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O CORONAVÍRUS chegou: e agora?

- Oi! - Oi!

- Manuel, hoje a gente vai falar de coronavírus. Está se ouvindo muito e está alarmando muito as pessoas sobre a gravidade desse vírus. Esse vírus que mata. Me ajuda, é isso mesmo?

- Não. - Então. Ai, que bom.

- O vírus mata, é verdade, mas é uma taxa muito reduzida de pessoas, certo?

- Certo. - O problema aqui é que esse vírus se espalha muito.

- Muito facilmente. - E o que eu posso fazer pra controlar isso, então?

- Então, a melhor coisa é lavar as mãos. - Ok.

- Todo mundo está falando "lave as mãos" e, realmente, lave as mãos.

- Certo. - Tem que ser uma medida básica, todo mundo deveria fazer isso, mas, se não faz regularmente, faça agora durante o período de pandemia.

- Ótimo, faça mais, né? Ok. - Sim. Então lavar as mãos com água e sabão.

- E o álcool gel, onde que entra a questão? - Quando não tem água e sabão.

- Quando a gente está na rua, no passeio do ônibus... - Ok. Certo

- Teve que ir do ônibus à plataforma - Segurei naquelas coisas onde todo mundo segurou

- Segurou, todo mundo segura lá e pode ter lá um vírus.

- Entendi, lava a mão. - Então saiu do ônibus, passo o álcool em gel.

- Agora vai pra um novo ambiente e não quer passar esse vírus nem pra você, nem pras outras pessoas

- E qual a outra medida que pode me ajudar a parar o espalhamento, a transmissão?

- Isso. Então, outra medida importante é cobrir o nariz e a boca.

- Quando for tossir ou espirrar. - Assim?

- Isso. Chama-se higiene da tosse, ou higiene do espirro.

Pode cobrir então com a dobra do braço, se não tiver outra coisa à mão, pode usar um lenço descartável

- E joga fora? - Joga fora. Utilize e jogue fora. Claro que essa não é uma opção super amiga do ambiente, por isso a gente fala em espirrar na dobra do braço. é o que nós fazemos no Hospital, os profissionais de Saúde. E, depois tentar evitar o ajuntamento de muitas pessoas. A reunião de muitas pessoas.

Ou seja, evitar lugares públicos com muita gente. Como shoppings, cinema ou mercado.

Se a gente tem que ir ao mercado? Espere acumular algumas faltas em casa pra depois ir ao mercado.

- E não vai com todo mundo. Vai só a pessoa necessária pra fazer isso.

- É, vai uma pessoa fazer as compras, não leve o seu filho, seu marido, ou o pai...

- E as festas de aniversário, cancelar, adiar. - É. Pra já, sim.

- Adiar, tentar... Ou coloca todo mundo pra lavar as mãos sempre, o que vai ser complicado.

- É um risco maior ali, né? - É, é um risco maior. Por isso tentar evitar durante essa fase de mais epidemia. - Ok.

- E me explica isso da quarentena? - Então, a quarentena é o período. A gente olha pro tempo que demora a surgir os sintomas depois que a pessoa pegou.

Nesse caso do Covid-19 foram 14 dias da pessoa que apresentou mais distância entre os sintomas e o vírus aparecer, então a gente afasta as pessoas durante esse período.

Porque se eu tiver o coronavírus, se eu não estiver em contato com outras pessoas eu não vou passar.

- Então, independente se eu tenho ou se eu não tenho, a ordem é evitar contato com outras pessoas.

- Fazer o que eu posso pra diminuir o número de pessoas que está em contato comigo.

Se Deus quiser, eu não tenho, mas se eu tiver: quem vê cara não vê corona.

- Quem vê cara não vê corona. - Então é melhor que eu evite contato, mesmo com a minha família que eu adoro. É pra falar no telefone, o grupo do whatsapp vai ficar, ó: muito melhor agora. - Ainda mais agora que a gente tem internet consegue falar por telefone também, facilmente. - É, então respeitar. Não subestime a doença.

O problema é que o vírus, se eu entendi bem, não se manifesta da mesma forma em todo mundo

Então se eu tiver, eu posso nem sentir que tenho, mas se eu abraçar o meu paizinho com muito carinho, ou a minha avó ou uma pessoa que não está com o sistema imune tão legal quanto eu pode ter complicações da doença, né? - Uhum.

- Certo. - Vê se estou falando certo, pode ter complicações do Covid-19 mesmo que eu nunca nem saiba que fui eu que passei.

