O FUTURO DA ALIMENTAÇÃO DO SAPIENS - SÉRGIO BESSERMAN
Amigas, amigos, nossa nave “QUEM SAPIENS?” vai atrás hoje de uma pergunta bem interessante: A alimentação do sapiens vai mudar?
[Abertura.]
Nós sempre fomos onívoros, comemos de tudo.
Mas a alimentação do sapiens já mudou muito ao longo da história.
288 mil anos, caçadores-coletores, a gente comia variados, o de tudo que tinha…
Mulheres mais ligadas à coleta, extrativismo; homens mais ligados em caça.
Mas muitas tribos variando de cultura também.
A gente já sabia plantar.
Agricultura só foi surgir 288 mil anos depois do primeiro sapiens.
12, 13 mil anos atrás.
Mas a gente já plantava também.
E era uma alimentação bastante saudável, bastante variada.
Há 13 mil anos surge a agricultura.
A gente já sabia plantar, mas aqui, principalmente no delta dos rios, não só milho dos Maias, batata nos Incas no Peru… Mas principalmente Tigre Eufrates, Nilo, Rio
Níger na África, Rio Amarelo na Ásia, o Indo…
E nós começamos a cultivar cereais, e ter uma alimentação muito mais produtiva e uma agricultura muito mais produtiva.
Mas uma alimentação muito menos variada.
Essa agricultura muito mais produtiva permitiu que surgissem sacerdotes, guerreiros, uma elite burocrática, artesãos, intelectuais, artistas…
E esses tinham uma alimentação mais variada, porque tinham mais grana, mais acesso as outras essas.
A grande maioria da população, o que aconteceu?
Ela pode crescer muito.
A população mundial começou a crescer num ritmo completamente diferente de antes.
Contudo, a gente sabe, olhando para os dentes, que o caçador-coletor comia melhor.
Era muito mais variável a saúde dele era muito melhor.
Caça, legume, tubérculo e mudando de dia para dia.
Além do que não tinhas a padronização de jornada de trabalho maluca.
Nós vivíamos igual os mamíferos em geral vivem.
Comia, descansava depois de comer.
Com agricultura não.
A gente acorda quando o sol levanta, trabalha, trabalha, trabalha…
A imensa maioria dos trabalhadores, quando o sol se põe vai para casa, dorme, se prepara, faz a refeição.
Isso é muito doido.
Uma das grandes riquezas da humanidade é a diversidade culinária, que faz parte da diversidade cultural, e que é quando digo uma grande riqueza nossa vida nosso espírito seria muito mais pobre sem essa diversidade.
A gente adora provar comida de outros lugares, gostar de uma coisa, não sei o quê.
Embora todos nós do sapiens, a gente tem uma certa predileção pelas comidas da infância.
As comidas que as nossas mães, que as nossas avós, nos serviram quando a gente era moleca, moleque, fica na amígdala.
Olfato e as emoções estão muito ligados ao funcionamento das redes neurais, e amígdala tem um papel especial.
Não é a amígdala da garganta não, é do cérebro.
Que explicar um pouco a continuidade das tradições culturais e alimentares!
Com a revolução industrial, só uns 300 anos atrás a população começa a explodir muito mais.
Chegou haver dúvida se a gente conseguiria produzir alimentos suficientes.
Malthus, a ideia do Malthus ela é bem interessante, tá!
Ele é geralmente apresentado como se fosse uma idiota, de jeito nenhum, nem um pouco.
Ele esperou Darwin.
Ele só errou na conta.
Ele imaginou que a população cresceria em progressão geométrica e a capacidade de produção alimentos em proporção aritmética.
Não precisa agarrar isso.
Uma cresceria muito mais, população, e nós não conseguimos produzir alimento suficiente.
Conseguimos.
Porque aplicando ciência e tecnologia naquela mesma agricultura meio monotemática, monoculturas de modo geral, nós conseguimos coisas do arco-da-velha. É curioso que ela se chamou revolução verde, hoje para nós é marrom.
