Existe Proteína em "Excesso" em uma Dieta Cetogênica? - Senhor Tanquinho Responde
Olá Tanquinhos e Tanquinhas, bem-vindos a mais um vídeo.
Hoje, a gente vai falar de um assunto que gera muitas dúvidas em quem está iniciando uma alimentação bem low-carb.
A quantidade de proteínas em uma dieta cetogênica.
Se você não sabe o que é uma dieta cetogênica, a gente não vai entrar no mérito nesse vídeo.
A gente já fez outros vídeos de outros conteúdos sobre o assunto e vamos deixar os links aqui na descrição.
Mas basicamente, esse é um assunto que gera bastante dúvida porque uma dieta cetogênica clássica ela é composta bastante por gorduras, ela é bem baixa em carboidratos e ela é moderada em proteínas.
Então hoje, a gente vai falar sobre o que seria esse moderado em proteínas, se ela precisa ser moderada em proteínas e por que consumir bastante proteína em uma dieta cetogênica pode ser uma boa ou uma má ideia.
Por outro lado, se você não segue uma dieta cetogênica, mas faz uma dieta low-carb, lembrando que a dieta cetogênica é uma dieta low-carb, mas quero dizer, se você é menos restrito com os carboidratos do que seria uma dieta cetogênica, então vale a pena continuar assistindo esse vídeo até o final, porque os conceitos que a gente vai apresentar aqui também se aplicam a uma dieta low-carb, e você vai gostar bastante do que a gente vai falar.
Então, veja esse vídeo até o final, porque assim você vai saber mais sobre a ingestão de proteínas em uma dieta low-carb ou cetogênica do que 90% das pessoas que pensam que seguem essas dietas.
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Bom, antes de dizer quanta ingestão de proteína é adequada para uma dieta low-carb ou cetogênica, a gente vai falar cetogênica daqui pra frente, mas o raciocínio também é válido para a low-cab, é importante se perguntar por que que as pessoas estão tão preocupadas com a ingestão de proteína em uma dieta cetogênica.
Bom, na maioria dos casos, a ingestão de proteínas se autorregula, porque o corpo tem mecanismos para isso.
Para te dar mais fome, por exemplo, de carne quando você está em necessidade de proteínas.
Porém, existem 2 motivos pelos quais as pessoas tendem a se preocupar com as proteínas.
Especialmente no contexto de uma dieta cetogênica, as pessoas se preocupam com as proteínas por basicamente 2 motivos.
Primeiro, é que a proteína ingerida, após ser quebrada em aminoácidos, pode ser metabolizada pelo fígado de forma a gerar novos carboidratos ou glicose na corrente sanguínea, num processo chamado gliconeogênese.
E seu corpo, nesse caso, utilizaria glicose como combustível, o que não seria mais o caso da cetose, que é a preocupação de quem faz uma dieta cetogênica.
Bom, o segundo motivo seria de que a proteína poderia elevar a sua insulina assim como fazem os carboidratos, porém, esse é um ponto meio controverso, e a gente não precisa se preocupar tanto com esse fator.
Na verdade, o medo principal nesses dois cenários que a gente vê é a pessoa sair da cetose, sendo que ela tá em uma dieta cetogênica com o objetivo de se manter nesse estado.
Então, especificamente sobre o ponto da proteína elevar a insulina e a insulina tirar você da cetose, a gente sabe que, de acordo com alguns pesquisadores, a gente não precisa se preocupar apenas com insulina elevada, porque, se você não estiver ingerindo carboidrato junto, esse momento fora de cetose que a alta insulina vai causar vai durar muitos poucos minutos.
Até porque, sem os carboidratos sendo ingeridos, você não ter oxaloacetato, essa é a forma técnica de dizer que você não vai ficar fora da cetose por muito tempo.
Então, esse é um ponto bem simples e a gente não precisaria se preocupar por isso.
O que nos deixa com o primeiro motivo, que é o da gliconeogênese.
Bom, então agora vamos finalmente falar da gliconeogênese e vamos abordá-la por dois pontos.
Na verdade, o primeiro ponto é que ela realmente acontece, e ela acontece para todo mundo, principalmente em indivíduos que estão em uma dieta cetogênica, esse fato é desejado, por quê?
Porque você não vai estar ingerindo carboidratos, mas o cérebro e outros órgãos precisam de um pouquinho de glicose para funcionar.
Então, você vai querer mesmo que seu corpo produza glicose a partir de outras fontes, como as gorduras que você tem armazenada ou que você ingeriu, ou mesmo as proteínas que você ingeriu.
Mas o que a gente quer saber aqui é se você começar a ingerir mais proteínas do que esse mínimo que você precisa, você vai acabar fazendo mais glicose?
Até onde a gente sabe, os estudos que a gente viu, onde as pessoas aumentaram a ingestão de proteína acima de um mínimo que elas consumiam antes, aumentaram também a ocorrência de gliconeogênese, isto é, o corpo dessas pessoas começou a usar mais aminoácidos para gerar energia para elas.
Porém, tem uma observação muito importante para ser feita nesse ponto.
