Low-Carb Ou Cetogênica - Qual É Melhor Para VOCÊ? | Senhor Tanquinho
Dieta low-carb e dieta cetogênica: qual delas é a melhor para você?
Nós recebemos essa pergunta o tempo todo e foi para isso que eu resolvi gravar esse vídeo: para poder explicar para você o que é low-carb, o que é cetogênica, as diferenças e semelhanças e qual é a melhor para você.
Eu sou o Guilherme, do site Senhor Tanquinho, e nesse vídeo eu vou te falar exatamente o que você precisa saber sobre a low-carb, cetogênica e como decidir qual delas vai ser o seu passaporte para a saúde, boa forma e uma boa qualidade de vida, com muita alegria.
Antes de mais nada eu já te peço para deixar um like aqui nesse vídeo.
Ajuda o nosso canal para caramba e nós vamos poder gravar cada vez mais vídeos assim, para te ajudar a tomar as decisões certas ao longo da sua caminhada. É legal nós já começarmos explicando que na cabeça das pessoas low-carb e cetogênica são duas coisas completamente diferentes, e às vezes nós fazemos um vídeo do tipo
“7 vegetais para a dieta cetogênica” – que é um vídeo que o pessoal gostou muito e que eu vou deixar aqui em cima – e as pessoas falam: “Ah, não serve para mim porque eu faço low-carb”.
Ou nós postamos uma receita low-carb e a pessoa fala: “Não vou nem ver porque eu faço cetogênica”, sendo que, na verdade, nem sempre é assim.
Então vamos começar falando o que essas duas estratégias alimentares têm em comum.
E o que as duas têm em comum é que tanto a cetogênica, quanto a low-carb são dietas low-carb.
“Como assim?”.
Dieta low-carb nada mais é do que uma dieta que restringe a ingestão de carboidratos e a cetogênica faz isso também.
Na verdade, em uma dieta cetogênica você restringe bastante essa ingestão.
A maioria das pessoas ingere de 20 a 30 gramas de carboidratos digeríveis por dia.
Algumas chegam até 50 – é uma coisa um pouco individual – mas não costuma passar muito disso.
Geralmente os carboidratos não representam nem 10% das calorias de quem está em uma dieta cetogênica e o objetivo dessa dieta para muitas pessoas é entrar em cetose, que é o estado metabólico saudável e não tem nenhum problema entrar em cetose.
Na verdade, pode até ser bom para você.
Não confunda com cetoacidose.
Já falamos sobre isso em outro vídeo e se você não o viu, eu vou deixar aqui no cartão.
E se você tem dúvidas sobre cetose, comente aqui, que eu vou responder todos os comentários.
Mas então, retomando, a cetogênica é um tipo de dieta low-carb, que é bem restrita em carboidratos, enquanto outras variações de dieta low-carb podem admitir uma ingestão bem maior, de 100, 120 gramas de carboidratos por dia.
Ainda assim, apesar dessa dieta ter, por exemplo, 4, 5x mais carboidratos que uma cetogênica, ela ainda é low-carb.
E por quê?
Ela é low-carb quando comparada com a dieta que a maioria da população dos países ocidentais tem hoje em dia, que tem às vezes, 60% das calorias vindas de carboidratos – talvez o dobro ou o triplo desses 100, 120 gramas.
Então você pode ver que existe um espectro ali.
Por exemplo, uma cetogênica que tem aí seus 20, 30 gramas de carboidratos por dia; uma low-carb mais moderada, um pouco mais relaxada, com 100, 120 gramas de carboidratos por dia; e tem a dieta ocidental, que muita gente segue, que é pobre em gorduras boas, não é rica em proteínas e tem aí 300, 400 de carboidratos por dia.
Tá bom, nós vimos o que elas têm em comum, mas qual é a diferença dessas duas estratégias alimentares então?
A diferença é que na cetogênica você vai acabar entrando em cetose.
E nesse estado metabólico você vai estar ingerindo tão poucos carboidratos que o seu corpo vai pegar a gordura que você tem estocada aqui e também a gordura da sua alimentação, e vai transformar em corpos cetônicos, que são um tipo de molécula que pode dar energia para o nosso corpo.
Por exemplo, o nosso cérebro não consegue queimar ácidos graxos, que é a gordura em si.
Ele precisa de glicose ou de corpos cetônicos.
Como na cetogênica nós não estaremos fornecendo muita glicose, ele vai usar os corpos cetônicos como forma de combustível.
Inclusive, algumas pessoas sentem até a cognição, a mente mais afiada durante a cetogênica, que nem eu estou sentindo agora, porque eu vivo em uma cetogênica a maior parte do tempo e estou aqui, animadão, para contar essas coisas para você.
Na verdade, parte dos benefícios da cetogênica, da maneira em que ela foi inicialmente formulada, da maneira em que ela foi inicialmente pensada, é de simular alguns benefícios do jejum intermitente, só que sem os malefícios, como perda de massa muscular, porque você ainda vai estar ingerindo calorias, você ainda vai estar ingerindo proteínas, você vai poder treinar, viver e ser feliz; diferente de um jejum prolongado, onde você não vai poder fazer nada disso.