Mas foi a revolução da química.
E com a química a gente consegue por corrigir solos, por exemplo.
A soja da China, uma planta no cerrado não seria legal.
Corrigir o solo do cerrado antes, trazendo fertilizantes, pedras que vem lá do Marrocos que junta com a petroquímica aqui que misture tal, corrigir o pH do solo, coloca lá umas coisas e a soja se dá muito bem no cerrado.
E técnicas desse tipo, principalmente químicas, mais outras também, fizeram que a nossa capacidade de produzir alimentos cresça muito mais rápido do que a população.
Produzimos alimentos para 7, poderíamos produzir para 10 (vamos chegar nos problemas já, já), mas não haveria nenhuma dificuldade.
Fome no mundo não é falta de comida, fome no mundo é falta de acesso a comida.
Por causa de guerras, principalmente, ou de recursos e dinheiro para comprar comida por causa da pobreza de guerras e de outras catástrofes que possam ocorrer.
Mas nós produzimos comida.
Então que sentido faz essa pergunta "o que a gente come vai mudar?"
Alimentação dos sapiens vai mudar?
Vamos ver por quê.
Tem uma primeira dica para saber que ela vai mudar e que ela tem que mudar.
Que é geracional.
Nós temos uma propensão a comer muito mais do que necessitamos.
Por quê?
Porque isso é foi darwinianamente selecionado.
Os caras que nem eu, que quando a galera juntava e matava um, mamute, ia lá e se deixasse, comia o mamute inteiro… O lance que esses caras não tinham problemas de saúde tão graves porque a expectativa de vida era de 38 anos 40 anos.
De qualquer maneira.
Então você não chegar a ter os problemas que hoje a gente tem aos 60, 70, e assim por diante.
E por outro lado, quando vinham as dificuldades, quando vinham a fome.
Um período longo de seca a necessidade de mudar de território e ir pra um com muito menos comida.
Que é que sobrevivia?
Os caras que tinham juntado um monte de reserva.
Então darwinianamente falando a gente tem essa propensão a comer, comer, comer, comer e a querer comer e a sentir um enorme prazer de comer.
Ao qual se soma a cultura e as relações sociais, nossas emoções.
E assim caminhou a humanidade e conseguiu produzir alimentos e, de novo, paradoxal, quase toda a sociedade quando começa a enriquecer começa a comer pior.
No Brasil um exemplo claro.
Mas veja o que está acontecendo no Brasil agora, nas últimas duas décadas, aconteceu em todos os lugares.
Na Europa, nos Estados Unidos, é o problema do sapiens ensinando problema de locais.
Que é?
A gente começa a ter mais recursos cresce a renda per capita da sociedade, a alimentação piora muito em termos de saúde.
Por quê?
Porque algo que se chama de epidemia de farináceos.
A gente começa a correr atrás de macarrão, arroz, carne sempre e trocas como no Brasil de hoje como você troca o arroz, feijão, um ovo, um legume, muito mais saudável, por biscoito, massas, etc, etc, etc.
Isso aconteceu em todo lugar e gera epidemia de obesidade com grandes problemas para saúde, já que agora a gente vive muito mais.
Isso é um ciclo.
E não é essa a nossa pergunta ainda não.
Nossa pergunta é "o que a gente come vai ter que mudar?"
O sapiens vai ter que se alimentar diferente?
Vai.
Antes da gente entrar nas razões para isso.
Isso já tá aparecendo geracionalmente.
A juventude sozinha, por mais de uma razão, em muitos lugares do mundo, principalmente na Europa, mas em muitos lugares dos Estados Unidos, Canadá muitos lugares da Ásia do
Japão, Xangai na América latina e no Brasil, a juventude de repente, faz poucos anos eu tenho esse privilégio de dar aula na universidade e de universidade e de aprender com gerações que vão se sucedendo e vendo como é que a coisa muda e tal.
Já tem alguns anos, não muitos, mas alguns anos que a juventude de repente começou a olhar para alimentação sem o automatismo.
