Tribo Forte #028 - Câncer, Uma Nova (e Real) Perspectiva Para Tratamento e Prevenção
Boa tarde, Professor. É uma honra tê-lo aqui hoje. Como você está?
Muito obrigado, Rodrigo. É um prazer estar no seu show e ter a oportunidade de discutir algumas ideias sobre a origem, prevenção e gerenciamento do câncer. É um assunto muito grande.
Não vejo muita informação de qualidade sobre isso no mundo, e muito menos no Brasil.
Então, é muito bom termos essa conversa hoje.
Dados da American Cancer Society mostra que mais de 1600 pessoas morrem de câncer por dia nos EUA. Isso está correto?
Esses são os números que eles fornecem.
Todos os anos eles mostram o resultado geral do problema do câncer.
Eu cataloguei esses números ao longo dos anos.
O interessante é que o número de novos casos tem aumentado dramaticamente nos EUA.
Eu acho que o mesmo acontece nos outros países ocidentais.
Eu acho que isso é em parte por causa da tecnologia para identificar o câncer.
Mas o mais problemático é o aumento no número de pessoas que morrem por ano.
Analisando os dados de 4 anos atrás, o aumento na taxa de morte é mais rápido do que o aumento de novos casos
– em números relativos, não em números de pessoas.
Isso é problemático, já que isso mostra que não estamos fazendo progresso no gerenciamento da doença.
As pessoas podem debater isso, mas o número de mortes fala mais alto.
Se houvesse uma redução nos casos de câncer, ou um novo tratamento poderoso, nós veríamos uma grande queda no número de mortes, como acontece com a AIDS.
Antes dos coquetéis antirretrovirais, a AIDS era letal.
As pessoas estavam morrendo em grandes números até que terapia foi desenvolvida.
Ela não cura a doença, mas causou uma grande queda no número de mortes.
Não vemos nada parecido com o câncer.
Até que nós comecemos algo do tipo, temos que ficarmos alertas com o que está acontecendo.
O que estamos fazendo com essas pesquisas, dinheiro e investimento?
Obviamente, algo está muito errado.
Sim. Isso faz bastante sentido.
Nós normalmente falamos sobre obesidade aqui.
Eu acho que a mesma coisa acontece.
Nós vemos novas dietas, tratamentos e remédios sendo lançados, mas não vemos quedas nas taxas de doença metabólica.
Eu acho que o mesmo acontece com o câncer.
O paradigma principal diz que câncer é uma doença genética e um problema de sorte.
O novo paradigma que você lidera é que o câncer é uma doença mitocondrial metabólica.
Eu acho que isso é muito interessante e é algo difícil de ser ignorado.
Não é genético na maioria dos casos.
Na verdade, é causado por nossa dieta e estilo de vida.
O que você poderia nos dizer sobre isso?
Exatamente. Temos sido levados a um caminho de informações erradas por décadas.
Temos que usar a perspectiva histórica para entender o que levou o câncer ser considerado uma doença genética.
Depois da Segunda Guerra, existiu muitos trabalhos sobre os cânceres oriundos de vírus.
Muitas perguntas surgiram: como essa doença surge? É de um agente infecioso? É um vírus?
Eu acho que a estrutura de DNA teve um grande impacto na mentalidade da ciência e medicina da época.
Foi quase como uma tranqüilização da mente.
As pessoas adoraram isso.
Se você analisar a expressão genética do câncer, é claro que ela será anormal.
Quase todo o campo científico está tentando levar a medicina e biológica para o nível molecular.
Existe uma “inveja” dos físicos há séculos.
Os físicos sempre foram reconhecidos como os estudiosos do mundo natural.
Já a biologia sempre foi vaga e de difícil definição.
Existem variáveis demais nela e nada é quantitativo.
Os bioquímicos estavam entrando no nível microscópico.
Mas quando você encontra mutações no nível molecular que talvez sejam importantes... É algo tão emocionante que é possível transformar esse campo ambíguo relacionado à medicina e câncer para entende-lo no nível molecular.
Agora, ele se torna mais molecular, mais preciso, mais parecido com a física.
Mas isso está muito longe da verdade quando se fala em câncer.
Essa é uma doença humana conectada às nossas sociedades, às comidas que ingerimos e ao nosso estilo de vida.
Tem muito mais a ver com o estilo da pessoa do que mudanças no nível molecular.
Agora estamos vendo isso se transformar em uma abordagem industrial, onde as novas terapias são baseadas em mudanças moleculares e trazem grandes benefício financeiros àqueles que participam disso.
As verbas de pesquisa são dadas aos indivíduos que estão pesquisando o câncer no nível molecular.
Muito menos é dado aos comportamentos que causam a predisposição à doença ou às técnicas de nutrição para o gerenciamento da doença.
Essas técnicas são menos quantificáveis, mas são extremamente poderosas para a abordagem da doença.
Então, é um grande problema.
Existe um grande mal entendido sobre a natureza da doença.
Ela não é uma doença nuclear e genética.
Ela é uma doença mitocondrial metabólica.
Quando isso for compreendido nos níveis bioquímico, molecular e fisiológico, veremos uma mudança e uma queda no número de mortes, como ocorreu com a AIDS.
Sim. Parece que as pessoas insistem nos mecanismos das mutações.
Nós sabemos que câncer tem vários tipos de mutações, mas elas têm uma coisa em comum: a maneira através da qual a célula trabalha com glicose.
Toda as células cancerígenas não respiram direto.
O mecanismo de respiração delas é “quebrado”.
Então, elas fermentam para ter energia.
Isso acontece em todas as células cancerígenas. É algo que todas elas têm em comum.
Isso nos dá uma dica sobre o que é a causa disso.
Sim, isso é muito importante. Nos dá uma boa ideia de qual é o problema.
Todas as células do tumor tem uma entidade genética diferente.
Existem centenas de milhares de mutações.
Existem mutações “drivers”, “passageiros”, “iniciadores”, “facilitadores”...
Eles dão nomes para essas classes diferentes de mutações.
Mas você está certo: todas essas células fermentam.
A agressividade de um tumor está conectada a quanto ele fermenta.
Os tumores mais agressivos são os que mais fermentam.
