Atum / Sardinha em Lata Faz Mal? [DICAS e CUIDADOS]
Olá!
Tudo bom?
Nesse vídeo de hoje eu vou responder a uma pergunta que vocês sempre me fazem aqui no canal: “Sardinha em lata, atum em lata, faz mal?”
“Tem algum prejuízo para a nossa saúde, a gente consumir peixes enlatados?”
“Tem alguma dica para escolher melhor os enlatados?”
Fica comigo até o final que vai adorar esse vídeo, com certeza.
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Se você conhece alguém que consome muita sardinha, muito atum enlatado, muito peixe enlatado, de qualquer forma compartilhe esse vídeo.
Vamos juntos ampliar essa corrente do bem, que é isso que eu quero aqui no canal.
Depois vai lá no Instagram e me segue, tá bom? É @nutricionistapatricialeite.
Com outras dicas diferentes, vai gostar, com certeza.
Muitas pessoas me falam: “Patrícia, fala para mim mais sobre essa questão dos peixes enlatados.”
A sardinha, o atum, a gente sabe que eles são super nutritivos, fontes de proteínas de alto valor biológico, de boa digestibilidade...
Fonte de ômega-3...
Muito saudáveis, muito interessantes...
Mas, e se eu consumir enlatado?
Será que todos os benefícios vão ser anulados pelo processo industrial de enlatar o alimento?
Vamos conversar mais sobre isso agora.
Primeira dúvida que as pessoas me perguntam muito ultimamente, é com relação à quantidade de mercúrio presente no atum e na sardinha enlatados.
Principalmente no atum, não é?
Porque o atum é um peixe maior.
Uma coisa que eu tenho que falar para vocês: O mercúrio, naturalmente, está presente nos oceanos.
O mercúrio tem muito a ver com relação à própria questão dos vulcões que despejam lava nos oceanos, sedimentos...
Então o mercúrio é, realmente, presente. É um metal pesado, que, para a gente, humanos é tóxico.
Mas ele está presente ali, nos oceanos.
E os bichos sempre consomem o mercúrio, de uma maneira ou de outra.
Porque mesmo os que consomem alga, as algas podem ter sido contaminadas com o mercúrio.
Os peixes menores geralmente consomem alga, plâncton ou fitoplâncton...
E outros peixes são carnívoros.
Na verdade, os peixes que consomem outros peixes têm mais mercúrio na sua concentração.
Porque eles já consumiram um alimento que tinha mercúrio dentro dele, em uma concentração maior.
E quanto maior é o peixe, mais mercúrio ele tem na sua área, no seu peso, na sua massa.
Então, os peixes maiores, independente se são peixes enlatados ou peixes frescos, têm mais mercúrio do que os peixes pequenos.
Então, com isso, a sardinha já sai ganhando do atum nesse sentido.
Porque a sardinha é um peixe menor, com menos massa e com menos acúmulo de mercúrio.
E o atum é um peixe muito grande, não é?
A gente vê naqueles programas lá, o pessoal vai...
No Norte, na Noruega, Dinamarca, para pescar atum, que geralmente fica por lá, e é um peixe enorme.
Eles pesam um peixe quase do tamanho do homem.
Então esses peixes muito grandes vão ter muito mercúrio.
Mas, tem um pulo do gato aí, porque esses peixes bonitões que você vê lá o cara falando que vai ganhar milhares de dólares com o peixe, é um peixe que, normalmente, vai para peixaria.
Vai para a loja de comida japonesa, restaurante de comida japonesa.
Porque é um peixe nobre, é um peixe caro.
E o atum enlatado, normalmente, vem de atuns de outra raça, de outra espécie menor ou o atum que não cresceu tanto assim.
Que não tem tanto apelo comercial, que o cara não vai ganhar tanto com o peixe.
Então, por esse lado, como os enlatados são feitos com peixes menores, faz com que ele saia ganhando com relação a essa questão da quantidade de mercúrio.
Normalmente, quando a gente analisa os peixes enlatados, eles têm menos mercúrio do que o peixe fresco, no caso do atum.
Justamente, porque o peixe fresco normalmente é aquele peixão grandão, que cresceu muito.
Outra questão que as pessoas me falam: “Patrícia, e com relação ao líquido da conserva?”
