Quando o aparelho auditivo não é mais suficiente
Olá, sejam muito bem-vindos a mais uma Live da Cochlear Brasil.
Eu sou Laís dos Santos, faço parte da equipe de Concierge da Cochlear e estamos aqui hoje, né e esperamos que vocês estejam aí, bem, saudáveis e protegidos.
Como vocês já sabem, os temas das nossas Lives são dúvidas que nós recebemos dos nossos usuários, através das nossas redes sociais, pra esclarecimento delas não é novidade pra vocês, e sempre contamos com a presença de profissionais que trazem aqui pra gente os seus conhecimentos e compartilham com a gente as suas experiências, né? E pra Live de hoje não vai ser diferente, nós contaremos aqui com a presença da fonoaudióloga Beatriz
Novaes, mas também com uma novidade. Inauguramos outro dia a nossa Live com a presença de mães de usuários que vão contar pra gente, em depoimentos, as suas experiências. E pra Live de hoje, como tema nós temos:
“ Como e quando o aparelho auditivo não é mais suficiente”.
Então se você tem dúvida a respeito desse assunto, você já pode enviar pra gente o seu comentário, a sua dúvida, que pra nós será uma satisfação poder esclarecer pra você. É...gostaria de lembrar a vocês duas coisas: a primeira delas é que o Facebook não nos permite a ativação da legenda pra vo... pra todos vocês. É possível que você faça a ativação, desde que você esteja nos assistindo através de um dispositivo Android ou esteja nos assistindo através de um computador.
Pra isso, você precisa acessar as configurações do Facebook, seguido de “vídeo” seguido de “sempre ativar a legenda”. Se você perdeu um passo, não se preocupe.
Colocaremos aí pra você nos comentários do Facebook.
E se você não está usando nenhum destes dispositivos que eu comentei não se preocupe, nós entendemos que é necessário, é importante e pra isso estamos gravando essa Live e vamos disponibilizar pra vocês assim como fizemos nas anteriores assim que possível com a legenda, pra que vocês possam assistir mais uma vez mas com um melhor entendimento. O segundo recado de hoje pra que a gente possa abordar o nosso tema é você pode entrar em contato com a Cochlear Brasil.
Estamos disponíveis e atentos aos inbox das nossas redes sociais e você pode acessar Cochlear Brasil, pelo Facebook, pelo Instagram você também pode nos encontrar no site da Cochlear que é o Cochlear.com também pelo nosso blog que é o “escutar agora e sempre” e também pelo botão de WhatsApp que nós disponibilizamos aí pra você nessa plataforma onde você enviando a mensagem por esse botão, vai falar diretamente com uma Concierge.
Então, podem mandar suas perguntas, estaremos respondendo pra vocês durante procurando responder durante a transmissão. Se não for possível, enviaremos a resposta assim que possível, ok? Então, vamos para o que nos trouxe aqui hoje, quero apresentar pra vocês a professora Beatriz Novaes ela que é Fonoaudióloga da Clínica ECO, é também professora titular da PUC de São Paulo e é Superintendente da Derdic. Também estará com a gente é... como prometido, a mãe de uma usuária a Karmen Schneider, ela que é a mãe da Mariana Schneider e vai contar pra gente os caminhos e os sinais, de como a sua filha, hoje usuária de implante coclear bimodal passou de aparelho auditivo para o implante coclear. Muito obrigada Beatriz, muito obrigada Karen por terem aceitado o nosso convite. Sejam muito bem-vindas à nossa Live.
Quero agradecer o convite da Cochlear, eu acho que é sempre importante acho que assim, dar acesso a usuário, a famílias, a... ao público em geral é muito importante, porque esclarece questões que às vezes ficam no “não dito”, né? Então, eu acho que, assim, já estou há 40 anos na área, então pra mim é um prazer estar aqui é uma oportunidade de estar na presença da Karen, que é a mãe de uma criança que eu acompanho desde os três meses e que passou por vários momentos de decisão e acho que foi uma ideia muito boa de vocês.
Ah obrigada. Karen?
Ah, sim. Eu acredito que a Ka... a internet da Karen te... da Karen tenha caído, então nós vamos prosseguir com a doutora e ao final, né, assim que a
Karen voltar, a gente é... recebe ela e eu peço pra que ela se apresente pra vocês. É... pra nós, é uma satisfação Bia poder contar aí com a sua experiência, né?
Então, nós é que te agradecemos, a satisfação é toda nossa.
E pra começarmos, então, nós duas é... você pode nos explicar quais são os sinais e o que se pode né, fazer quando o aparelho auditivo é... pareceu não ser mais suficiente?