O de que esses estudos, até onde a gente sabe, não eram feitos com pessoas que seguiam a dieta cetogênica.
Isto é, eram estudos feitos em pessoas com metabolismo orientado a queima de glicose, usar a glicose como combustível.
Então, a gente não sabe se essa conclusão de que aumentar a ingestão de proteínas vai aumentar a gliconeogênese em pessoas que utilizam a dieta cetogênica.
O que a gente quer dizer com isso é que em indivíduos que não são cetoadaptados, ou seja, que não estão em cetose, em uma dieta cetogênica, o corpo deles, o que, prefere consumir glicose, o corpo como um todo.
Então nesses indivíduos vai ocorrer uma maior transformação das proteínas, uma maior parte das proteínas vai ser transformada em glicose porque o corpo está acostumado a queimar glicose.
Já nos indivíduos cetoadaptados, essa demanda por glicose vai ser menor, ela vai ser mínima, porque o corpo já vai estar mais acostumado a utilizar corpos cetônicos como energia.
E isso nos leva ao ponto dois.
O ponto número dois é o que alguns pesquisadores gostam de resumir com a seguinte frase: “A gliconeogênese é um processo orientado à demanda e não à oferta”.
Traduzindo, isso quer dizer basicamente que o seu corpo só vai usar o excesso de proteínas para produzir mais glicose se o seu organismo estiver pedindo por mais glicose, isto é, não é porque tem mais matéria-prima para ser transformada em glicose que você vai necessariamente fazer, se seu corpo não está usando essa glicose, não está tendo essa demanda por mais glicose.
Isto é, para aqueles que estão mais cetoadaptados, uma maior ingestão de proteínas talvez não tirasse você da cetose, isso é o que argumentam alguns autores.
No entanto, a gente também reconhece que não existe uma abundância de evidências nesse sentido.
E, em termos de relatos anedóticos, a gente vê as pessoas comentando, as pessoas que seguem a cetogênica e acompanham suas medidas de corpos cetônicos no sangue, a gente vê tanto algumas pessoas que aumentando as proteínas saem da cetose, quanto algumas outras que, mesmo aumentando as proteínas para 30-35% das calorias, que seria bem superior a uma cetogênica clássica (onde elas seriam responsáveis por uns 20% das calorias), elas ainda se mantêm em cetose.
Nesse caso, uma coisa que a gente observou pesquisado foi que elas também estão em algum tipo de déficit calórico, então isso talvez seja uma peça importante desse quebra-cabeça, embora ele ainda não esteja bem definido.
De toda forma, aqui vai uma informação importante: se você já está cetoadaptado, então uma ingestão um pouco mais elevada de proteínas, aí na casa de 1,5 a 2g por quilo de peso, por quilo de massa corporal, provavelmente não vai ser o suficiente para te tirar de cetose.
Por outro lado, se você está começando agora uma dieta cetogênica, seu objetivo é entrar em cetose, então pode ser interessante você diminuir essa ingestão de proteínas para casa de 1g mais ou menos, ou um pouco menos.
Nesse caso, um limiar saudável pode ser exatamente esse que o Roney falou, de mais ou menos 1g por quilo de peso.
Muita gente vai se assustar, vai achar que 1g por quilo de peso é bem pouco, porém a gente falou em alto nível de detalhes sobre a ingestão de proteínas em diversos contextos, tanto em dieta low-carb, como fora de dieta low-carb, em um texto completo que a gente falou.
A gente chegou a trabalhar inclusive o mínimo e o máximo que a gente sabe que é saudável, e quanto isso é importante para você entrar em cetose ou conseguir mais massa muscular.
Então a gente vai deixar o link para esse texto completo aqui na descrição, e nele a gente ainda destruiu 2 mitos. É, exatamente, se por um lado 1g pode parecer muito pouco para algumas pessoas, 1,5 ou 2g que a gente falou anteriormente pode parecer absurdo, e algumas pessoas podem achar que isso causa osteoporose ou mesmo pedras nos rins.
Mas nesse mesmo texto que o Guilherme falou a gente destrói esses 2 mitos.
Então, resumindo o vídeo de hoje, a gente quer dizer que, em termos de aumento de proteínas tirar ou não cetose, a gente ainda não tem evidências claras e conclusivas se isso realmente acontece ou não.
Via de regra, a nossa abordagem simplificada e segura seria caso a gente desejasse entrar em cetose e não tivesse conseguido, diminuir um pouco a ingestão de proteínas.
Porém, caso já estivesse em cetose e estivesse confortável ou desejando consumir mais proteínas, poder aumentar um pouco e verificar como que isso afeta o seu estado metabólico.
Bom, a gente sabe que esse é um assunto um tanto quanto complexo, então se você tiver qualquer tipo de dúvida pode deixar aqui nos comentários do vídeo.
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Para mais informações sobre a ingestão de proteína é só clicar no link aqui da descrição, é o primeiro link que a gente vai deixar e, se inscrevendo no canal, a gente se vê na semana que vem.
Um forte abraço, do Senhor Tanquinho.
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A gente separou mais 2 vídeos muito interessantes sobre a dieta cetogênica do lado direito da sua tela, clica neles para assistir.