Os que crescem mais vagarosamente são fermentadores parciais.
Mas por que essas células do tumor fermentam?
Se você for parte do dogma genético, você dirá que essas células fermentam porque elas têm mutações nos oncogenes.
Por outro lado, se existe uma respiração danificada, essas células vão fermentar também.
Sabemos que quando paramos de respirar o ácido lático se acumula no nosso corpo, já que nossas células começam a fermentar.
Elas não conseguem oxigênio suficiente, então elas liberam ácido lático, assim como a célula de um tumor faz.
A célula cancerígena está travada nesse estado de fermentação.
Então, que tipo de mudanças genéticas poderiam acontecer para travar a célula nesse estado de fermentação? É aí que entram os oncogenes.
Os oncogenes são os facilitadores do metabolismo da fermentação.
Mas, se você permitir que essas células respirem, os oncogenes são desligados.
Então, os oncogenes são um efeito, e não a causa da doença.
Eles facilitam a habilidade da célula de ficar viva, já que não conseguem respirar.
Sem respiração, elas fermentam ou morrem. Esses oncogenes facilitam o metabolismo.
Eles não são a causa. Se você der uma respiração nova para eles, os oncogenes se desligam.
Eles respodem a isso. Não são a causa.
Eles são o efeito!
Mesmo assim, esse simples conceito é impossível de ser compreendido pelo campo científico.
Eles acham várias exceções que se baseiam em um sistema falho de experimentação para manter a ideia de que essa é uma doença genética.
As pessoas novas que farão as mudanças, não os poderosos. Eles estão travados nisso.
Eles estão travados no dogma. É muito difícil quebrar o dogma.
Então, quando analiso o câncer como uma doença mitocondrial metabólica com soluções metabólicas, quem se beneficiaria disso? Os pacientes de câncer!
Os pacientes iriam gostar disso.
Os pacientes que colocarão pressão no establishment para que a mudança ocorra.
A solução do establishment para esse problema não funciona.
Ela é baseada em um conceito científico falho. É assustador como isso é similar ao que ocorre com a nutrição.
Você provavelmente já sabe disso, é claro. O dogma é impossível de ser quebrado.
Eu acho que demorará uma geração para a mudança começar.
Quando os caras velhos começarem a sair de cena, a nova geração não pode mais ignorar isso.
Eu acho que as pessoas estão conseguindo resultados com a nutrição e conseguirão resultados focando na causa do câncer.
Como os resultados são reais, eles criarão uma demanda para isso.
As pessoas não poderão mais ignorar isso.
Para as pessoas que não conhecem esse processo de fermentação, é bom explicar isso.
Estamos falando sobre alimentar as células cancerígenas.
Você poderia explicar para as pessoas leigas como uma célula normal processa energia e como uma célula cancerígena faz isso?
Só para as pessoas entenderem a diferença.
Eu acho que uma boa maneira de entender essa questão é pensar na origem da vida do planeta.
Existiu um tempo quando não havia vida no planeta. Não havia nada.
Gradualmente, os organismos biológicos apareceram há 2 ou 3 bilhões de anos.
O primeiro tipo de organismo viviam num ambiente sem oxigênio.
O oxigênio ainda chegaria ao ambiente.
Mesmo assim, haviam seres vivos no planeta antes do oxigênio.
Como essas células viviam sem oxigênio? Elas fermentavam.
Elas usavam uma forma primitiva de metabolismo de energia.
Elas não usavam o oxigênio para os elétrons, já que não havia oxigênio.
Elas usavam outras moléculas como aminoácidos e proteínas primitivas.
Todos os organismos faziam fermentação naquela época.
A fermentação é o uso e desenvolvimento de energia na ausência do oxigênio.
Todos os organismos se proliferavam descontroladamente desde que existisse combustíveis fermentáveis no ambiente.
Quando os combustíveis fermentáveis se tornaram limitados, esses organismos começaram a morrer.
Quando o oxigênio passou a chegar no ambiente, há 1 bilhão e meio de anos, alguns organismos podiam capturar o oxigênio de maneira primitiva para obter energia.
Então ocorreu uma cooperação entre esse organismo que capturava o oxigênio e esses que fermentavam.
Ocorreu uma simbiose, como uma cooperação, entre o organismo que capturava o oxigênio e os organismos que fermentavam.
A evolução mostrou que com o oxigênio você pode gerar muito mais energia, de maneira eficiente, sem usar tantos recursos.
Nós gradualmente nos desenvolvemos de organismos unicelulares para pluricelulares.
Com a eficiência em energia, essas células podiam fazer funções mais sofisticadas, o que possibilitou várias coisas.
Ao invés de ter um organismo com somente uma célula, agora temos órgãos e tecidos.
Todas essas células diferentes podem funcionar com eficiência em energia para conseguir feitos biológicos mais sofisticados.
Agora existem mamíferos e outros organismos que se desenvolveram a partir desses organismos primitivos.
No câncer ocorre um dano à essa relação simbiótica dentro da célula.
Aquela bactéria que conseguia capturar o oxigênio emprestou muitos genes para o organismo que fermentava.
Mas ela manteve 13 genes que são absolutamente críticos. Eles são os principais.
Se algo acontecer com um desses 13 genes, a célula inteira morre.
Mas eles foram mantidos na mitocôndria.
A mitocôndria de hoje é o resultado desse organismo. Ela veio de uma bactéria.
Ela permite fazer funções magníficas, facilitando a fisiologia do corpo.
O que acontece no câncer é um dano à essa organela.
Como o Warburg disse, se a organela e a função respiratória da célula está criticamente danificada, a célula morrerá.
Ela não consegue se adaptar e ajustar à perda de energia.
O câncer é o dano nessa capacidade respiratória. É um problema crônico. Não é um problema agudo.
Ele permite que essa célula que usava a respiração de oxigênio passar para a fermentação usando moléculas orgânicas.
Essa forma primitiva de respiração ainda está presente, desde antes do oxigênio surgir no planeta.
Essas células voltam para o estado que existia antes do oxigênio, que era o estado de crescimento descontrolado, proliferação rápida e todo o resto que vemos na doença hoje.