Eu acho que a pergunta parece fácil, mas é uma pergunta difícil porque a gente tem o que eu vou chamar de “pontos de partida”, né que são pontos de partida que são, vamos chamar de indicadores aonde a gente começa a pensar que a criança estaria melhor assistida com um aparelho ou um implante do que com aparelho acústico. O primeiro indicador bem objetivo, muito fácil de falar dele, é na questão da audibilidade dos sons de fala, né?
Então, eu já tô na área há 40 anos, então no começo o implante era uma novidade era uma cirurgia mais complexa, ninguém conhecia, era um, um dispositivo implantável que também dava limitações, as pessoas ficavam muito assustadas os benefícios eram reduzidos. Hoje, 40 anos depois, virou uma rotina, né e a audibilidade é um ponto de partida. Qual é a diferença da audibilidade?
As crianças com perda de audição, nem todas têm a mesma etiologia assim, a mesma razão que elas tiveram a perda. Então, eu tenho criança que nasceu com a perda porque tem um componente genético tem prematuros extremos, tem outros ototóxicos, remédio com o antibiótico que é por causa da perda.
Cada um desses fatores, muda a maneira como ua criança processo o som.
Então, o ponto de partida é quão bem ela escuta de aparelho de amplificação mas um ponto de chegada pra a decisão vai ter que levar em conta todos esses fatores e a clareza que a família quer. Falando da audibilidade que é o mais fácil, né?
Logo no começo, por ser um procedimento invasivo, é assim, se a criança não escuta ou escuta muito mal de aparelho, então vale a pena fazer o implante coclear.
Com o tempo, isso foi mudando e lá trás, quando a gente fazia a terapia pra criança de perda severa, profunda, que queria fazer, uma oportunidade de aprender a ouvir, a falar o que acontecia, essas crianças faziam terapia três, quatro, cinco vezes por semana porque elas iam aprender a falar, sem ouvir tudo. Elas ouviam parcialmente a fala e ouviam mais de perto, então tinha é... técnicas de leitura labial, parte cinestésica, pra ela poder aprender a falar. Com o tempo, isso foi mudando, né?
Então, assim, hoje, a criança que não tem outros comprometimentos e que tem uma audibilidade boa com aparelho de amplificação, na qualidade que ele tem ela vai muito bem, obrigado. Quando chega num ponto de audibilidade aonde ela perde muitos componentes dos sons de fala o esforço pra ouvir vai ficando cada vez maior.
Quanto maior o esforço, pior pra a criança na escola, pior pra criança na compreensão de situações de grupo, e aí uma coisa não compensa a outra.
Então do ponto de vista audiológico, de inteligibilidade, é muito objetiva.
Assim, a partir do momento que eu não tenho uma boa audibilidade para o sons de fala eu começo a pensar que talvez o dispositivo seja outro, né?
A gente tem feito uma, uma, uma brincadeira assim, não é só para ouvir. É para ouvir bem. Inclusive a gente tem visto muitas vezes, a criança só não está ouvindo bem porque o aparelho tá mal regulado, né?
Um bom aparelho e que tá mal regulado. As fonoaudiólogas que me ouvem, a gente sabe que muitas vezes a pessoa o molde que não tá adequado, ou o aparelho que não tá exatamente na regra pra dar o melhor que ele pode.
Então, às vezes, não é a criança e nem a perda, é o aparelho.
Então esse é o cuidado que esse tipo de implante tem uma criança que não tá progredindo e chega, é ver se ela tá no melhor possível com o aparelho.
Por que? Porque é um procedimento invasivo. Essa geração vai viver até 100 anos.
Então, quando eu estou colocando um dispositivo implantável numa criança hoje de seis meses se ela viver até 100 anos, a gente nem tem uma história de 100 anos do implante pra contar, né?
Temos 40, já é bastante e a tecnologia evoluiu muito, é menos invasivo.
Mas é uma decisão, né, acho que a Karen vai poder relatar que a decisão de você ir para o implantável são todas as... os compromissos, uma coisa que é irreversível e que eu posso ir trocando a tecnologia externa, mas não é uma decisão fácil. Mas eu diria que a audibilidade é o mais objetivo que a gente tem, quando não é possível. Só mais um comentário, né, assim, mesmo o melhor aparelho e o melhor implante a criança que usa o dispositivo, perde de 30 a
40% daquilo que é dito oralmente pra ela. O que que isso significa?
Que ela vai ter que ter algumas adequações no espaço que era o que antigamente a gente fazia na terapia, apresentar vocabulário. Só que hoje, a gente mais adequa através de tecnologia assistiva de conexão por bluetooth, né, conexão sem fio.
Você adequa pra dar acesso àquilo que ela pede, né?
Então, se você normalmente lê um livrinho de história por dia se a criança usa dispositivos, tem que ler três, porque ela vai escutar menos no seu cotidiano.
Mas terapia diminuiu muito, a demanda, porque você não tá querendo fazer ouvir falar uma pessoa que não tenha audibilidade pra som de fala com aquele dispositivo.
