PALPITAÇÕES: O QUE FAÇO AGORA?
Olá!
Hoje iremos falar sobre palpitações, que constituem a percepção anormal dos batimentos cardíacos.
São sintomas e como todo sintoma, serve de pista para o diagnóstico da causa.
Frequentemente leva a preocupação pois muitos associam esses sintomas a um iminente ataque cardíaco.
As palpitações podem ser percebidas como aceleração instantânea ou pausa, como aceleração contínua dos batimentos ou como descompasso no ritmo do coração.
A maneira como são percebidas as palpitações e sua duração são peças importantes na busca da causa.
Se a aceleração ocorre durante o esforço é absolutamente esperada e quase sempre normal, exceto nos casos de taquicardias ventriculares ou atriais desencadeadas no esforço.
Pode ocorrer em pessoas com infecções, quando tem febre, ou como consequência de Hipertireoidismo.
Se ocorre no repouso, pode ser devido a liberação de adrenalina de um aborrecimento, discussão ou raiva ou devido a arritmias cardíacas.
E aí é um ponto que devemos sempre pesquisar e definirmos qual tipo específico de arritmia.
Se a palpitação é tipo falha ou instantânea provavelmente é devida a presença de extra-sístoles.
Se tem início e término súbitos, com aceleração contínua durando de minutos a horas, possivelmente é devido a algum tipo de taquicardia supraventricular.
Se ocorre um descompasso no ritmo do batimento cardíaco, possivelmente a causa é fibrilação atrial.
Dissecar o que o paciente descreve sobre palpitações é o primeiro passo para o diagnóstico mas evidentemente o médico precisará realizar a ausculta cardíaca, o eletrocardiograma, exame mais importante nesse caso e outros exames complementares que julgar necessário para conclusão do diagnóstico .
Sou Eustáquio Ferreira Neto, médico cardiologista e arritmologista, falo para o cardio DF.
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