Vencendo a Depressão de Fim de Ano com Estilo de Vida (2019)
Depressão de fim de ano que acomete muitas pessoas. Nós vamos abordar do ponto de vista da Medicina Funcional e da Medicina do Estilo de Vida. Eu sou o Dr.
Vítor Oliveira. Eu sou médico formado pela USP e eu trabalho com a Medicina
Funcional e a Medicina do Estilo de Vida, que não são especialidades médicas, são apenas visões diferentes da nossa saúde e das nossas doenças.
Na verdade, quando a gente engloba, quando a gente acolhe essa visão da Medicina
Funcional e da Medicina do Estilo de Vida, a gente está fazendo uma verdadeira mudança de filosofia de como a gente enxerga os nossos problemas de saúde.
E é essa mudança de filosofia que eu passo aqui nos vídeos do meu canal, quero que você entenda isso. Se você gosta dos vídeos aqui do canal, na verdade você gosta porque esses vídeos estão ajudando você fazer uma mudança de filosofia em relação à sua saúde. Mas como falei no começo, muita gente chega no fim do ano e sente depressão, em vez de sentir a felicidade que a maioria das outras pessoas sente. Principalmente aqui no Brasil, que está chegando o verão, essa época de festas, essa época de férias. Essa época que termina na verdade depois lá no Carnaval; Que a gente fala que começa o ano depois do Carnaval. Então muita gente, na verdade, sente felicidade na passagem desta época do ano. Mas uma parte considerável de pessoas sente o contrário, sente tristeza, sente desânimo, sente falta de motivação. Isso acontece com grande número de pessoas. Existem, sim, alguns fatores situacionais que levam essas pessoas a sentirem isso no final do ano. Por exemplo, cansaço de todo o ano; por exemplo, stress de todo o ano, ou stress até do ano que está por vir, das coisas que ela tem que enfrentar no ano está por vir; por exemplo, stress em relação a expectativas não realizadas, expectativas de coisas que ela queria realizar, que acontecessem no ano que está terminando e que não foram realizadas, frustrações, na verdade. Uma fonte de stress que tem relação com as frustrações, com essas expectativas não realizadas, por exemplo, é o próprio stress financeiro, o stress financeiro que uma pessoa passa, por exemplo, aliado a essa imagem toda de consumismo que se tem nessa época do Natal e do Ano Novo, das Festas...
O consumismo até de viagens, consumismo de comida, de presentes, de tudo isso que prepara pro Ano Novo e que passa pelo Natal, tudo isso. Todo esse consumismo na mídia.
Todo esse marketing do consumo excessivo acaba também causando esse stress em muitas pessoas. E um grande desses fatores situacionais de stress também é a própria inabilidade, na verdade, a dificuldade, até a tensão de a pessoa lidar sabe com quê? Com a própria reunião social, a reunião familiar que vai acontecer lá no Natal e no Ano Novo. Que é fonte de stress em tantas famílias, tanta gente briga nessas reuniões, por exemplo, ou não se sente à vontade nessas reuniões. Então tudo isso pode causar esse estado depressivo, esse estado de tristeza crônica, tristeza profunda que acomete algumas pessoas nessa época do fim do ano. Você conhece pessoas assim? Você mesmo passa por isso? Na visão anterior da medicina e da saúde, a gente pensava, por exemplo, que depressão fosse uma entidade em si. Fosse por exemplo a causa da tristeza. Mas na verdade você já aprendeu aqui em alguns dos meus vídeos, se você já assistiu aqui aos meus vídeos no canal, se você assiste freqüentemente, que na verdade o nome das doenças são muitas vezes, na maioria das vezes, eles são sinônimos dos sinais e sintomas; eles não são a causa. Eles são só uma maneira mais abreviada de a gente falar sobre os sinais e sintomas. Essa depressão no fim do ano por exemplo ela não é causada exclusivamente pelo nome depressão. Não é a depressão que causa a tristeza, ela é sinônimo da tristeza, da falta de disposição, dessa, por exemplo, desse cansaço profundo, dessa indisposição profunda que a pessoa sente nessa época do ano. Desses desajuste profundo.
