Por que o Erico Rocha gostaria de pagar CrossFit para todo mundo? | Kamon Cast #027
Eu não conseguia ir. Inclusive, você sabe qual é melhor agora indiscutivelmente, a melhor atividade física que existe?
A melhor, é indiscutível!
No episódio de hoje do Podcast da Kamon, eu convidei um dos empreendedores que eu mais admiro, tanto pela quantidade de gente que ele impacta, quanto pelos resultados que ele gera para os seus milhares de alunos.
Eu chamei ele aqui para dividir com vocês a mentalidade que ele desenvolveu para continuar trabalhando, crescendo o seu negócio, sem precisar sacrificar a sua saúde, muito pelo contrário, melhorando ela.
E, mesmo que você não seja empreendedor ou empreendedora, tudo que ele vai falar aqui, ainda sim pode servir para você, pra sua saúde e pra sua profissão, qualquer que ela seja.
A gente vai bater um papo sobre a jornada de como ele começou a atividade física, os obstáculos que ele encontrou e o que ele fez para superá-los!
Por isso, eu não perderia esse episódio por nada, e mesmo que você não consiga ouvir ele todo de uma só vez agora, eu recomendo fortemente que você pelo menos comece agora, e aí depois você termina, quando você puder.
E se você estiver do lado de algum amigo ou parente, convida ele ou ela pra ouvir junto com você também.
Isso é uma forma de demonstrar que você se importa com a saúde e qualidade de vida dele ou dela também!
Mas, antes da gente começar, eu gostaria de fazer um pedido: foque no que eu e no que nosso convidado de honra a gente vai falar, e não nos barulhos de fundo.
Você vai conseguir ouvir bem a gente, mas ao longo do episódio você vai notar alguns barulhos de máquinas e marteladas no fundo.
Como a agenda do nosso convidado é muito disputada e ele já tinha outros compromissos naquele dia, se a gente parasse a gravação no meio para tentar resolver esse problema, a gente ia perder um tempo muito precioso dessa entrevista!
Além disso, tentar fazer esse episódio em um outro dia também não era uma opção, por conta das nossas agendas, então, por isso, a gente optou por seguir a gravação assim mesmo, porque a gente acredita que a mensagem que a gente quer passar é muito mais forte que uma martelada.
Então foca na mensagem e esquece os ruídos porque agora, eu quero apresentar pra você, o nosso convidado de honra: Erico Rocha!
3, 2, 1, GO! Bem vindo ao Kamon Cast.
Você está aqui porque você quer transformar seu corpo e a sua mente para ter uma vida mais saudável e de superação de limites.
E no episódio de hoje, eu estou com um convidado aqui, que é referência, a maior referência em Marketing Digital no Brasil.
Especificamente, no lançamento de produtos digitais.
E, para você entender porquê ele é essa referência toda no Brasil, basta seguir ele no Instagram: @rochaerico, e no YouTube, que você vai ver a tonelada de conteúdo de altíssimo valor, que ele gera e distribui gratuitamente, todos os dias.
Erico, eu já acompanho você há algum tempo.
Eu vejo, além dos conteúdos de altíssimo valor que você gera, frequentemente, no seu Instagram, você posta que:
"Nenhum sucesso no empreendedorismo justifica o fracasso na saúde."
Então, queria entender que, no empreendedorismo o seu sucesso já é bastante evidente, eu queria que você dissesse aí: como é que você avalia o seu sucesso na saúde?
Hum... como é que eu avalio o meu sucesso na saúde.
Agora eu estou caminhando para uma excelência maior, um grau maior.
Porque, por muito tempo, eu negligenciei a minha saúde. Como assim?
Foi até um lançamento que aconteceu, meu primeiro 8 em 7, quem é da área de lançamento sabe o que é um 8 em 7, são 10 milhões de faturamento em 7 dias.
Eu lembro de sair o meu primeiro 8 em 7, eu ficar super feliz e cair doente no outro dia.
Eu, basicamente fiquei muito doente no outro dia.
E, era muito coisa para orquestrar, muita coisa acontecendo junto, pressão psicológica, muita coisa acontecendo, pressão até física, também.