“Isso vai me fazer mal?”
“Esse líquido da conserva muito ruim, eu já ouvi dizer que tenho que descartar.”
Existem algumas questões aí que a gente tem que falar.
Existem diferentes líquidos nos quais o seu peixe pode estar em conserva.
O peixe pode estar em conserva em óleo vegetal.
Que é o mais clássico, é o mais barato normalmente. É um óleo, óleo...
De cozinha, qualquer, que eles pegam o peixe, botam no óleo e fecham a lata.
O peixe pode estar em conserva na água e sal.
Que, também, eles pegam uma água salobra, com sal, e colocam o peixe ali.
Porque o sal, ele por ter uma maior concentração do soluto, a gente tem essa água salgada, a proliferação de bactérias é muito menor.
Então é uma forma de durabilidade, não é?
Conferir durabilidade ao produto, muito interessante.
E outros produtos, que são os molhos. Às vezes a gente vê peixe, atum, sardinha ou até mesmo, dependendo, polvo, lula...
Uns diferentes, que a gente compra assim, às vezes, vê no mercado.
Com o molho de tomate, molho de pimenta...
E aí, tem um monte de molho, não é?
Molho mexicano, molho americano...
Esses com molho são as piores opções porque normalmente têm muito sal e muito açúcar no molho.
Porque são molhos processados, industrializados.
Essas são, sem sombra de dúvidas, a pior opção para você consumir.
E aí, tem a opção do óleo, da água e sal...
E também a opção do azeite, que eu ia até esquecendo, que é um outro que, às vezes, é comercializado também.
Se você puder escolher, em azeite é sempre a melhor opção por causa da qualidade do óleo é melhor.
Se você puder ficar entre o óleo normal e a água e sal, cada um tem seu pró e seu contra.
Porque, na verdade, em óleo normal você vai estar mudando a proporção de ômega
6 e ômega 3 dessa refeição.
Os peixes, a sardinha e o atum, que a gente está usando aqui como exemplo que são os mais comumente enlatados, são muito ricos em ômega 3, quando a gente bota óleo de cozinha, a gente acrescenta o ômega 6.
Então, aquela proporção muda.
Então ele acaba ficando menos interessante.
Ao passo que, quando a gente bota em água e sal não vai modificar a proporção de gordura, porque está botando em água e sal.
Por outro lado, tem mais sódio.
De qualquer forma é sempre interessante que você abra a conserva, e escorra a conserva.
Não use o líquido que vem ali.
Porque, na verdade, não é?
Não é interessante que a gente utilize os líquidos das conservas, de ser um ponto clássico, que a gente sempre sabe.
A não ser que seja uma conserva sem conservantes.
Parece até meio louco falar isso, mas tem alguns processos de produção mesmo dos alimentos que eles botam o alimento lá, na água, e tiram, por vácuo, o ar...
Então, isso acaba sendo uma forma de preservar o alimento.
E são conservas normalmente um pouquinho mais caras.
Mas, de qualquer forma, é interessante que você saiba, que o ideal é que a gente abra o atum ou a sardinha, pegue uma peneirinha e escorra.
Se for em água e sal, e você quiser tirar mais o sal, você pode lavar com água filtrada para consumir também.
Outro detalhe importante para eu te lembrar é que se você optar por comprar o seu peixe, no óleo ou no azeite, mesmo que seja o azeite, que é uma gordura mais saudável, o azeite tem mais calorias, não é?
Ele tem nove calorias por grama.
Então, mesmo que você descarte o excesso, parte daquele óleo ou azeite vai estar impregnado no seu peixe, o que vai aumentar o valor calórico.
Então, se você está em um processo de emagrecimento, talvez não seja a melhor opção.
Se lembra disso também.
Outra questão com relação à embalagem do peixe, não é?
O enlatado, a própria lata.
A gente sabe que a lata, muitas vezes, é revestida de Bisfenol A.
Que é um potente...
Na verdade, “não é um potente”.
Está em estudo para determinar se ele é um cancerígeno ou não.
Existem algumas indicações que ele pode vir a trazer problemas para o nosso organismo.
Ainda precisa ser mais estudado.
Mas, de qualquer forma, por segurança, foi declarada uma guerra ao Bisfenol A, com toda razão.
