• slidebg1

Fim de Ano 2018: veja a história de Maju Coutinho

Em 2019 se permita mais.

Brincar, sonhar e realizar.

Eu comecei a minha carreira por um caminho torto.

Eu queria ser, na verdade, professora porque eu sou filha de educadores.

Só que eu descobri que o jornalismo era uma coisa que estava no meu espírito e na minha alma desde criança, quando eu brincava de telejornal, quando eu redigia jornaizinhos na escola ou por brincadeira.

Quando eu comecei a trabalhar com o tempo, passei a me preocupar com ele e também com o clima, a influência do tempo no clima, a poluição, os cuidados que a gente tem com a natureza.

Isso foi algo que começou a despertar em mim, assim que eu comecei a trabalhar com a previsão do tempo.

Já é provado que a gente deixa uma pegada, sim, e que essa pegada pode ser muito problemática, com aumento de chuva, aumento de seca também em muitas regiões.

Então, não tem como, o planeta é um só.

A gente tem que olhar para ele com cuidado, e há ações simples que podem ser feitas, né.

Roupa é uma coisa que eu adoro, mas eu já não consumo loucamente.

Menos carne, menos leite, mais verdura, menos açúcar...

Então, isso acho que é uma mudança de foco de menos consumo.

Estou em São Paulo, que é considerada a selva de pedra, mas tem refúgios como esse lugar que a gente está.

E eu prezo estar nesse refúgio.

E outro caminho também que eu acho que é de reconexão com a natureza, mesmo que eu não esteja no parque, é a meditação. Eu medito.

Então, quando eu paro, mesmo na minha casa, para sentar e meditar, eu ouço os passarinhos, eu ouço silêncio, se tiver silêncio.

Acho que esse contato com a meditação também me reconecta com a natureza.

Quando não havia essa reconexão, às vezes, eu nem sabia quando eu estava cansada ou quando eu tinha fome.

Você vai na levada e não sente que está com fome, que está se desgastando.

Eu acredito num mundo muito mais compartilhado, em que a gente use mais transporte público, mais bicicleta, que a gente use mais carro coletivo.

Eu acredito nisso.

Eu acho que tem que ter essa visão de cuidado, em que a gente use energia eólica, que a gente acredite mais em agricultura familiar, porque o planeta é um só.

Não custa nada ir por esse caminho, ninguém vai perder se for por um caminho da conservação do planeta.

Eu acho que esse é o meu sonho, um mundo mais atento à natureza.