Valorizando ainda mais o ato cultural de comer, conhecer a comida de um jeito, preparar a comida diferente e tal mas também olhando para as novas questões que sim, na minha opinião, cada um terá sua, vamos conversar sobre essas questões, farão com que o sapiens deste século e dos outros farão com que o sapiens começa a se alimentar de um jeito bem diferente do jeito que nós, 7 bilhões de sapiens hoje, nos alimentamos.
Quais são essas questões?
Quais são essas principais razões que a juventude já tá extremamente conectada?
Primeiro: alimentação é toda baseada na produção de commodities está gerando muito mal ao planeta, e a nossa essa saúde.
Primeiros agrotóxicos, antibióticos em excesso, às vezes os hormônios, uma quantidade de elementos que através do solo, das rações e de outros entram na nossa alimentação também.
Não faz bem.
Além do desmatamento, da necessidade de enormes extensões esses dois problemas em 2020 a gente pode comer sem isso.
A gente pode perfeitamente comer sem tanto antibiótico.
Sem tanto hormônio, sem nada disso.
E a gente pode comer sem precisar desmatar tanto no sentido de reduzir a biodiversidade.
Combinando plantas sem enormes extensões de uma planta só fossem de fato a coisa mais produtiva.
Era engraçado, porque 550 milhões de vida darwiniana, luta pela vida e pela morte, não produziram isso, exceto alguns lugares, a grande maioria, combinação de plantas então essa coisa precisa da química, essa monocultura.
E essa química não dá mais.
E essa cultura não dá um problemaço.
Nitrogênio e fósforo Eles acabam de volta aos oceanos.
A gente traz lá tal junta joga lá no cerrado aí chove vai para o salão, vai para o riachinho, vai para um riacho, cai São Francisco, tá nos oceanos.
São as causas das zonas mortas nos oceanos.
Veja que eu não falei desertos, falei zona mortas.
Não sabíamos a causa lá atrás, mas sabíamos que zonas em vidas no oceano estavam se expandindo.
Hoje nós sabemos a causa: é o nitrogênio e o fósforo.
Isso não é mais possível porque nós não podemos extinguir a vida nos oceanos.
Senão nós e extinguiremos as nossas vidas também.
Então nós vamos ter que plantar de um jeito diferente, com muita ciência, muita tecnologia, mas outra.
Vamos ter que usar Darwin, vamos ter que usar agroecologia, vamos ter que usar a nosso favor no jeito como as plantas se combinam.
Nós vamos ter que diminuir as plantas provisórias, que você corta todo ano e planta de novo até duas vezes por ano, por plantas mais perenes.
Fornecedoras de grandes alimentos como castanha do amazonas, como outras.
Mas que árvore tá lá e dura mais tempo, sequestra mais carbono além disso.
E apropriadas ao local.
E vamos começar a comer coisas mais de perto para parar de ter que transportar para tudo quanto é lado comida.
Quando eu era moleque a gente comia morango na época do morango.
Hoje a gente comemorando o ano inteiro praticamente.
Porque compra do pode ser da região serrana do rio de janeiro lá de São Paulo, mas se não tiver compra do Peru, manda trazer do México, tem morango o ano inteiro.
Melhorou?
Apenas se tiver um maluco louco com morango.
Mas era tão bom quando tinha época do morango, culturalmente e culinariamente.
Falamos.
Precisa mesmo disso?
De ficar trazendo morango lá do peru para cá de avião?
Será que "coma de perto" é só um movimento importante lá na Europa?
"Como a fruta feia" outro movimento importante da Europa.
Americano por exemplo tem um bicho bem bobão sobre essas coisas eu fui funcionário do
BNDS trabalhei com exportação de frutas para os estados unidos e para outros países.
Americano só quer saber da fruta bonitona.
Ele quer que é fruta seja como se fosse de cera na prateleira.
Você é gostosa, e nutritiva, se tiver uma manchinha da banana já não serve.
Meu deus do céu, não é racional, não é inteligente um negócio desses.