E por que isso não acontece na low-carb?
Por que a maioria das pessoas não entra em cetose fazendo uma dieta low-carb um pouco mais liberal, um pouco mais livre, com um pouco mais de ingestão de carboidratos?
Porque, simplesmente, a ingestão de carboidratos é maior.
Então a maioria das pessoas que no mundo de hoje em dia tem uma vida mais sedentária, não tem uma demanda tão intensa por esses carboidratos, acaba alternando um pouco as fontes de energia na dieta low-carb.
Então às vezes elas estão queimando gordura, às vezes estão queimando carboidratos, e tudo bem também.
Não tem problema nenhum com isso.
O legal é o seu corpo ter uma flexibilidade metabólica.
O que quer dizer, basicamente, que ele consegue lidar bem com qualquer combustível que você der para ele – tanto a glicose, quanto as gorduras – sendo que a maioria das pessoas hoje em dia não consegue ter essa flexibilidade tão boa.
As pessoas têm algum grau de resistência à insulina e não conseguem queimar a gordura de maneira eficiente.
Então, para ter um pouco mais de flexibilidade metabólica muita gente acaba fazendo a low-carb porque aí você consegue lidar com as duas fontes de combustível do seu corpo, sendo que muita gente acaba preferindo também fazer a cetogênica por algum tempo, para aumentar ainda mais essa flexibilidade metabólica.
Sendo assim, esse pode ser um bom motivo para você experimentar a cetogênica por umas quatro, seis, oito, dez, doze semanas; por um período limitado – não precisa viver em cetose para sempre – pode ser interessante para você, justamente, intensificar e aprofundar os benefícios dessa flexibilidade metabólica.
Sendo que ainda existem alguns outros motivos pelos quais você pode se interessar por fazer uma dieta cetogênica invés da low-carb, porque os benefícios das duas podem ser muito parecidos para quem vem de uma alimentação tradicional; mas têm algumas coisas que só a cetogênica faz por você.
Eu vou falar aqui alguns casos que podem se beneficiar de uma dieta cetogênica.
Um dos primeiros motivos – e mais óbvios – para fazer uma dieta cetogênica são motivos terapêuticos, como, por exemplo, epilepsia; câncer, segundo alguns autores; autismo – tem algumas pesquisas surgindo nessa área – e outras condições neurológicas que podem se beneficiar de uma dieta cetogênica.
A literatura científica nesse ponto está crescendo cada vez mais, não existe ainda um consenso, uma abordagem unificada, mas é interessante notar duas coisas nesse sentido: a primeira é que a dieta cetogênica foi criada inicialmente para tratar crianças que sofriam crises de epilepsia.
Então, ela mimetizava os benefícios que a criança tinha quando estava em jejum – de diminuir a frequência e intensidade das crises.
Isso foi antes de surgir os medicamentos anticonvulsivantes.
Então é interessante notar que ela foi criada justamente para esse propósito, e ainda é recomendada como tratamento para quem tem esse tipo de condição.
E a segunda observação é que, obviamente, você sempre vai querer fazer esse tipo de tratamento com orientação médica.
A dieta é diferente da de quem só quer emagrecer e se sentir bem.
Então você precisa falar com o seu médico para poder fazer essa modificação, se você tem alguma dessas condições.
Aliás, sinta-se à vontade para sempre falar com o seu médico antes de fazer mudanças de estilo de vida, alimentação, exercícios... ele provavelmente vai te parabenizar por você estar cada vez dedicado e comprometido nessa jornada por uma vida melhor e mais saudável.
Um segundo grupo de pessoas que pode se beneficiar de fazer uma low-carb mais restrita, como a dieta cetogênica, são as pessoas que têm diabetes.
Isso acontece tanto para os diabéticos do tipo 1, que podem acabar reduzindo a necessidade de medicação, como a insulina, e, com isso, reduzindo a ocorrência de sintomas desagradáveis, como a hipoglicemia; quanto para diabéticos do tipo 2, que também podem reduzir as medicações e, em alguns casos, pode acontecer até mesmo a reversão do diabetes.
Olha que legal!
Quem falou um pouco disso com a gente foi a Endocrinologista Janaina Koenen, e foi muito bacana essa conversa.
Se você quer saber mais sobre a cetogênica para tratar diabetes, ou mesmo enxaqueca, comenta aqui embaixo o que você quer ouvir sobre isso que eu vou mandar o link dessa entrevista para você.
Mais de 5.000 pessoas escutaram ou leram e ficaram encantadas com a precisão e o conhecimento da Janaina.
Sendo que a dieta cetogênica também é o tratamento alimentar mais indicado para quem tem esteatose hepática não-alcóolica, ou seja, gordura no fígado.
Não, não é comer gordura que vai te deixar com gordura no fígado.
