Relacionamento Abusivo Gay - Ajuda, Põe Na Roda
RELACIONAMENTO ABUSIVO – PÕE NA RODA – 15/09/2020 - !?
Gente bem-vindos a nova temporada do ‘Ajuda Põe Na Roda’. Agora a distância, isolamento social... Oi Claudio! Oiiii!!! Que bom. Voltamos!
Tá bom agora né!? Aí dentro da sua casa... Eu to na minha casa, aqui é o novo consultório, atendido direto aqui, né!? Então, tô bem, tô feliz. Esse é o cenário, eu só fico mudando os quadros de trás e fazendo uma exposição de arte...
Muito bem... Claudio, a gente vai receber, nosso primeiro participante de hoje, que é o Wilton. O Wilton me mandou um e-mail pro Põe na Roda com uma história que eu acho que tem muitos LGBTs que passam. Muita gente tem vergonha de falar sobre esse tipo de coisa, mas acho que a gente tem que falar, porque isso deve ser mais comum do que a gente imagina, porque muita gente esconde isso. Vamos conversar com o Wilton para descobrir o que que é.
Oi Wilton, tudo bom? Oi tudo bem? Prazer.
Oi Wilton, prazer. Prazer todo meu.
Vamos lá Wilton, o que te aflige, o que que aconteceu. Conta para as pessoas aqui.
Então o que a gente conversou primeiramente, porque a gente já tinha conversado por e-mail, que a questão desses relacionamentos abusivos, que eu acho ainda que fica como uma fábula.
Eu acho que as pessoas ainda pensam que o relacionamento abusivo é uma coisa entre heteros, que não acontece no mundo gay. Eu acho que isso é um ponto muito importante que tem que ser debatido, porque não é. A partir do momento em que existe o relacionamento, ele pode sim ser abusivo. E esse ser abusivo, ele tem tantos espectros, tantas formas de ser, que não pode ser reduzido, muito menos escondido. Ele tem que ser falado.
Por que você considera o relacionamento que você viveu abusivo? O que que aconteceu?
Você conheceu o cara e você foi se relacionar e parece que não foi só uma vez né?!
Foram duas. Vamos, primeiro caso. Primeiramente, eu acho que começa pela questão da inexperiência mesmo, que eu levo isso pouco, para o primeiro caso. É uma questão de nem saber se relacionar.
Então pra mim tudo aquilo ali eu não sabia se fazia parte realmente de uma relação ou se aquilo que eu estava vivendo era algo que ninguém vivia. Eu estava perdido naquela questão. É um círculo que ele vai se abrindo a medida que você não toma uma atitude, e ele fica de uma forma tão gigante que você está preso dentro dele. Começa, no meu caso, com coisas verbais no dia a dia aquilo vai tomando uma proporção maior. Começa com um descaso daquilo que você diz, uma palavra que talvez não se encaixe, por exemplo, se você falar alguma coisa e a pessoa te desfazer, te desmerecer. É um burro fora de questão, te chamar de burro, chamar de idiota, que você não tem inteligência e pouco a pouco você vai tomando, vestindo essas coisas, e elas vão se tornando maior. Porque a pessoa que te agride, ela acredita que se ela veio até aqui e você não tomou nenhuma atitude, ela pode ir além. Tem isso, Claudio? Da pessoa ir testando limites, mesmo assim, do tipo, começa sempre com uma agressão, sei lá, verbal, ai vai partindo para outros casos...No seu caso, não começa tipo com um tapa na cara, tipo ..
Não, não, não. As vezes o relacionamento abusivo vai começando devagarinho. O que que é o relacionamento abusivo? É quando você manda, você, eu chamo de enlouquecer aos poucos, na verdade. Porque você vai mandando mensagens duplas, né!? ‘Ah, eu te amo, você é um fofo, pô mas você é um burro pra caramba, né!?’ Entendeu!? ‘Ah, eu tenho o maior tesão em você, eu te adoro...Nossa, você ta gordo, as vezes me dá repulsa’.