Ai, ok, sim. Né, então assim, a história que depende do caso.
Tem muitos pais que temem que uma criança que tá indo muito bem se ela tá indo muito bem, é mais pela questão em qual nível de esforço estamos.
Como se mede esforço? Muito difícil, né, mas é o estresse, o quanto essa criança fica exausta, depois de um dia da escola. Então, às vezes, é uma criança inteligente, esforçada, comportada, ela vai bem. Se é um menino, mais disperso, etc, aquela audibilidade fronteira pode ser crucial pra ela começar a ter mais conforto na hora de ouvir, não ser um esforço tão grande.
E nesse sentido, a causa, né, a etiologia do deficiente da audição, faz muita diferença.
Dependendo da causa, a criança tem um processamento melhor, uma audibilidade melhor e aí é essa negociação que se faz com relação ao implante.
Ah, tá certo, obrigada Bia. É... você disse algo aí que a gente costuma ouvir bastante, né em relação à periodicidade é... da busca, da procura pela equipe médica.
Você falou, muito bem disse, é... não é só ouvir, mas é ouvir bem.
Pra ouvir bem, é necessário calibrar, ver como é que tá, né, tem todo um... é...um processo existem algumas coisas para serem avaliadas e isso tem que ser feito junto à equipe profissional.
Você teria uma dica pra os nossos é... para os nossos assistentes é... em relação à periodicidade? É possível dizer ou recomendar algo nesse sentido, pra calibragem, pra uma consulta com a fono? Boa pergunta, né?
Assim, com relação, eu só trabalho mais na reabilitação e na adaptação do aparelho acústico não faço mapeamento, mas é como se eu fizesse, porque eu trabalho com as crianças que estão implantadas, eu trabalho muito próximo do fonoaudiólogo que mapeia.
E isso é uma coisa que não é usual, né, porque assim, eu sou fonoaudióloga mas sou, tenho formação de audiologia, mais na audiologia, linguagem e audiologia.
Então, assim, na hora que você percebe que às vezes o que a criança não tá evoluindo na linguagem eu tenho um aspecto que é de audibilidade, o seu retorno pra fono que mapeia é fundamental. Porque se a criança tá indo muito bem, às vezes, fica assim, “nossa, tinha que ter mapeado e agora já faz, já tive desse mês, já faz uns três meses que a criança tá indo bem.” Mas faz muita diferença, a criança cresce, mudam as impedâncias, então às vezes uma diferença sutil, às vezes aparece na fala.
Então, assim, a gente tem feito acompanhamento, pra criança que vai muito bem ela não vem toda a semana, às vezes ela vem cada 15 dias, os pais estão presentes quando a criança é pequena, e os indícios de que pode ter alguma coisa que não tá no lugar estão na linguagem, na fala, na facilidade de ouvir as estratégias pra driblar as situações de compreensão que a criança usa, então acho que, assim, essa parceria da família com quem faz a reabilitação e com quem faz o mapeamento ou a programação do aparelho, ela é crucial. Se uma dessas pontas não tiver bem articulada, você não vai ter o ideal, de jeito nenhum é o principal, eu acho. Ah que bom, obrigada.
Eu acredito que seja a dúvida de muita gente, porque a gente escuta sempre é então sempre é muito importante, né, então ir atrás, nós temos o nosso blog o “escutar agora e sempre”, onde a gente também está compartilhando aí dicas é de usuários e de que tem experiência, né, com o uso das nossas Soluções.
Então, os pais também podem procurar por isso, também nas Lives anteriores que estão gravadas e disponíveis na opção “vídeos” do Facebook, também estão à disposição é pra que vocês possam aí, se você perdeu alguma, recorrer, né, a esses estudos que nós deixamos aí pra vocês, pra que vocês possam aprender um pouco mais.
Então, já tivemos aqui outras fonos, tivemos médicos.
Então, pode ser que a sua dúvida de hoje também já esteja respondida nas Lives anteriores.
Muito obrigada Karen, ou doutora Beatriz, desculpa.
Eu acredito que a Karen deve ter voltado. Karen, você já está aí?
Se você está aí, me escuta? Olá, boa tarde, tudo bem, e aí?
Olá, boa tarde, é pra quem nos assiste nesse momento, essa é a Karen Schneider.
Como eu disse, ela é mãe da Mariana Schneider, né?
Muito obrigada por ter aceitado aí o nosso convite e nós queremos aprender, né saber aí de você, a Mariana, que hoje é usuária de implante coclear bimodal. É...nós queremos entender um pouco como que foi, né, essa passagem essa jornada de aparelho auditivo pra implante coclear.
Então, se você puder compartilhar com a gente como foi o caminho, né, da opção da Mariana até chegar ao implante, nos contando como foram os sintomas é... os exames que vocês fizeram como foram as consultas, do... das pesquisas até a decisão.
