VONTADE DE COMER CARBOIDRATOS À NOITE? | Senhor Tanquinho
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Bem-vindos a mais um vídeo aqui do nosso canal.
Eu sou o Guilherme, do site Senhor Tanquinho.
Hoje eu vou responder uma pergunta que nós sempre, sempre, sempre recebemos no e-mail ou nos comentários em qualquer lugar.
A pergunta é mais ou menos assim: “Eu sigo a dieta certinha durante o dia, porém, quando chega a noite, eu tenho muita vontade de comer doce ou outros carboidratos.
O que eu posso fazer?”.
Você se identificou com essa pergunta?
Se sim, já deixa o seu like, o seu joinha, o seu gostei aqui no vídeo porque eu vou falar sobre isso agora.
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Vamos lá para a resposta agora.
A verdade é que muita gente tende a fazer a dieta mais ou menos certinho durante o dia.
Porém, o grande fator de descontrole para eles, que pode se manifestar bastante à noite, é o estresse ou a ansiedade, ou o chamado comer emocional; sendo que o estresse pode afetar o seu comportamento e, até mesmo, os tipos de comida que você come e que você tem vontade de comer.
E pode, inclusive, levar ao ganho de peso.
Um dos motivos principais pelos quais isso acontece é o hormônio chamado cortisol.
Esse hormônio te dá mais fome e também pode te deixar, justamente, com vontade de comidas ricas em energia, especialmente porcarias processadas.
Aí nós temos as comidas que são, tanto os carboidratos processados refinados, quanto também comidas que são carboidratos refinados com gordura junto, do tipo: pizza, donuts, sorvete... enfim, bastante porcaria mesmo.
E a culpa é desse hormônio chamado cortisol.
Agora, como nós fazemos para lidar com o cortisol?
A pesquisa científica vem mostrando que tem várias maneiras de nós lidarmos com ele.
E uma das mais simples e baratas é, simplesmente, fazer uma caminhada.
Uma caminhada pode parecer até boba, mas tem pesquisa aí suportando que fazer uma caminhada aí de meia horinha, por exemplo, na hora do almoço, pode diminuir os seus níveis de cortisol e também te ajudar, até mesmo, a dormir melhor.
Sendo que dormir mal é um dos motivos da produção continuamente elevada de cortisol porque, para o seu corpo, a privação do sono é um tipo de estresse e o cortisol é chamado de hormônio do estresse, popularmente; justamente porque ele fica elevado e pode te levar a escolhas ruins.
Então, esse é um ciclo vicioso.
Começar com uma caminhada aí já está provado que pode te ajudar a ter menos vontade de comer carboidrato à noite.
Olha só, que loucura.
Mas é a ciência!
Porém, não é só o estresse que pode te fazer ter vontade de carboidratos à noite.
Eu vou elencar aqui alguns fatores que nós já sabemos que podem estar ligados a esse fenômeno e que você pode endereçar, agora que eu vou falar para você, quais são eles.
O primeiro fator é você passar fome durante o seu dia todo.
A verdade é que eu mesmo passei por esse desafio, justamente porque em várias dietas que eu fazia antigamente eram “dietas de fome”, tentava emagrecer, contando as calorias, passava fome o dia todo e aí de noite, depois do jantar, eu comia igual uma capivara raivosa.
E não tinha jeito de emagrecer fazendo isso.
Então, você pode tentar investir em alimentos e refeições que te deixem com bastante saciedade.
Você pode caprichar nas quantidades e, justamente, investir em comidas que te ajudem a não sentir fome o tempo todo.
Nós já fizemos um vídeo sobre saciedade que eu vou deixar linkado aqui no cartãozinho no canto da tela e aí você vai poder saber quais são algumas estratégias para você emagrecer sem passar fome.
Passar fome é um dos grandes problemas que te deixa com vontade de comer porcaria durante a noite.
Nós já falamos brevemente do segundo fator agora há pouco, mas é a falta de sono.