Para a gente consumir o mínimo possível.
O Bisfenol A está nessa questão da lata, que ele reveste a lata, em algumas latas...
Têm latas já sem o Bisfenol A, que você pode tentar procurar.
Mas, cuidado também se você usa muito produto de plástico, no dia a dia, porque em alguns tipos de plástico ele pode estar presente.
Principalmente quando a gente aquece o plástico.
E existe a possibilidade de você também, em alguns casos, comprar as conservas de peixe em embalagem de vidro.
Elas já são vendidas hoje em dia.
São um pouco mais caras, mas se você faz o uso ocasional, talvez valha para você investir um pouquinho mais, não é?
E garantir que você está comprando um produto mais inerte, como a gente diz.
Que vai ter menos compostos ali que podem interagir com o seu organismo, porque o vidro realmente é um composto inerte, não é?
Não tem muita troca.
Outro detalhe importante com relação a lata é que a gente nunca deve comprar um alimento enlatado amassado.
Se você comprou, estava tirando as compras da sacola, caiu no chão e amassou, joga fora.
Porque essa questão de amassar, pode liberar mais compostos ruins para o produto que você vai consumir, para o alimento.
Então, não só o Bisfenol, mas outros metais...
Então é interessante que a gente nunca consuma produtos enlatados que tenham lata amassada, porque isso pode trazer algum tipo de malefício para o nosso organismo.
Voltando àquela questão do mercúrio, vale a pena ressaltar, que tem alguns estudos que falam que o mercúrio pode causar um atraso sutil no desenvolvimento de algumas crianças.
Então, cuidado com a quantidade de atum ou sardinha que você consome, em lata ou fresco, se você está grávida, se você tem filho pequeno, se está amamentando o bebê...
Porque isso pode passar para o bebê.
Esse estudo foi feito naquelas ilhas do Pacífico, onde eles consomem muitos peixes.
Praticamente todos os dias.
Peixe fresco, peixe enlatado...
Então, você vê que o problema não é no enlatado, especificamente.
Mas esse é um alerta que eu deixo se você está grávida, se você está amamentando, se a sua criança ainda é muito pequenininha, não é?
Naquela fase de formação muito ávida de neurônios e do sistema nervoso central.
Evita oferecer muito peixe rico em mercúrio, peixes grandes para a criança muitas vezes por semana, para você evitar esse excesso de mercúrio no organismo.
No mais, fica sempre aquele meu recado do caminho do meio, que é o melhor caminho que eu acho.
Que a gente não precisa abolir completamente a sardinha enlatada, as vezes ela quebra o galho.
Um atum enlatado...
Mas não dá usar isso como base da alimentação.
Eu conheci uma menina que todo dia no almoço comia salada com atum enlatado porque era prático e era barato.
Então, não dá para ir por aí.
A sardinha fresca, por exemplo, também super barata, e aí não tem todos esses problemas com relação à lata, ao Bisfenol, que eu te falei.
Então lembra sempre de equilibrar a alimentação.
Uma vez por semana, de 15 em 15 dias não vai matar ninguém.
Não tem problema nenhum.
Pode ser uma opção para aqueles dias de correria.
Muito mais saudável do que você usar um fast food, que seria uma opção rápida também, se você utilizar dessa maneira correta.
Me conta aqui embaixo então: Você costuma usar peixe enlatado?
Atum?
Sardinha?
Qual você costuma utilizar?
Você tem medo de consumir?
Ou você nunca se preocupou com isso?
Vou adorar ler o seu comentário aqui.
Compartilhe esse vídeo com quem você sabe que vai gostar do assunto.
Assim, a gente amplia essa corrente do bem, que é isso que eu quero aqui com o canal.
Aproveita e vai depois lá no Instagram, e me segue. É @nutricionistapatricialeite.
Mesmo nome do canal, não tem erro.
Com outras dicas diferentes lá.
Se você puder agora também, dá a sua curtida, porque isso me ajuda.
E se você é novo por aqui, não perde mais tempo, se inscreve no canal e ative o sininho.
Eu tenho vídeo novo todos os dias.
Sobre os benefícios dos alimentos, dicas para a sua saúde...
E você não vai querer perder.
Até a próxima.
Tchau, tchau.