E "desajuste" é a palavra-chave aqui para você entender o conceito da Medicina
Funcional e da Medicina do Estilo de Vida. Você sabe por quê? Porque, na verdade, na visão antiga, na visão chega da medicina, quando a gente falava em depressão a gente pensava que a pessoa desenvolve isso porque a pessoa nasceu com uma genética que facilita um desbalanço químico lá no cérebro dela e que, então, a solução seria o quê? Tomar um medicamento, uma substância sintética, uma substância artificial, que fosse, em tese, amenizar ou resolver esse problema.
Bastava entender isso, que era uma disfunção lá química no cérebro. Mas hoje a gente sabe que está muito longe de ser isso. Na verdade, praticamente não é nada disso que acontece na depressão e também nessa depressão sazonal, nessa depressão de fim de ano. É que na verdade a pessoa está sofrendo um desajuste geral de modo de vida e por isso ela tem dificuldade de passar por esse período. Desajustes em relação aos fundamentos da saúde, os fundamento você aprende aqui no canal, que são por exemplo a alimentação, o ambiente, o movimento, o sono, a emoção. E também um desajuste maior, Um desajuste mais profundo ainda que eu já expliquei aqui num dos meus vídeos. Tem um vídeo que chama Espiritualidade é
Fundamental, tá aparecendo aqui em cima, se você quiser assistir... esse desajuste, esse desajuste da nossa mitologia atual, da mitologia do modo como a sociedade vive, das mitologias atuais da sociedade na verdade é que se expressa como esse sintoma de depressão que a pessoa sente no fim de ano, nas Festas. Vamos começar falando então sobre esse desajuste de mitologia geral que a pessoa sente, porque esse desajuste na verdade ele explica todos os outros, inclusive o dos fundamentos do estilo de vida. A gente pode interpretar a depressão e também a depressão de fim de ano, talvez principalmente a depressão de fim de ano, não como um desbalanço neuroquímico, um desbalanço de neurotransmissores apenas (que se resolve, por exemplo, tomando uma substância sintética). A gente pode ser muito menos agressivo, se a gente atacar muito menos os sintomas.
Na verdade a gente pode entender os sintomas, por exemplo, esses sintomas de tristeza até como nossos aliados. A gente pode entender os sintomas como na verdade mensagens que o nosso corpo, a nossa fisiologia, nossa mente está passando pra gente de que algo está errado no nosso modo de vida, no nosso estilo de vida ou até no estilo de vida da sociedade. A gente pode interpretar isso um pouco de uma maneira positiva, sim, não só com uma coisa negativa que tem que ser atacada, que tem que ser eliminada de uma vez por todas. Na verdade, a gente pode interpretar assim positivamente, entender que a gente resolvendo, resolvendo os problemas que essa mensagem está passando pra gente, aí sim ela pode até desaparecer naturalmente. E que mensagens são essas na verdade que esses sintomas eles estão representando, na verdade, estão simbolizando? Que problemas são esses que esses sintomas de depressão de fim de ano estão simbolizando? Aí entra a questão que eu te falei, da questão das mitologias da nossa sociedade. A nossa sociedade atual, sociedade moderna, na verdade, a sociedade humana em geral, o ser humano sempre vive sob a forma de várias mitologias que vão coordenando o seu dia a dia, que vão coordenando seus objetivos, os seus planos. Na verdade, vão coordenando a sua visão de mundo. E o que acontece muitas vezes é que essas pessoas que se sentem depressivas, elas estão sentindo, olha só, elas estão sentindo, elas são como na verdade... "profetas" pra gente, por exemplo. Elas estão sentindo que essas metodologias antigas, essas mitologias que ainda, na verdade, elas ainda fazem a nossa sociedade funcionar, mas que essas mitologias elas não estão mais funcionando tão eficientemente. Essas mitologias, na verdade, elas estão chegando no seu limite. Na verdade elas estão sendo até deixadas de lado, elas estão sendo até substituídas por outras. E essas pessoas na verdade elas estão sentindo isso, elas estão sentindo, por exemplo, que o modo de vida consumista na sociedade, que é uma mitologia, ele, na verdade, ele não tem futuro, elas estão sentindo, por exemplo, que o excesso de urbanização, por exemplo, não tem futuro na nossa sociedade, pro ser humano. Elas estão sentindo coisas, por exemplo, que essa alimentação tóxica que a gente tem, que é uma mitologia também a gente aceitar esses alimentos todos industriais, esses alimentos até criados e produzidos com agrotóxicos, tudo isso, na verdade eles não fazem mais sentido para a gente. Elas estão também sentindo que a mitologia da busca do sucesso, do dinheiro a todo custo, a qualquer curso também não faz sentido.