Infelizmente a falta de sono não só eleva o cortisol, como também pode levar à resistência à insulina, que também está ligada a você querer mais comidas porcaria e lidar pior com elas.
O seu corpo vai ter uma resposta insulinêmica, vai reagir pior, a esses alimentos.
Então, se você conseguir regular o seu sono, com certeza você já vai reduzir aí um dos fatores que estão ligados a essa vontade louca de comer carboidratos durante a noite.
O terceiro fator são os maus hábitos durante a mesa que, na verdade, envolvem não comer à mesa.
O que eu estou querendo dizer com isso?
Por exemplo, você talvez não esteja com uma vontade tão grande de comer pipoca ou batata Ruffles ou alguma coisa assim, porém, se você pega um saquinho desses e vai sentar na frente da televisão, com certeza você não vai comer cinco ou seis pipocas.
Você vai comer o saco inteiro, no mínimo 100 gramas, 200 gramas de pipoca.
Então, se você estivesse consciente, se você estivesse presente no momento em que você está fazendo a sua refeição, com certeza você iria conseguir sentir melhor os sinais de saciedade, comendo com calma e prestando atenção no seu alimento, em vez de comer enquanto faz alguma outra coisa.
E o quarto fator são as flutuações do nível de glicemia sanguínea.
Na verdade, o que acontece é que se você fica comendo carboidratos de maneira irregular, comendo lanchinhos ou comendo, por exemplo, uma fruta como lanche; ou não está comendo proteínas, gorduras e fibras suficientes na sua alimentação.
Você pode acabar andando nessa chamada montanha russa da glicose sanguínea, que tem um pico de glicose, depois ele abaixa – e aí você fica com fome e se sente mal – você come de novo e ele sobe de novo, e desce de novo.
Isso é muito ruim.
Uma dieta baixa em carboidratos e mais rica nesses alimentos que eu falei, nesses nutrientes que eu falei – proteínas, gorduras saudáveis, fibras alimentares – podem te ajudar a controlar isso.
Mas é claro que se você fizer alguns lanches ou algumas escolhas ruins ao logo do dia, isso poderá piorar também.
Então, é interessante você ter essa atenção a mais com os nutrientes que você está ingerindo, especialmente se você já tem algum tipo de flutuação naturalmente por conta, talvez, também, da resistência à insulina que nós mencionamos.
Sendo que, existe um quinto fator aqui, que não acontece para todo mundo, não é tão fisiológico quanto os outros quatro que eu mencionei até agora; mas que também pode sim estar ligado a essa questão, que é a questão da mentalidade de proibição.
Isso quer dizer o seguinte: muitas pessoas, quando começam uma nova estratégia alimentar, uma nova dieta, ficam com aquela sensação ruim “mas eu nunca mais vou poder comer isso?”, elas ficam com uma certa escassez dos alimentos que elas mais gostam, por exemplo, o pudim da avó, o bolo da mãe... enfim, algumas comidas que tenham um valor emocional para elas.
Então, se você ficar com a ideia de que “eu nunca mais vou poder comer tal coisa”, você fica com vontade, justamente, daquilo; naquela velha de que o proibido é mais gostoso.
Justamente por isso, pode ser interessante você tirar, por exemplo, uma refeição livre ou um dia livre por semana ou a cada duas semanas – nós já falamos sobre exceções em um outro vídeo – mas pode ser interessante para você “pré-agendar” essas coisas para não ficar querendo o bolo da avó ou o biscoito recheado, ou a comida da mãe, ou qualquer coisa que você tenha um apego emocional, todos os dias.
Você não fazer uma noite de filme com um pote de sorvete todos os dias.
Você faz isso uma vez a cada sete, ou 14, ou 30 dias, enfim, e sabe que não vai querer isso e não precisa disso porque você não está privado para sempre.
