Climate change is long term and irreversible
Bem vindos à terceira apresentação, que é
Porque é que alterações climáticas são uma ameaça táo especial?
Porque é a longo termo, atravessa várias generações incluem os nossos filhos e netos, e é irreversível.
Apartir do momento em que colocamos Dióxido de Carbono, ele fica na atmosfera, para todas as questões práticas, não há nenhuma clearance.
Demora centenas de anos até ser removido, entao, para questões politícas, temos que pensar acerca disto.
Quando o génio saí da lâmpada, fica na atmosfera e não podemos voltar atrás.
O que é que isto significa para a saúde?
Temos que andar para trás alguns anos, e antes de eu avançar, tenho que vos explicar porque é que toda a gente fala do nível de 2 graus?
Porque é que os ciêntistas e politícos pela primeira vez concordaram que não deveríamos ir além deste nível?
E podem ver um gráfico da IPCC. À esquerda podem ver a temperatura de 0 a 5°C e as cinco colunas demonstram sistemas muito gerais que são influênciados pelas alterações climáticas.
Saúde está representada na quarta coluna.
Vamos ver todas as colunas da esquerda para a direita.
Sistemas únicos e ameaçados significa estinção de espécies, vocês sabem que a perda de biodiversidade é um resultado das alterações climáticas.
De seguida temos as alterações metereologicas extremas.
Nós já falamos disto nas apresentações anteriores à medida que as temperaturas aumentam, há mais energia na atmosfera, e há maior possibilidade de eventos extremos.
O terceiro é a distribuição de impactos.
Já falamos de distribuição significa que prevemos temperaturas mais altas no Pólo Norte e no Pólo Sul, e depois há uma distribuição muito prejudicial de precipitação e etc.
A distribuição de impactos vai se agravar.
A quarta coluna representa saúde, e isto são impactos globais agregados: impactos na agricultura, nas florestas...
Saúde é apenas um dos impactos entra muitos muitos outros.
Para vocês e, certamente, para mim é um impacto especial porque é acerca de assuntos que me preocupo, especialmente: a minha saúde e e particularmente a saúde dos meus filhos.
E a coluna mais à direita é uma larga escala de eventos singulares.
E nós também já falamos sobre isto.
Estes são os eventos que vocês nem sequer querem pensar como a inversão das correntes, ou a paragem das correntes, ou a queda das calotes polares, levando ao aumento imediato do nível da água do mar.
E podem ver sombras coloridas.
Não existe nada de mágico na margem de 2°C: não podemos dizer que nos 2.1°C vai se tornar tudo imediatamente perigoso e a 1.9°C podemos juntas as nossas mãos e deitar-nos. É apenas uma convenção como quando, se conduzires dentro de uma cidade a 30 milhas/h.
Tem que se ter bom senso: onde é que fica a linha?
E, como eu disse, 2°C soa muito racional porque ainda assim teremos um risco muito baixo de eventos devastadores.
Ainda assim ficaremos sem muitos efeitos agregados, e o aumento, de por exemplo, saúde.
Já temos uma perda na biodiversidade, e nós sabemos isto, podemos medi-lo, e já temos eventos metereologicos extremos, podem ver nas notícias.
Portanto, nada de mágico, é uma convenção, é um acordo que todos nós devemos seguir.
Agora, a atmosfera, que nós falamos, é, se quiserem, como um vaso.
Podem colocar Dióxido de Carbono, podem colocar mais Dióxido de Carbono, e o que verão será mais aquecimento.
Então, como é que se relaciona aquecimento com o aumento das toneladas de carbono que nós colocamos no ar?
Não fiquem chocados: este gráfico é muito complicado, mas eu vou guiar-vos.
Estes dois graus, que podem ver na parte da direita do gráfico , estão ligados a um budget de 3.000 Gigatoneladas.
3.000 Gigatoneladas soa muito alto mas as más notícias são que nós já gastámos 2/3 dele.
Agora quero exemplificar um aspecto deste gráfico, que eu dei tempo e sublinhei.
Nós falamos acerca de probabilidades, que são sempre incertezas, em tudo aquilo que um cientista de clima faz, de facto, em tudo o que um cientista diz.
Existe um certo grau de incerteza.
A verdade é uma coisa que os cientistas não podem declarar.
Se virem esta linha verde, também podem dizer, para o mesmo nível de aquecimento, designadamente 2 graus, também poderiam ter isto a 4.700 Gigatoneladas bombeadas para o ar.
Ou se forem para a esquerda, poderão ter 2.300 Gigatoneladas. É uma banda larga mas mesmo assim, a quantidade mais provável é 3.000 Gigatoneladas.
Por outro lado, se andarem para cima e para baixo no gráfico, podem chegar até 3.000 GigaToneladas.
Podem chegar aos 2.6°C ou aos 1.1°C.
Existem estas margens mas elas não deverão confundir-vos: nós mantemos a nossa tendência central e ela é 2°C e 3.000 Gigatoneladas. É com estes valores que toda a gente trabalha.
Este é o nosso budget, e é melhor que não o gastemos, a não ser que desçamos abaixo dos 2 graus.
Aqui está um gráfico que vocês já viram em encarnações especiais mosta o eixo dos xx, na horizontal, os anos, e vai até 2300.
As linhas coloridas mostram vários cenários climáticos.
Vocês também sabem, já que já são experts em clima, o que signiofica RCP.