Você pode compartilhar? Com certeza.
Em primeiro lugar, gostaria muito de agradecer o convite, é um prazer estar aqui conversando e aprendendo sempre com a Bia, que acompanha a Mari desde que praticamente nasceu.
Então eu vou contar um pouquinho da história dela, né?
Então, a Mari é uma menina, a Mariana é uma menina de 9 anos, né?
Nós somos uma família gaúcha, de Porto Alegre e tivemos a sorte de poder fazer o diagnóstico da surdez da Mari desde muito cedo, né?
A gente tem um grande otorrino acompanhando ela, que se chama doutor Otávio Piltcher e é um grande amigo, que nos abriu as portas, que nos permitiu que a gente chegasse até a Bia.
Então, a Mariana com dois meses, já estava usando aparelho auditivo, né? É muito difícil eu receber um diagnóstico de uma surdez neurossensorial progressiva. É uma coisa inesperada, é... mas a gente resolveu abraçar e erguer as mangas e lutar por ela, né?
Então, desde muito cedo, eu sempre pensei que a Mari ia, no que dependesse de mim ela ia ter acesso a tudo o que ela pudesse e que ela ia ouvir e a falar muito bem, aham.
Então a Mari, com dois meses, já tava usando aparelhinho auditivo e nos primeiros dois anos dela ela teve, ela se manteve estável na perda dela.
Então a gente visitava a Bia a cada 15 dias, que estava no primeiro ano e a Bia foi acompanhado o desenvolvimento dela. Ela falou, rolou, sentou, como na mesma época habitual de qualquer outra criança, né? Então os primeiros dois anos foram, quem sabe, os anos é... mais tranquilos, né? Entre os dois e os quatro anos de vida da Mari, ela passou, na orelha direita, a ter algumas perdas, né?
Então, cada vez que ela tinha uma perda, a gente ia até a Bia, regulava o aparelho seguia com novas estratégias e eu acredito muito, né, pra que tudo dê certo.
A Mari hoje é uma menina que é... eu sou suspeita, sou a mãe dela mais ela é maravilhosa, ela uma menina iluminada, ela é, né Bia, ela é.
Quem não não enxerga os aparelhinhos dela, não diz que ela é uma menina surda, né?
Então, tudo deu muito certo pra Mari, e eu acredito que o grande segredo de tudo isso além das características pessoais dela, essa menina é... muito especial curiosa, é inteligente, detalhista. Todas essas características, além disso, o que faz, fez a grande diferença na vida dela foi esse grande time que sempre teve por trás, né?
Então, assim, a Bia nos orientando, a gente sempre teve em Porto Alegre uma fonoterapeuta fazendo o acompanhamento dela, a Daniela Marques, que é fantástica.
Ela conversava com a Bia, elas trocavam idéias, a gente enfrentava os desafios que apareciam.
A Mari estuda numa escola desde que fez um aninho, desde um aninho.
A escola abraçou a causa dela, foi, não foram poucos desafios, né?
Aparecia dificuldade aqui, dificuldade ali, e a escola esteve sempre muito próximo da gente.
A Mari teve uma professora mais dedicada do que a outra, até hoje a gente enfrenta grandes desafios, né, e tudo dá certo. Então, assim, cada vez que a gente tinha alguma necessidade, a gente ia até a Bia recorria aos ajustes dos aparelhos, mas quando a Mari tinha lá uns quatro anos em uma dessas idas, a Bia me chamou e me disse:
“Karen, eu acho que agora tá ficando um pouquinho mais difícil pra Mari conseguir escutar só através do aparelho na orelha direita, né?
Então eu acho que agora já está na hora da gente pensar no implante coclear.”
Bom, a essas alturas eu já tinha estudado com certeza tudo o que estava ao meu alcance sobre o implante coclear, então a gente resolveu aí abraçar a causa a gente sabia que esse dia, quem sabe, chegaria, né e fomos adiante, né?
Como a gente tem uma família muito unida, fomos todos, pais, os avós, tios e avós te lembra Bia, era tio-avô, era prima, era todo mundo, era uma festa, né?
Então, a gente foi aí num grande grupo, até São Paulo, fazer a cirurgia com o doutor Orozimbo e foi aí também, tudo que parecia tão assustador, foi motivo de muita alegria pra gente, né? É... o implante então se tornou o nosso grande aliado.
A Mari com quinze dias de ativação do implante, ela já era capaz de escutar melhor do que, do que antes, né, então assim, conversar entre cômodos diferentes da casa, né?
Ela no quarto eu no outro, já não era mais possível e foi assim uma grande descoberta começar a perceber que a gente conversava com ela, falava com ela de um quarto pra outro e ela respondia, assistia a desenhos preferidos, também já tinha voltado a ser mais fácil.
