Comportamento e alimentação infantil | Psicóloga Infantil Daniella Freixo de Faria
Olá! Meu nome é Daniella Freixo de Faria. Sou psicóloga infantil e quero te fazer um convite pra assistir a palestra sobre educação.
Uma palestra de limites. Vai ser uma palestra muito rica, cheia de ferramentas, a noção da história da construção dos limites e como a gente se encontra hoje. Talvez um pouco perdidos, às vezes voltando pra trás, às vezes indo pra frente... Mas como que a gente pode educar de uma maneira positiva, ensinando as crianças a fazerem escolhas, aplicando a consequência, qual a diferença de castigo e consequência, por que bater é tão ruim...
Tudo isso a gente vai ver na palestra e a gente vai trazer também muitas ferramentas pra esse dia-a-dia, dentro desse grande aprendizado, dessa grande missão que é ser pai e mãe. E trazendo sempre a alegria do aprendizado positivo pras crianças.
Venha conferir. Clique aqui e saiba mais sobre a palestra.
Olá! Meu nome é Daniella Freixo de Faria. Sou psicóloga infantil e hoje a gente vai falar um pouquinho sobre a alimentação.
Olá! Hoje a gente vai falar sobre a alimentação e os desafios do dia-a-dia, todo dia, com os pequenos.
Eu tenho recebido muitas questões a respeito da alimentação, porque acho até que é uma questão meio visceral nossa, como mães, de que tem que tá bem alimentado, tem que comer bem, e não tá comendo bem, e tudo mais.
A alimentação, gente, ela é um processo que passa por algumas fases.
Normalmente os bebês, quando começam a se alimentar, na fase de 1 ano, começam a comer super bem. Dá gosto de ver.
De repente, por volta dos 2 anos e meio, 3 anos, essa criança vai meio que perdendo o interesse pela comida, pelo momento da comida. A gente tem um desafio enorme, porque, nesse período, a criança tá muito mais interessada em explorar o mundo do que sentar pra se alimentar. E muitas vezes a gente fica aflita com esse momento.
Então, a alimentação, eu acho que ela é muito mais uma questão de hábito do que de qualquer outra coisa. Criar o hábito de sentar à mesa, de comer comidas variadas, coloridas, criar o hábito... é... de estar junto na refeição... Isso faz com que esse momento seja muito mais do que simplesmente se alimentar. Hoje a gente tem todos os eletrônicos pra atrapalhar bastante e muitas crianças se alimentam na frente da TV, ou com a TV ligada. Tem dias que tá doente, tá chovendo, tá frio, tá... "Ai, vamo fazer isso?" Às vezes pra gente também é muito gostoso.
Mas no dia-a-dia, é importante que a criança esteja na mesa, cuidando da postura, que ela consiga olhar o que tem no prato, que seja um prato gostoso de se ver, pra que ela consiga aprender a comer.
Uma outra questão que aparece bastante é a redução.
As crianças experimentam muitas coisas, gostam de muitas coisas e, a partir de uma certa idade, normalmente uns 3, 4 anos, ela tende a ir reduzindo e querer ficar só com o que ela gosta muito de comer. Muitas só no macarrão, outras só no franguinho, muitas só no arroz-feijão...
E aí, esse leque vai ficando cada vez menor. É muito importante que a gente sempre ofereça alguam coisa nova.
Que a gente não faça a comida diferente pras crianças a partir de 4 anos, por exemplo.
Que tenha, óbvio... Não vai ser uma comida hiper-requintada, mas que tenha sempre algo pra se provar, que tenha a comida do dia que todos vão comer, inclusive as crianças. Dessa maneira, elas tão sempre experimentando alguma coisa e olhando pro prato e experimentando novos sabores, novos... cheiros, novos... perfumes... e a alimentação passa a ser alguma coisa mais prazeirosa.
A criança que tem um prato colorido, que passa pelas saladas, pelas sopas, é uma criança, é... que aprende a se alimentar de uma maneira melhor e que... sendo assim, uma criança mais saudável. Normalmente, as crianças têm fome por volta das 11 horas, 5 da tarde... Então, é importante que ela tenha um lanchinho de manhã, após o café; e é importante que ela tenha o lanche à tarde; mas que a gente possa cuidar, pra que esse lanche seja também algo saudável e gostoso. Por quê? Porque, normalmente, às 11 da manhã, se esse lanchinho às 10 não aconteceu, às vezes a criança tá com fome.