Elas estão sentindo que a mitologia de distanciamento da natureza, de a gente viver em cidades, em cidades fechadas, em cidades de concreto, naquela selva de pedra, essa mitologia também não faz sentido.
Elas estão sentindo muitas coisas que não fazem sentido... Por exemplo até o desamor geral entre as pessoas. Elas sentem isso e por isso, na verdade, até num momento como esse de Festas, esse, na verdade, esse sentimento de inadequação dessas mitologias da sociedade com aquilo que o ser humano realmente precisa para viver e pra ser feliz, na verdade, isso se expressa nessas pessoas como esses episódios depressivos, esses episódios de depressão, esses momentos de depressão, na verdade, de tristeza. Elas sentem por exemplo que a própria mitologia do Natal e do Ano Novo às vezes não faz muito sentido. Por quê?
Porque na verdade as pessoas não estão questionando essas outras coisas antigas, estão só reproduzindo essas mitologias antigas, que estão na verdade fracassando, estão fadadas a serem substituídas por novas. Assim essa depressão que as pessoas sentem tem esse lado positivo, está mandando essa mensagem de que essas pessoas podem colaborar com a disrupção dessas mitologias todas, essas coisas antigas, por exemplo, dos alimentos tóxicos, do distanciamento do homem da natureza, da separação e da competição entre os homens, do excesso de industrialização, do excesso de poluição, da mitologia, por exemplo, da necessidade de devastação ambiental, de poluição dos rios, dos mares, tudo isso. Tudo isso é mitologia humana mitologia.
Na verdade é assim quando eu falo de mitologia, é algo que o homem, os seres humanos usam como um mapa de como eles têm que agir, como um mapa do terreno, com um mapa das coisas que eles têm que fazer. Na verdade, passa um tempo os seres humanos eles vão substituindo essas mitologias, até porque muda tecnologia, muda a maneira de pensar. Muitas vezes essas mitologias, como está acontecendo agora, elas se desgastam, elas se esgotam, elas encontram barreiras intransponíveis. A barreira intransponível que as mitologias da sociedade moderna atual ela está encontrando agora é a barreira da devastação ambiental. A gente está destruindo o nosso planeta com o nosso modo de vida. Então essas pessoas, na verdade, elas estão sentindo tudo isso. É por isso que isso se manifesta como depressão de fim de ano. É por isso que se a gente pensar que depressão é uma coisa que se resolve apenas com uma substância artificial, com alguma coisa que a pessoa toma, na verdade é totalmente incompleto, porque não é esse o contexto. O contexto é que a pessoa está se sentindo inadequada na situação social, a situação de vida que ela está vivendo ou que a sociedade principalmente está vivendo. E na verdade isso tem um aspecto positivo, porque é isso que vai gerar o parto das novas mitologias que vão melhorar essa situação, que vão criar novas mitologias por ser humano, novas mitologias que vão fazer as sociedades funcionarem melhor e os seres humanos serem mais felizes no futuro. Como, por exemplo, a mitologia de uma melhor alimentação, da união entre as pessoas, em vez dessa competição toda. A mitologia da cooperação mútua entre as pessoas. Tudo isso, sim, eu tenho certeza, sou otimista, vai acontecer no futuro. E essas pessoas que estão demonstrando agora esses estados depressivos assim, elas estão na verdade chamando a atenção da gente pra esse problema, pra esses desajustes que, na verdade, não acometem somente elas, essa sensação de desajuste. É que elas expressam isso de uma maneira mais exuberante, vamos assim dizer. Mas não acomete somente elas, todos nós sentimos aqui no peito, no nosso coração, esse desajuste do modo de vida da sociedade atual, que na verdade está entrando em falência. E que a gente tem que gerar, a gente tem que parir um novo modo de vida. É importante você entender isso. As consequências dessas mitologias equivocadas, na verdade, dessas mitologias que estão entrando em falência, na verdade. Essas consequências