Como assim física? Durmo menos.
Enfim, várias coisas acontecendo, principalmente dormir menos.
E eu fiquei muito doente. Doente no sentido: peguei uma gripe, bem ruim mesmo. Cheguei até a ir para o hospital. Hospital não, para um médico, tomar soro. Então assim, eu fiquei doente de tomar soro.
E eu falei assim: uau, estou doente aqui,
[inclusive, é a massa que está rolando uma reforma aqui. Estamos no setor de oficinas aqui em Brasília.]
[Quem está ouvindo só precisa saber que está tudo bem.]
Mas, enfim, e aí eu fiquei doente, e eu falei assim: nossa que loucura, né?!
Para que tudo isso se eu vou ficar doente?
E eu achava, e eu ao mesmo tempo eu falei assim: como é que uma
Como é que eu tenho as duas coisas?
Porque no final das coisas, quando se fica doente, mesmo tendo tido sucesso no empreendedorismo, me fez refletir. E aí eu estava, sei lá, acima do peso, com um barrigão, e eu pensava: se eu continuar assim no empreendedorismo vai dar tudo certo, mas na minha saúde não vai dar.
E de repente, essa doença que eu estou sentindo agora é só um sinal. É o meu corpo gritando e falando assim: Erico, te cuida cara.
E eu não queria desacelerar o meu empreendedorismo.
Peraí! Se eu não quero desacelerar o meu empreendedorismo, e também não quero ficar doente, necessariamente, o que eu tenho que fazer?
Eu tenho que mexer nas outras variáveis, eu tenho que me preparar mais fisicamente.
Foi aí que, esse foi o dia do chega, em que eu falei: agora eu vou me cuidar.
E, basicamente, eu acho que tem três pilares para você se preparar fisicamente.
Os três principais, que é:
Comer bem.
Exercitar.
E dormir.
E eu falei: eu não sei exatamente o que eu vou fazer, mas eu quero fazer essas três coisas muito bem.
Dormir não era muito o problema, porque eu dormia.
Claro que na época de lançamento, naturalmente eu dormia menos.
Porque é muita coisa em jogo.
Então, assim, eu não achava que eu não iria ficar tão melhor em dormir.
Então, mas definitivamente em exercício eu era sedentário.
E ... em nutrição também.
E aí eu falei assim: vou escolher um deles primeiro.
E o primeiro que eu escolhi foi o exercício.
E aí foi essa jornada para cuidar do exercício.
Então assim: "Nenhum sucesso no empreendedorismo justifica um fracasso na saúde", pois se você não tiver saúde você não aproveita nada.
Para quê?
Entendi. Aí você escolheu o exercício, e aí, que tipo de exercício você foi buscar como é que foi essa jornada? É engraçado que eu lembro do dia do chega... eu comecei comecei light, mesmo, comecei caminhando, comecei a caminhar.
Aí eu comecei a caminhar. Caminhava 30, 40, 50 minutos Às vezes é até um pouco mais, então, o primeiro exercício que fiz foi caminhar
Mas caminhar só leva até certo ponte, né? Porque o meu corpo se acostumou muito rápido à caminhada.
E eu sabia que eu precisava de uma coisa mais mais intensa, mais focada, que melhorasse o meu fitness.
Foi aí que eu explorei várias coisas. E foi o momento de explorar, fui na academia e entediei muito na academia. Tem umas coisas que me deixam muito entediado.
Academia me deixa entediado.
Entendeu? Sei lá.
Aí falei que eu tinha que usar muito da minha força de vontade, depois eu testei um pouco de natação.
Também me entediei, não sou um cara para nadar.
Caminho, está tudo bem, mas nadar não. Acho que é ir e voltar no mesmo lugar, e isso mexe com a minha cabeça.
E foi aí que eu comecei, na época, mudei para o Brasil.
Aí o meu irmão, eu tenho um irmão mais fit, e um irmão menos fit.
E aí, foi aí que o Hugo virou para mim e falou assim: cara você não quer fazer CrossFit?
Aí eu virei para ele e falei assim: não, não cara. Eu não quero fazer porque eu quero exatamente saúde, e o CrossFit machuca.