Então se tem muitas mudanças na agricultura em si.
Agora especialmente na nossa saúde. hoje a ciência avançou muito.
Não só as nutricionistas, mas todos os médicos sabem que é perfeitamente o quão importante é alimentação e que nós somos ecossistemas.
Para cada célula de Sérgio Besserman tem 10 seres vivos aqui dentro e dentro de mim.
Então dependendo de quais são “QUEM SAPIENS?” sabe vai conversar e vai essa pergunta claro.na maravilhosa. É dependente como tá o ecossistema, saúde, alimentação tu tem muito a ver com isso.
Então primeiro problema commodities.
O segundo problema: saúde.
Uma coisa é precisar comer um mamute para aguentar 6 meses de seca.
Outra coisa é, em 2020, quando a gente já sabe que não tem necessidade para saúde de várias das formas com as quais, principalmente de carne, com as quais nos alimentamos.
Se a gente para de comer carne vermelha, a gente vive 3 ou 4 anos a mais na média.
Isso aplicado a 7 milhões de pessoas é uma quantidade de dinheiro que faz a depressão da pandemia, da recessão de 2008 parecer brincadeira de criança.
E basta não comer carne vermelha.
Ela foi fundamental para que o sapiens em seja quem é.
Foi quando a gente começou, teve acesso à proteína animal, que o nosso cérebro adquiriu condições para crescer como cresceu.
Muitos acreditam, a maioria, eu acompanho essas ideias, pode ser que a gente descubra outras coisas, que a gente inclusive começou como carniceiro.
Ia lá o leão, a leoa abatia, o leão comia.
Comia um tantão.
Daqui a pouco chegava um bando de hienas. comia mais não se o que.
Comiam abutres, urubu, roedores, insetos.
E o sapiens ficava ali olhando.
O que ele sabia era chegar ali e quando o osso estivesse branquinho "pau, pau, pau, quebrava o osso e comia a medula.
Uma fonte de gordura e de proteína espetacular.
Mas é possível também que também tenhamos nos tornados caçadores meio cedo.
Antepassados nossos como os australopitecos, é claro que a “QUEM SAPIENS?”
? vai lá.
Possivelmente tiveram no jogar pedras todo o mundo junto uma ferramenta fundamental para sobrevivência.
Que pode ter sido usada para caça também.
Mas provavelmente a gente foi o primeiro carniceiro, depois aprendeu a caçar muito bem de variados jeitos etc e tal.
E essa proteína animal foi muito, principalmente depois que é atracou fogo que foi possível cozinhar e a digestão da proteína animal tornou-se muito mais compatível com os nossos intestinos com nosso corpo.
Mas hoje ela faz a gente viver 3 a 4 anos a menos.
Não sei se isso é tão importante, mas é um fato.
Custaria fortunas aplicadas a saúde para chegar aumentar a expectativa de vida mais esses três ou quatro anos.
Além disso elas nos faz viver pior, porque como tem uma digestão complicada, mesmo carne cozida, não faz bem.
Fica muito tempo dentro da gente.
Apodrece dentro da gente.
Em terceiro lugar, a proteína animal.
"Sob a pata do boi" grande filme do Estevão Ciavatta, meu irmão, marido da Regina Casé batalhadora das lutas da ecologia.
A pata do boi. É o boi que provoca o desmatamento da Amazônia.
Não o boi, coitado Mas nós.
E em muitos outros lugares do planeta.
Vamos chegar lá. É um mecanismo de quando a “QUEM SAPIENS?” for para a Amazônia, nós conversamos sobre isso. É um mecanismo econômico social e cultural.
Mas é um boi. É muito esquisito isso.
Nós somos um país de 210 milhões de sapiens e 220 milhões de cabeças de boi.
E o boi além de exigir terra de ser um mecanismo de grilagem de desmatamento, o boi exige de água.
Muita água. É bom? É uma delícia eu adoro.
Não como carne é um bocado de tempo.
Não faz bem, nós somos sapiens.