A solução para esse problema é ter como alvo os combustíveis fermentáveis que essas células usam e fazer com que o corpo usar combustíveis que as células cancerígenas não podem usar. É uma estratégia baseada na origem da doença e deve ser muito eficaz depois de termos a aprimorado.
O principal combustível para a fermentação é a glicose, correto?
Glicose e aminoácidos.
Muitos desses organismos de antes do oxigênio conseguiam fermentar carboidratos e aminoácidos.
Então, temos que reconhecer que alguns aminoácidos podem ser fermentados também.
Mas a grande parte dos combustíveis fermentáveis são a glicose e glutamina.
Sem esses combustíveis as células cancerígenas não conseguem viver.
Tendo esses dois combustíveis como alvo deve ser o suficiente para eliminar a maioria das células do câncer.
Todos os tipos de tumores são iguais.
Eles não são doenças diferentes – essa é uma concepção errada.
Como você disse, o câncer vem em tecidos diferentes, ele tem mutações, mas é sempre fermentador.
Não importa se é no cérebro, na bexiga, no peito... ele sempre estará fermentando.
O que eles estão fermentando? Eles fermentam glicose e glutamina.
A solução para o problema é se livrar da glicose e da glutamina de maneira inovadora e sofisticada.
Quem está fazendo isso? Ninguém está fazendo isso.
Algumas pessoas estão fazendo isso. Mas não numa escala grande.
Eu vi alguns estudos em animais.
Quando eles reduzem a glicose da comida, colocam pessoas em dietas cetogênicas, ou em jejuns prolongados...
O suprimento de combustível dessas células é cortado.
Uma célula humana normal sobreviveria sem glicose queimando cetonas e outras substâncias.
Mas isso seria um problema para a célula cancerígena, correto?
Se você cortar a glicose e a glutamina, o que acontece com as células do câncer?
Elas “morrem de fome” ou ficam mais fracas?
Algumas pessoas dizem que não tem como matar o câncer “de fome”.
Ainda não foi descoberto completamente.
Estamos pesquisando isso nesse momento.
Muitas pessoas estão tendo a glicose como alvo através de dietas cetogênicas e usando medicamentos para isso.
Você tem total razão. O corpo pode trocar para um combustível alternativo: a cetona.
Mas as células cancerígenas também podem trocar para a glutamina.
Então, se você tem um tumor que depende da glutamina, você não vai conseguir benefícios através de dietas cetogênicas.
Uma coisa que nós descobrimos é que a metástase – a proliferação do câncer pelo corpo – é a maior ameaça possível para quem tem câncer.
Se você tem um tumor que não fez a metástase, um cirurgião pode facilmente curar esse câncer.
Mas se as células desse tumor decidirem se espalhar, se torna mais difícil gerenciar essa doença.
Que células são essas que deixam esse tumor primário e se espalham pelo corpo?
Nós descobrimos que elas são parte do sistema imunológico. São macrófagos.
O que os macrófagos comem? Elas comem glutamina!
Elas usam glicose ou glutamina e vivem em ambientes hipóxicos.
Esse conceito de terapias antiangiogênicas é superficial.
As células já conseguem viver em ambientes hipóxicos.
Então, terapias antiangiogênicas como Avastin não vão funcionar.
Elas só têm um efeito superficial na doença.
Quando você passa a entender a biologia da doença, você até consegue prever o que acontecerá.
Daí você não precisa perder tanto tempo analisando as diferentes terapias para saber se vão funcionar ou não.
Eles gastam milhões de dólares analisando essas drogas.
Eu já sei se elas funcionarão ou não.
Se elas são direcionadas ao metabolismo da célula, dá para saber logo do começo se elas funcionarão ou não.
Existem vários medicamentos disponíveis que poderiam ter essas moléculas como alvo, mas eles não têm patente e as pessoas não os usam.
Eles não são “emocionantes”.
Para o paciente que tem câncer no pulmão, não importa se é “emocionante” ou não.
Eles querem saber: “O que você tem para mim?”
Eles também não querem esperar até que essas pessoas que estudam genética morrerem.
Os pacientes estão lidando com uma crise. Eles querem algo para se manterem vivos.
Eles não querem esperar 50 anos até que esses caras que estudam genética morrerem.
Os pacientes vão acabar morrendo antes deles! É necessário entender a seriedade do que estamos falando aqui.
Estamos lidando com as vidas de milhões de pessoas.
Não precisamos esperar por um longo período de tempo, sendo que já temos as respostas.
Só precisamos dos grandes laboratórios de pesquisa nisso.
Eles procuram uma droga patenteável que possa fazer isso.
Mas nós já temos drogas e procedimentos que podem fazer isso
– o problema é que eles não conseguirão ganhar dinheiro com elas.
O paciente não se importa com isso. Nós sempre precisamos pensar no paciente.
O que paciente quer?
O argumento é sempre esse: “Não existem testes clínicos para suportar essas terapias metabólicas.”
Quem iria pagar por esses testes clínicos?
Alguma grande indústria farmacêutica quer usar a terapia quando não existe uma droga patenteável nisso?
Precisamos fazer experimentos double blind cross-over nisso tudo como se estivéssemos propondo o uso de uma droga tóxica. Isso não faz sentido.
Temos que repensar a maneira de tratar pacientes com câncer.
Em outras palavras: Nossa estratégia é chamada “Press Pulse Metabolic Therapy”.
Nós colocamos os pacientes nesses diferentes estados metabólicos e usamos pulsos com drogas de baixa dose que funcionam bem com nutrição e dieta.
Tudo isso funciona de maneira sinérgica.
Os pacientes saem dessa terapia mais saudáveis do que quando começaram.
Eles não precisam passar por essas anomalias médicas que são presentes nos tratamentos de câncer.
Isso não faz sentido! Isso é loucura!
Isso prova novamente o fracasso completo da abordagem à essa doença.
Algo deve ser feito e deve ser feito logo.
Por que precisamos esperar quando temos uma estratégia nas mãos? É difícil acreditar que isso acontece.
Se o Ebola estivesse matando 1600 pessoas por dia, seria um caos mundial.
Todo mundo estaria falando sobre isso. Não é o que acontece com o câncer.
Não há muito que possamos fazer sobre isso, o que é uma pena.
