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Os 10 Princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental pt.2

Terminando essa série de 2 vídeos sobre os 10 princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental,

Hoje quero falar com você sobre os 5 últimos princípios da TCC como colocado pela Judith

Beck.

Se você não conferiu o vídeo anterior, você pode dar olha olhada nos cards aqui em cima ou na descrição para ver a playlist com a série completa.

Se já viu o vídeo anterior, só seguir comigo.

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No vídeo passado eu falei sobre 5 princípios importantíssimos da terapia cognitivo-comportamental.

Falei sobre desenvolvimento contínuo do paciente através da conceituação cognitiva, sobre a importância de se Montar uma aliança terapêutica, dos benefícios da Colaboração ativa e participativa entre o terapeuta e o paciente, do foco no aqui e agora e em metas para resolução de problemas.

Hoje, começo falando sobre a Psicoeducação.

Foco na Psicoeducação Como comentado brevemente no vídeo anterior, a TCC busca ensinar o paciente/cliente ser seu próprio terapeuta.

Para isso, precisamos enfatizar prevenção da recaída e realizarmos o que chamamos de

Psicoeducação.

Através dessa Psicoeducação, o terapeuta dá um suporte educativo sobre o problema que o paciente está enfrentando, podemos falar sobre como o seu transtorno funciona, como a TCC pode atuar no transtorno específico, como o comportamento do paciente/cliente mantém ele no problema e sobre várias outras coisas que o paciente/cliente não saiba, mas precise de uma “palestrinha” para que ele comece a refletir sobre.

Se estamos falando por exemplo de um paciente/cliente com transtorno de ansiedade generalizada, nós como terapeutas temos a função de informar ao paciente sobre o seu significado, sobre a natureza do transtorno e sintomas, sobre o que vamos realizar durante a terapia e as sessões e sobre possíveis dificuldades que podem aparecer no meio do caminho.

Com a Psicoeducação, fazemos também a explicação a respeito do modelo cognitivo, que você pode conferir no vídeo sobre ele aqui nos cards ou na descrição.

Falamos sobre o Modelo cognitivo de uma maneira geral e também sobre o modelo cognitivo do paciente/cliente.

Para que ele entenda seu funcionamento e como ele pode mudar.

Visamos ter um tempo limitado Com as mais variadas pesquisas em terapia cognitivo-comportamental, conseguimos ter uma ideia de quanto tempo podemos levar para trabalhar com determinado transtorno e paciente.

Mesmo assim, apesar da TCC ter sim um FIM, de buscarmos dar a alta do paciente/cliente, de buscarmos a autonomia o mais rápido possível do paciente, temos sempre que lembrar que estamos lidando com pessoas.

Indivíduos são únicos e mesmo que estivéssemos trabalhando com um caso de depressão, por exemplo, podemos ter uma comorbidade com algum transtorno de ansiedade, ou uma resistência maior daquele indivíduo ao tratamento.

Por isso, apesar deste ser um princípio da Terapia Cognitivo-Comportamental, o foco aqui tem que ser na melhora do paciente, não em correr para conseguirmos atingir a média de sessões estabelecidas.

Comenta aí embaixo o que você está achando dessa série de vídeos sobre os princípios da TCC, se você já conhecia esses princípios e o que pensa sobre eles.

Vamos bater um papo sobre isso :)

Ter sessões estruturadas Outro Princípio da TCC, que a diferencia de muitas linhas de terapia é a presença de uma estrutura das sessões.

A estrutura ajuda o cliente a saber o que esperar de cada sessão de terapia, a focar nas prioridades e atingir os resultados mais rapidamente.

Apesar de haver uma estrutura recomendada, o terapeuta pode alterá-la conforme a necessidade do caso.

Em geral, há a avaliação do humor do paciente; uma ponte entre as sessões, que é basicamente uma avaliação da semana que se passou e a atual, se haverá algo que acontecerá na próxima semana; discutimos sobre o que o paciente/cliente quer trabalhar na sessão atual; desenvolvemos estratégias para as prioridades e fazemos um feedback do que foi feito e da sessão como um todo.

Por último, estabelecemos um plano de ação ou “tarefa de casa” para ser feito até a sessão seguinte.

O plano de ação é algo definido em sessão para ser feito entre as sessões.

Pode ser um plano para que o paciente/cliente teste seus pensamentos, desenvolva novos comportamentos/hábitos e/ou coloque em prática as habilidades e conclusões, discutidas e obtidas na sessão.

Estimular o paciente a identificar, avaliar e responder suas crenças disfuncionais

Se você já conhece a TCC e me acompanha, já deve saber que a terapia cognitiva ajuda os pacientes/clientes a observarem seus próprios sentimentos, identificarem seus pensamentos disfuncionais que geram esses sentimento, avaliar esses pensamentos e a desenvolverem uma resposta mais funcional à eles.

Com essa ajuda, o paciente/cliente aprende a lidar com seus problemas de forma saudável e funcional.

Conseguimos com que o cliente então evite ter reações muito exageradas como uma ansiedade muito elevada, uma raiva exacerbada ou uma tristeza incapacitante.

Ao mesmo tempo, ele consegue avaliar seus pensamentos a tempo de impedir o uso de comportamentos de segurança que lhe cause prejuízos e o mantenha no seu transtorno ou com seu problema ou dificuldade.

Ele conseguirá então identificar e descrever o problema, avaliar o pensamento que está por trás de sua dificuldade e propor alternativas ou saídas práticas para solucioná-lo, mesmo que esteja sozinho ou de alta da terapia.

Utilizar diversas técnicas para transformar o pensamento e comportamento dos pacientes

O último princípio é o que a maioria das pessoas que buscam a TCC vêm atrás, as técnicas.

Nós utilizamos diversas técnicas da TCC para auxiliar os pacientes a evitarem seus comportamentos disfuncionais, responderem seus pensamentos disfuncionais, desenvolverem novos comportamentos e maneiras de pensar.

Podemos psicoeducar o paciente a utilizar inúmeras técnicas que podem ser aplicadas para identificar o problema, traçar uma meta e estabelecer estratégias de enfrentamento e relaxamento.

Algumas técnicas que posso citar são o questionamento socrático, a descoberta guiada, o experimento comportamental, o cartão de enfrentamento, a dramatização e as exposições.

Você pode conferir uma playlist de técnicas da terapia cognitivo-comportamental nos cards aqui em cima e na descrição.

Sempre bom falar que a habilidade do terapeuta não reside apenas em conhecer centenas de técnicas, mas saber utilizadas nos momentos apropriados e com os pacientes adequados.

Não adianta saber a prática, sem a teoria.

Não adianta ter a ferramenta para consertar um carro, se você não sabe como utilizá-la.