Explicando o que é que significa:
Percursos de concentração representativo (Representative Concentration Pathways (RCP))
Isto são watt por metro quadrado, a energia que alguns modelos de clima têm, assumindo que, foi colocado na atmosfera.
Não se preocupem, na prática, podem ver RCP 8.5 é o mais acentuado senário climático e os outros são um pouco menos acentuados.
Temos que ter a certeza de que não estamos a seguir o caminho do verde ou do roxo.
Eles são todos baseados em suposições entre outras, como é que a humanidade se vai comportar, como é que a economia vai crescer, como é que a população aumenta, e outras coisas.
Agora aqui podem ver na caixa pequena, eu coloco "myself" (eu próprio).
Esta é a minha vida útil.
Eu nasci em 1952,
Deus sabe quanto tempo é que eu vou viver,
Eu coloquei uma vida útil normal, e assim, eu não vou ver muito deste aquecimento, e os impactos para a saúde.
Mas, eu vou colocar dióxido de carbono do ar, que vai ficar aqui, desde hoje até 2300.
Então o que eu faço hoje terá um impacto em gerações futuras.
Isto é uma coisa que a humanidade nunca experienciou.
Em saúde, nós sabemos muitos factores de risco, mas não sabemos o factor de risco que uma vez que foi exposto, que persiste através das gerações.
Agora aqui está a minha filha, é a primeira geração, ela vai sofrer muito mais.
Ela vai experienciar um aquecimento maior, que Deus não permita que nós atinjamos a linha azul, já são 4 graus.
A próxima geração, os seus filhos, estarão muito mais expostos e etc.
Podem ver, agora temos uma coisa que vai além de nós.
Ser egoísta pode ser OK, em algumas situações, mas de certeza que não em alterações climáticas.
O que nós fazemos agora é para os nossos filhos e netos.
Eu não quero ser a generação que estragou o clima e que as próximas generações irão amaldiçoar, por causa disto.
Este é o último slide, e também é um pouco complicado.
Eu quero mostrar-vos como é que o clima, a saúde e as politícas estão interligadas.
Porque podem ficar nervosos por ouvir sempre "política, política..." e estão mais interessados em saúde.
Porque é que se deverão interessar por politícas em saúde?
E aqui está, com esperança, a resposta,
Podem ver, este também é o gráfico do conceito do curso, que foi usado no teaser.
Que liga os gases de efeito de estufa e o uso da terra, deverá ser obvio para vocês agora.
Irá levar a alterações climáticas se deixarmos que continue.
Alterações climáticas, se não fizermos nada, e se as alterações climáticas sairem fora de controlo, irá levar ao desenvolvimento de doenças, que é a parte verde desta caixa, e doenças sérias, a parte vermelha, e depois, esperemos que não, mas possivelmente morte.
Este é o cenário se nada for feito em termos de adaptação, em termos de fazer alguma coisa acerca disto.
Nós não queremos que isto aconteça.
A primeira coisa que vamos fazer é, o que nós chamamos na gíria de clima: "Adaptação".
Isto significa:
O que é que o sistema de saúde pode fazer para proteger a deterioração da saúde na ausência de alguma coisa que previna as alterações climáticas de se desenvolverem.
Estamos a trabalhar no final da cadeia etiológica, em vez de ir para cima e fazer alguma coisa para parar o aumento da temperatura e das alterações climáticas.
Mas temos que o fazer, porque já faz parte das alterações climáticas, já lá está, e temos que gerir isto.
Portanto temos que perceber:
O que é que podemos fazer?
Quais é que são as doenças sensíveis ao clima? o que é que podemos fazer?
Onde é que serão mais proeminentes?
Que grupos etários,
Que género será mais afectado?
Onde?
O que é que podemos para nos preparar-nos para o impacto?
Mas vocês vão ver que isto é um pouco curto.
Temos que ir mais para cima, e temos que ter uma ligação com os politícos, que não estão assim tão interessados em saúde.
Temos que lhes dizer: "Vejam, se não pararmos isto,
[e aqui está a seta cartanha que pára o aumento da emissão de gases de efeito de estufa através de politícas climáticas, e pára a desflorestação de florestas tropicais] por politícas, em Paris, por exemplo, este ano em Dezembro (2015), nós não vamos resolver o problema de saúde, porque não podemos lidar com o aumento do número de pessoas doentes, algumas delas a morrer, sem parar isto pela raíz causal." É por isso que eu tenho esta caixa mais acentuada que é a gíria de politícas em saúde, a verde e a castanho.
Castanho é a cor das políticas no meu gráfico, e a bonita e positiva é, no meio de muitas mensagens negativas, aquela que vem de fazer políticas climáticas, que podem ser caras, mas fazendo-as, iremos colher imensos benefícios para a saúde, que significa se nós, por exemplo, reduzirmos o uso de carros para transporte, seremos mais saudáveis, em forma.
Se reduzirmos o uso de biomassa para cozinhar, menos mulheres irão morrer de doenças respiratórias e etc.
Esta é a nota muito positiva, e podem ver a saúde agora imediatamente debaixo de alterações climáticas.
Não há nenhuma contradição entre populações saudáveis e um planeta climáticamente saudável, andam lado a lado.
Só se permitirmos isto, para ir da esquerda em cima para a direita em baixo, é isto que temos todos que evitar.
Muito obrigado.
Legendas pela comunidade Amara.org
