Como o governo está nos deixando gordos
Como você escolhe o que comer?
A maioria das pessoas não percebe quão grande é a influência que as políticas governamentais têm sobre os alimentos que elas compram e consomem.
Rentismo, lobbying e barreiras regulatórias, tudo isso altera a forma como os alimentos são produzidos e vendidos para todas as geladeiras e estômagos americanos.
Rentismo occorre quando indivíduos privados usam a política não para o bem-estar geral, mas para obter benefícios pessoais.
Os benefícios ficam concentrados somente com os indíviduos do grupo com interesses especiais.
Pegue os subsídios ao milho, por exemplo.
O governo toma dólares de todos através de impostos e dá para um grupo muito menor de plantadores de milho.
Os custos para mim ou para você são pequenos, mas os benefícios recebidos pelos plantadores de milho são grandes.
Desde 1995 o governo deu US$73.8 bilhões para plantadores de milho enquanto o lar médio paga por volta de US$400 em subsídios alimentíciios anualmente.
Mas de que forma isso afeta a comida que eu escolho comer?
Com subsídios ao milho, o preço das comidas contendo milho é mais baixo do que seria sem os subsídios.
Logo, as pessoas estarão dispostas a comer mais milho.
Como os plantadores se beneficiam tanto dos subsídios, eles estão dispostos a gastar esforço e recursos reais para fazer políticos e legisladores apoiarem subsídios.
Regulamentações podem atuar como barreiras de entrada para os negócios menores e novos, que têm mais dificuldade em bancar os custos da regulação.
Um bom exemplo é a regulamentação que certifica alimentos como orgânicos.
Essas regulações não ajudariam pequenos fazendeiros?
Infelizmente, não.
Orgânicos se tornaram uma indústria de bilhões de dólares.
Grandes corporações têm muitos recursos e podem investir tempo e dinheiro para se beneficiarem e cumprirem com a certificação de orgânicos.
Pequenos fazendeiros, por outro lado, têm mais dificuldade de arcar com os custos financeiros, com a papelada e com a burocracia da certificação.
Regulamentações são pequenos custos para grandes fazendeiros, mas grandes custos para os pequenos.
Logo, o mercado geral de alimentos orgânicos é muito mais dominado por latifundos industriais e pouco por produtores locais do que seria sem regulamentação.
Muitos fatores manipulam o mercado dos alimentos.
Preços são distorcidos por causa dos subsídios, e a regulamentação impede competição.
Com tantas consequências não intencionais, o governo é mesmo a melhor forma de promover alimentos de qualidade, saúde e nutrição?
Eu diria que não.
Um mercado mais livre, sem distorções, permitiria aos consumidores comprar comida mais barata e saudável.
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