Porque eu posso não ter sintoma nenhum. - Pode ser só uma coriza, uma tosse ligeira nada assim muito grande. - Ok. Duas coisas que eu queria que você me dissesse:

Quais são os sintomas que eu identifico - Certo.

- E o que eu faço se eu achar que tenho? - Ok. Então, respondendo a primeira pergunta.

Quais são os sintomas? São muito parecidos com uma gripe comum, com a gripe causada pelo influenza uma dor muscular, um mal-estar geral, pode haver febre. E aí é que surgem os 3 principais, nesse momento o coronavírus cria então a febre acima de 38 graus. Uma tosse persistente, normalmente seca e persistente, e o mais grave de todos que é falta de ar.

Mas a falta de ar é grave em qualquer momento da vida, se está com falta de ar tem que ir ao hospital.

- Ok. - Pronto. Mas é isso, também não quer dizer que toda gente vai ter os 3 sintomas ou "se tive aqueles 3 sintomas, foi coronavírus", não.

Ou "eu só tenho coronavírus se forem esses 3 sintomas", não.

- E se eu achar que tenho? Se eu tenho 1, 2 ou 3 sintomas, o que faço?

- Primeira coisa: ligar às autoridades de Saúde. O que é isso? Ligar para o hospital de sua região, ligar para o Posto de Saúde e explicar o que está sentindo.

"Estive num país que tem casos de coronavírus, muitos casos" ou "estive em contato com alguém que foi confirmado que tem coronavírus", explica essas situações e o profissional do outro lado vai dar as orientações que deve fazer. - Ok

- Ok? Normalmente, as pessoas que tenham só uma tosse ligeira, febre ou mal-estar ficam em casa e ficam resguardadas, se cuidam, evitam contato - A história da quarentena.

- Se tiver só um resfriado ou uma gripe: fica em casa, se cuida, come uma sopinha, uma água

- Mas não recebe visita? - Tenta evitar visitas, que é pra não tossir pra cima das visitas, pronto. Se for recomendado, realmente porque ok, parece que pode ser coronavírus, vá, tem que ir ao hospital e o ideal é que coloque uma máscara

- Se precisar ir ao hospital. - Exatamente.

- Não apenas pra não passar, mas também pra não pegar?

- É mais pra não passar. Porque aí, a máscara o que faz é impedir que as gotículas que, quando libera ao tossir e ao espirrar, que fiquem no ar e que outras pessoas peguem.

- Entendi, entendi. - Claro que pode ainda não ter coronavírus e achar que tem, mas aí tem que fazer as coisas normais de lavar a mão, evitar o contato próximo

- Se vir alguém tossir, também fique longe. Quer dizer, eu acho que tenho coronavírus, a Tati está tossindo eu também não vou ficar perto. - Claro. Porque a questão é essa, outra pergunta é porque o problema não é só quando eu tenho os sintomas, eu não tenho os sintomas, mas eu posso estar com coronavírus. - Exatamente.

- Tem um público de risco, que é mais perigoso? - Tem. E esse público de risco não quer dizer que vai pegar mais facilmente o coronavírus. - Fácil é pra todo mundo! Facilmente pega.

- Todo mundo pode pegar, é um vírus que pega muito fácil.

- Certo. - O que esse grupo de risco tem é: maior risco de complicações. De poder ficar com falta de ar, desenvolver uma pneumonia.

E quem é que são essas pessoas? Normalmente as pessoas que têm um sistema imune mais enfraquecido, começamos, por exemplo, com os idosos.

O sistema imune vai envelhecendo e vai ficando mais fraco, por isso têm maior risco de complicação os idosos. - Complicações e morte, é aí que está a maior...

- Exatamente. E não quer dizer que quem tenha complicações vá morrer, mas tem uma chance elevada disso acontecer, por isso: se resguardar. Mais: pessoas com problemas crônicos seja diabetes, seja pressão alta, seja doenças cardíacas. Tem também, por exemplo, as pessoas que foram transplantadas, ou que estão imunossupressoras, por exemplo, pessoas com HIV, com lúpus. - Que já tem que também ter cuidado.

- Já tem que ter cuidado com todas as outras doenças. - Com todas as infecções, essa também.

- E, por exemplo também, grávidas. Mas grávidas também já sabem que tem que ter cuidado

Não podem pegar doenças, pra não passar pro bebê. - Quarentena, quarentena.

Se proteger, beber bastante água. E essa história do sistema imune é importante,

Manuel, e aí eu puxo aqui a brasa pra minha sardinha, adoro a brasa na minha sardinha.

