Como está a corrida pela vacina para a Covid-19 | #GazetaNotícias
Ao mesmo tempo em que governos do mundo todo lutam para conter o aumento no número de casos de Covid-19, cientistas correm contra o tempo para desenvolver uma vacina contra a doença.
Embora não haja previsão de quando essa imunização deve estar disponível, já começam a surgir algumas fortes candidatas para isso.
Pode ser que a vacina para o novo coronavírus venha antes do que imaginávamos.
Mas em que pé estão os testes e como fica o Brasil nessa história toda? É o que vamos te mostrar no Gazeta Notícias de hoje.
Segundo a OMS, existem 18 candidatas a vacina em desenvolvimento em todo o planeta. Se o ritmo seguido pelas empresas farmacêuticas for mantido, o prazo para que elas estejam prontas será menor do que o esperado.
Nos Estados Unidos a AstraZeneca, a Johnson
& Johnson e a Moderna planejam os primeiros lotes comerciais para o fim de 2020 ou início de 2021. Elas contam com financiamento do governo americano para fazer os estudos. A Johnson & Johnson começará os ensaios clínicos da sua vacina na segunda quinzena de julho, dois meses antes do esperado. Essa ainda é ainda a primeira de três fases antes que a vacina possa ser disponibilizadas para a população.
Um pouco mais adiantada, está a empresa Moderna, que planeja iniciar a fase 3 dos seus testes, também, em julho. Nesse ponto da pesquisa a ideia é mostrar a eficácia da vacina. 30 mil pessoas participarão dos testes, o objetivo da empresa é produzir pelo menos 500 milhões de doses por ano.
Empresas chinesas também estão se preparando para iniciar esta terceira fase dos estudos. A Sinovac e a Sinopharm utilizam o SARS-CoV-2 quimicamente desativado. Durante a segunda fase dos testes, voluntários chegaram a produzir anticorpos que neutralizaram o coronavírus. Outra empresa americana, a Pfizer, em parceria com a empresa BioNtech, também já conseguiu respostas imunes ao testar suas vacinas em humanos saudáveis.
A projeção é de produzir 100 milhões de doses até o fim de 2020 e 1,2 bilhão até o final de 2021.
Considerando o estado atual da transmissão da doença por aqui, o Brasil tem sido alvo dos testes internacionais de potenciais vacinas.
A AstraZeneca realizou uma parceria com a
Universidade de Oxford e está recrutando 45 mil pessoas em todo mundo para os testes da fase 3 vacina, desse total, 5 mil serão brasileiros.
Se a vacina desenvolvida em Oxford se provar eficaz, a sua produção no Brasil deve começar no fim desse ano sob responsabilidade da
Fundação Oswaldo Cruz. Os testes e estudos serão feitos pela universidade federal de São Paulo. Embora o acompanhamento dos voluntários seja de um ano, há possibilidade da vacina ser distribuída à população antes desse período em caráter de exceção. Além disso, uma segunda vacina foi autorizada pela
Anvisa para ser testado no Brasil. A Sinovac realizou uma parceria com o Instituto Butantan e ambos testarão a vacina em 9 mil brasileiros. Também na fase 3, as doses serão direcionados aos profissionais de saúde que atuam com pacientes com Covid-19,
Serão escolhidas pessoas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio
Grande do Sul, Minas Gerais e do Distrito Federal.
Os voluntários deverão se cadastrar a partir do dia 13 de julho em um aplicativo.
Os estudos devem começar já na semana seguinte. A Sinovac será capaz de produzir de 300 a 500 milhões de vacinas até o fim deste ano. Caso a vacina seja efetiva, o Brasil tem um acordo que garante acesso a
60 milhões de doses. Ficou com alguma dúvida?
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