Esse é um fator mais raro, não acontece com todo mundo – tem gente que fica muito bem sem exceções – mas para que muitas pessoas é o único jeito de fazê-las seguirem uma dieta é se elas seguirem uma dieta durante seis dias por semana e um dia ficar um pouco fora, pelo menos para pegar o ritmo, e depois elas conseguem mudar isso.
Mas tem gente que se não fizer um dia livre por semana, acaba tendo todos os dias livres.
Agora mudando um pouco a tônica do vídeo, não necessariamente comer carboidratos à noite é uma coisa ruim, especialmente se você já estiver no peso que você deseja ou se você tiver uma demanda mais específica por eles.
O que eu quero dizer com isso?
Quer dizer que se você, por exemplo, acabou de treinar – isso porque comer carboidratos à noite, para muitas pessoas, é o melhor momento do dia para comer – especialmente se você acabou de treinar, vai ser sua última refeição e depois você vai dormir.
Isso porque comer carboidratos à noite, especialmente se você lida bem com eles, pode te ajudar a talvez, até mesmo, dormir melhor porque eles são precursores importantes de uma substância chamada triptofano, que pode ajudar você a dormir melhor.
Mas é claro, isso não acontece para todo mundo.
Muita gente fica muito bem sem os carboidratos.
Só estamos dizendo que, se você for comer carboidratos, com certeza depois do treino ou durante a noite, antes de dormir, é bem melhor do que de manhã.
Mas agora: será que tem tanto problema assim comer carboidrato à noite?
Não.
E por quê?
A noite é um dos melhores momentos para você consumir carboidratos.
Isso vai na contramão do que muita gente acredita, de que se eles comerem carboidratos depois das 19h00 tudo vai virar gordura, ou alguma besteira do tipo.
Na verdade, o nosso corpo não tem um relógio interno que fica olhando e “18h59 posso comer carboidrato. 19h01 vai virar tudo gordura”.
Não funciona assim.
E é mais importante a sua ingestão total durante o dia do que o momento exato em que isso acontece.
Especialmente se você é uma pessoa normal no dia-a-dia, que está tentando perder peso.
Eu não estou falando aqui de atletas que treinam duas vezes por dia.
Para eles, esse tipo de timing é muito mais importante que para nós, meros mortais.
Mas então, resumidamente, o melhor horário para comer os carboidratos, na minha opinião, é depois do treino; o segundo melhor é durante a noite – é claro, se você treinar à noite e depois fizer uma refeição, esse é o melhor horário – e é bem pior você consumir de manhã porque muita gente acha que, comendo à noite eles vão engordar porque não vão “usar a energia”.
Mas se você está sentado na sua mesa de dia ou se você está dormindo, seu gasto calórico é quase igual, não tem tanta diferença assim.
Então não tenha culpa de comer à noite o seu carboidrato, se você preferir comê-lo durante à noite. É mais importante a sua ingestão total e a sua escolha dos alimentos.
Com certeza, é muito diferente você comer o carboidrato que vem, por exemplo, de uma abóbora ou de uma cenoura; do que comer o carboidrato que vem de um pão.
Com certeza, comer, por exemplo, uma cenoura, que nem tem tanto carboidrato assim, cozida, à noite, com uma carne moída, é bem melhor para você do que comer um pão francês com geleia.
Não importa o horário que você faça as escolhas. É muito mais importante quais escolhas você faz, no dia-a-dia, do que o horário exato em que cada coisa dessas acontece.
Então era mais ou menos isso... espero que vocês tenham gostado, espero que essas dicas sejam úteis para você, para você não sofrer com essa “vontade” de carboidratos à noite.
Já sabe, deixa o seu like aqui no vídeo e conta aí qual é o seu problema, desses que eu mencionei, desses fatores, qual você acha que é o que está impactando você e impedindo você de ter uma dieta 100% perfeita o tempo todo.
Se estiver perfeita, comenta também!
E assista um outro vídeo que nós deixamos para vocês, que está aqui do lado.
Você vai gostar também!
Valeu, até semana que vem.
Um forte abraço, do Senhor Tanquinho.