são que levam aos desajustes do nosso estilo de vida, como a gente explica na Medicina Funcional e na Medicina no Estilo de Vida. Esses desejos, que são a causa principal da maioria das nossas doenças, inclusive da depressão. Aqui eu vou falar um pouquinho desse desajustes em relação à depressão, de um modo mais específico. Você deve saber que a depressão, ela é conhecida como sendo um problema de desbalanço de um neurotransmissor, um neurotransmissor principal chamado de serotonina, que ajuda a manter o humor, a manter a boa disposição, tudo isso. Mas na verdade hoje em dia a gente nem acredita que seja só isso. Mas mesmo que a gente considere que seja só isso, só um problema de desequilíbrio no metabolismo da serotonina, de falta de serotonina, vamos simplificar, na verdade, você já pensou que essa falta de serotonina pode estar vindo não só da genética, mas pode estar vindo do estilo de vida? Por exemplo, um dos fatores do estilo de vida que pode estar influenciando grandemente isso, a alimentação? Porque para o corpo produzir serotonina, ele precisa sim de matéria-prima, de nutrientes. Será que estão entrando no corpo das pessoas as vitaminas corretas, os minerais corretos, os blocos de construção corretos pro corpo produzir serotonina? E você sabia também que cerca de 90% da serotonina que é produzida no nosso corpo é produzida no intestino, inclusive com a ajuda de bactérias, dos trilhões de bactérias que têm que viver lá no nosso intestino, pra gente ter a saúde correta?
Sim, as bactérias lá do nosso chamado microbioma ajudam a produzir a maior parte da serotonina do nosso corpo. Veja então como é importante o detalhe, o detalhe de tudo o que a gente come. Porque na verdade a saúde dessas bactérias, o equilíbrio delas, das bactérias boas lá no nosso microbioma, esse equilíbrio é que vai determinar se a gente vai ter serotonina suficiente ou não. Então não é uma questão de uma substância sintética que a gente toma para reequilibrar isso. É questão por exemplo principalmente da alimentação, porque tem alimento que favorece a proliferação das boas bactérias e tem alimento que desfavorece, favorece a proliferação, por exemplo, das más bactérias, das más bactérias e outros seres vivos, sim, que vivem lá no nosso intestino. É sabido também que depressão, por exemplo, pode até ser causado por um estado inflamatório maior lá no cérebro e no nosso corpo de maneira geral, causado até por problemas no sistema imunológico, que é o sistema que produz a inflamação. Por que que o sistema imunológico produz inflamação? Normalmente porque entram coisas no nosso corpo ou porque o nosso corpo entra em contato com substâncias estranhas que não foram programadas pela natureza para entrar em contato com ele, seja por exemplo na pele, seja no intestino ou seja por outros meios. E aí ele tem obrigação de produzir inflamação, de produzir uma reação, na verdade, imunológica contra essas substâncias. E a maneira como a gente mais faz isso é pela alimentação, comendo alimentos que não foram programados pela natureza, pra entrar no nosso corpo como, por exemplo, açúcar e doces em geral, alimentos industrializados, refrigerantes, álcool. Álcool, sim, aumenta a inflamação do corpo e pode ser causa de depressão. Até café pode ser causa de depressão, gente, sim; o excesso de café pode ser causa de depressão. Na verdade alimentos como, por exemplo, eu falo bastante aqui nos vídeos do canal, como glúten.
O glúten tem associação, sim, com um estado inflamatório lá no cérebro e também no intestino. Tem um eixo, na verdade, tem uma comunicação entre o nosso intestino e o nosso cérebro. Inclusive intestino é conhecido como o segundo cérebro e essas comidas que são inflamatórias pro nosso tubo digestivo -eu considero também os laticínios inflamatórios pro nosso tubo digestivo- podem estar contribuindo, sim, para o aumento, pra favorecer, para aumentar a susceptibilidade das pessoas à depressão e a episódios depressivos como, por exemplo, esse no fim do ano.