- Já soube que tem coisa aí que a gente pode comer. - Exato, então é o mamão, é a laranja, são os alimentos naturais, é o iogurte pro intestino, é o Zinco.

Se você puder comer uma ostra todos os dias de manhã.

- É o meu café da manhã. - É muito zinco.

Muito zinco fortalece o sistema imune, mas outra coisa que fortalece o sistema imune e que tem zinco são aquelas castanhas-do-pará, sabe? As sementes de abóbora,

- Ah, sei. - Ou seja, muita água. Muita água.

Comer bem, né? Porque se antes você não queria comer bem, agora você tem que comer bem.

- Eu não comi bem, vou tomar assim uma cápsula de vitamina C, fico bem?

- Não. Boa pergunta! Não, não. É importante que você reforce aí a sua alimentação saudável. Não é: "reforce a quantidade de refrigerante que você toma" porque você já não toma, né? Mas a ideia é: a água que eu digo é a água pura, não é a água que está no refrigerante. Mas não, o sistema imune fortalecido é uma garantia pra você, é pra melhorar a sua vida e, sim, pode te ajudar a ter reações menores com o vírus, mas não é um escudo que garante não só que você não vai pegar, porque ele espalha facilmente e também não garante que você tendo o vírus não passe. Ou seja...

- Não vai ser o alimento que vai impedir. - É. O que eu quero dizer é: "eu tô bem, eu estou com o meu sistema imune ok, que se dane, vou andar por aí, não vou respeitar a quarentena". Não!

Porque as outras pessoas podem não ter o seu cuidado, podem não ter o sistema imune.

Pode estar dentro do grupo de risco e é muito importante que você se preocupe com as outras pessoas. Pensa na tua avó, pensa na tua mãe ou na mãe dos outros, na avó dos outros

Então esse alimento ideal é: eu vou comendo no meu dia-a-dia, vou fazendo uma alimentação equilibrada e vou comendo esses alimentos pra ter sempre o sistema imune.

Não vou: "Meu Deus, agora vou comer 30 laranjas pra ficar com muita vitamina C".

- É isso, é isso. É bom falar sobre isso porque não existem remédios milagrosos para que o seu sistema imune de uma hora pra outra melhore, por isso

- Ok. - Ouça pessoas, profissionais que sabem o que falam e não histórias de quem viu, ouviu, "faz uma mesinha que não sei o quê"

"E fica protegido para sempre", porque é perigoso. É perigoso e dá uma falsa sensação de segurança, né?

Então se cuida, sempre, e cuida dos outros. E pensa nisso. Nesse momento é importante segurar a epidemia pra que isso acabe logo, pra gente voltar às nossas vidas normais o mais rápido possível. - E eu queria fazer um alerta porque eu também lembrei que há pouco a gente estava falando disso de ir ao hospital que é:

Não precisa ir ao hospital só porque acha que tem o coronavírus. Ou seja, esteve em contato com alguém que tinha um amigo que foi confirmado. "Vou ao hospital só pra garantir, fazer o exame e garantir que não tenho nada". Não precisa. Não precisa fazer isso.

- Ah, não? - Porque imagina, vai passar pela espera e vai poder pegar lá o Covid-19. Se não tinha, pode passar a ter.

- Pronto. - Aí sai com uma confirmação...

- Imagine que você chega lá e realmente não tem. O que vai acontecer a partir daí?

Pode pegar na rua novamente, o negativo não quer dizer nada.

- Exato. - O importante aqui é: se tem uma complicação grave e realmente precisa de ajuda do hospital, vá no hospital. Não vá só pra fazer o exame e confirmar se tem ou não tem. - Exatamente. É, vamos respeitar.

- Existem outras doenças que precisam disso, como o HIV. Aí sim, vá no hospital pra saber se tem ou não tem, mas o Covid-19 não. - Eu achei muito legal que o Dráuzio também fez uma live com um Infectologista que sabe bastante da coisa, também. Taí um lugar onde você pode se informar e é isso. Se preocupa em arranjar informações de fontes fidedignas.

Estamos aqui pra ajudar você a cuidar também da Tua Saúde

- É, há muitas notícias que se espalham, as pessoas não sabem se são verdade, ou se não são.

Por isso: sempre que não tiver certeza, veja se é um profissional de saúde que sabe o que fala,

Drauzio Varella fez uma Live muito boa com o infectologista, dê uma olhada lá no canal.

- Legal. E lava as mãos! - A gente já esteve aqui mexendo no rosto, mexendo na roupa e agora vai desinfetar as mãos. - Lava as mãos!