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OS PREÇOS NÃO SUBIRAM - VOCÊ QUE FICOU MAIS POBRE! COMO SALVAR O PATRIMÔNIO DA SUA FAMÍLIA

Você acha que as coisas estão ficando caras?

Que os preços subiram? E se eu te disser o contrário, que é VOCÊ quem está sendo enganado há décadas... A partir de hoje você vai ter outra visão sobre o seu rico dinheirinho - e como salvá-lo, antes que seja tarde demais.

Fala meu amigo Dinheirudo! Bão demais da conta? Quem diria hein... Você aí acreditando que o preço das coisas está subindo, enquanto praticamente tudo ficou mais barato.

“Cê tá comendo cogumelo, né William? Tá delirando. Só pode”...

Parece maluquice, só que não. Hoje eu vou mostrar pra você que o problema todo está na moeda que você tem usado. E que se você não tomar uma atitude AGORA, pode ser que amanhã seja tarde demais. Então já vai deixando a sua voadora no like, porque aqui a gente mata a cobra, e mostra a cobra morta.

Pra começo de conversa, você sabe o que é um dinheiro de verdade? Dinheiro de verdade ou dinheiro real, como é chamado tecnicamente, é qualquer moeda que tenha essas três características aqui, ao mesmo tempo: #1. É uma unidade de conta. Isso significa que essa moeda tem a capacidade de mostrar o preço dos bens e serviços;

#2. É um meio de troca. Essa moeda tem a capacidade de ser aceita como pagamento por bens e serviços; #3. E é uma reserva de valorm, ou seja, tem a capacidade de preservar o seu poder de compra, ao longo dos anos.

Agora pensa comigo: a nossa moeda, o Real Brasileiro, é um dinheiro de verdade? Ele até é uma moeda de conta, e também um meio de troca. Mas... Infelizmente o Real Brasileiro está longe de ser uma reserva de valor. Saca só. Vamos ver um exemplo pra você ter uma ideia do quanto o Real perdeu o seu valor. Em Julho de 1994, quando o Real foi lançado, o salário mínimo era míseros R$ 64,79.

Hoje, o menor salário do Brasil é R$ 1.045,00.

Se a gente usar a calculadora do cidadão, no site do Banco Central, e simular uma correção tomando o IPCA como base... De julho de 94 até outubro de 2020, houve uma perda de 6,34 vezes! Quem colocou 10 Mil Reais debaixo do colchão, tem hoje um poder de compra próximo de R$ 1.600, apenas. Então,o Real não é uma moeda real. Sem trocadilhos, mas é o que é. E se uma moeda não é real, e não tem aquelas três características, então ela recebe outro nome: moeda corrente. E tudo o que é corrente, como o nome já diz, vai embora. Um dia acaba. Pra piorar, o Real Brasileiro é uma moeda estatal de curso forçado. Isso significa que você é obrigado a aceitar. Ai de você recusar o Real como forma de pagamento, você vai ser considerado um criminoso!

Outro problema é que o Real é uma moeda fiduciária. Isso quer dizer que o valor da moeda depende apenas do valor que as pessoas atribuem a ela. É uma moeda que não tem nenhum tipo de lastro, e nenhum valor nela mesma. Tem gente até hoje que acredita que o governo coloca uma barra de ouro, pra cada punhado de reais que imprime.

Parece coisa de maluco, né? Mas é isso mesmo, um pedaço de papel colorido que você e eu temos na nossa carteira. Ou na forma de dígitos na nossa conta do banco, ou da corretora.

E com todos estes problemas, embora o plano real seja o mais bem sucedido por aqui, em terras bananais… Já tem quem diga que é uma questão de tempo pro Real brasileiro morrer, assim como aconteceu com as coleguinhas que vieram antes.

“Então que diacho eu devo fazer? Gastar tudo antes que seja tarde?”

Gastar de qualquer jeito não. Investir sim. Mas vamos continuar nosso papo sobre as moedas, pra chegar onde a gente quer. Se você está gostando do conteúdo, deixo aqui o convite pra você verificar se está inscrito no canal e tem o sininho ligado, pra não perder nenhum conteúdo de graça, mas que tem um grande valor pro seu bolso!

