que esteja em um peso compatível à sua idade e altura.

Mesmo que esteja muito, muito magro.

O padrão de beleza que vemos hoje na mídia e nas redes sociais reforçam essa ideia de que pra ser saudável e feliz é preciso ser magro.

Mas isso não é verdade!

Magreza não é sinônimo de saúde e nem de alegria!

Quem sofre de anorexia pode acreditar nessa ideia e acabar colocando sua saúde em risco.

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São muitos fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver anorexia.

Pode ter a ver com questões genéticas, com traços psicológicos como obsessão e ansiedade, ou até mesmo com a fisiologia do próprio corpo.

Também pode estar ligada a fatores ambientais que fazem ou fizeram parte da vida da pessoa, como histórico familiar, ocorrência de abusos, ou com o fato de ela estar inserida em um contexto onde a magreza é super valorizada.

Existem casos também de pessoas que imaginam que o seu peso pode ser culpado por problemas de relacionamento.

Então, acreditam que emagrecendo passarão a ser mais aceitas.

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A anorexia é mais comum na adolescência justamente porque nessa fase o corpo se transforma muito, as mudanças físicas estão em evidência.

Do ponto de vista psicológico, este é um momento de provação em todos os sentidos: entre amigos, relacionamentos amorosos, início da vida sexual, entrada no mercado de trabalho.

Todas situações que geram uma série de questionamentos.

Como eu disse, a anorexia nervosa hoje em dia é um problema crescente em várias outras faixas etárias, entre homens e mulheres.

E é importante lembrar que este distúrbio na maioria das vezes começa de um simples desejo de emagrecer.

Também é muito comum começar com uma dieta restritiva.

Mas como saber quando estes comportamentos estão ultrapassando os limites da normalidade?

Separei aqui alguns sinais importantes.

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Um dos sinais mais visíveis é a distorção da imagem corporal: a pessoa acredita que precisa perder cada vez mais peso para se sentir bem, se cobra muito e fica com a autoestima lá embaixo.

Existe uma preocupação enorme com a balança: então, ela pode se pesar várias vezes ao dia.

Pode ficar obcecada por calorias, testar as mais malucas dietas, fazer longos jejuns, começar a ter medo ou até nojo da comida

Dá para notar também um grande descompasso entre a imagem corporal que a pessoa faz dela mesma e o que as pessoas realmente enxergam: ela nunca acredita que está magra o suficiente.

Para disfarçar o baixo peso e parar de ser cobrada, uma tática bastante usada por quem tem anorexia são as roupas largas.

Assim, a magreza fica menos evidente.

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Na hora de se alimentar, é um sofrimento: a pessoa passa a comer cada vez menos e pega verdadeira aversão ou medo de certos alimentos que ela considera engordativos.

Deixar comida no prato vira uma rotina, ou então, pode mastigar o alimento e depois cuspir fora.

Isso sem falar das pessoas que preferem comer longe da família pra evitar qualquer tipo de fiscalização, ou ainda vomitam escondido. É comum também o uso de laxantes, diuréticos ou abuso de inibidores de apetite.

Fique de olho!

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Outro comportamento preocupante é a prática excessiva de atividade física.

Claro que ter uma vida ativa é legal!

Mas não em um ritmo exaustivo, ou para compensar alguma coisa que comeu.

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A parte psicológica também é bastante afetada na anorexia, e uma das características mais visíveis são as alterações de humor:

Irritabilidade, introspecção, ansiedade, desânimo, falta de alegria.

Quando o assunto é comida, a pessoa tende a mostrar descontrole emocional. É compreensível, afinal, você consegue imaginar o que essa pessoa está sentindo?

Só para você ter uma ideia: é uma briga diária com o próprio cérebro.

De um lado está tudo o que ela gostaria de comer.

Do outro, um controle absurdo dizendo que ela não pode comer.

Isso reflete muito na vida social.

Passeios que envolvem comida viram uma tortura, toda refeição é um sofrimento.

E, geralmente quando a pessoa se "rende" e come um pouco a mais, sente uma culpa enorme. É muito exaustivo e muito triste.

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A saúde física fica totalmente prejudicada nesse processo, e diante dessa ingestão alimentar tão baixa, podem aparecer problemas como desnutrição, perda de massa óssea, alterações no ritmo cardíaco, anemia, aumento de colesterol, hipotermia, distúrbios metabólicos e hormonais.

(Música) É muito difícil para quem está sofrendo com a anorexia nervosa assumir que está doente e que precisa de ajuda.

Muitas pessoas pensam que é só uma fase e vai passar.

Mas não é!

Se você está passando por este problema, o primeiro passo é aceitar.

Depois disso, faça um esforço para se abrir com as pessoas mais próximas e procurar ajuda.

O trabalho conjunto de médicos, psicólogos e nutricionistas é fundamental para uma boa recuperação e para prevenir que o quadro se agrave.

Agora, se você está na posição contrária, ou seja, suspeita que alguém ao seu redor pode estar desenvolvendo este distúrbio, ofereça ajuda. Às vezes os pais são os últimos a saber, mas os amigos e professores têm um papel muito importante em avisar a família.

Todo o apoio é bem-vindo nestes casos, ainda que a pessoa demonstre não querer ser ajudada.

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Quem sofre de anorexia nervosa precisa mudar o padrão de pensamento para sair dessa e não ter recaídas.

Então minha dica final é: vamos valorizar mais o corpo que temos, aceitar nossas diferenças!

Existem milhões de qualidades que nos tornam seres únicos!

Vamos combater essa cultura das dietas de uma forma positiva, focando não em padrões estéticos, mas na nossa saúde física e mental.

E, acima de tudo, recuperando o prazer em comer!

Saúde e bem-estar.

Esse vídeo é muito importante ser compartilhado se você achar que alguém pode se beneficiar dele.

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Até logo!

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