Quais resultados você vê nas pessoas que implementam essas estratégias de maneira autônoma?
Mesmo sem as drogas, mas só implementando um protocolo de jejum intermitente, jejum longo e dieta cetogênica.
Você vê reduções, melhoras ou curas?
Nós não gostamos de usar o termo “cura”.
Não tem como sabermos disso. O campo usa a marca de 5 anos.
Tem muitas pessoas que vivem 5 anos e morrem depois de 6, 7 ou 8 anos por causa do câncer ou outro câncer que desenvolveram por causa do tratamento que eles receberam.
Isso não faz sentido. Como você sabe se tem uma cura?
Se você vive até envelhecer e morrer de outra coisa que não seja câncer.
Somente aí você estaria curado do câncer.
Como você gerencia essa doença, mantendo paciente saudável, com qualidade de vida, sem progressão da doença ou efeitos adversos do tratamento? É exatamente essa a nossa estratégia. Esse é o objetivo que queremos usar.
A maioria dos nossos casos são “anedóticos”.
Casos anedóticos são os casos que não passaram pelos testes clínicos, mas os pacientes aparentam estar muito saudáveis.
Infelizmente, o establishment médico ao invés de ajudar os pacientes a se adaptarem à terapia metabólica, ele desencorajam os pacientes.
Muitas vezes eles não apoiam as terapias metabólicas até que os pacientes já tenham passado pelo tratamento tóxico de cirurgia, radiação e produtos químicos venenosos.
Depois do paciente ter fracassado nisso tudo, talvez eles considerem a possibilidade.
A culpa não é inteiramente do nosso campo.
Os médicos simplesmente não são treinados nas universidades para usarem comida como medicamentos.
Eles não são treinados para usarem a fisiologia do metabolismo no tratamento do câncer.
O câncer é visto como uma doença focal de um órgão ou tecido.
Ele não é visto como uma doença sistêmica.
Depois que você percebe que é uma doença sistêmica que pode envolver um seio ou um pulmão, você poderá tratar a fisiologia inteira do paciente.
Ao mesmo tempo, você pode diminuir o tumor lentamente, usando terapias naturais que aprimoram a saúde e vitalidade do paciente, ao invés de reduzi-las.
Essa é a estratégia. Essa é a estratégia “Press Pulse” na qual estamos trabalhando.
Dominic D’Agostino e eu estamos trabalhando nessa nova estratégia. É uma estrutura através da qual podemos gerenciar o câncer de maneira eficaz, usando um processo lento e gerenciável que resultará em um estado de saúde melhor, podendo até chegar na eliminação ou redução para que não seja mais uma ameaça.
Isso é ótimo. Ótimas notícias. É muito bom ouvir isso.
Me corrija se eu estiver errado, mas há alguns séculos atrás o câncer não era uma doença muito comum.
Eu acho que era algo raro. Talvez somente o câncer “real” e genético acontecesse no passado – o que era raro. É isso que vejo nos estudos – era uma doença rara.
Hoje em dia é uma doença comum.
Todo mundo conhece alguém que tem câncer. É uma loucura. É difícil ignorar que nossos hábitos alimentares e mudanças de estilo de vida causaram esse problema.
O que você acha que está causando os problemas com a mitocôndria nas células cancerígenas?
Talvez a comida, o estilo de vida, as toxinas, carboidratos em excesso, comida refinada e óleos vegetais?
Sim. Todas essas coisas que você listou.
Não é somente uma coisa, mas tudo isso.
Nossa agricultura agora é internacional.
Plantamos comida em diversas partes do planeta.
Essas comidas são enviadas para todos os cantos.
A qualidade do solo... Os tipos de tratamento que são usados para tirar as pragas...
A indústria alimentícia se tornou internacional.
As comidas podem ficar nas prateleiras por dias, semanas e meses.
Elas são nutricionalmente pobres de diversas maneiras. E elas desperdiçam muita energia.
São cheias de açúcar. Tudo isso se acumula. É muito conveniente, já que é projetado para o consumidor.
Quem são os consumidores? Nós somos os consumidores.
A ciência alimentícia tornou essas comidas incrivelmente saborosas.
Elas são cheias de doçura e são saborosas.
Mas temos que entender como essas comidas são feitas. É um processo.
O que esse processo faz com os nutrientes da comida?
Juntando isso com o sedentarismo e o ambiente de trabalho estressante... o trânsito... as toxinas no ambiente... isso tudo causa uma inflamação sistêmica do corpo.
Isso resulta em uma predisposição ao câncer.
O câncer não acontece em uma célula que tem uma boa respiração.
O câncer só acontece em células que tem a respiração danificada.
Como você evita essa respiração danificada? Jejum terapêutico.
Mas isso é difícil de fazer! A maioria das pessoas não quer fazer isso!
Quem iria querer? Eu não quero!
“Eu vou ter que parar de comer por uma semana para não desenvolver câncer? Não tem outro jeito?”
Dietas cetogênicas podem conseguir esse feito.
Mas muitas pessoas não gostam de dietas cetogênicas. Não há carboidrato, não é saborosa.
Se você encontrar uma dieta cetogênica que é saborosa, talvez as pessoas digam:
“Vou comer mais para ficar mais saudável!”
Mas não irão, já que ficarão insensíveis à insulina e com dislipidemia.
Então, você precisa de pessoas que realmente entendem o que está acontecendo. É um equilíbrio. Não podemos deixar de lado os avanços tecnológicos da área alimentícia.
Mas nós temos que saber que nos colocamos em risco de desenvolver câncer.
Talvez se conseguíssemos desenvolver um hábito de moderação...
Mas seres humanos não são moderados. Eles são extremistas.
Ou não fazem ou fazem ao máximo.
As pessoas moderadas são minoritárias em qualquer sociedade.
Vamos sempre ter que tentar ajustar isso.
O câncer era desconhecido nas sociedades primitivas.
Esquimós, tribos selvagens na África e na Amazônia... eles nem tem uma palavra para “câncer”.
Isso só se tornou realidade com os avanços tecnológicos alimentícios.
Todas essas coisas se juntaram para nos colocar em risco.
Outra coisa que você mencionou foram os “cânceres genéticos reais”.