Então peraí. Você começa a ficar numa sensação de loucura, porque a pessoa fala um monte de coisa legal, e ao mesmo tempo ela te desqualifica num monte de coisas. Então esse é o abuso, né!? Porque você sente que tem uma atração, e ao mesmo tempo uma repulsa. Quando é só a repulsa, é uma relação de violência que não merece estar lá. Entendeu!?
Agora a pessoa que te beija, te faz carinho, e em seguida ela te dá um tapa na cara. Aí você fala ‘oi!?’. Entendeu!? Aí a pessoa fica confusa. Esse é o relacionamento abusivo, que é a ideia de quem faz é ter um controle total sobre você. Porque a pessoa vai ficando destonteada, entendeu!? Era isso que você sentia, essa mensagem dupla?
Por exemplo, eu demorei tanto para encontrar uma pessoa como você, mas que pena que você não é isso ou aquilo. Então ao mesmo tempo que ele me enaltecia por um lado, eu falava, nossa, que legal, que bonito, romântico, vinha a paulada porque eu não era perfeito, perfeito ninguém é, mas eu não era a pessoa perfeita, a pessoa idealizada. Sempre quis alguém para caminhar comigo, gosto muito de caminhar, sempre caminhei, isso ele falando, gosto muito de caminhar, mas nunca encontrei uma pessoa disposta, adoro caminhar e tal.
Beleza, ótimo, vou com ele, vou começar a caminhar. A primeira coisa que aconteceu então, a gente andou 10 metros, e ele me falou ‘volta na sua casa e coloca uma calça para caminhar, porque você fica horrível de short, você tem perna fina e a perna fina é muito feia para homem. Eram coisas que falava, ‘caramba, eu estou tentando fazer o melhor de mim, e eu estou levando, me desfazendo literalmente, que eram coisas que até eu não reparava em mim, e que até hoje isso me atormenta, porque eu não sei se realmente, de fato, naquela época, que tem muito tempo, se eu realmente tinha perna fina ou não.
Mas sei que o intuito de falar, o jeito de falar, não era o jeito de quem está falando assim, olha vou te dar um toque aqui, bacana e tal. Não era isso. Era aquela coisa, faça do meu jeito! Sempre que vocês iam fazer alguma coisa, ele dava um jeito de ti diminuir? Porque eu vivi um relacionamento anos atrás assim, no meu passado, em que tinha muito disso. É... e era curioso, porque assim em qualquer briga sempre eu que estava errado e eu tinha que contornar toda a situação para pedir desculpa, sempre, mesmo sabendo que o erro era dele, e sabe o que é pior ? Eu fazia isso para que tudo ficasse bem, só que não ficava. No seu caso, eu lembro no seu e-mail, que você comentou até, que até que vocês irem no clube, Claudio, olha isso, é, ele não deixava ele usar sunga porque falava que ele tinha perna fina, aí ele usava, ia na piscina e ele criticava o corpo do Wilton, falando que tinha muito pelo e então ele não tinha que aparecer na piscina. Olha isso, Claudio!
Eu acho que vocês dois, e você também já contou Pedro, um pouco da sua história aqui no ajuda. Vocês dois passavam por um relacionamento abusivo, que é essa dinâmica. Eu te amo, mas, eu te amo, mas, eu te amo, mas. E você é proibido de algumas coisas. E eu não sou proibido dessas algumas coisas, mas você é. Tem sempre uma relação de poder, né!?
Colocando isso e uma desqualificação em cima de alguma coisa, entendeu!? É uma coisa inconsciente dela, né!? Mas ela acha que se ela fizer assim, ela nunca vai te perder.
E na cabeça dela, aí que enlouquece, ela ta dizendo, olha, mas se você vai ter uma
DR, ela vai dizer, vamos pegar o exemplo do Wilton, da perna, vai dizer ‘mas eu estou dizendo para o seu bem, entendeu!? Eu não quero que a sua perna fina, assuste os outros’, entendeu!? ‘Eu amo você mesmo com a perna fina.’