Então, assim, a vida melhorou muito, muito, depois do implante coclear.
Então a gente, tudo que era muito assustador, passou a ser uma grande alegria.
E eu gosto muito de contar uma história da definição que a Mari, a própria Mari faz sobre o que que significam os aparelhos auditivos pra ela, né?
Quando ela tinha sete anos, ou seja, já com dois anos de implantada a gente perdeu o aparelho, algum implante coclear dela e... e... enfim entre a perda desse implante e a compra de um novo, se passou uma semana, né?
Durante essa semana, um dia eu cheguei em casa, ela tava assistindo um filme e eu pensei como deveria estar sendo pra ela escutar aquele filme só usando aparelho auditivo.
Perguntei pra ela: “Mari, tu tá conseguindo entender o que tá sendo dito no filme?”
E ela deu a maior risada pra mim e me disse: “Mãe, como tu acha que deve estar sendo?
Eu tenho duas orelhas, uma é a chefe, manda que é a do meu implante e ela não tá funcionando.
E agora, eu tô só com o meu aparelho auditivo.
Como tu acha que eu tô escutando? Eu não tô escutando nada” e dava risada.
Então, eu acho que a grande diferença na vida de um... de uma criança deficiente auditiva também é a maneira como ela é capaz de enfrentar esses desafios.
E eu tenho aí a maior sorte em ter uma filha que abraçou essa causa, aí da melhor maneira que poderia, né, então é uma alegria poder viver todos esses desafios sabendo que ela tem a condição de enfrentar também.
Ai, que bacana Karen, então ela mesma como usuário é... deixou aí respondeu pra você que existem grandes né, benefícios auditivos em relação ao implante coclear ela pôde sentir é, sentir essa diferença do antes e o depois e muito obrigada por compartilhar essa história com a gente. E chegou uma dúvida aqui que eu quero passar pra você, que diz: É... “como a sua filha entende o som vindo de um aparelho de um implante coclear? O som chega ao mesmo tempo, do aparelho e do implante? O som tem o mesmo volume, como é que é?”
Eu acho até que Bia pode falar melhor, com mais propriedade do que eu a esse respeito.
Mas é muito natural, né, a Bia pode explicar a questão técnica.
Mas na prática, eu posso dizer que funciona tudo naturalmente, muito tranquilo.
Tem uma, uma pesquisadora que fala sempre assim “quem ouve não são as orelhas, é o cérebro”, né?
Então, é o processamento com o cérebro, processa e pra quem usa o bimodal o cérebro processa as duas informações e proce... e entrega pro cérebro, que decodifica e dá sentido. A outra coisa que a Karin não falou e ao meu ver, assim, eu acho que a partir de uma certa idade a criança tem que ser forte e bem resolvida.
Mas até uma certa idade, quem tem que ser forte é a família, né?
Eu acho que a Mari tem a sorte de ter uma família que é forte.
Então, assim, se eu tenho um modelo aonde meus pais enfrentam então eu enfrento também, porque eles enfrentaram isso, passa né, passa na atitude não fala, não passa em você falar. E a outra coisa que é crucial, que é assim,
“nossa quando, meu filho, não, demorou um tempão pra poder adaptar pro implante”.
A criança que tem o uso consistente, se fosse fazer o datalogging da Mariana todos os minutos que ela estava acordada, ela estava de aparelho.
Então, hoje em dia, a gente sabe que eu posso ter o aparelho de melhor tecnologia do mundo na orelha se eu não usar todo tempo, não adianta. Isso vale pro implante também.
Os implantes mais modernos, hoje em dia, também têm o datalogging pra saber quanto tempo que a criança usou por dia. E o que a gente vê é que às vezes a criança tá falando lindamente, de repente a fala começa a mudar você vai ver ou pode ser que o processador esteja intermitente, se é uma criança pequena ela não vai dizer “ligou, desligou” ou tá acontecendo alguma coisa.
Mas no mapeamento você vai ver como que aquele implante tá funcionando.
Então eu acho, assim, que o bom funcionamento, a consistência todo o tempo que a criança tá acordada, vai com essa questão do cérebro.
Se o cérebro tem mensagens ambíguas, assim, às vezes tá junto, as vezes eu tô só com um às vezes eu tô só com outro, às vezes esse acabou a bateria então eu fico só com esse.
O cérebro e o ser humano, ele tem uma capacidade de adaptação enorme.
Então, se às vezes eu não tenho, eu vou focar na leitura labial, né?
Então se eu, de vez em quando eu tenho, como é que eu vou confiar numa coisa que tá intermitente?
