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Impactos da Alimentação na Sua Mente (com Ana Maria Murbach e Fernando Aires)

Olá, sejam bem-vindos ao canal HypnoEthos.

Estou aqui com a nutricionista e amiga Ana Maria Murbach

- Tudo bem, Ana? - Tudo bom, Nando?

E a gente vai falar hoje sobre impactos da alimentação na sua mente, como a sua alimentação interfere na sua mente...

- Será que interfere mesmo, Ana? - E não é que interfere, Nando?

Vamos ver depois da vinheta!

Se apresenta pra eles, fala quem é você, qual o seu trabalho.

Como o Nando falou, eu sou nutricionista de formação, tenho pós-graduação em medicina integrativa e avaliação metabólica e nutricional.

A Ana é responsável por todo emagrecimento que eu fiz. Todos vocês que me conheceram antes do YouTube sabem o quanto eu perdi de tamanho, de peso, e é tudo responsabilidade da Ana e da hipnose.

Ana, conta pra gente...

Você tava falando de forma muito interessante sobre como a nossa alimentação tem uma conexão direta com os nossos sentimentos.

Como é que isso funciona?

A gente tem uma ligação muito forte, talvez alguns de vocês já ouviram isso antes, que o nosso intestino é o nosso segundo cérebro, não sei se isso é familiar para alguns...

Mas é bem isso mesmo. Por quê?

Da mesma forma que a gente tem a nossa impressão digital, a gente tem a nossa microbiota intestinal.

E o que é isso? São as colônias de bactérias, os tipos de bactérias que a gente tem que colonizam o nosso intestino.

E cada um de nós, dependendo do nosso estilo de vida, atividade física, do tipo de alimentação, vai colonizar um tipo de bactéria.

Essas bactérias meio que "dominam" o nosso organismo

(eu brinco que a gente é liderado por essa bicharada maluca que tem no nosso intestino).

O nosso intestino é ligado com o nosso cérebro através de nervos específicos, as células deles são ligadas umas pelas outras de uma forma bem grudadinha.

Isso é muito, muito importante. Por quê?

O nosso intestino é a nossa barreira protetora

80% do nosso sistema imunológico fica dentro do intestino.

Quando a gente tem uma alimentação saudável, cheia de frutas, legumes, vegetais, com uma hidratação bacana, essa barreira intestinal fica intacta.

Quando, no entanto, a nossa alimentação é mais inflamatória, com muitas frituras, com muitas gorduras consideradas ruins, gorduras trans, hidrogenadas, muito açúcar, essa barreira intestinal acaba abrindo uma fendas, e essas fendas causam uma fermentação absurda ali.

Essa fermentação manda sinais para o nosso sistema nervoso central de desequilíbrios.

Ah, então o que você está falando é o seguinte: o fato de a gente cuidar bem ou mal da nossa flora intestinal faz com que, de alguma forma, nosso sistema nervoso se ocupe mais daquilo?

Ou é como se ele recebesse realmente sensações de desprazer ou de desconforto?

Com essa barreira intestinal sendo intacta, a gente tem mais proteção contra essas bactérias ruins, e o nosso sistema imunológico fica mais intacto.

A sinalização que isso manda pro seu corpo é uma sinalização de harmonia e de diminuição de inflamação.

A inflamação no nosso corpo a longo prazo, inflamação crônica, é o que faz a gente mandar sinalizações para o cérebro de alteração de humor, por exemplo...

Porque é isso que eu ia perguntar: existe uma mudança de humor causada por essas bactérias a partir da perspectiva de que o organismo se sente menos inflamado? Ana Maria Murbach: Isso, exatamente!

E o quanto isso é fisiológico, o quanto isso é uma percepção dos indivíduos?

O que eu quero dizer? A gente passa a vida inteira escutando que comer tal coisa é mais saudável

(e até eventualmente não é, eventualmente tem algumas coisas que não são muito saudáveis), mas você tinha falado que realmente muda nossa percepção do ambiente e de como a gente se sente.

Mas o quanto isso é sugestão direta, o quanto isso é realmente físico, o nosso organismo reagindo?

Eu vejo muito isso na clínica com os meus pacientes, a partir do momento que a gente regula nossa microbiota intestinal, ou seja, a gente muda o tipo de bactéria que a gente coloniza no nosso intestino, a gente diminui essa inflamação, então a gente tira as bactérias ruins coloca as bactérias boas e isso vai diminuindo a nossa inflamação, vai fortalecendo o nosso sistema imunológico, por fortalecer essa barreira protetora intestinal.

Quando a gente tem desequilíbrios de emoção, a gente se sente um pouco mais tristes ou melancólicos, ou quando você come alguma coisa e não se sente muito bem, nada te satisfaz, come muito doce, sempre procurando aquele momento de satisfação que nunca vem.

Isso pode acontecer porque o seu centro da saciedade de fome no sistema nervoso central tá desequilibrado. Fernando Aires: Entendi.

Então é fisiológico porque, de fato, para você se sentir mais saciado, quando você tem um desequilíbrio nesse sistema, você tem que comer mais pra sentir saciado. E isso é regulado.

E, de forma mais objetiva, você conseguiria dizer três hábitos que a gente poderia ter ou deixar de ter que ajudariam a gente a ter uma uma emoção mais equilibrada e ter um maior controle das nossas emoções? Ana Maria Murbach: Claro!

A primeira seria a gente incluir uma alimentação mais natural possível que é descascar mais e desembalar menos.

Então, quanto mais natural a sua alimentação, melhor.

Frutas, legumes, vegetais são muito ricos em fibras, elas vão ajudar a colonizar as bactérias boas do intestino.

A segunda dica é diminui os alimentos que são mais inflamatórios.

Então, as gorduras consideradas "ruins": frituras, gorduras hidrogenadas, margarina, pastel, torresmo...

Tudo que é muito mais fritura de imersão...

Fernando Aires: Você falou "as frituras consideradas ruins": existem frituras boas? Ana Maria Murbach: Não, não existem.

Ana Maria Murbach: Existem gorduras boas. Fernando Aires: ah! O que são gorduras boas?

Gorduras boas são gorduras naturais que já são presente nos alimentos.

Então, por exemplo, abacate, coco...

Então, existem gorduras boas, sim, mas essas de imersão são bem ruins e devem ser evitadas.

A terceira dica, gente: hidratação. Hidratem-se.

Em todas as reações fisiológicas que acontecem no nosso corpo a gente precisa de água para serem transportadas através do nosso organismo.

Quando a água não vem de fora a gente arranja a água de dentro, então, a gente acaba puxando água das fezes.

Por isso que constipa quando as pessoas não tomam água.

Ana Maria Murbach: Essas são as três dicas. Fernando Aires: Ana, muito obrigado por você ter participado!

Quero que você se apresente, coloque suas mídias sociais, como podem ter mais informações sobre você e seu trabalho e sobre como eles podem ter uma alimentação mais saudável e mais plena pra vida deles.

Vocês podem me achar no @ammurbach

Lá no Instagram, eu divulgo várias dicas de alimentação, tudo que vocês tiverem dúvidas podem me perguntar também, a gente vai conversando sempre.

- Muito obrigado, Ana, pela participação! - Muito obrigada, Nando!

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Um grande abraço e até mais!

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