O seu relacionamento, ele...como a gente falou aqui, que começam com ofensas verbal, pequenos incômodos que vai se tornando constantes, e eles acabam, como você falou, a pessoa vai testando limite, e aí o seu chegou a vias de violência física, agressão assim?
Uma vez eu soltei um comentário, a gente estava em alguma questão, em algum lugar com várias pessoas, e eu soltei uma comentário em que ele não concordou. Eu vou ser sincero, eu não lembro de nada, eu não lembro o que eu falei e nem o que eu fiz depois, eu só sei que eu senti um tapa na cara. Em público?
Em público. Ainda, o pior de tudo.
Senti um tapa na cara. Eu lembro apenas que ele me falou assim, opa, como assim? Opa mas não falou desculpa, nada, e assim eu fiquei besta e eu não tive reação.
Mas eu não lembro o que a gente conversou depois disso. Durou 7 anos esse namoro.
Uaaal Nossa, muito tempo, meu Deus.
Não, eu vou questionar, eu quero saber o que aconteceu, porque me tratou assim. Porque nunca era uma coisa privada, sempre era coisa em público. A gente ia em um bar, chegava amigos, sentavam, e ele fingia que eu não estava. Se o amigo dele me criticava, então, ele concordava com o amigo dele, e ria de mim na mesa, e era aquela coisa assim, que eu me sentia mal em qualquer lugar. Então comecei a questionar, nunca fui de discutir em público, então na volta, na época eu nem dirigia, sempre que a gente estava voltando de carro eu começava a questionar. O que que aconteceu? Por que que foi? Por que você falou? Por que você não me defendeu? E quando chegava na porta da minha casa, a única coisa que ele fazia, era o que? Me calava a boca. Me falava, você vai continuar no assunto?
Eu falava, eu quero entender. Ele pegava e me empurrava pra fora do carro. Ele me jogava pra fora do carro. Ele abria a porta e me jogava.
Ele nunca tava errado né!? Nunca.
Nunca pedia desculpa? Nunca.
E eu acho que o pior das vezes assim, que foi das vezes em que eu me assustei bastante, eu, a gente tinha terminado, e eram términos muito curtos, porque eu me tornei tão escravo, que eu ia atrás. Terminava, eu ia correndo, chorando, pedindo pelo amor de Deus, não, volta pra mim, não me deixe. Numa dessas aí, eu consegui um emprego fora daqui, eu ia me mudar, para trabalhar em Belo Horizonte. E quando ele ficou sabendo disso, que eu não sei como, ele me procurou e falou, não, vamos sair, vamos terminar numa boa. A gente saiu, tomamos um vinho, conversamos e tudo. Mas na hora de voltar para minha casa, eu dei um tchau, foi tudo tranquilo, muito tranquilo. Na hora que eu fui abrir o portão da minha casa, ele começou a gritar, na rua mesmo, gritar. Porque você é um galinha, porque você está se mudando daqui porque você está indo atrás de putaria, porque você não está mudando por causa de emprego, você ta querendo é farra, você ta querendo isso, porque você não presta, porque você não vale nada. E gritar, gritar e gritar. A única coisa que veio na minha cabeça, ali na hora, foi, eu vou por esse cara para dentro, porque aqui na rua vai virar barraco. Quando eu coloquei ele para dentro de casa, e eu tentei conversar, a coisa foi esquentando, foi ficando muito pior, a ponto de aqueles embates físicos, não chegou a murro, a tapas, nem nada, mas chegou aos empurrões, e um caiu e aquela coisa, e eu lembro, que assim, eu esperei ele acalmar, ele queria ir embora de qualquer jeito, eu falei não vou destrancar a porta enquanto você não se acalmar. Quando ele acalmou, fui destranquei a porta e ele saiu do mesmo jeito, gritando, me xingando e falando pra eu ir para aquele lugar e que nunca mais queria me ver.
Vocês terminaram tem quanto tempo? 12 anos.