E eu falei assim : não.... E ele falou assim: cara, eu faço há três anos e não me machuquei.
E aí, eu falei, mas que legal E aí eu comecei e logo postei nas minhas redes sociais, redes sociais não, redes de Whatsapp, e grupos mais internos. Estou fazendo Crossfit.
E, era impressionante quando as pessoas me falavam: Érico, isso machuca, isso machuca. Toma cuidado.
Os preparadores físicos, pessoas que eu achava que era da área, falando que machucava.
Educador Físico, e e eu falei: Hugo, realmente machuca, dá uma olhada nisso.
Aí ele falou assim: Erico, essas pessoas não fazem, ou não fazem com um box certo.
Vai lá na Kamon que vai dar certo.
O pessoal é bem preocupado lá.
E foi aí que eu comecei a ir, e comecei a ver que o machuca mesmo é o futebol.
Futebol, pelada, basquete.
Descobri que machucava bem mais que o Cross, pelo o Cross que eu pratico aqui. É, existem pesquisas, estudos científicos que mostram a incidência de lesão dentro do CrossFit, comparando com outros esportes, e esses estudos mostram que a incidência de lesão do CrossFit é comparável e até menor do que vários esportes que as pessoas praticam, o futebol, corrida, basquete...
A última vez que eu chequei era menor que dança, menor que basquete, menor que futebol, menor que vôlei.
Menor que, esses que eu lembro.
Bem menor. Corrida, estudos mostram que tem uma incidência menor.
Não parece, né? Porque você tem aqueles caras jogando aquele peso no chão, indo no chão. É interessante.
E você está há quanto tempo, já, fazendo CrossFit?
Eu estou há cerca de eu comecei em setembro... há três anos
Três anos?
Três anos fazendo CrossFit, e ainda não me machuquei.
Isso que eu ia perguntar, se você se machucou. Então você não se machucou?
Não me machuquei. Não me machuquei.
E quando eu chamo de me machucar é um é um machucado que eu não vou treinar porque eu estou machucado.
Claro que às vezes eu saio quebrado. Quebrado no sentido de esgotado, com os músculos magoados.
Mas a lesão vem quando: ah, não posso fazer porque estou lesionado. É, eu também pratico há 5 anos e até hoje nunca me lesionei, e às vezes até que eu estou um pouco machucado, mas ainda sim eu consigo treinar alguma parte do corpo.
Mas eu consigo ver gente que se machuca.
Sim. Porque assim, o cara vai que nem um maluco.
E eu consigo ver esse cara jogando futebol, e ele se machucar 3 mil vezes mais.
Que dá para se machucar até na Yoga.
Sim. Não existe nada seguro.
Até ficar sentado no sofá é perigoso.
O sedentarismo é risco de vida, aí, o desenvolvimento de doenças crônicas.
Beleza. E dentro do CrossFit, quando a gente, ontem, eu estava dando uma palestra sobre motivação, e a definição de motivação é o que influência você a escolher a prática de uma atividade, de uma ação.
De algum comportamento, a manter este comportamento, a você escolher, a você iniciar e a você manter o comportamento.
Então você escolheu o CrossFit porque você queria mudar de vida, né. Você iniciou o CrossFit.
E o que te faz manter dentro do CrossFit hoje?
Que eu sei que, muitas vezes as pessoas que estão em casa, que estão ouvindo, estão na dúvida, se o CrossFit é pra mim, se não é pra mim. Não sabe se decide ou se não decide.
Ou já estão fazendo CrossFit, mas não estão tão motivados assim.
Como é que você faz para se manter motivado aí nesses três anos que você está praticando?
Olha, eu posso falar como é que eu faço para não me manter.
Ou porque que os outros esportes não me mantinham.
Eu acredito muito que a força de vontade é uma coisa que a gente tem, que é finita.
Existem vários estudos que comprovam isso.
Acordo com um certo número, certa quantidade de força de vontade, e a medida que o tempo passa, o dia acaba e essa força de vontade vai acabando.
Tanto é que é mais fácil a gente chutar o pau da barraca em uma dieta a noite do que de manhã. É mais fácil. Não quer dizer que não dá para chutar.