E olha a relação de vários alimentos industrializados com a depressão: por exemplo, açúcar em excesso, açúcar em excesso, carboidratos em excesso.
Farináceos e açúcares, na verdade, podem causar o que a gente chama de resistência à insulina, que é o que causa o diabetes tipo 2, é causa do diabetes tipo 2. A resistência à insulina, por sua vez, aumenta o nível de um neurotransmissor chamado glutamato, que é um neurotransmissor que, quando ele aumenta, na verdade, ele causa depressão, ele causa depressão sim. Olha, e outra coisa, produtos industrializados, esses temperos prontos, por exemplo, e vários outros produtos industrializados, salgadinhos industrializados, que você encontra no supermercado, contém também glutamato, um tipo de glutamato chamado glutamato monossódico, que é artificial, foi criado lá no começo do século 20, lá no Japão e que não tem nada a ver com a culinária tradicional japonesa, mas virou uma praga, por exemplo, tem em shoyu, nesses temperos prontos que tanto as pessoas usam. No supermercado, é o chamado realçador de sabor, está em vários produtos lá no supermercado. Se você der uma olhada no rótulo, glutamato monossódico ou realçador de sabor. Esse tipo de produto pode estar, sim, implicado na maior susceptibilidade das pessoas a depressão e a episódios depressivos como esse. E também o que acontece em grande parte de pessoas também? Elas além de comerem as coisas que não foram programadas pela natureza pra entrar no nosso corpo, elas também deixam de comer as coisas que foram programadas. Por exemplo, vegetais em abundância, principalmente vegetais orgânicos, sem agrotóxicos.
Elas não comem vegetais, elas comem, quando comem, por exemplo, apenas alface, tomate, cebola. Na verdade, uma alimentação baseada em plantas, que é a que a gente defende aqui no canal, essa alimentação, na verdade, é uma alimentação com 90 a 95% de vegetais 5% a 10% apenas de produtos de origem animal. Então, essa é a alimentação das chamadas Blue Zones, daquelas zonas do globo onde tem mais longevos saudáveis. Eu quero fazer o link agora, para você entender, com a questão da mitologia da sociedade. Por que acontece tudo isso, toda essa alimentação errada? E por que acontece, então, toda essa situação das pessoas comerem tão errado assim? Acontece devido à mitologia da sociedade, a mitologia que a sociedade encampa.
A mitologia, por exemplo, de que a comida de verdade esta lá no supermercado ou na padaria, que a comida de verdade é a comida industrializada.
Você percebe como isso é uma mitologia? Na verdade, é uma coisa que as pessoas acreditam que é assim, acreditam que isso é normal, e por isso elas praticam. Elas não percebem, elas não têm uma crítica em relação a isso. Então, essa é uma mitologia que ainda está presente, que ainda está funcionante na sociedade. Mas aos poucos, até em função de trabalhos como o nosso, essa mitologia ela vai sendo substituída gradualmente. Tem muita gente trabalhando assim como a gente pra ajudar a substituir essas mitologias antigas, que estão causando doenças, que estão causando problemas sérios, como depressão, nas pessoas. E muitas vezes as pessoas que ficam deprimidas, as pessoas que vivem esses episódio de depressão, elas estão vivendo, além dessa intoxicação toda por esses alimentos, que aumenta a susceptibilidade a isso, elas estão vivendo também uma intuição de que essa mitologias elas estão fracassando, elas não estão levando elas pra lugar nenhum.
Pelo contrário, estão prejudicando e aumentando os seus problemas, inclusive os seus problemas de saúde e de vida. Preste atenção neste outro exemplo de alimento que ajuda a promover a depressão. Você sabia que os óleos vegetais refinados, por exemplo, e as gorduras trans, que são aquelas gorduras que a gente encontra, pelo menos antes a gente encontrava, mas os óleos vegetais refinados a gente ainda encontra, a gente encontrava em produtos industrializados, salgadinhos, bolos, bolachas, tudo isso? Essas gorduras, na verdade, elas são gorduras que não fazem parte do nosso metabolismo normal.
Elas são gorduras que, na verdade, não ajudar o nosso cérebro a funcionar. E o nosso cérebro precisa das boas gorduras para funcionar.