O sapiens desmata Amazônia, não faz bem, emiti muito gases de efeito estufa.
O boi tem que comer grama ou ração, e transformar aquilo em rabada, chifre, casco, filé mignon, alcatra, cupim se for belzebu.
Como é que ele faz isso?
Ele tem um montão de estômago sem simbiose com bactérias, trilhões e centenas e centenas de trilhões que permitem decompor tudo para ter os aminoácidos.
E ter os recursos para ser um boi.
Mas com isso ele fica arrotando o tempo todo. É que nem poça de água que a gente diz, depois de um tempo, que tá podre.
Porque são bactérias que fica emitindo metano.
Isso dentro do estômago do boi, o boi fica emitindo metano, que é um poderosíssimo gás de efeito estufa.
Então boi, ovelha e suínos (a gente já fala) desmata, destrói a biodiversidade, esquenta o planeta, faz a gente viver menos faz a gente viver pior com menos bem-estar.
Custa caro e ok.
Repito, meu corpo também.
Eu comi carne a melhor parte da vida. É uma delícia.
A gente quer partir para cima, mas acabou a época de caçar mamute.
E ha última razão pela que a gente vai chegar nos porcos, que alguns consideram ridícula.
Principalmente a galera da minha geração.
No passado haviam motivos para considerar ridícula.
Que era o fato, que agora não tem mais.
No passado era a questão da crueldade.
Comer um bicho vivo.
Mas é um velho debate no Talmude, livro em que os judeus debatem o significado da Torá, do antigo testamento.
Já tem esse debate um rabino solta uma frase mortal.
Em favor de comer carne.
E correta.
Naquele tempo.
Tudo muda, mudou ontem, tem que mudar amanhã.
Ele diz assim, a frase ferida e mortal para um rabino que defendia o vegetarianismo.
Você está querendo ser mais misericordioso que o próprio Deus.
Porque na natureza come-se um, come o outro.
Como o tempo todo.
Então por que ser mais misericordioso do que o próprio Deus?
Mas isso era lá atrás, certo?
2020, século 21, primeiro.
Nós não temos necessidade dessa fonte de proteína animal.
Nos podemos perfeitamente receber toda proteína animal que a gente precisa sem comer outros seres vivos.
Número 1.
Número 2.
A ciência especialmente as neurociências, descobriram, não faz tanto tempo assim.
Essa vai ser uma viagem maravilhosa da “QUEM SAPIENS?”
, descobriram ha pouco tempo, quando a turma da minha geração já tinha 40 anos.
Que Deus quando sobrou a terra para fazer Adão, o terroso, o primeiro sapiens na narrativa do livro.
O vento espera um pouco em volta.
E esses animais mamíferos com cérebro maior eles tem inteligência e tem consciência.
Não igual a nossa.
Não tem linguagem.
Não tem pensamento simbólico.
Mas têm.
Quem tem cachorro que sabe disso.
Quem observa os animais sabe disso. É claro que é gradativo.
Grandes macacos, chimpanzé, bonobo, orangotango, gorila.
Cetáceos, baleia golfinho.
Algumas aves, corvo, papagaio, arara calopsita Polvo, a “QUEM SAPIENS?” vai parar essa pergunta um bocado de tempo.
Mas a gente sabe hoje que eles têm níveis de consciência diferenciados.
Alguns bem elevados e tem inteligência e tem sofrimento.
Descobrimos até que alguns tem noção da morte.
Faz sentido come-los?
Ah você é indiferente a isso. É mesmo?
Vai que a gente se encontra entre as provavelmente as milhares de civilizações pela galáxia,
“QUEM SAPIENS?” vai visitar essa pergunta.
Vai que a gente encontra alguém que é tão mais inteligente em relação a nós do que nós em relação aos porcos.
Aí a gente come porco, quer dizer que eles podem comer a gente?
Isso é só um exercício teórico.
Uma brincadeira.
Mas é isso mesmo?
Nós somos o sapiens, temos espiritualidade e cultura, ciência e tecnologia fazemos maravilhas na arte.