Mas eles também são efeitos secundários. É um conceito difícil para algumas pessoas entenderem.
Nós sabemos que a mutação BRCA1 causa câncer em algumas pessoas, assim como a P53.
Essas mutações sintetizam a proteína ou afetam a função da mitocôndria.
Se nós olharmos todos os agentes causadores de câncer... radiação, cancerígenos químicos, vírus...
Todos eles têm um impacto na função dessa organela.
Todas as outras causas são secundárias.
A causa primária é dano à respiração da célula, que pode ser causada por um elemento químico, um vírus ou um gene hereditário.
Portanto, isso não torna o câncer uma doença genética.
Ele continua sendo uma doença metabólica.
Talvez exista um fator inicial que vem do genoma.
Mas pode vir através de um elemento químico.
Só que ambos apresentam o defeito na mitocôndria.
Como sabemos que essas mutações raras não são a origem?
Raramente encontramos um câncer que é 100% penetrado.
Algumas pessoas com mutação BRCA1 nunca apresentam câncer de mama.
Elas só apresentam câncer quando a mutação perturba a organela primária.
A desestabilização da mitocôndria é a origem do câncer.
Não há dúvida em relação a isso. Essa é a origem da doença.
Se você quer prevenir a doença, você deve evitar que sua mitocôndria seja danificada.
Como você faz isso?
Você deve ter uma dieta e um estilo de vida que mantêm seu corpo em um estado metabólico saudável. É muito raro que você tenha câncer se você conseguir manter isso.
Com a idade, mais fatores do ambiente causam danos à mitocôndria.
Os idosos têm mais câncer do que as pessoas mais novas.
Isso se torna compreensível quando você vê o câncer como uma doença metabólica mitocondrial.
Isso nos dá poder para gerenciar a doença.
Eu acho que podemos dizer que o câncer é provavelmente outro ramo das doenças metabólicas causadas pelas mesmas coisas: obesidade, diabetes, Alzheimer, câncer.
Todas elas são causadas pelas mesmas coisas.
Mas ninguém foca na causa, que é o estilo de vida e a comida que ingerimos.
Quando você analisa a pesquisa com uma mente aberta, se torna claro que algo está errado.
Esses hábitos ruins são recentes na história humana.
Todas essas doenças não existiam no passado.
Algo aconteceu nas últimas décadas que fez essas doenças aumentarem de número.
Você está certo.
Houveram algumas mudanças regulatórias nos Estados Unidos que permitiram que o xarope de milho de alta frutose substituam a glicose na indústria alimentícia.
Isso se tornou muito lucrativo. Tudo tem que dar lucro.
Na indústria alimentícia, na indústria química... em todas as indústrias.
Os lucros delas é o que guia essas tecnologias.
Infelizmente, um efeito colateral desses lucros é a criação de um ambiente que predispõe os seres humanos e cães.
Os cães também, é verdade.
O câncer nos cães está fora de controle também. O que eles estão comendo?
Eles estão comendo comida processadas assim como nós.
Eles não comem bem e não fazem exercício.
Eles ficam em apartamentos comendo comidas cheias de grãos e acabam com câncer.
Isso não é uma surpresa. Está acontecendo a mesma coisa com os cães.
Para os cães nós temos evidências diretas de que se mudarmos a dieta e estilo de vida deles, é possível curar a doença.
O Keto Pet Sanctuary está provando isso. Eu vi com meus próprios olhos.
A comida é muito poderosa para curar câncer em cães.
Você mencionou que um veterinário disse que “não acredita em dar comida crua para os cães.” É verdade! É um problema de política da Veterinarian Society of America.
Eu não sei se isso foi influenciado pela indústria de comida para cães.
Mas o que eles fariam com tantos sacos de comida nas pet shops? É muito conivente para as pessoas chegarem em casa e colocar um monte de comida de cachorro no prato deles.
O cão come qualquer coisa. Ele não vai dizer “essa comida não é boa, não quero comê-la.”
Ele vai comer qualquer coisa. É muito conveniente.
Ao invés de ir até o açougueiro e cortar uma galinha e colocar a galinha no prato. É muito mais fácil comprar a comida. Mas os cães estão ficando com câncer por isso.
Eles estão tendo os mesmos problemas que nós estamos tendo.
Deveria ser claro para qualquer um que tem um cérebro que está acontecendo algo aqui.
Não é um mistério.
Vamos falar sobre algo que pode ajudar as pessoas que têm câncer.
Você falou sobre restrição de calorias.
Numa conversa recente, você disse algo brilhante: “O ser humano evoluiu para passar fome.”
Mas nos dizem para comermos a cada 3 horas.
As pessoas não acreditam que é possível passar dias sem comida, fazendo como faziam os antepassados.
Nunca comíamos 3, 4 ou 6 refeições por dia no passado. Às vezes tínhamos um animal para comer e às vezes não.
Hoje em dia, todos sabem que devemos comer a cada três horas – ou até a cada 2 horas.
E que também devemos comer todos os grãos.
Mas nos alimentarmos constantemente está causando um grande problema.
Hoje nós precisamos até mesmo de um nome (jejum intermitente) para algo que já existia naturalmente.
Foi necessário rotular esse hábito. Mas não é algo novo.
Como você explicaria para as pessoas que não é necessário comer a cada 3 horas?
Isso é um choque para muitas pessoas em qualquer sociedade.
Não se esqueça de que o ser humano evoluiu como um carniceiro, como os cães.
Essas espécies comem e depois passam fome.
Comemos muita carniça no passado. Encontrávamos um animal morto e o comíamos.
Era mais fácil comer algo que estava morto do que ter que correr atrás dele.
Então, evoluímos como carniceiros. Você tem que analisar essa evolução.
A comida não estava disponível durante todas as estações.
Nossa dieta mudava a cada estação de acordo com o que estava disponível.
Não havia supermercado vendendo carne. Era algo sazonal.
Algumas estações eram difíceis, sem comida.
As pessoas tinham que se adaptar a isso. É por isso que temos a epidemia da obesidade hoje.
Nossa história foi de conservação de energia.
Então, nossos corpos são eficientes em armazenar energia.
