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VI SIIEPE - UFPEL - KARLA PEREIRA MACHADO

Olá meu nome é Karla, eu sou estudante de doutorado do programa de pós-graduação da enfermagem pela UFPel, estou aqui para apresentar meu trabalho para o ENPOS intitulado:

RECEBIMENTO DE ORIENTAÇÕES DE HÁBITOS SAUDÁVEIS POR IDOSOS em UM MUNICÍPIO DO SUL DO BRASIL e teve prof. Elaine Thumé como orientadora. Como introdução trazemos a transição nutricional decorrente de um processo de urbanização e industrialização acarretando em mudanças no padrão da dieta alimentar brasileira para uma alimentação pouco saudável caracterizada por um consumo excessivo de sal, de açúcar e de gorduras saturadas. Esta dieta aliada à diminuição progressiva das práticas de atividade física, acarretam em um aumento das doenças crônicas não transmissíveis, como por exemplo a Diabetes, a Hipertensão e a obesidade. Na população idosa também é necessário reforçar os cuidados com a alimentação saudável considerando o aumento das prevalências das Doenças crônicas não transmissíveis nesse processo de envelhecimento. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar o recebimento de orientações para prática atividade física, redução do consumo de sal, açúcar e gordura no população idosa do municipio de Bagé - Rio Grande do Sul.

Como metodologia, esse trabalho tem delineamento transversal, de base populacional, realizado com idosos de 68 anos ou mais de idade , localizados a partir da área de abrangência da atenção primária à saúde na zona urbana do município de Bagé, Rio Grande do Sul. O desfecho de recebimento de orientações foi avaliado mediante as questões: se “Desde
ANO PASSADO (referente a data da entrevista, né?)> até agora, o Sr.(a) recebeu alguma orientação de um profissional de saúde para ou sobre: comer pouco sal?/ comer pouca gordura e fritura?/ comer pouco doce ou açúcar?; Para a questão de prática de atividade foi realizada a questão “Desde <1 ANO ATRÁS (referente a data da entrevista)> o(a) Sr.(a) recebeu orientação para a prática de atividade física, esportes, exercícios físicos ou ginástica?”, todas as questões tiveram opções de resposta dicotômicas.

Foram reentrevistados 735 idosos, sendo sendo 65,4%, ou seja, a maioria do sexo feminino, com idade média de 77,2; 20% dos idosos referiram diagnostico médico de diabetes e 66,6% de hipertensão. Quanto a classificação de IMC 16,5% dos idosos apresentavam baixo peso,

36,2% estavam eutroficos e 47,3% dos idosos apresentavam excesso de peso (sobrepeso).

As prevalências de recebimento de orientações variaram de praticamente 30% a 60%, com 29,3% para a prática de atividade física. Quanto ao recebimento dessas orientações por estado nutricional, percebe-se que que os idosos com sobrepeso tiveram as maiores prevalências de orientações, independentes das orientações, também percebe-se um padrão entre as categorias de orientações, todas as categorias de orientação tiveram o p menor que 0,005. Verificou-se que os idosos que apresentavam Diabetes e Hipertensão também tiveram as maiores prevalências de recebimento de orientações, quando comparado aos que não tinham nenhuma dessas morbidades.

Apenas não apresentando diferença estatística para a orientação de prática de atividade física . Como conclusão então do trabalho, observa-se a baixa prevalência de recebimento de orientações sobre hábitos saudáveis e que estas ainda são menores quando os idosos não apresentam nenhuma das morbidades avaliadas neste trabalho. As orientações fazem parte das atividades de educação em saúde, sendo de baixo custo e de simples execução e devem ser feitas a fim de incentivar o autocuidado desses usuários, cabe lembrar então que as orientações devem ser feitas para todos os indivíduos né, Independente de já estarem com alguma morbidade ou não. De forma que promova e previna essas doenças e principalmente as doenças crônicas não transmissíveis e sem que se espere que a doença já esteja instalada para realizar essas orientações. Gostaria de agradecer a todos os idosos que participaram do estudo SIGa-Bagé. Muito Obrigada!