Isso a papagaia aí. papagaiada solta
"Ohhhh" São vários
Esse é o Francisco.
Tá todo dia aí fazendo Ohhh mas eu também grito "Ohhh "e boto comida para eles todos os dias.
Mas vamos lá.
Porque que eu vou comer seres sensíveis, conscientes, com inteligências variadas, se eu não tenho necessidade disso e muito especialmente se para poder come-los da forma como a gente come, eu torturo eles?
Eu vi outro dia uma propaganda no WhatsApp maravilhosa da garotada na Europa que fala mais do que eu falando de ciência.
Em cima das crianças lindas diversas uma negra, uma loirinha e tal olhando para o monte de cachorrinhos maravilhosos.
Cachorros.
Todo mundo ama cachorro, quase todo mundo.
E perguntando assim vocês os comem?
Aí vem uma linha embaixo e a mesma garotada menino menina e tal não sei o quê, igualzinho, apontando para porcos e dizendo então por que vocês os comem?
Porque o porco é tão inteligente quanto o cachorro.
Tão cheio dede impulsos, de desejos, de curiosidade, Ele quer brincar.
Como é que a vida desse porco que a gente come e que é uma delícia?
Eu não tô dizendo que não.
Mas esse porco que a gente come, essa linguicinha...
A gente come um bicho que ele é assim como a gente falou.
E que a gente cria a vida inteira torturando ele.
Em quadrado em caixotes, comendo e dejetando.
Comendo e dejetando.
Quando ele já tá suficientemente torturado, vira o nosso presunto.
No passado, a gente precisava, como o leão precisa caçar o antílope.
Hoje a gente não precisa nem um pouco.
Não incomoda?
A mim incomoda.
Eu parei de comer porco.
Não como carne vermelha, não como porco.
Eu sempre.
Eu fui educado, meu pai falava isso, galinha ô bicho burro para caramba.
Lá pelas tantas depois de ter lido um bocado livro de história natural viu eu comecei a achar esquisito, porque a vida social das galinhas com hierarquias muito rígidas... isso costuma desenvolver inteligência. faz uns 4 anos surge um belo paper, e as galinhas são inteligentes também.
Eu ainda como frango, mas como não gosto muito e tal é um parente mais distante, mas tô tentando parar de eu como peixe?
Eu como peixe.
Outro dia, no canal “QUEM SAPIENS?”
, uma menina, uma moça no sistema menina fez uma provocação.
Ela disse: como é que você, falando pra mim, se diz ambientalista e só liga para alguns animais e não para todos.
Eu ligo para todos da biodiversidade.
E já não como boi.
Eu não consigo comer boi.
Eu já vi boi morrer, tanto do jeito moderno, com choque quanto do jeito antigo, com marretada.
O que mais impressiona é que todo dia toca ele de volta para o curral.
Mas no dia que você toca ele para morrer ele sabe.
Como é que ele sabe?
Ele lê a gente com muita habilidade.
“QUEM SAPIENS?” vai visitar a inteligência e a consciência animal.
Ele sabe e chora.
Vou morrer mais cedo, me faz mal e eu tenho que comer ele?
Porco?
Porco então é inteligentíssimo.
Frango eu tô deixando de comer.
Peixe?
Peixe eu como.
Preferia não comer, mas é um parente muito distante.
Desculpa falar desse jeito.
Um parente muito distante.
Eu procuro não comer peixes que estão sujeitos a extinção.
E a pesca, antigamente, a pesca que era caniço e rede, agora é GPS onde é que estava lá pega e tal isso tá ameaçando de extinção muitos peixes, é um problema muito grande.
Mas surgiu também a piscicultura, criação de peixe. É histórico, mas agora, com grande produtividade peixe ainda como.
Que que a gente vai comer mais para substituir a proteína animal que por razões da biodiversidade do planeta, do aquecimento global e da nossa saúde a gente tem que diminuir do mesmo jeito que tem que variar a nossa comida em relação aos commodities?