Isso nos permitiu passar longos períodos sem comida.
A epidemia de obesidade hoje é uma consequência direta da nossa evolução.
Hoje, pela primeira vez, nós temos essas comidas calorias disponíveis.
E o corpo é feito para armazenar energia. Qual é o único resultado possível disso?
Isso é perfeitamente compreensível quando se analisa a evolução.
Quando as pessoas não entendem a evolução, tudo isso se torna um mistério.
Com a evolução, tudo isso se torna explicável e compreensível.
A pergunta é: o que faremos sobre isso?
A maioria das pessoas tratam os sintomas, seja ele a obesidade, o Alzheimer, o câncer.
Estamos tratando os sintomas ao invés da origem.
Eu acho que precisamos de uma educação melhor.
Precisamos de uma mudança gradual.
A indústria alimentícia é o ponto principal. Ela causa isso de uma maneira ou outra.
Mas ela também pode resolver isso.
Ela pode ganhar dinheiro com essa mudança de paradigma, e ao mesmo tempo educar as pessoas.
Será uma transição. A não ser que as pessoas aceitem o câncer como parte do progresso. Mas eu não aceito.
Isso pode ser resolvido mudando a qualidade do que se come, já que a quantidade de ajusta sozinha.
Quando você começa se alimentar com comida real, seu corpo te diz quando você está satisfeito e isso regula seu apetite. É difícil comer com tanta frequência quando se come as comidas certas.
Isso é verdadeiro para a obesidade e provavelmente para o câncer também.
Comer as comidas corretas e ter o sistema metabólico funcionando corretamente é a maneira mais certa de se implementar um protocolo de jejum intermitente.
Se uma pessoa normal, hoje em dia, pode prevenir o câncer com esse tipo de abordagem?
Acho que sim. Nós desenvolvemos uma calculadora de índice de glicose-cetona.
Nós a publicamos na revista Nutrition & Metabolism.
Parece que as pessoas que gostam de saúde e não têm câncer usam mais a calculadora do que os pacientes de câncer.
Eles não entendem isso.
Se você acha que o câncer é uma doença genética, por que você mediria a glicose e cetona no sangue?
As pessoas que estão interessadas em melhorar suas saúdes, metabolismos e jejuns podem usar a calculadora de índice de glicose-cetona.
Quando a quantia de corpos cetônicos que entra no sangue é igual a quantia de glicose, você está em cetose terapêutica.
Isso acontece quando as células do seu corpo estão queimando cetona, que não produzem oxigênio reativo e aprimoram a saúde e vitalidade das células mitocondriais.
Então, se as pessoas vão mudar de estilo de vida, seria bom usar a calculadora.
Ela dá boas diretrizes. Ela fornece um biomarcador para saber se você realmente está melhorando a saúde e vitalidade da mitocôndria.
Esse é um dos aspectos da calculadora de índice de glicose-cetona.
As pessoas podem usá-la. Elas podem se perguntar: “Como está minha cetona hoje?”
Se estiver muito baixa e sua glicose muito alta, você não está em um bom estado.
Mas se você parar de comer por três dias... Já fizemos isso no laboratório com meus estudantes.
As pessoas mais novas podem chegar à essas zonas metabólicas rapidamente.
Dentro de três dias elas chegam a zonas bem baixas, com cetona alta.
Você não precisa ficar nesse estado por muito tempo.
Apenas alguns dias já produzem benefícios incríveis para o paciente.
As pessoas mais novas podem chegar nessas zonas mais rapidamente do que as pessoas mais velhas.
As pessoas mais velhas foram habituadas às comidas de glicose alta.
Para sair das comidas de glicose alta e entrar num estado de cetose terapêutica é mais difícil para elas. É como um vício à glicose.
Sair da glicose causa o mesmo desconforto do que sair do álcool, cigarro ou drogas. É difícil!
Algumas pessoas ficam doentes e tontas. Elas não querem mais fazer isso!
“O que estou fazendo? É melhor eu voltar a comer um sanduíche.” Essas coisas não são fáceis.
Existe um período de adaptação, correto?
Nós já usamos uma analogia para isso aqui.
Se você nunca se exercitou e vai para a academia, você sentirá dor em todos os lugares no outro dia.
Mas você não verá crescimento muscular imediato.
Então, você pode concluir que exercícios não funcionam.
“Exercícios não funcionam e doem!”
“Dói muito!” É a mesma coisa.
As pessoas precisam passar por um período de adaptação.
Você mencionou a calculadora – onde as pessoas podem encontrá-la? É um paper de acesso livre.
Acesso livre significa que qualquer um com um computador pode entrar no jornal.
Ele é chamado de Nutrition & Metabolism. É um jornal de acesso livre no BioMed Central.
Lá, no final do paper, existe um botão que pode ser pressionado para a calculadora aparecer.
Ela faz tudo. Você só precisa de um medidor para seguir seu sangue com uma picada.
Você precisa tirar uma gota de sangue, como as pessoas com diabetes.
Existe um medidor que você pode comprar na Amazon por 39 dólares. É um medidor de índice de glicose-cetona.
Ele mede a glicose e cetona. Você precisa medir o sangue, não a urina.
A urina não é precisa. Você precisa saber a glicose e cetona do sangue.
Você poderá manter registros precisos todos os dias.
Você poderá ver sua glicose caindo e sua cetona subindo.
Você terá evidências biológicas de que você entrou na zona terapêutica de cetose.
A pessoa terá certeza de que entrou nessa zona.
Quanto mais tempo ela ficar nessa zona, mais saudável a mitocôndria ficará e menores serão as chances de câncer, diabetes, Alzheimer ou doenças cardiovasculares.
Essas doenças são reduzidas quando se está na zona terapêutica.
A pergunta é: “Quanto tempo preciso ficar nessa zona?”
Se você pudesse ficar nela por 2 ou 3 dias a cada 6 meses, isso trará grandes benefícios para você.
Antes da calculadora, nós não tínhamos como saber disso.
Agora temos um marcador bioquímico que nos diz que estamos na zona e o tempo que estamos nela. É uma ferramenta simples. Não custa muito. É útil.
Na internet tem pessoas que fazem jejuns de 5 ou 10 dias.