Então acho que a consistência e a outra coisa também desta família querida é a marcação na qualidade e no funcionamento. A marcação no molde, a marcação na calibração e na verificação. Então, assim, se você tem uma marcação na tecnologia ele é ponto de partida, ele não é ponto de chegada, né? Então acho que é, faz toda a diferença nessa parceria. Eu diria, hoje em dia, há quarenta anos atrás, os aparelhos eram lineares, eles eram analógicos eles eram desse tamanho, com dois fios pra ouvir e as crianças aprendiam a falar. Mas a consistência era um fator mais importante do que a alta tecnologia, né? Então, eu acho que a gente tem, assim, uma, uma, um conjunto de coisas aí no caso da família da Mari que levaram ela a ser um sucesso mesmo, ela tem um processamento de criança que ouve ouve desde que nasceu, né? Então, teve dificuldade com o dispositivo, teve, mas o processamento tá lá a parte mais importante pra aquilo fazer sentido tá construída e assim ele garante esse bom desempenho, né, e sua visão, né, como pessoa, né como pessoa falante e surda.
Se você acompanhá-la no Instagram, é um prazer assim, ela se assumiu.
Mas eu acho que, assim, é porque a família foi forte.
Eu vejo muitas mães às vezes desesperadas, assim, “nossa, porque alguém fica olhando eu não sei, o que será que pensam, que às vezes alguém fica olhando e nossa vai achar esquisito, a outra criança pergunta ‘o que é?’ “
Nessas horas, até na, na primeira infância, quem tem que aguentar, falar
“ não é só o aparelho, vem ver e tal”. A atitude dos pais vai fazer toda a diferença pra criança ser forte em relação à sua deficiência de audição.
Gente, eu queria até aproveitar essa fala da Bia e queria fazer propaganda do, do, do Instagram da Mari que é o “amo aparelho auditivo” né, Bia? É maravilhoso! É muito bacana, porque ali ela mostra todas as experiências dela, na visão dela, sobre o implante.
Ela mostra toda a positividade com que ela enfrenta todos os desafios e as dificuldades que a surdez impõe, tá? E eu acho que ela é um aprendizado pra qualquer pessoa que tá passando por isso pra outras crianças e pros adultos também e pros que não são deficientes também, né porque ela é... ela é especial.
Ah, obrigada Karen e eu quero aproveitar e aí pegar um gancho com você e convidar, né, a todos os usuários da Cochlear, dos dispositivos da Cochlear que ainda não estão cadastrados no Cochlear Family. É uma comunidade para os nossos usuários onde os usuários contam as suas histórias mandam pra gente as suas mensagens, as suas experiências e assim como, né, a Karen contou que a Mariana tem feito, é tem incentivado, tem inspirado muitas pessoas e ensinado a gente também inclusive ouvintes, porque há coisas que aprendi com ela, é uma lição de vida. É...você também, usuário da Cochlear, você pode compartilhar a sua experiência.
Então o link vai estar aqui nos comentários dessa Live, então se você ainda não fez a sua inscrição acesse o nosso blog, faça a sua inscrição, que nós teremos muitas novidades esse ano pra você.
Mas enquanto as novidades não chegam, a gente tá aqui, super ansioso querendo conhecer também a sua história e poder compartilhar com outros usuários e famílias de usuários, também, né, muito obrigada.
E nós temos aqui outra pergunta para a mãe, né, é... e a, e a, e a Bia também pode ficar à vontade pra responder, e a pergunta é a seguinte, Karen:
“Qual foi a principal diferença ou benefício que você, como mãe, vê em ter implantado, né o que que levou isso pra a vida de vocês e pra vida da Mari?” É, como você vê, né, pelas atitudes dela, o que que faz realmente a diferença?
Que na verdade é a diferença, existe uma diferença, que é feita para os pais e existe uma outra diferença, no outro campo de visão, que é a do próprio usuário, né?
Então, você pode compartilhar? Com certeza.
Eu acho que, se eu for pensar como ela e se eu fosse responder como ela a resposta já até estaria dada quando ela diz que a orelha do implante coclear é a chefe manda, né?
Que ela tem duas, a chefe manda e a assistente. Então, a orelha do implante coclear é a orelha principal, onde ela melhor escuta escuta com mais clareza, escuta com uma maior distância e mais claro, né?
Então, assim, se ela tiver, enquanto ela usava só aparelhos auditivos e já com uma perda severa conversar em pontos diferentes não era possível é, muitas vezes, na própria mesa de jantar eu me lembro muito, a gente costuma em família, a Mari tem uma irmã então a gente sentava eu, o pai dela, ela e ela pra jantar as conversas muitas vezes não eram, ela não entendia tudo que a gente falava, ela precisava de ajuda. Quando ela fez o implante, tudo isso passou, né, inclusive ela costuma dizer que se ela precisar fazer o implante na outra orelha, ela tá pronta que a única coisa que ela não gosta, é de pensar em ter que fazer exame de sangue. O implante, não tem problema nenhum, o que ela não quer é fazer o exame de sangue. Então, ela mesma diz o quanto é melhor escutar através do implante é... de preferência ao aparelho auditivo, né?