Eu lembro, que quando eu vivi um relacionamento, que tinha essas questões abusivas e tal, quando a gente tá dentro da relação é muito difícil da gente enxergar. Eu lembro quando eu terminei com a pessoa, que vários amigos viraram pra mim e falaram, nossa, até que enfim você terminou. E eu falei, gente, mas assim, vocês viam tudo isso. Amigos que falavam que ele te tratava mal e tal. Só que enquanto eu estava dento do relacionamento, eu não enxergava isso. Como eu passei enxergar muito tempo depois, de fora, lembrando situações que eu mesmo acho que ignorava, por medo de perder. Por que que a gente se submete a uma pessoa tratar mal a gente e entende isso como amor e relacionamento? Porque assim, por mais que assim, o erro seja do namorado dele, no meu caso, tenha sido da pessoa que tenha feito isso comigo. É... o erro é nosso de deixar aquilo acontecer com a gente, mas como a gente não percebe isso e como perceber isso a tempo de não gerar tanto prejuízo? Porque olha quanto tempo que o Wilton sofreu, quanto tempo que eu podia ter poupado tanto sofrimento se eu tivesse terminado minha relação que funcionava dessa maneira antes...
Bom, primeiro, né!? Essa pessoa que de algum lugar tem que ter algum fascínio. Tem que ter algum lugar que esse canal tá livre, ou tipo assim, vamos imaginar que o sexo foi sempre muito bom. Entendeu!? Então eu suporto, as vezes porque não ligo para alguma coisa porque o sexo era bom, entendeu!? Ah, a pessoa toda vez que eu fiquei doente, se o sexo não era tão bom assim, ah, eu sempre tinha sensação de apoio. Se eu perdesse o emprego, essa pessoa sempre estaria lá. Tem que ter alguma crença, de uma longevidade, que a gente se agarra as vezes nessa história, né!? Que a gente acha que vai dar uma segurança para sempre.
Essa é a primeira, primeira coisa que dá. Agora por que a gente fica!? Porque a gente deve ter tido em algum lugar da nossa história, um amor muito comprometido, né!? Esse amor que agride e ao mesmo tempo acaricia, pode ter vindo, do pai, da mãe, do avô, da avó, e a gente vai começando acreditar que amor é isso, é tiro, porrada e bomba... e bombom, entendeu!? Ou seja, a gente vê alguma vantagem né!?
Tipo... A gente vê....
Uma segurança... Exatamente!
O Claudio, agora, uma coisa assim, muita gente parece que vicia nesse padrão de relacionamento né!? Vive vários relacionamentos abusivos. Como que ele faz para não repetir isso na vida? Porque de verdade, depois de um relacionamento meu assim, eu achei que eu nunca mais ia me relacionar nunca mais com ninguém. Por sorte, eu conheci pessoas incríveis, depois, que não tinham esse padrão de relacionamento, que me ajudaram a enxergar que o amor podia ser vivido de uma maneira muito mais saudável. Como que ele faz para não repetir isso com o próximo boy? Ou pra se ligar disso rapidamente pra não cair nessa armadilha e quando for ver ficar muito difícil de se livrar, porque, enfim, a história já está rolando...
Primeira coisa, quem ama, cuida. Quem ama, quer bem, né !? Quem ama dá força. Pode até falar aquilo que não é legal, mas dá força pro outro alcançar esse legal. Quem ama não critica e joga no chão. Quem ama critica e ajuda o outro a evoluir, né!? Então se eu estou fazendo uma caminhada, puta que legal! Se o outro tem perna fina, cara ele veio no lugar certo, ele tá fazendo uma caminhada, vai perder a barriguinha e vai engrossar a perna, né!? E digo assim, o meu amor, tá com a perna fininha, que bom, vamos engrossar?
Caminhando bastante? Entendeu!? Aí que diferença.
Pronto, olha a diferença, entendeu!? É, também é uma cilada a gente ficar achando que o outro, ah, ele pediu perdão, voltou. Foi muito escroto, deu um tapa na cara, gritou comigo na frente dos outros, mas ele pediu perdão. É....não dá pra acreditar né!?
Olha, mudar é difícil, gente, mudar a gente muda quando a gente quer, e faz muito esforço.
