O que é a Conceituação Cognitiva?
Uma das dúvidas que mais recebo das pessoas que me seguem e do pessoal que começa a fazer meus cursos é com certeza sobre a conceituação cognitiva. Chamada de Conceituação de caso, conceitualização cognitiva e outras variações, ela é um dos pilares que a terapia cognitivo comportamental se estrutura para conseguir enxergar o funcionamento do sujeito, quais os seus transtornos e conseguir também saber onde trabalhar durante o tratamento. Se você não conhece então a conceituação cognitiva e quer saber um pouco mais sobre o que ela é e como ela funciona, só seguir com o vídeo.
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Elas são… crenças... que desenvolvemos durante a vida sobre nós mesmos, o mundo e futuro. Com essas crenças formadas, quando estamos diante de qualquer evento em nossa vida, seja uma situação que acontece ali na sua frente, uma emoção que você esteja tendo, um comportamento que você teve ou esteja realizando… todos esses eventos ativam alguma crença nossa.
Quando essa crença é disfuncional, ele gera pensamentos disfuncionais que intensificam nosso sofrimento ou faz com que tenhamos emoções exageradas ou comportamentos que pioram nossos problemas ou nos prejudicam em alguma área da vida.
Se você quiser mais conteúdo sobre as crenças, você pode ver meu vídeo sobre elas aqui nos cards ou na descrição. Retomando sobre a conceituação cognitiva, ela nos ajuda então a desenvolver uma história coerente para entender como as crenças dos clientes se desenvolveram e se mantiveram com o tempo. É uma espécie de guia para as crenças e as estratégias compensatórias que nós precisamos focar durante o tratamento.
Estratégias compensatórias são comportamentos que nos mantém no problema ou pioram ele. Você pode ver um vídeo sobre elas, chamadas também de comportamentos de segurança aqui nos cards ou na descrição. A conceituação permite então que você, terapeuta, pegue várias informações que você coletou de seu cliente durante as sessões e os registros feitos pelo paciente entre as sessões, e descubra quais os pensamentos e comportamentos mais importantes para se focar durante o tratamento e as sessões individuais. Você preenche este diagrama entre as sessões para te ajudar a planejar o tratamento de seu cliente.
Mesmo que dois clientes/pacientes possuam o mesmo diagnóstico, eles podem requerer abordagens diferentes se eles possuem crenças e estratégias compensatórias diferentes. O diagrama da conceituação é preenchido desde o começo do tratamento mas pode ser alterado baseada em novas informações que vão surgindo. Essa é a imagem do diagrama da conceituação cognitiva e esse aqui é o zoom dele dividido. Lembro que você pode baixar esse diagrama na minha lista de materiais gratuitos no meu site terapiacognitivaonline.com.
Eu sei que esse diagrama pode parecer complicado num primeiro momento mas com algumas instruções e preenchendo em uma determinada ordem você acaba ‘pegando o jeito’ de preenchê-lo.
Se você me acompanha há um tempo ou conhece a TCC, você vai perceber que no diagrama da conceituação cognitiva há várias coisas que eu já falei aqui no canal. Ele possui o modelo cognitivo, as estratégias compensatórias, as crenças centrais e as suposições. Agora, vou falar como você pode então preencher este diagrama.
Comenta aí se você já conhecia a conceituação cognitiva e a sua maior dificuldade com ela, caso tenha alguma dificuldade. E tem algumas dicas também que podem ajudar as outras pessoas que assistirem esse vídeo? deixa aí embaixo! Com um diagrama em branco… é bom sempre começar com um em branco né… depois de você ter já alguns modelos cognitivos de seu paciente, você já consegue começar a preenchê-lo. Esses modelos cognitivos são situações que o cliente passou que ele conseguiu identificar os seus pensamentos e suas reações. Normalmente um registro de pensamentos disfuncionais ou RPD já te traz tudo isso.
Se você também não conhece o modelo cognitivo, aqui nos cards e na descrição você vê meu vídeo sobre isso. Você vai começar então a preencher o diagrama pela parte inferior, onde tem situação, pensamento, significado do pensamento, emoção, comportamento e resposta fisiológica. 1. Comece pela caixa da emoção ou comportamento, que são mais fáceis de identificar. Pense em um momento que você ficou significamente chateado ou teve um comportamento não saudável (ex: foi agressivo com alguém) – procure uma reação que é típica, não uma situação atípica (para facilitar).
2. Preencha a situação e o pensamento automático . Certifique-se que seu pensamento automático é típico (você deve ser capaz de dizer com confiança “isso é o que eu normalmente penso neste tipo de situação” . O diagrama da conceituação é útil apenas quando você encontra pensamentos e reações típicas. 3. Se pergunte então “Se meu pensamento automático for verdadeiro, o que isso significaria sobre eu mesmo?” e preencha o significado do pensamento automático. 4. Repita isso para situação 2 e 3 . Tente pensar em situações que são típicas para você mas que o tema (esquema) é diferente, se houver temas diferentes. 5. Agora preencha a caixa da crença central com os significados de seus pensamentos automáticos. 6. Olhe na caixa do comportamento e se pergunte se o conteúdo dela reflete um padrão de comportamento não saudável (uma evitação é considerado comportamento, assim como ruminação e encanação de pensamentos). Se sim, escreva este comportamento na caixa das estratégias compensatórias. Se pergunte se você tem algum outro padrão de comportamento não saudável e se eles se relacionam com as situações que colocou, escreva-os na caixa das estratégias compensatórias também. 7. Agora acontece o preenchimento das suposições. Normalmente é algo como: “se eu fizer [minha estratégia compensatória] eu estarei bem, se não, [minha crença central se concretizará ou ficará evidente]” .
Preencha as suas suposições na caixa delas. 8. Você consegue pensar em alguma experiência em sua vida que pode ter te ajudado a desenvolver suas crenças? – preencha a caixa do topo ( dados relevantes da vida ). Pode ser difícil conseguir preencher o diagrama inicialmente, mas conforme você for aplicando em você mesmo e em seus clientes, ele ficará mais claro e fácil. Dê uma treinada aí então que no próximo vídeo eu vou demonstrar como podemos utilizar a conceituação cognitiva. ;)
E aí, o que você achou desse vídeo sobre a conceituação cognitiva? Espero estar te ajudando a conhecer melhor a TCC. Bons estudos e boas reflexões. Qualquer coisa. deixa pra mim nos comentários. Se você é estudante ou profissional de psicologia não deixe de aprender mais sobre a terapia cognitivo-comportamental. Na descrição, você encontra um link para baixar nosso e-book gratuito Terapia Cognitivo-Comportamental em detalhes.
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