Se o Real não é uma moeda real, qual seria? O dólar? Não também. Ele pode até ser hoje mais forte que o Real, mas também é uma moeda sem reserva de valor.

Duvida? Vamos ver a inflação em dólar, de 94 pra cá. Lá na gringa, o dólar teve uma inflação de quase 76% : dez mil dólares de então valeriam apenas $5692 hoje. É muito melhor que nosso realzito, mas você sacou que o dólar também está longe de manter o poder de compra, né? Mas então… Sabe qual é a moeda física que atende aqueles três itens que definem o que é uma moeda verdadeira? O ouro. Isso mesmo, meu amigo dinheirudo. O metal reluzente! É a volta dos que não foram: no começo do uso do dinheiro, era de fato o que era usado pra trocas: algo genuinamente escasso e de valor. Até que começaram a batizar as moedas, trocar por vale-ouro (que é exatamente a origem do dinheiro, até então lastreado nos ouros guardados cofres)

Em algum momento da história, ficou tanto na cabeça das pessoas que os vale-ouro tinham valor, que nem precisava de ouro nenhum pra lastrear. Os governos passaram a poder gastar sem a limitação imposta pela escassez do ouro. E a gente que lute pra pagar o preço da inflação, direto no nosso bolso - e na moeda que somos obrigados a usar. E agora você vai ver porque o preço das coisas não subiu, mas caiu ao longo das últimas décadas. Se segura aí porque tem vários exemplos pra te provar isso. A gente está tão acostumado a calcular o preço dos bens e serviços utilizando uma moeda corrente como o nosso Real Brasileiro, que é até estranho a gente pensar em cotar preços numa moeda real, como o ouro. Mas vamos fazer isso aqui, e comparar, pra ver o que acontece.

Bóra ver a evolução do preço da gasolina em Reais e em Ouro? Eu vou usar o gráfico do site br.tradingview.com. O código do galão de gasolina reformulada no mercado internacional de commodities, é RB1. Podemos ver a evolução dos preços na bolsa de mercadorias de Nova

Iorque, a NYMEX. Até a Petrobrás utiliza esta cotação pra precificar a gasolina que ela vende nas suas refinarias. Quando a gente abre o gráfico, a gente vê o preço em dólares, mas tem um macete pra ver em Reais: é só a gente colocar os caracteres

!*USDBRL na frente do código da mercadoria, e fica assim: RB1!*USDBRL. Prontinho: agora a gente está vendo a cotação do galão da gasolina em Reais:

O preço saiu de R$ 0,50 lá em meados de 1994 pros atuais R$ 6,23. Subiu horrores né?

Guenta aí: agora vamos ver a mesma evolução de preços, só que em ouro. Pra isso a gente ajusta aquele código lá no gráfico, retirando o *USDBRL e colocando /GOLD. Olha como fica:

O preço sai de aproximadamente 0,05 gramas de ouro lá em 94, pros atuais 0,02 gramas.

Olha como a gente precisa de bem menos ouro hoje do que precisava em 94, pra comprar a mesma quantidade de combustível. Então, com dinheiro real, representado aqui pelo metal reluzente, o preço da gasolina caiu. Sacou? Então toma mais um exemplo.

Eu fiz esse mesmo exercício com outros itens de consumo, como a cotação da soja, na bolsa de Chicago. Nesse caso os códigos são CBOT:ZS1!*USDBRL, pra ver em Real, e CBOT:ZS1!/GOLD pra ver a cotação em ouro. Olha aí as duas juntas: Enquanto o preço dispara em Reais, vai só caindo na cotação em ouro. Dá pra gente fazer várias outras comparações, usando várias outras mercadorias. Mas você já sacou o que vai acontecer.

Mas eu ainda quero te mostrar mais uma comparação, pra chutar o pau da barraca. Aliás, no final tem uma mais top ainda, guenta aí pra você pegar a visão. É a evolução do IPCA, o nosso índice de preços ao consumidor, que considera um cestão de produtos e serviços que a brazucada usa no dia a dia.