Geralmente isso vem de um excesso de carboidratos refinados, especialmente frutose, que é parte integrante da molécula de açúcar; também tem a ver com consumo de óleos vegetais refinados.
E uma dieta cetogênica bem formulada pode ajudar muito, muito, muito a tratar esses casos.
Novamente, repito aqui: fale com o seu médico e saiba que ele pode te orientar a fazer uma dieta cetogênica muito bem feita, para melhorar esse tipo de condição.
Mas não é só gente doente que pode fazer a cetogênica!
Tem também, por exemplo, atletas de ultra endurance, aquelas pessoas que correm mais de 100 quilômetros de uma vez – tem louco para tudo!
– e essas pessoas se beneficiam da cetogênica porque elas querem, justamente, usar a gordura como combustível.
Afinal de contas, quando você vai correr centenas de quilômetros, você precisa de muita energia.
E nosso corpo não consegue estocar muita energia na forma de glicose.
A gente até guarda um pouquinho, na forma de glicogênio, porém, isso aí não é muita energia.
Já a gordura do nosso corpo, sim, tem bastante energia estocada na forma de gordura.
Nossos estoques de glicogênio são limitados – devem dar umas 2.000 calorias para um adulto – enquanto que de gordura nós temos milhares e milhares de calorias, mesmo em uma pessoa magra.
Então os atletas podem se beneficiar disso.
Têm mais dois casos de pessoas que eu acho que talvez se identifiquem com a dieta cetogênica, que são: adultos saudáveis que estão acima do peso e querem emagrecer que, provavelmente é o caso de muita gente que está vendo esse vídeo e, se esse for o seu, comente aqui embaixo.
Esse é o meu caso e também é o caso do Roney, que também grava vídeos aqui no canal
– não sei se você já viu, mas se inscreve no canal para você ver vídeos meus e dele.
Nós alternamos geralmente, uma semana cada um.
E a verdade é que nós seguimos uma dieta cetogênica durante 85% a 90% porque simplesmente eu me sinto muito bem com essa estratégia, eu gosto de como eu me sinto com ela, não tenho fome o tempo todo, eu gosto das comidas cetogênicas – queijos, carnes, ovos, vegetais pobres em amido – e simplesmente não vejo motivo para eu mudar essa estratégia.
De vez em quando como um pouco a mais de carboidratos – tenho os outros 5% a 10% do tempo que eu mencionei – mas a cetogênica é o meu modus operandi a maior parte do tempo.
E muita gente que gosta desse estilo alimentar, muita gente que entra nele para perder peso, por exemplo, acaba ficando porque simplesmente é uma delícia.
Sendo assim, ainda resta responder a pergunta que realmente importa: qual das duas é melhor para você?
E a verdade é uma só: se você tem a intenção terapêutica, você tem que falar com o seu médico para ajudar a ajustar a alimentação para tratar a sua condição específica.
Porém, se você já é uma pessoa adulta e saudável e só deseja eliminar alguns quilinhos e se sentir melhor ou experimentar com o seu corpo e ver como é ficar em cetose, etc; aí vale a pena você testar os dois tipos de dieta e ver qual funciona melhor.
Se você não faz nenhuma ainda, talvez começar com a low-carb e ir diminuindo os carboidratos aos poucos ou então você pode começar com a cetogênica e depois de um tempo nela ir aumentando os carboidratos, reintroduzindo alguns alimentos aos poucos também.
As duas opções são válidas.
O importante é você fazer algo que funcione para você e que você se sinta bem, e a cetogênica pode ser essa estratégia para muitas pessoas.
Com certeza foi a estratégia para mim, tanto que eu me mantenho nesse estilo de vida há vários e vários anos, assim como milhares e milhares de nossos leitores e clientes.
Inclusive nós fizemos um curso em vídeo, completo, para ajudar você, se você quer dar seus primeiros passos nesse estilo de vida. É um material completo, são vários vídeos curtinhos, têm vários recursos auxiliares também: infográficos, planilhas, livro de receita, cardápios-exemplo... tem um monte de coisa... livro de teoria, suporte prioritário por e-mail, grupo secreto no Facebook... tem um monte de coisa.
Se você quer aprender mais sobre esse estilo de vida eu tenho certeza que você vai se beneficiar com esse conhecimento.
O link dele está aqui na descrição.
Chama Guia Dieta Cetogênica.
E todo mundo que faz esse curso simplesmente ama.
De toda forma, eu queria agradecer a você por ter visto o vídeo até aqui e vou deixar aqui do lado um outro vídeo sobre a cetogênica que eu gravei para você, com cinco dicas que vão te ajudar a ter sucesso nessa estratégia.
Com certeza elas vão ser muito úteis para você.
Então assista o vídeo assim que acabar esse aqui e deixe o seu like – não esquece – porque ajuda o nosso canal a crescer e a gente a gravar cada vez mais vídeo para você.
Está certo?
Um forte abraço, do Senhor Tanquinho.