Nós vamos comer, fala-se muito de carne de proliferação de células.
Acho que isso é muito possível, para atender a nossa demanda, essa demanda darwiniana por carne vermelha com sangue.
Aí não adianta fazer cara de nojinho E ninguém vai achar isso minimamente um problema.
Pega um pires bota sena cresce.
Esse é um bom caminho.
Os hambúrgueres vegetais que todo mundo come e carne vegetal ajudam, mas precisa de muita commodity muita soja especialmente e para nossa saúde é variável.
Tá aqui um Scientific American que depois a gente bota o link ou o retrato da página, e cada uma dessas colunas aqui são hambúrguer vegetais, comparado ao hambúrguer animal.
Por vários elementos.
Gordura trans, colesterol, sódio, tem hipertensão.
Sódio é fundamental Água necessidade de água para produzir.
E são melhores que os hambúrgueres animais e, mas ainda estão distantes.
Principalmente porque tem essa demanda de commodities.
Mas essa cultura de células é bem possível.
Vamos comer muito inseto.
A comer inseto, nojo.
Primeiramente que todo mundo que faz treinamento de célula como insetos, sem aquela lesma gordurosa tu corre risco de atrás.
Mas o mais interessante que vocês comem insetos.
A gente tem aversão a insetos, darwiniana porque ele tem veneno, ou por ele ser anti-higiênico ele antes de ele que eu ficarei nosso lixo nos dejetos aí no são as doenças bactérias então a gente foi sendo selecionado para tomar memória cerebral de nojo por inseto e coisa desse tipo.
Já comi gafanhoto.
Do Brasil se come bunda de tanajura.
Não é o que vocês pensaram aí aqui não é ministério não.
No Brasil como esse bunda de formiga.
Com farofa etc e tal.
Já comi, já comi já colhi de balde na beira da estrada.
Maior barato.
Mas é curiosidades culinárias.
Mas às vezes a gente come insetos que vem do mar que a gente não tem essa coisa darwiniana grande de aversão é vocês pagam uma frutos do mar.
E comem os mesmos artrópodes.
Vamos comer da terra também.
Vamos produzidas as mesmas quantidades e condições de higiene absoluta ele é tão gostoso quanto o camarão.
Quanto qualquer coisa desse tipo.
Esse é um dos caminhos bastante prováveis também.
Assim como animais, talvez superiores, mais criados em condições de existência livre.
E abatidos depois de terem tido direito a um tempo digno de existência livre.
Geralmente animais de cativeiro convivem muito mais do que ambientes selvagens
Mas nos fazem mal.
Vamos lembrar disso.
Então carne cultivada, insetos, fonte de proteína vegetal.
Peixes na piscicultura, é um parente distante, respondendo nossa amiga que tá fazendo que todo mundo tá fazendo que a provocar a pergunta.
Eu amo os animais, mas eu ainda como parentes distantes, como o peixe.
E como tudo que é histórico é complexo.
Então nós vamos mudar alimentação, porque o sapiens está mudando que ele.
E a alimentação vai se tornar ainda mais diversa, mais cultural, mais uma arte da vida no cotidiano.
E aí?
Que que os sapiens vão escolher o século 21?
Nós vamos comer que nem sempre, esquentando a beça o planeta, reduzindo demais a biodiversidade, problemaço.
Fazendo mal à nossa saúde como já sabemos.
Diminuindo o nosso bem-estar dia-a-dia.
Animais que têm inteligência, consciência.
Não é igual a nossa, mas impulsos e, instintos, desejos, vida mental complexa.
Ou o Sapiens do Século 21 que já tem na mão como se alimentar de forma muito boa para saúde até melhor muito melhor, mais castanhas, mais legumes e frutas, proteína dessas várias fontes que falamos, menos carboidratos, viver melhor, ajudar o planeta a velocidade da biodiversidade.
Qual sapiens vai prevalecer?
Nós só estamos aqui porque soubemos mudar.
E agora o que que a gente vai comer?
Engole essa