E aí o que que acontece? Quando eu ia na academia, eu tinha que exercer a força de vontade nº 1, que era ir na academia.
E pisar lá! Quando eu estava lá, eu estava sozinho.
E é muito fácil dá um migué.
Então, subia na esteira, por exemplo. Vamos supor que eu tivesse que fazer 10 ou 20 minutos.
Em todo momento eu estava tentado a descer da esteira.
Porque ela só dependia... então minha força de vontade tinha que ser usada de novo.
Aí, tinha 3 sets no supino, por exemplo.
E aí eu tinha um peso. De novo, essa força de vontade.
Será que é 3, será que é 2, ah não estou tão bem assim.
Então eu usava minha força de vontade.
O que que eu saia da academia, mesmo que eu tivesse executado o treino como deveria ser executado, eu tinha gasto a força de vontade. E ela fazia falta lá na frente. Na dieta, no trabalho... em tudo. Então, para mim era um esforço mais que físico, era um esforço mental. E claro que tinha o dia que eu estava bem.
E eu acho que muito da coisa que o CrossFit me ajuda é: eu não preciso decidir nada.
Eu preciso fazer e executar uma decisão.
Quando tenho que treinar... a decisão de entrar por aquela porta.
Quando eu fiz aquilo, a minha força de vontade não é usada mais.
Inclusive eu não gosto nem de saber o que vocês vão dar.
Eu tenho certeza que vai ser completamente novo.
Eu sei que funciona, porque eu vejo a prova que funciona.
Então o CrossFit necessita de força de vontade, pois se não tiver força de vontade, naturalmente a gente vai estar sentado no sofá, é natural.
A gente vai estar evitando gastar energia. É isso que o nosso cérebro tenta fazer com a gente
Acredito que se não gastar energia a gente sobrevive melhor.
Mas eu preciso fazer uma decisão, eu costumo comparar o CrossFit igual uma montanha russa.
Já pensou se no meio da montanha russa você tivesse a opção de sair ou entrar?
A cada virada você ia ter essa decisão, iria se perguntar.
E na montanha russa não funciona assim.
Se você entrou em uma, entrou em uma, fechou, acabou, não tem mais força de vontade.
Então, o Cross para mim é isso.
Então essa é a razão nº 1: menos força de vontade.
Razão nº 2: você faz em grupo.
E para mim fica mais de fazer, e mais difícil de engabelar.
Então, o grupo que está fazendo.
Então, por muitas vezes você achar "eu não consigo fazer isso, eu não se isso é bom".
Aí você uma pessoa com menos condições físicas que você. Às vezes mais jovem, mais velhas, enfim, fazendo. O seu Paulo, ele é mais velho.
No caso quantos anos ele tem? 63 anos. Pô, seu Paulo fazendo é fantástico.
E eu não estou falando de me machucar não. Ele faz e faz bem feito.
E às vezes uma pessoa mais jovem, você acha que mais jovem no sentido de, não de idade, mais jovem no Cross, como há 2, 3 semanas.
Então, eu vejo aquilo acontecendo, e eu falo, uau.
Dá certo. Vamos lá. Vamos fazer.
Então aquilo me faz pensar que eu posso também.
O gatilho mental da comunidade ajuda aquilo ser mais... e eu sou uma pessoa que gosta de gente.
Então é muito bom eu não estar sozinho.
Legal. E, recentemente, sábado agora, foi seu aniversário, você fez 40 anos, foi a festa.
Foi a festa do seu aniversário, você fez 40 anos pela terceira vez.
Como é que você acha que está sua saúde hoje comparado aí com três anos atrás? É só mostrar uma foto do antes e depois. Vou até te passar se você quiser colocar na edição.
Eu quero.
Eu estou fisicamente muito melhor.
Dá uma olhada na foto e a minha vida naquela foto é mais ou menos aquilo.
Desde a universidade bebia muito, comia muito.
Eu nunca tive uma vida fit.
Inclusive algumas pessoas que pegam os meus vídeos mais antigos, eu estou o quê?
Eu venho publicando vídeos desde 2013, 2014. Conseguem ver isso na minha cara.
