Fasting for Autoimmune Diseases
"Jejum para Doenças Autoimunes" Traduzido por Tania Bassi
A evidência mais forte dos benefícios do jejum envolve o tratamento de uma doença articular autoimune conhecida como artrite reumatóide, conforme detalhei no meu último vídeo.
Houve um estudo alemão sugerindo benefícios para a osteoartrite também, com melhorias relatadas na dor e na função articular, mas realmente precisaríamos de ensaios clínicos randomizados para ter certeza.
Os pesquisadores se desesperam por terem apenas 30 pacientes, mas isso é 30 vezes mais do que muitos relatórios sobre jejum na literatura médica, que podem detalhar somente casos isolados.
Por exemplo, uma mulher com uma doença autoimune rara conhecida como doença mista do tecido conjuntivo, que pode causar todos os tipos de sintomas dolorosos e angustiantes, tratada com esteróides na tentativa de suprimir o seu sistema imunológico.
Mas 21 dias depois, sem seus medicamentos, os seus sintomas melhoraram com o jejum, e o mais importante, pareceram não voltar.
Então, o jejum funciona para doenças mistas do tecido conjuntivo?
Bem, tudo o que podemos dizer é, ei, pelo menos funcionou pelo menos uma vez.
Uma história de sucesso semelhante foi relatada com fibromialgia: uma mulher com dor no corpo todo, não conseguia manter a atividade, tomava muitos medicamentos, mas acabou livre dos sintomas 24 dias depois, e permaneceu assim pelo menos por mais um mês.
Mas quando um regime de jejum modificado foi tentado em dezenas de indivíduos, os benefícios observados em duas semanas desapareceram amplamente na semana 12.
E o lúpus?
Uma mulher de 45 anos que continuava com dor apesar de seus medicamentos imunossupressores, mas sem dor no quarto dia de jejum e permaneceu sem sintomas por um ano, antes de eliminá-los novamente com um segundo jejum.
Agora, observe que isso não era apenas jejum, mas jejum seguido de uma alimentação baseada em plantas na tentativa de solidificar os ganhos.
E uma alimentação estritamente baseada em plantas - zero proteína animal - sozinha demonstrou controlar os sintomas em pelo menos alguns casos.
O mesmo na sacroileíte, uma manifestação comum da espondilite anquilosante, uma artrite auto-imune que afeta principalmente a coluna, causando dores nas costas que podem durar anos.
Eles tentaram todos os tipos de medicamentos e terapias convencionais, mas a dor ainda não ia embora. Então, eles tentaram recomendar evitar completamente alimentos de origem animal e notaram uma melhora persistente distinta em poucos dias - até ele voltar a comer carne.
Mas voltando à nutrição à base de plantas, ele estava sem a maioria dos medicamentos, quase completamente livre de sintomas.
Portanto, pelo menos neste caso, a dor inflamatória persistente no outro tratamento foi abolida com uma alimentação mais saudável.
Então, ei, pelo menos vale a pena tentar.
A glomerulonefrite autoimune, onde seu corpo ataca os seus próprios rins, é uma manifestação comum do lúpus.
Uma série de casos de 29 pacientes que permaneceram em jejum por 60 horas e depois passaram a comer frutas e vegetais até melhorarem, descreveu recuperações tão notáveis que o jejum, na opinião deles, deveria ser uma parte essencial do tratamento.
E a esclerose múltipla, uma doença nervosa autoimune?
Os pacientes foram randomizados em uma alimentação que simula o jejum, o que significa um jejum modificado que começou com uma dieta de 800 kcal por dia de frutas, arroz ou batatas, e depois eles passaram uma semana bebendo centenas de kcal de óleo de linhaça e caldo de vegetais antes de fazerem a transição para uma dieta mediterrânea baseada em vegetais.
E nos três meses seguintes, tiveram uma melhora significativa da qualidade de vida geral.
Eles também tentaram uma dieta cetogênica, mas esta dieta não conseguiu oferecer benefício geral clínico nem estatisticamente significativo.
E, finalmente, a urticária crônica, urticária com erupções de vergões que coçam, começaram a melhorar no terceiro dia de jejum e desapareceram completamente no dia 11.
Isso é consistente com estudos da Alemanha e do Japão que evidentemente mostraram cerca de 75% de eficácia para tais pacientes com o que parece ser algum tipo de dieta de chá com açúcar.
Certamente vale a pena experimentar a terapia de jejum, mas é claro que o jejum só deve ser feito sob supervisão médica treinada.
Caso contrário, você nunca saberá se você tem algum problema renal oculto que pode te levar ao coma e depois ao necrotério.
Você deve ter a sua função renal e eletrólitos monitorados para ter certeza de que o seu corpo está pronto para o desafio.
Apesar dos benefícios potenciais, o jejum somente com água não é uma cura ou tratamento no sentido tradicional.
A intenção é simplesmente estimular os mecanismos de autocura do corpo, visto que, por definição, o jejum é insustentável.
Para manter os resultados obtidos pelo jejum somente com água, é necessário aderir a um estilo de vida promotor de saúde que inclua uma alimentação saudável de alimentos vegetais minimamente processados, dormir bem e exercícios.