Ah, obrigada e eu vou aproveitar mais uma vez a sua fala como um gancho pra convidar também, né, se tem é, mães, né, pais, cuidadores nos assistindo.
Nós da equipe de Concierge, temos uma Concierge que vai, que pode atender você em relação a esclarecimentos de dúvidas, né? Então se o seu filho teve, se você teve um diagnóstico, vai ser preciso passar por uma cirurgia existem dúvidas, quer conhecer outras histórias, quer esclarecer, entender mais sobre o uso do implante, nós também estamos à disposição através do nosso Facebook e do Instagram, também do site da Cochlear e do botão de WhatsApp onde você pode falar diretamente com uma Concierge.
Estamos à disposição, entendemos, conhecemos muito bem essa jornada, né?
Sabemos da importância e sabemos que tudo é muita, é uma novidade muito grande no início, né?
Então é, nada melhor do que podermos contar com as experiências de quem já passou de quem vive, de quem está no processo, porque aí a gente sabe que as coisas são mais fáceis.
Então muito obrigada pela sua contribuição, mais uma vez, Karen. É... porque nessa situação, né, então, nós estamos aqui também pra poder contar com vocês.
E se vocês ainda têm dúvidas a respeito do assunto, você quer é compartilhar envie pra nós, é... nós estaremos em contato, aí, com a doutora, com as mães, como a Karen pra poder auxiliar vocês também é... dentro do possível aí, no que for necessário, ok?
E para é...bom, em relação a um ponto de vista clínico, né, e um ponto de vista de pais vocês poderiam, Bia e Karen, deixar um recado pros nossos ouvintes?
Posso deixar um recado sim. Eu vou dar um exemplo, assim, é muito difícil quando você tem uma criança que é fronteira borderline, assim, se é um caso pra implantar ou se é um caso que tá indo muito bem. Muitas vezes, os pais só se dão conta na hora que você vai numa festinha da escola e ver que a outra criança de três anos, sabe o nome das irmãs da Cinderela. Se é o seu primeiro filho, você vê que a sua filha não sabe como é o nome das irmãs da Cinderela. E ela fala “sapatinho de vidro”e se alguém fala
“sapatinho de cristal”, ela não entendeu não ouviu ainda “cristal” .
Então a diferença é que a criança, se ela tá na fronteira, ela perde bastante coisa.
Se ela é esperta, ela vai indo, então é muito sutil a diferença.
Então do ponto de vista clínico, eu diria que, pra quem é terapeuta é ficar muito atenta que a audibilidade de perto, dentro de uma sala de terapia, é um mínimo das situações do cotidiano de uma criança. Ela passa muito mais tempo circulando.
Só que a gente vai falar do Covid, eu vou dizer uma coisa que foi um ganho.
Existem muitas crianças pequenas que decolaram nesse momento, em que ficaram em casa no silêncio, com os pais, né? Por que? Porque, se eu tenho uma rotina que a criança às vezes passa o dia no berçário ou passa a manhã na escola e depois dorme, o período de linguagem, né, um a um nesse um período do dia, que isso eu acho que a Maria teve de sobra essa parte de convívio no silêncio, diminui esses 40% pra menos, eu perco menos. Então, assim, é importante saber o nome das irmãs da Cinderela? Talvez não, mas se as crianças prestam atenção, pois sabem a irmã da Cinderela sabem que a estrela brilhante do céu é Vênus, será que ela teve oportunidade de ver ou de ouvir? Porque se ela não ouviu muito bem, não faz muita diferença ela saber aquilo então ela toca a vida e essas lacunas, só vão aparecer mais tarde. Então acho que, pro clínico, pro fonoaudiólogo, pensar se é o momento é ver o quanto é custoso e o quanto essa criança tá ficando pra trás com relação ao conhecimento de mundo e vocabulário. A articulação também é uma, assim, não adianta eu fazer um enorme trabalho articulatório se a maior parte das trocas articulatórias são de origem auditiva. Então pode estar faltando acesso, né?
Então, eu acho que uma, prestar atenção no desenvolvimento de linguagem quando o discurso aqui não envolve pra esses casos que são fronteira eu acho que tem que estar na mesma coisa que a Karen falou, importante.
O caso da Mari, eu acho que ela tem uma perda progressiva, eles fizeram um exame a gente sabia que podia progredir muito, então o implante esteve na mesa desde o começo, né?
Então, assim, isso também é importante, hoje em dia o preconceito com a cirurgia é cada vez menor, mas é uma cirurgia invasiva, você coloca uma coisa dentro e depois não vai tirar mais e aí você pode trocar um componente externo.