Aí, em vez de usar as gorduras corretas, o cérebro e o nosso sistema nervoso começam a usar essas gorduras incorretas. Olha só, as gorduras são importantes para fazer todas as membranas celulares, elas são importantes, por exemplo, lá na bainha de mielina dos axônios, elas são importantes pro sistema nervoso e pra todas as nossas células. Se a gente dá muitas gorduras incorretas pro nosso corpo, na verdade, elas vão substituir aquelas gorduras corretas e o nosso sistema nervoso, as nossas células não vão se estruturar direito, nem trabalhar direito. Assim, é inevitável que a gente tenha sintomas de mau funcionamento do sistema nervoso, como, por exemplo, a depressão. E tudo isso vem da mitologia, da mitologia até que fala que a gente não tem que se preocupar muito com esses alimentos falsos, esses alimentos industrializados, que não fazem parte do que a natureza programou por milhares, na verdade por milhões de anos para entrar no nosso corpo. Na verdade muita gente fala que isso não é importante, que esses alimentos são normais, sim. Mas experimente substituir esses alimentos todos, pra ver, pra observar até o que acontece com o seu corpo, com a sua disposição, com o seu estado de ânimo. Conversas sempre, antes de mudar sua alimentação, com o seu médico ou com o seu nutricionista e acompanhe isso tudo com eles. Agora você entendeu como, por exemplo, a alimentação, que é um dos 5 fatores do estilo de vida, pode estar implicada na depressão de fim de ano. E é claro, quanto mais a pessoa aprofundar essa alimentação errada do fim de ano, que é a época em que mais as pessoas, na verdade, aprofundam isso, comem mais essas substâncias tóxicas -inclusive álcool, né, gente?-, mais o problema vai se agravar, sim. Além da alimentação, pessoal, a própria exposição ambiental -vocês lembram que o ambiente é o segundo fundamento da saúde, a segunda raiz da saúde, de estilo de vida, que eu explico aqui nos meus vídeos- na verdade, a nossa própria exposição ambiental também influencia o funcionamento dos nossos genes todos. E influencia o metabolismo do nosso sistema nervoso, pode também favorecer a depressão. Eu estou falando aqui especificamente da questão da vitamina D. A vitamina D que aquela vitamina, na verdade aquele hormônio que é produzido quando a gente expõe a nossa pele aos raios do sol. Na verdade, a exposição solar é importante, sim, pro nosso corpo. O nosso corpo foi programado para isso. Sempre bom fazer com cuidado, para não ter insolação, para não ter queimadura, para não expor o corpo a risco de, por exemplo, desenvolver câncer de pele. Converse com seu dermatologista sobre isso. Mas, na verdade, a gente otimizar nossa vitamina
D é importante, sim, até pra essa questão da depressão. Existem estudos que mostram isso, até que no hemisfério norte, por exemplo, onde as pessoas, nessa época do ano que, na verdade, lá as Festas são inverno, nessa época do ano elas têm menos vitamina D. E isso está implicado, sim, com a depressão de final do ano. Então, por exemplo, pessoas até que no final do ano não se expõem tanto ao sol ou ficam, continua, por exemplo, aqui no hemisfério sul é verão, a gente tem mais sol, esse é um dos motivos até por que as pessoas são mais felizes, na verdade, a maioria das pessoas se mostra mais feliz nessa época do ano.
Até porque dá uma aumentadinha até na vitamina D. Esse é um dos motivos, claro, um deles. Mas, na verdade, muitas pessoas, por exemplo, não têm esse costume de ter uma exposição solar, por exemplo, freqüente, uma exposição ao sol. Claro, com cuidado, sempre conversando com seu dermatologista antes, para não expor o corpo a excesso de radiação solar, que pode aumentar o risco de câncer de pele, sim, isso é superimportante. Conversa com seu dermatologista antes ou então também a pessoa pode suplementar a vitamina D.