Elas medem a glicose e cetona no sangue e falam para todo mundo como se sentem.
Quando você para de comer com tanta frequência e começa um protocolo de jejum intermitente...
Você pode parar de comer por 16 horas ou até menos. O que acontece com seu corpo?
Muito se fala sobre autofagia. O corpo se livra dessas mitocôndrias imperfeitas e ajuda a prevenir o câncer?
Esse é um ponto importante.
Não sabemos precisamente quanto tempo precisamos manter esse estado até começarmos a reciclar as mitocôndrias ruins.
Podemos tornar as mitocôndrias que já temos saudáveis depois de 3 ou 4 dias de jejum de água.
Mas em que ponto o corpo começa com a autofagia?
Todas as células do seu corpo terão que funcionar em eficiência máxima, senão serão programadas para morrer.
Os nutrientes nas células serão usados para alimentar as outras células.
Tudo no corpo estará funcionando de maneira eficiente. Isso nos leva àquele estado de eficiência em energia.
Mas por quanto tempo precisamos manter isso?
Essas são perguntas importantes que ainda não foram respondidas.
Mas já temos uma boa ideia sobre elas. Sete dias deve começar o processo de autofagia.
Mas quantas pessoas conseguiriam ficar sem comer por 7 dias? Não é fácil.
Isso aconteceria caso você ficasse em cetose terapêutica durante uma dieta cetogênica?
Isso induzia a autofagia depois de 7 dias e melhoraria a “dor” do processo?
Eu acho que é uma “dor” mesmo.
Eu acho que a maioria das pessoas ficariam desconfortáveis em não comerem por 7 dias.
Algumas pessoas enlouqueceriam. Elas seriam tachadas de loucas.
Muita pressão vem de outros membros da comunidade. Mas você estará fazendo isso por uma razão clara. É um desafio. “Eu consigo ficar 7 dias sem comer?”
A resposta é: Claro que consegue. Seria como escalar uma montanha.
Faça os dois e veja qual dos desafios é mais fácil.
Tratamentos normais que nós temos hoje em dia... eles basicamente matam nossas células junto com o câncer, não é?
Eles matam o câncer, mas matam as outras células também.
Talvez implementar jejuns e jejuns prolongados usando comida real sem ter que usar produtos químicos que te fazem sentir horrível por meses.
Quando você faz terapia metabólica, o jejum é somente uma parte da estratégia.
Existem certas drogas que funcionam bem junto com esse tipo de jejum.
Já outras drogas da indústria farmacêutica são um veneno.
Ninguém deveria usá-las. Você não vai conseguir tornar alguém saudável usando veneno. Isso é insano!
Por que estamos fazendo isso? Isso é loucura!
Você pode conseguir o mesmo objetivo de gerenciar o câncer sem usar veneno. Isso pode acontecer!
Então, por que estamos envenenando essas pessoas para acabar com o câncer delas?
Os cabelos delas caiem. Por que o tratamento causaria isso?
Se você for ao médico por dores de barriga e o médico te der algo que faz seu cabelo cair, isso seria loucura!
Mas se você tem câncer, isso é esperado.
A queda de cabelo é somente um dos efeitos colaterais.
Você pode até mesmo morrer por causa desses tratamentos.
Você nunca deveria ser tratado dessa maneira. Isso mostra a profunda ignorância sobre qual é a natureza dessa doença. É preciso entender que isso é uma doença metabólica.
Não é necessário trocar células saudáveis por doentes. Você pode alimentar as células saudáveis, deixando-as mais fortes.
Daí você deixa as células cancerígenas mais fracas até que elas são absorvidas pelas células normais.
Essa é a estratégia. Você precisa de estratégias inovadoras para ajudar muitas pessoas.
Infelizmente, outras pessoas terão que se envolver nisso.
A estratégia atual para o câncer é levar a pessoa até uma cadeira para que ela seja irradiada.
Elas não participam do gerenciamento da doença.
Elas são simples observadoras.
Por outro lado, na terapia metabólica a pessoa deve ser um participante ativo do gerenciamento da doença.
Se eles não forem ativos, talvez devam ir serem envenenados e irradiados.
As pessoas podem fazer escolhas.
Elas querem participar no gerenciamento da doença ou preferem ser observadoras?
Nesse momento, todos são observadores.
“Mas vocês não fizeram ensaios clínicos.”
Temos muitas evidências anedóticas que isso funcionará se for feito corretamente.
Temos pessoas educadas e treinadas para fazer isso.
O campo precisa de uma mudança.
Eu acho que esse mudança virá das pessoas de baixo, não das grandes universidades.
Vamos para a pergunta mais difícil.
Uma pessoa tem câncer no momento, está sendo tratada através de terapias convencionais, e confia que se houvesse uma maneira melhor o médico saberia.
Como você as convenceria a dar uma chance às mudanças alimentares e de estilo de vida?
Isso acontece com algumas pessoas que eu conheço.
Elas estão recebendo tratamento para o câncer e confiam nos seus médicos.
Elas acham que se algo desse tipo existisse, elas saberiam.
São as informações erradas. Os médicos não sabem disso porque não foram educados sobre isso.
Uma coisa é dizer: “Eu usei terapia metabólica por anos.
Sou um expert e sei que não funciona.” Nesse caso, você teria um bom motivo para isso.
Mas quando você ignora uma modalidade terapêutica pelo fato de nunca ter ouvido falar sobre ela, foi porque você nunca foi treinado para entende-la...
Quando dizem que os médicos nunca ouviram falar sobre isso, é verdade!
Como poderiam, já que não são treinados para saberem disso?
Só sabem disso quando saem do eixo. É isso que temos visto.
Mais e mais médicos estão investigando essas coisas sozinhos, falando com as pessoas e indo a encontros...
Eles estão se tornando experts no assunto.
Por outro lado, é difícil porque a AMA controla os procedimentos que devem ser aplicados à várias doenças.
Se você não segue esses procedimentos que foram declarados como importantes, você pode perder sua licença.
Então, eles controlam o que é feito. Qual é o papel deles nisso?
Por que eles simplesmente só ficam observando? Por que eles não participam na educação? É uma reeducação de um sistema.
