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Joanetes: qual o tratamento?

O joanete é uma das patologias mais frequentes na ortopedia.

Também conhecido por Hallux Valgus, o nome científico, vulgarmente conhecido por joanete, é realmente uma das patologias mais frequente dos doentes que nos procuram. É muito frequente nas mulheres.

Portanto, cerca de 80% a 90% dos doentes com joanetes são mulheres.

Mais raro nos homens.

Também é frequente na população mais ocidental.

Há várias causas.

Temos as causas estruturais do pé, as causas biomecânicas. Temos causas de fatores hereditários.

Temos causas que podem agravar o aparecimento como o calçado inadequado.

A parte biomecânica é a maneira como nós caminhamos, a maneira como o pé é abordado ao solo e é interessante fazer uma abordagem e um estudo com uma avaliação computorizada para ver então como é que esse pé aborda o chão. É um sintoma de uma dor muito localizada da zona onde ele surge, que é na zona daquela articulação.

Pode dar muitas vezes edema (inchaço).

Pode muitas vezes ficar avermelhado por causa do roço constante na zona do sapato que pode levar às vezes a uma úlcera, a uma ferida.

O calçado, principalmente o mais estreito, o salto é importante diminuir e andar com um sapato que seja mais confortável e sobretudo que também seja largo na zona da parte mais larga do pé.

O diagnóstico é clínico.

Numa observação clínica vê-se perfeitamente ali um joanete e existem exames complementares de diagnóstico, como o raio X, que são importantes depois para definir o tipo de tratamento cirúrgico que vamos fazer, quando precisamos de fazer o tratamento cirúrgico.

Numa fase inicial, nós fazemos sempre um tratamento conservador, com uma avaliação primária onde vamos ver o tipo de pé, onde vamos avaliar todas as alterações biomecânicas, onde vamos ver quais são, se existe compensações, onde vamos avaliar então toda a marcha, todo o ciclo de marcha e compensar e ver o que é que levou ao aparecimento do joanete.

Isso faz-se com o tratamento ortopodológico, com a utilização de suportes plantares personalizados de acordo com o doente, de acordo com a alteração e de acordo com os seus sapatos, que é muito importante.

E esse tratamento conservador só tem dois objetivos, que é eliminar dores, por isso é paliativo, e evitar o desenvolvimento da doença, da patologia.

A cura é só cirúrgica.

A indicação cirúrgica terá... Para isso é necessário ter dor, ter deformidade e, obviamente, também ter motivação para se tratar, que isso é importante.

Há o chamado grupo de cirurgia mini-invasiva que é feita por pequenos orifícios, que é vulgarmente conhecida por laser mas não tem nada a ver com laser, e temos a cirurgia aberta mesmo, ou clássica, que essa, com uma pequena incisão, em que nós colocamos alguns dispositivos que ficam no doente.

Não é preciso tirar os pequenos parafusos, mas que nos garantem que fica corretamente alinhado o joanete e que não recidive.

A recuperação em 90% dos casos não necessita de fisioterapia. É ensinada ao doente quer por mim, quer pela podologia, com os cuidados que vai ter no pós-operatório e vai usar um sapato de Baruk no pós-operatório.

E a seguir vai ter a parte dos pensos, vai fazer um penso por semana, cerca disso.

Retira os pontos cerca dos 15 dias.

E tem que usar aquele sapato cerca de um mês.

Agora volto a dizer.

Eu tenho doentes que ao fim de 15 dias já estão a trabalhar. É uma variabilidade consoante a técnica que foi usada naquele caso e consoante o paciente.