Eu tenho vídeos aqui no canal que falam sobre a vitamina D, eu tenho um vídeo que está aparecendo aqui em cima que fala sobre a vitamina D. Assista a esse vídeo para você entender. Mas a baixa vitamina D pode estar implicada, sim, na gênese e na manutenção da depressão. Existem outros fatores ambientais, por exemplo, o excesso de exposição a cosméticos, excesso de exposição a produtos de limpeza tóxicos, excesso de exposição a produtos químicos no trabalho, pessoas que trabalham, por exemplo, como cabeleireiro ou manicure. Eu conheço várias pessoas assim que têm, sim, sérios problemas de saúde, inclusive problemas psíquicos que são relacionados com isso, com essa intoxicação crônica do corpo, que ajuda o corpo a não funcionar corretamente. Sim, isso existe. Então esses são fatores ambientais, fatores ambientais que fazem parte dos cinco fundamentos do estilo de vida. Existem outros fatores também, por exemplo, o movimento é supereficiente, por exemplo, para combater, para ajudar a controlar a depressão; Sim, existem pesquisas até que comparam esse efeito até com certos medicamentos que são usados para depressão e aprovam o uso do exercício pra isso. Existem pesquisas que mostram isso, vou colocar o link de algumas delas aqui em baixo do vídeo. E também, não se esqueça, o movimento é superimportante.
Fazer exercícios, atividade física, às vezes até caminhar. Caminhar apenas já é superimportante. Caminhar ainda em contato com a natureza, você está atendendo, satisfazendo dois dos fundamentos da saúde. Você está satisfazendo o movimento e você está satisfazendo o ambiente, porque o contato do nosso corpo, dos nossos olhos, da nossa pele com a natureza, isso é superimportante pra dar mensagem correta pros nossos genes produzirem saúde.
Mas existem também outros fundamentos da saúde,
Existe ainda o sono. É superimportante o sono correto. Também pessoas que têm insônia, pessoas que são aquelas que chamam "shift workers", que são pessoas que trabalham, por exemplo, à noite e dormem de dia, elas têm mais susceptibilidade à depressão, por causa disso. Porque o corpo está dessincronizado com o ciclo dia-noite do planeta, com o chamado ritmo circadiano. E, por fim, o quinto fundamento da saúde, que é fundamental nesse caso, sim, são os conflitos e traumas emocionais, a parte emocional, que também tem que ser trabalhada. Isso não é apenas com uma substância sintética que se trabalha isso. A pessoa que tenha acumulado durante a vida muitos conflitos e traumas emocionais com certeza ela vai estar muito mais suscetível desenvolver esse tipo depressão, a depressão de fim de ano. Principalmente se esses trauma emocionais são relacionados à família. Então, isso tudo tem que ser resolvido, tem que ser trabalhado. Como se resolve isso, essa questão emocional? Claro, por exemplo, procurando terapia, procurando ajuda de um psicólogo ou terapeuta, procurando até ajuda da sua organização religiosa, por exemplo, se você tem uma, se você se envolve com ela, Não sei se você sabe, eu sou da Seicho-No-Ie, que ajuda muito a gente ter esse controle mental. É uma filosofia oriental que, na verdade, trabalha muito com a questão da mente ,com a questão da nossa harmonização mental, a limpeza da mente. E existem outras, muitas outras, muitas outras religiões, as próprias religiões cristãs evangélicas são ótimas também, pra gente, na verdade, equilibrar o nosso emocional. Tudo isso é importante, pessoal. E a gente trabalhando todos esses aspectos, alimentação, ambiente, movimento, sono e emoções, a gente consegue passar por esse período de Festa, se a gente tem essa felicidade é mais fácil, mas se você é uma pessoa que tem essa tendência de ficar depressiva nesse fim de ano, se você começa a trabalhar melhor, por exemplo, a sua alimentação, principalmente começa a trabalhar melhor todos esses aspectos da exposição ambiental tóxica, evitando o máximo possível e dando pro corpo aquela exposição ambiental que ele precisa, a exposição solar segura, o contato com a natureza, tudo isso... Você trabalhando o movimento, trabalhando caminhada, trabalhando exercícios, você também melhorando a qualidade do seu sono, você cuidando do seu aspecto emocional, cuidando de você mesmo, da sua emoção, por exemplo, fazendo meditação, como eu faço todo dia... Tudo isso você está trabalhando os fundamentos as raízes do problema. É esta filosofia que eu quero te passar aqui nos meus vídeos: que você tem que trabalhar as raízes do problema. Não é trabalhar apenas os sintomas do problema.