E ela vai arranjar algo pra comer. Mas ela não vai comer uma fruta, não vai pedir algo assim; ela vai querer comer a bolacha, o biscoito, o chocolate, todas essas coisas que todos nós gostamos muito,
Então nosso desafio é regrar essa alimentação, acalmar o nosso emocional, porque às vezes a criança tá sem fome então essa... forçação de barra pra comer também não precisa, e ir fazendo as cinco refeições ao dia: o café-da-manhã, o lanche, o almoço, o lanche e o jantar. Assim, a criança sabe que ela tem a próxima refeição; e procurar escolher bons alimentos, alimentos saudáveis.
Deixar o que eu chamo lá em casa de "porcaria" pra sexta, sábado e domingo, que é o chocolate, bolacha... o bolo... e todas as guloseimas que as crianças gostam e que fazem parte, também, da vida.
Precisam passar por essa experiência, que também é muito gostosa. É importante que, na hora que a gente for montar o prato das crianças, a gente coloque pequenas quantidades de comida. Muitas crianças recebem um prato com tanta comida que aquilo gera uma aflição: "Eu vou ter que comer tudo!"
Então, é melhor que a gente coloque menos comida e, caso a criança queira mais, a gente possa repetir. Mas evitar colocar muita comida pra criança.
Isso deixa ela mais tranquila. E ela sabe que ela pode querer mais e que é bom que ela queira mais; e pode repetir o prato, se quiser.
Em casa, às vezes a gente faz umas brincadeiras, de colocar... de montar um desenho com o prato, montar coqueiros com a cenoura, com alface, montar um sorriso, um rosto...
Isso ajuda bastante os pequenos, porque cria uma expectativa pra sentar à mesa, pra ver o que que eles vão encontar. Fora isso, é um momento de encontro, é um momento de contar como foi o dia, é um momento de trocar alguma experiência, de conversar, de dar risada... É um momento muito gostoso.
Procure, pelo menos em uma das refeições, sentar junto à mesa do seu filho. Às vezes a gente não vai tá em casa, mas procure, ou no almoço, ou no jantar, viver essa experiência.
Porque vai ser uma experiência que vai seguir pra vida toda: o quanto é importante ter esse momento de reunião. E use dos combinados nesse momento, também.
Isso é muito importante, porque, caso nosso filho vá reduzindo a alimentação e comendo só determinados alimentos, a gente também tem a aflição de que a gente quer que ele coma. Então, se ele come o macarrão,
"Ah, então pelo menos o macarrão ele come." E a gente vai se fechando junto com eles.
Converse. Explique. Mostre pra ele que isso não faz bem e que a gente tem uma gama imensa de frutas, verduras e batatas e arroz e feijão, carne, peixe, frango...
E esse é um momento importante de crescimento.
E a criança pode ir aos poucos experimentando, até porque vale contar pra ela a história de que, um dia, ela nem gostava de pizza, nem de chocolate, e que ela gosta muito, mas um dia ela precisou experimentar.
Então, quanto mais a gente puder deixar isso leve, leve e gostoso, mais fácil vai ser esse momento -- sabendo que haverá algumas épocas em que a fome vai ser menor, outras a fome vai ser maior, o interesse vai ser menor, o interesse vai ser maior, mas que, acompanhando com o pediatra direitinho, a criança continua crescendo, tá tudo bem. Às vezes é um dia, não tá se sentindo bem...
Mamães, calma! Tudo está bem. E tudo vai seguir bem.
Eles seguem crescendo, comendo, se alimentando, fazendo atividades, indo pra escola, aprendendo... Mas é um processo, mas é um processo que tem um movimento, assim como com a gente.
A dica que eu queria dar hoje pra vocês é algo muito legal, muito divertido.
Nesses momentos à mesa, às vezes é muito legal a gente fazer um jantar temático. ou um almoço temático. Pode ser um jantar à luz de velas, ou trazer as "filhas" pra jantar também, ou os super-heróis...
Quando a gente faz desse momento um momento gostoso, o comer vira uma atividade prazeirosa. E o prazer em estar junto nesse momento também passa a ser algo muito importante. Então, ao invés da briga, do empurra, procure a leveza e esse encontro com a qualidade... incrível. Vai ser bom pra todo mundo, principalmente pra crianças e pras mães, que têm essa preocupação tão grande com a alimentação.
E, conforme a criança for crescendo, fiquem tranquilas: na maioria dos casos, elas voltam a comer e voltam a comer muito bem. Por volta dos 6, 7 anos, esse interesse, essa fome, o estirão que vem por aí, ele demanda energia e a criança volta a comer super bem.
Dá gosto de ver, de novo.
O vídeo hoje foi esse. Espero que você tenha gostado.
Semana que vem a gente se vê de novo. Tchau, tchau.
LEGENDAS POR FABIO LIMA [email protected]