Minha cara era uma bolacha.
Redonda igual a lua. Então, eu estou melhor hoje.
E a minha intenção, e eu sei que isso não vai ficar melhor para sempre.
Claro que eu tenho um novo standard, mas eu estou cada vez melhor.
E além dessa transformação física que a gente pode ver, nessa foto do antes e depois, tem algum outro tipo de transformação que você tenha percebido também?
Eu acho que o Cross, assim como exercício, ele alivia a cabeça.
Também é um trabalho muito intelectual, sentido de muito criativo, trabalho muito com a cabeça.
Tanto na criação de campanhas de marketing, quando eu estou criando, às vezes quando eu estou filmando.
Como eu estou fazendo agora. Estou falando, pensando no que eu estou fazendo.
E às vezes quando eu estou sendo presidente da minha empresa, o CEO da minha empresa.
86 funcionários, bastante responsabilidade. Então é muito.
Eu acho que o Cross, ele ajuda. Por isso que eu gosto de treinar.
Eu só treino no meio-dia. Você deve ter visto um padrão.
Por quê?
Porque eu tenho a manhã.
E na manhã minha cabeça começa vazia, começa a encher, começa a tensionar.
E o Cross, através do exercício físico, alivia a minha cabeça.
Eu acho que durante o Cross eu não consigo pensar em nada, principalmente durante o WOD, que é o exercício final.
E aquele não pensar em nada estressa o corpo.
Eu acho que essa é a palavra mais certa, mas desestressa a cabeça.
E aí, à tarde, eu tenho outro ciclo criativo.
Coisa que eu não tenho quando eu não faço o exercício na hora do almoço.
Então eu descobri que para mim, o que mais funciona, é fazer essa descompressão mental, é na hora do almoço.
Inclusive quando eu não treino na hora do almoço é um dia muito difícil para mim.
Já chegou a hora de: eu sinto dor mental, eu sinto quando eu não treino.
Então, eu procuro vir treinar, mesmo que o treino não seja forte.
Entendi! E, além disso, você resolveu rencentemente pagar o CrossFit para os colaboradores da sua empresa, da ignição Digital.
Por que você resolveu fazer isso?
Por que pagar o CrossFit para várias pessoas?
E a gente paga para quantas? Mais ou menos?
Umas 20 e poucas pessoas.
Então a empresa paga mesmo?
Paga.
A grande sacada é: se ela gerou benefício mental que é ativo para mim, se eu gerar isso para mim e para meus colaboradores, eu ganho e eles ganham.
Então, eu acredito que potencialmente eles vão ficar menos doentes.
Pelo menos no longo prazo.
Doenças crônicas vão... Cria também, então, eles vão ficar tendencialmente mais criativos.
Tem uma unanimidade que o exercício físico ajuda essa parada.
Ajuda contra a depressão, ajuda contra a ansiedade.
A gente nunca sabe qual é o nosso colaborador que potencialmente está deprimido.
Mas a gente que se a gente for em uma sala de 10 pessoas, 1 pessoa pode estar sofrendo disso.
Então, quanto mais pessoas eu tenho exercitando, menos chances deles estarem deprimidos.
E aí tem a autoconfiança.
A gente que quando você está fit, você tem uma autoconfiança melhor, você está feliz.
Tende a estar, muitos de nós tende a estar. Nem todo mundo está com a barriga de tanquinho.
Mas o fato de você estar no shape, isso é bom para você.
Então, eu acho que tudo isso reflete na produtividade.
Mas é um investimento de longo prazo. Eu não acredito que com 3 meses ou 6 meses a depressão sai, a ansiosidade acaba, você fica fit, não, acho que não.
Mas se a gente vir eles fazendo daqui a 1, 2, 3 anos eu acho que vão estar muito mais felizes, menos depressivos, mais satisfeitos.
E de uma forma ou de outra eu acredito que isso aumenta a retenção da minha empresa.
O pessoal pensa, nossa, talvez ele se preocupa mais comigo, também. É um ganha-ganha.
Então, um funcionário que está com a gente por mais tempo é melhor, também.