O gráfico de cima mostra quantos Reais custa um pedaço de tudo que o IPCA abrange. E o de baixo mostra a mesma coisa, só que cotado em ouro.

E acontece a mesma coisa. Em Reais, os preços decolam, saindo dos R$ 20 em julho de 94, pros aproximadamente R$ 120 de hoje. Um aumento de mais de 500%!

E em ouro? Os preços despencam, saindo de algo perto de 2,4 gramas, pra atual 0,4 grama.

Uma deflação meu amigo, de mais de 80%. Agora voltemos à pergunta lá do início: o preço das coisas subiu ou caiu? Depende do seu referencial. E como vimos, a inflação segue o mesmo raciocínio. Se a gente analisa os preços em Real, os preços e a inflação só aumentam. Se a gente analisa em ouro, o que acontece é deflação.

Quem diria que a nossa economia é deflacionária e saudável, hein? Aliás, a economia de mercado como um todo, e o próprio sistema capitalista,

Embora esteja na moda os candidatos que defendem o pobre, mas criticam o único sistema capaz de transformar funcionário em patrão.

Capitalismo malvadão! Sim meu amigo, com todos os seus defeitos, o capitalismo é deflacionário.

Veja bem: quanto mais bens são produzidos, e mais serviços são ofertados... Maior é a necessidade de vender tudo isso. Como consequência, acontece uma disputa por consumidores. É um pega pra capar, que termina gerando maiores descontos nos preços. A gente não deveria ficar assim, “ohhhhh!”, espantado com isso. Já houve um tempo onde o mundo esteve atrelado ao padrão ouro raiz, ou clássico, se você preferir uma palavra mais bonitinha. E naquela época os preços caiam. A coisa mudou foi quando os governos abandonaram o padrão-ouro, e passaram a emitir e controlar as suas moedas estatais. Os bancos foram autorizados a utilizar um sistema de reservas fracionárias, ou seja, emprestar muito mais do que tem de caixa. E assim, deixaram de usar uma moeda de verdade, e passaram a usar uma moeda “fake”, como o Real Brasileiro. É um perigo a tal maquininha de dinheiro que o governo tem nas mãos... Se não usar direito, corre o risco de toda uma economia ir pro brejo... Isso pode acontecer de supetão, ou em doses homeopáticas, como está acontecendo com o nosso Real.

E o motivador dessa mudança, do ouro pra moeda estatal, aconteceu por conta do cenário econômico que se formou lá com a primeira guerra mundial... Naquela época os governos financiavam os gastos militares, ligando a maquininha de imprimir dinheiro. Mas essa já é uma outra história, pra um outro vídeo... O importante aqui foi você perceber que quanto a gente utiliza uma moeda de verdade, a gente percebe que o preço das coisas não aumenta, mas vai caindo ao longo dos anos. Então, se você está tendo a impressão de que tudo fica mais caro, é porque você está perdendo o seu poder de compra. E a culpa disso está na moeda fraca que você utiliza. Antes da gente terminar, tem aquela pergunta lá do começo: como fica o nosso futuro financeiro no meio de todo esse rolo? Tenha dinheiro de verdade. Invista em ativos reais, no exterior ou aqui mesmo. Compre Ouro. E se você estiver se sentindo aventureiro, como diz o facebook… Bitcoin né? Só a título de comparação, vamos colocar pra brigar, bitcoin versus ouro? Olha aí, de dezembro de 2018 pra cá, na análise do nosso amigo Fausto Botelho, que tem vídeo aqui no canal… O bitcoin tem se mostrado mais resiliente contra a inflação do que o próprio OURO meu amigo. É mole?

Só que se você for começar, começa de pouquinho, aprende e não coloca todo o patrimônio da sua família em risco, beleza?

E aí? O que você pensa sobre isso tudo? Concorda ou sem corda? O que você tem feito pra proteger o seu patrimônio no caso de um colapso financeiro nacional ou mesmo global?

Conta tudo aqui nos comentários pra gente continuar essa prosa por lá. Valeu! Tudibão!

Fui.