Eu acredito na mudança, senão eu não seria psicólogo, né!? Eu ajudo o outro, ponho luz pro outro tentar mudar. Claro que a gente pode mudar, mas requer um esforço, uma tensão enorme. É diferente, um dia uma briga, um dia deu um empurrão porque eu estava nervoso e coisa e tal, claro, que agressão física não pode nunca, né!? Mas é diferente um rompante, né!? Do que essa coisa constante que vai te destruindo, entendeu né!? Isso é muito diferente, por isso a gente tem que tomar um cuidado. Claro que a pessoa pode mudar, mas você tem que ficar olho para ver se ela está mudando mesmo ou se é só mais uma trama que ela te culpa da raiva que ela sentiu.
Se a pessoa, for o tipo de pessoa que não reconhece um erro, ou se sempre é você que pede desculpa, já é um sinal para você cair fora né!?
Opa...né!? Ou até ela pede desculpa, mas quem foi que iniciou a culpa foi você, entendeu!?
Isso ela põe. Desculpa ter ti batido, eu não queria ter ti batido, mas também olha o que você faz, entendeu!? E aí devolve, né!? Aí devolve.
Eu queria agradecer demais Wilton, por você ter compartilhado a sua história, porque assim, muita gente vive isso, e acho que a maioria, 80%, sei lá, tem vergonha de falar sobre isso, porque se sente errado, porque o parceiro faz a pessoa acreditar que é errado, porque tem vergonha de falar que sofreu uma violência verbal ou física e...eu queria te agradecer porque também me adiantou muito ouvir tudo isso, o Claudio sabe, já vivi relacionamentos bem complicados e é muito difícil quando a gente está nessas histórias de enxergar tudo isso. Então queria muito te agradecer pela participação, pela coragem de estar aqui falando, e acho que você vai ajudar muita gente.
Eu que agradeço, porque eu acho que precisa ter esse espaço, porque as pessoas se calam quando isso acontece porque elas têm vergonha de admitir, porque você vai falar com um amigo e o seu amigo vê que um problema tão simples de ser resolvido que larga dele ou então a pessoa te pergunta, ele te falou isso, mas você fez alguma coisa né!? Ele te falou isso porque você fez alguma coisa e a pessoa acaba se calando. Então eu acho importante eu estar falando isso aqui, você ter me dado esse espaço de falar, espaço de fala, porque para pessoa entender que ela não ter que ter feito nada, que ela é vítima, e a vítima não tem que se justificar, porque a gente está vivendo hoje em dia em uma sociedade em que a vitima primeiro ela é réu, ela tem que explicar todo o contexto para depois se ouvir de outra pessoa porque foi porque a pessoa fez, o réu tem que se justificar.
Eu acho que esse espaço mostrando e juntamente, obviamente, com você Pedro, com você Dr.
Claudio, que a gente uniu aqui a conversa e a gente está mostrando para muita gente que não é assim e que não precisa se sentir culpado e nem envergonhado do que está acontecendo, mas sim procurar uma ajuda para que gente possa sair dessa enquanto antes, porque a gente sai, mas até aquilo sair da gente é outra história.
Você está solteiro né!? Infelizmente.
Não, então porque ish, agora teu inbox vai encher agora. Seguinte, vocês só mandem mensagem para ele aqui, botar o instagram dele aqui na descrição do vídeo, se não for uma pessoa abusiva tá!? Pelo amor de Deus. Então...e você aí já faz a entrevista direito, já já seleciona direito, porque de verdade, as pessoas aparecem no canal, até o João Silvério Trevizan, arrumou um namorado depois do vídeo do canal, que ele falou que estava super solitário, não sei o que, chegou um monte boy no inbox e ele namora um menino até hoje. Fiquei super feliz. Quem sabe não acontece o mesmo comigo!?
Não, vai sim. Claro que vai acontecer, você merece. Muito obrigado pelo carinho. Ele é bonito né, Claudio!?
Um gato, olha o zoião que ele tem. Menino simpático, inteligente, bonito, enfim..
Não, vai ter sim. Um beijo, obrigado viu!?
Beijo Beijo pra vocês.
Beijo.