Entendi. Tudo isso e na verdade minha dificuldade é conseguir pagar para todo mundo.
Eu estava falando isso com você né? A gente tem 86, na verdade 75 em Brasília, 11 remoto.
Dificuldade de pagar para todo mundo, como assim? Não, eu queria estar pagando para todo mundo.
Eu queria que todo mundo estivesse fazendo.
Legal. Então é um trabalho de envolvimento.
Você gostaria de estar investindo mais dinheiro nisso?
Total, eu gostaria que tivesse ao invés de 20%, cerca de 20% ou 30%, eu queria ter 70%. Eu queria que a pessoa entrasse, a pessoa que não fizesse CrossFit, por exemplo, entrasse na minha empresa e sentisse "uau, isso não faz, isso é uma coisa estranha".
E não o contrário do você faz.
Ah Erico, então por que não academia?
Porque eu sei que é fácil de engabelar academia.
Mesmo quem faz, eu acho que é fácil.
Não quer dizer que não existe aquele que ... Não tem o efeito montanha russa na academia.
Então, já que eu estou botando o meu dinheiro, eu vou botar... se você está botando o seu dinheiro, a herança dos seus filhos, ou não... Se eu estou botando o meu dinheiro, eu quero botar em uma coisa que eu acredito.
Não tem nada de errado com a academia. Eu acho que ela sustenta a sua razão de ser. Eu acho que é muito bom para várias pessoas.
Mas se eu estiver pagando eu quero colocar em uma coisa que eu acredito. Porque eu sei que a galera que faz CrossFit, elas vão fazer.
E principalmente porque a Kamon dá um super apoio nisso. É engraçado que mais mulheres fazem que homens.
Eu achava que iria ser o contrário. As mulheres mais fazem do que os homens.
Então, a gente tem, aqui tem uma
Um foco muito grande em técnica, um foco muito grande em longevidade. Não se machucar.
Inclusive, como um dono de box é horrível alguém se machucar né? Sim! Ele tende a querer sair. Sim, sim!
Então, nos últimos 3 anos para cá, assim, depois que você entrou no CrossFit, qual foi o crescimento que você viu, que você obteve na sua empresa?
Ah, minha empresa nos últimos 3 anos, ela dobrou algumas vezes. Dobrou uma vez.
Deve ter sido por volta de 200% a 250%.
Eu não estou com os números exatamente agora, mas é isso aí.
Então houve um crescimento significativo. A gente estava vindo, até um ano atrás, um período intenso de crise brasileira.
Claro que agora aparentemente está virando a parada, risco Brasil diminuindo.
Mas não estava muito bom o índice não, então estava todo mundo... Eu não sei, você sentiu essa parada aqui, não?
Eu não sei como é que... Mas assim, fora do Brasil fora do mundo digital, eu não sei, fora do meu mundo, estava difícil ter um negócio.
Virada econômica. Aparentemente o que estava acontecendo.
A crise macroeconômica, as pessoas reclamando na rua, e tudo mais...
O que me fez despertar para dar mais atenção para o meu negócio, e aí, por consequência disso eu não senti.
Não sei se foi por eu começar a dar mais atenção por todo mundo estar falando.
Você compensou. Mas assim, eu participo de um grupo de empresários aqui em Brasília, e tem uns caras que estavam achando que estava complicado.
Muitos deles falando. Gente no ramo de restaurante, por exemplo, complicado.
Complicado no sentido de comparativamente não era um período de vacas gordas.
Um período de vacas magras, enfim.
Então, assim, a gente cresceu em um período muito bom e continua crescendo bem.
Recentemente, você começou, também, a fazer Jiu-Jitsu?
Total.
Então eu queria fazer uma pergunta para você: CrossFit ou Jiu-Jitsu?
As duas coisas. Eu acredito que se eu fizer Jiu-Jitsu sem fazer CrossFit, eu estou aumentando a minha chance de me lesionar.
O que eu quero dizer com isso?
O CrossFit, hoje, eu diria que é a possibilidade de me lesionar, e nada é impossível, é muito pequena. É muito cuidadoso, é muito controlado, eu tenho controle de 100% de tudo que está acontecendo. É muito simétrico.