O que eu estou falando é suportado por dados claros da comunidade científica. Isso não é ficção.
Eu analisei os dados. Eu já vi isso funcionando nas pessoas.
Eu vi isso funcionando nos modelos pré-clínicos.
Já é algo perfeito? Não!
Podemos aperfeiçoa-lo? Com certeza.
Vai melhorar? Com certeza.
Isso será a solução do problema? Sim. É uma questão de tempo. Só precisa ser compreendido.
Estamos fazendo o que podemos. As pessoas estão começando a perceber...
Em que ponto do diagnóstico você deve iniciar a terapia metabólica?
Você pode ir ao médico e ele te passará o tratamento normal, que geralmente é um coquetel venenosos e radiação.
Se isso não funcionar, aí você poderá fazer o que quiser. Isso não faz sentido.
O mesmo ocorre com a epilepsia. Trabalhei muitos anos com epilepsia.
Temos drogas poderosas para gerenciar convulsões epilépticas, mas elas têm efeitos colaterais.
Uma criança epiléptica que recebe terapia metabólica pode gerenciar as convulsões na maioria dos casos.
Por que elas iriam querer usar essas drogas tóxicas se podemos gerenciar as convulsões com uma terapia metabólica?
Deveríamos fazer o mesmo com o câncer.
Se alguém tem câncer, essa pessoa deveria passar pela terapia Press Pulse para ver se consegue gerenciar o câncer com jejum, drogas que funcionam com jejum, dietas cetogênicas, suplementação de cetona, oxigênio hiperbárico... tudo isso estrategicamente aplicado ao paciente.
Nunca vimos um tumor não responder a isso.
Se o tumor não responder de maneira eficaz, elas podem voltar a serem envenenadas e irradiadas.
Elas sempre têm essa opção.
O tratamento atual envenena e irradia os pacientes de câncer, tornando os fracos.
Vários efeitos colaterais podem surgir disso.
Mas a terapia metabólica precisa de células saudáveis.
Mas o tratamento atual não as deixa saudáveis.
Isso piora tudo, já que produz um efeito tóxico no corpo.
Queremos um corpo sem inflamação. Queremos uma pessoa com inflamação reduzida.
A radiação e a quimioterapia criam uma grande inflamação.
Elas liberam glicose e glutamina – os dois combustíveis que alimentam os tumores.
Isso cria um sistema metabólico completamente diferente.
Muitas pessoas morrem ou sofrem com isso.
Essas mortes e sofrimentos não são necessários.
Poucas pessoas sabem dessas terapias alternativas. Elas não são malucas. É ciência de verdade. Ela têm os fundamentos da bioquímica e saúde.
O fato da comunidade médica não saber disso é uma tragédia.
Com certeza. Não há desvantagem em experimentar.
Se você tem câncer e começou outras terapias, não há problema em começar a comer corretamente.
Não há desvantagem em priorizar comida de verdade.
Mas sempre é necessário um profissional que vai te ajudar.
Você não pode fazer isso sozinho. Dietas cetogênicas são um processo médico. É uma ferramenta. Você não se injetaria com algo tóxico para acabar com o câncer.
Você poderia até morrer por causa disso.
Então, não comece uma dieta cetogênica sozinho.
Você precisa de um profissional que entende como aplicar a dieta, analisando seu sangue e fisiologia geral. É um processo.
Você precisa de profissionais médicos treinados que te guiarão nesse processo.
Nesse momento temos algumas pessoas treinadas para isso.
Mas existe uma falta de conhecimento. A indústria insiste nesse sistema fracassado há décadas.
Esse novo procedimento só é feito por poucos que entendem os mecanismos.
Então, existe essa falta de conhecimento.
Temos que preencher essa falta de conhecimento com pessoas treinadas. É claro que o entusiasmo deve vir dos pacientes.
Se os pacientes soubessem que podem trabalhar com um profissional durante essa terapia metabólica, mantendo o corpo saudável e diminuindo o tumor...
Eles amariam trabalhar com essas pessoas. Essas pessoas devem sem compensadas.
Elas são profissionais de saúde assim como os profissionais que usam a radiação.
E esses profissionais são bem remunerados.
Eles incineram parte do corpo e potencialmente criam um ambiente propício para a recorrência do tumor, até mesmo deixando o paciente doente por outros motivos.
Temos que mudar esse processo.
Essas são mudanças fundamentais na maneira através da qual lidaremos com isso.
Queríamos que isso fosse mais rápido. Não sabemos de que forma isso acontecerá.
Estamos trabalhando em aprimorar isso. Estamos querendo provar o princípio e o conceito.
Já estabelecemos nossos estudos e modelos pré-clínicos. É muito importante ter um bom modelo pré-clínico para o câncer.
Existem modelos ruins que o campo usa.
Daria para eu falar horas sobre como esses modelos são estúpidos.
Eles tomam decisões sobre as vidas das pessoas baseando-se em modelos fracassados.
Nós desenvolvemos uma metástase sistêmica nos nossos modelos.
São modelos naturais de metástase. Elas representam a realidade.
O que funcionar nesses modelos funcionará em humanos.
Eles têm câncer no cérebro, câncer com metástase sistêmica (que são os mais agressivos).
O que funciona nesses modelos funcionará em humanos.
Gostamos de testar tudo no modelo pré-clínico antes de fazer recomendações ou de colocar em um humano. É assim que fazemos.
Trabalhamos nos detalhes do modelo e depois ajustamos as diferenças de metabolismo e fisiologia entre as espécies. Isso pode facilmente ser feito. É assim que deveria ser feito em todos os lugares.
Professor, eu te agradeço pelo seu tempo e pelo seu trabalho.
Eu espero que você continue forte.
Espero que essa informação chegue às pessoas que precisam dela.
Ela pode ajudar muitas pessoas.
Geralmente falamos sobre nutrição e obesidade, e é bom saber que as mesmas causas também influenciam o câncer nas pessoas.
Existe uma luz no fim do túnel – mesmo sendo uma luz difícil de se ver.
Eu agradeço pelo seu tempo.
Obrigado por participar desse podcast hoje. É muito bom falar contigo. Foi muito útil.
Okay, muito obrigado. É um prazer estar aqui.