Eu tenho certeza que você entende isso. Eu tenho absoluta certeza, porque isso é lógico, isso é bom senso. O que a pessoa que tem essa depressão de fim de ano tem que fazer, é claro, pode procurar o seu médico, o seu psiquiatra. É muito importante, eu acho, superimportante você obter primeira, segunda, terceira opiniões... o seu terapeuta. Mas na minha visão, na visão da Medicina Funcional, a gente tem que trabalhar esses fundamentos da saúde. Sem a gente trabalhar esses fundamentos da saúde, qualquer tratamento fica incompleto, porque na verdade a gente não vai estar trabalhando as causas do problema. E, na verdade, quando você começa a trabalhar esses fundamentos da saúde, o que está acontecendo? Você vai navegar por esse período de fim de ano muito mais tranquilamente, porque você está navegando, na verdade, com uma outra embarcação, não com aquela embarcação antiga cheia daquelas mitologias tóxicas da nossa sociedade.
Você vai estar, na verdade, se autocuidando, você vai estar se sentindo fazendo um autocuidado superimportante, cuidando desses fundamentos da saúde, cuidando de você. E não tem depressão que resista, quando a gente decide cuidar da gente verdadeiramente. Você pode passar a cuidar da sua alimentação, cuidar da sua exposição tóxica ambiental, cuidar do seu movimento, cuidar do seu sono, cuidar das suas emoções. Esse carinho com você mesmo. Você ter esse carinho com você mesmo, não tem depressão que resista a esse carinho com a gente mesmo. É um carinho, por exemplo, um carinho até, se você acredita em Deus, é um carinho que vem de Deus. É como o carinho que Deus tem em relação a nós mesmos. Só que a gente tem também que manifestar esse carinho com a gente mesmo. É claro que a gente tem que manifestar com os outros também, mas se a gente não manifesta com a gente mesmo. a gente nem sabe como é que tem de fazer para manifestar com os outros. Então, espero que você tenha entendido esses aspectos aqui do vídeo. Que tudo começa com essas mitologias erradas; talvez a pessoa que está sentindo essa depressão de fim de ano, na verdade, seja uma pessoa que está, na verdade. sendo um farol pra gente, que está iluminando esses aspectos que estão errados na nossa sociedade; essa necessidade de a gente trabalhar o nosso estilo de vida, esses fundamente estilo de vida, a gente cuidar muito melhor de nós mesmos. Na verdade, essas pessoas elas podem se tornar exemplo pra gente fazer isso também. Como eu mesmo. na verdade. na minha própria vida; eu me tornei. tanto para mim como para outras pessoas, como por exemplo falando isso aqui pra vocês agora. porque eu cuido da minha saúde, eu cuido desses aspectos do meu estilo de vida também com bastante carinho; E olha que eu já tive muitos momentos depressivos no passado.
Espero que você tenha gostado deste vídeo. Se você gostou, inscreva-se aqui no canal. Na verdade, eu gostaria que você clicasse no sininho, para receber as notificações dos nossos novos vídeos. Tem mais vídeos aqui sobre fim de ano, sobre Natal e fim de ano. Vou falar num vídeo aqui na sequência sobre o que comer e o que não comer no fim de ano, como que é essa alimentação de fim de ano.
Como que a gente pode navegar na alimentação de fim de ano com muito mais segurança, para não entrar no começo do ano já com aquele estado de saúde lamentável, né, pessoal! Então isso é superimportante. clique no sininho, inscreva-se. Tenha um excelente fim de ano, vença a depressão, na verdade, muito melhor, cuidando de você mesmo, cuidando dos fundamentos de saúde e mudando as suas mitologias. Porque, na verdade, se você entender que tudo isso na nossa sociedade que está desajustado são apenas mitologias, a gente entende que a gente pode substituir por outras, a gente pode substituir por novas. É isso que a gente está fazendo, sim, quando você está assistindo aqui a um vídeo aqui do meu canal.
Grande abraço, muito obrigado! Um excelente Ano Novo com muito mais autocuidado, comece a cuidar muito melhor de você mesmo, agora, com os fundamentos na saúde principalmente, com a alimentação. Um grande abraço!