Se for pensar, é raro os exercícios que não são simétricos.
E mesmo os que não são simétricos, você faz dos dois lados.
Então, a capacidade de lesão em um esporte como esse é ruim.
No Jiu-Jitsu não, eu não tenho controle do cara que eu estou rolando.
Então, eu sei. Amo, estou gostando para caramba, ainda é um período muito de lua de mel. Estou no meu primeiro ano, nem isso. 9 meses, 10. Janeiro até agora.
10, 11 meses. Mas eu não consigo me ver fazendo Jiu-Jitsu sem fazer o Cross.
Porque eu acho que o Cross... Cross é uma parada assim: até um ano atrás eu achava que fazia Cross, e o Cross me dava superpoderes.
Não que é superpoderes, mas comparado com o Erico gordo, o Erico magro, o Erico fit tem muito mais superpoderes com o Cross. Muito mais coração.
Mais mobilidade.
Mais fitness, mesmo. O que quer que seja isso. Não só mais tamanho.
Eu não ligo muito para o tamanho. Não é minha parada. Eu ligo mais para o funcional.
Só que eu nunca usava os superpoderes. Então quando eu entrei no Jiu, eu já tinha muito cardio comparado com o faixa branca. É claro que é diferente, então, eu acredito que eu vou ter menos lesão.
Agora, vai acontecer a lesão no Jiu? Vai, vai acontecer uma hora ou outra. É da natureza da luta.
Mas eu vou procurar a lesão? Não. Eu estou fazendo aquilo que você fez quando estava em crise, você deu mais atenção, aos seus clientes, eu estou dando mais atenção ao meu corpo.
Então, hoje, por exemplo, eu vou treinar Jiu e treinei o Cross, e tem todo um processo para que... levar os dois.
E você parece que, teve boatos que você vai ter uma luta, aí, com os amigos seus no Jiu-Jitsu.
De alguma forma você acha que o CrossFit está te dando algum tipo de vantagem, ou confiança?
Negócio de luta a gente só ver quando chegar lá.
Mas eu definitivamente eu vou explorar o que eu acho que eu tenho de melhor, que é cardio.
Então, eu quero cansar o meu oponente. Porque eu acho que uma pessoa que viveu 3 anos fazendo WOD sabendo que elevando o seu cardio a 100%, às vezes 110%,
Eu acho que, também, tem uma parada muito massa que o CrossFit me ensinou, que é recuperar. Às vezes eu até chego em um período de exaustão, mas o tempo que eu levo entre a exaustão pura, e voltar ao normal é menor.
Esse período de recuperação é menor.
Por quê? É isso que a gente está treinando, às vezes, várias vezes.
Então é nisso que eu estou apostando. Além da minha técnica, é no meu cardio.
Agora será que isso vai ajudar? A luta é complicada, a gente só vai saber na hora.
Eu estou achando que isso vai vai me ajudar sim. Pelo menos é a minha estratégia.
Show de bola. Cansar ele.
E para quem ainda não optou por começar uma atividade física, seja ela Jiu-Jitsu, CrossFit, academia, qual for...
Você tem algum recado para impulsionar aquela pessoa, dar aquela motivação para iniciar?
Eu não sei se ela não iniciou e o porquê ela não iniciou.
Eu deixei de iniciar porque nunca foi minha prioridade.
Eu vivia, não estava doente. Na verdade fiquei doente momentaneamente, mas enfim... a grande sacada é que você vai tirando dessa conta, tirando desse banco.
Que é o banco da saúde. E demora para ficar fit.
Eu demorei. Inclusive essas paradas que a maioria de vocês fazem eu demorei
1, 2 anos. 2 e meio para fazer.
Porque foram 30 e x anos, 30 e tantos anos, de... trabalhando do lado contrário, trabalhando...
Então eu acho que hoje em dia eu sou viciado. Viciado no sentido bom da palavra.
Se eu não faço, eu sinto falta. De verdade.
Então, a dica que eu dou para essas pessoas é: para quê?
Tem umas paradas que não justificam, para que você vai ter sucesso no empreendedorismo se você não vai ter saúde, vai ajustar. Para colher os frutos.
E a cada ano que passa, eu acredito que tem sempre um cara que vive a vida mais insalubre do mundo e vai viver até os 95 anos.
Fuma, come só porcaria, toma droga e vive até os 95 anos. Tem sempre um cara. Eu acredito que:
A vida é uma rifa.
E às vezes você pode fazer o mais... e aí quando você for sorteado, você morre. Vamos supor.
Você é sorteado. E dá para você ser sorteado com um bilhete só?
Em uma rifa dá.
Você pode ser aquele cara mais certinho do mundo, comer certinho, tudo acontecer certinho e você infartar.
Eu tenho certeza que já ouvi uma "nossa, ele fazia exercício, ele fazia tudo, não aguentou, infartou". É um bilhete que ele pegou e foi sorteado. Só que, a cada ano... que você não está fazendo o seu trabalho, a cada ano que você não come bem, não exercita bem, não dorme bem, por exemplo, ou que não faz o que... você está comprando um bilhete a mais.
Então, se eu estou com só x bilhetes nessa rifa, tem gente com 200, 300, 400 bilhetes.
Se a cada mês, vamos pensar assim, se a cada mês que você não cuida da sua saúde, é um bilhete a mais.
E aí com um bilhete a mais, o que acontece? A probabilidade de você ser sorteado é maior.
E o pior que o sorteio nem sempre é uma morte fulminante.
O sorteio, às vezes, é um alzheimer. O sorteio, às vezes, é um diabetes. O sorteio, às vezes, é uma parada cardíaca.
Hipertensão. Tem vários sorteios que são piores até que o alzheimer.
Cara, pense em câncer.
Se tem uma coisa que todos os especialistas, é indiscutível, diminui a sua probabilidade de ter câncer, É exercício físico. Tem outras coisas que são discutíveis, mas no meio científico, tem uma coisa que é indiscutível.
Não se discute de tanto prova que já tem aqui.
Quanto mais exercício você fizer, se você é uma pessoa ativa, você vai ter menor probabilidade.
Quer dizer que uma pessoa que é super ativa não tem câncer? Não.
Não quer dizer. Quer dizer que estatisticamente um tem mais bilhetes nessa rifa.
E eu costumo dizer que a minha vida é uma rifa, mesmo.
Então, quer dizer que vai dar tudo certo na minha vida? Não, às vezes eu sou sorteado.
Mas está fora do meu controle.
O que está no meu controle é: eu vou fazer o que eu posso fazer para não ser sorteado.
Show de bola, então eu acho que... Antes da hora.
Uma hora ou outra cada um recebe o seu bilhete.
Uma grande conclusão aí para a gente encerrar o nosso podcast se você quer diminuir a sua chance de ser sorteado por uma doença crônica, alguma coisa fatal, vem, inicia a atividade da sua preferência, seja ela qual for, não importa, natação, corrida CrossFit, Jiu-Jitsu.
Eu acho que esse é o recado.
Eu vou até mais longe.
Iniciar não é difícil. Quantas vezes você já não foi na SmartFit, pagou e não entrou?
Eu, no meu caso não. Mas talvez algum um ouvinte, sim.
Eu já né... Mas dito tudo isso, inicia uma coisa que se você vai ser capaz de manter por três anos.
Porque eu iniciei a academia, nada de errado com a SmartFit. Inclusive, uma academia boa para caramba.
Proposta de valor incrível, mas eu não conseguia ir.
Preço acessível.
Não é... preço acessível, mas eu não conseguia ir.
Inclusive, você sabe qual é a melhor agora indiscutivelmente a melhor atividade física que existe?
A melhor, é indiscutível. Qual?
A que você faz.
Então, cara, não adianta nada você ir para um lugar e não fazer.
Então, o CrossFit foi para mim, porque é o que eu faço. A academia não era a minha parada.
Por "n" motivos,
Então, pense em uma coisa que você conseguir fazer por três, cinco, quiçá... dez anos. Então, inicia uma coisa que você vai manter.
Show de Bola. Obrigadão, Erico. A gente fica por aqui com mais um Podcast da Kamon.
Kamon Cast!