Mas é uma cirurgia, se pudermos fazer, melhor, mas às vezes esse, essa decisão ela é muito importante mas as vidências, não é só, não são só audiológicas.
Eu acho que tem questões de linguagem, com um bom terapeuta de linguagem eu acho que esse seria, hoje, o que eu chamaria da diferença de um profissional que que faz o chamado “reabilitação auditiva”, não é que a criança precisa de treinamento mas ter a sensibilidade de ver qual é o ponto que a criança tá ouvindo mas não ouvi bem e, portanto, vai perder coisas que ela poderia já saber eu acho que isso é uma coisa muito importante pro profissional que atende a criança com o dispositivo. Nossa, muitíssimo obrigada Bia, é... pela sua fala e realmente é, que bom que está gravado, pra que a gente possa poder compartilhar aí com mais pessoas, né, essa informação que realmente é preciosa.
E você Karen, como porta-voz, né, da Mari, é... qual seria o seu recado em nome dela pra quem está nos assistindo e o que ela acredita que deveria ser feito, né através da história, de todas as histórias que ela nos conta pelo Instagram?
Qual seria a atitude positiva que você gostaria de passar pra todos?
Eu acho que o que faz maior diferença na vida da Mari e faria na vida de qualquer outra pessoa que vive a mesma situação que a Mari já viveu, né em primeiro lugar é a família, né, eu acho que ter um suporte da família uma família como a que a gente tem, tanto do lado paterno quanto do lado materno é um maior aliado, né, eu acho que esse é o grande ganho esse é o ganho número um, digamos assim, né? Ter, além disso, os profissionais da maior competência é... como a Bia, como o doutor Orozimbo como o Otávio, enfim, que nos acompanharam todo esse tempo, é diferença número dois, né?
Ter uma escola como a que a Mari tem, também, que abraça todas as causas também tá pronta pra todos os desafios, é o ponto número 3, né?
Acho que tudo isso é um conjunto, é um time, ter profissionais habilitados pra fazer o mapeamento do implante coclear, porque também de nada adianta ficar lá com implante feito e o mapa não tá adequado também, né?
Então, tudo isso, todo esse conjunto é o que faz a pessoa poder ouvir melhor, né?
Então, eu acho que a gente não tem um, uma, uma coisa só que é importante.
A gente tem uma série de fatores que tornam a pessoa a ouvir bem como a Mari escuta hoje, né, e pode falar também do implante coclear dela como ela mesma gosta de, de, de transmitir. Ah, obrigada.
E, bom, pra, pra mim, né que conheço é... conheci um pouco da história eu vi algumas postagens que ela fez, é... onde ela começa, né?
“Eu vou te contar uma história”, né? Então é... se eu posso contribuir também em relação à minha visão de quem vê, né essa, essa vivência que ela coloca, seria assim, o que fica muito claro pra mim é o olhar, né? Então é esse olhar para as circunstâncias.
Então, eu acredito que essa positividade é de dar e de ter disposição pra olhar para uma situação, aprender com ela, e compartilhar uma experiência pra auxiliar os demais, é... isso é uma atitude humana super louvável e a gente sabe que o sucesso, como o trabalho é um trabalho de todos de toda uma equipe, da família, da escola, um excelente profissional que cuida como nós temos aqui, é a experiência que vocês têm em conjunto, né com a doutora Bia, você mãe que está ali apoiando. Então, como a gente sabe que isso é que é o papel de muita gente junto envolvido o sucesso também é.
Então, é... parabéns pra vocês, pra todos que é participaram disso, né?
Então é que nós possamos, né, cada vez mais é... lutar por essa causa e fazer com que mais pessoas ouvir, não só hoje, mas agora e sempre.
Então, o meu muito obrigada, foi excelente, é... aprendi bastante com vocês é...então, queria agradecer por terem aceitado o nosso convite por ter compartilhado é o seu conhecimento, Bia por ter compartilhado aí a sua experiência, Karen então pra nós é uma satisfação muito grande poder contar com pessoas como vocês.
Então o meu muito obrigada em nome da Cochlear. Queria agradecer também o convite.
Acho que a tecnologia é ponto de partida, não é ponto de chegada.
Mas, infelizmente, às vezes, o ponto de partida, né acho que esses suportes estão oferecendo é importante.
Não deixe de pedir suporte, na dúvida peça, porque tudo tem que estar funcionando.
Esse é só o ponto de partida e o ponto de chegada é tudo que uma família que a experiência de vida, que a linguagem pode trazer pra criança.
Então, o dispositivo é uma coisa pra gente tirar da frente, tem que funcionar e tem que funcionar bem. Pra isso a parceria da família com a profissional da reabilitação e com a equipe de mapeamento, é fundamental.
Muito obrigado Bia, Karen?
Então, queria agradecer novamente a oportunidade de estar aqui conversando sobre esse tema que faz parte da, da minha vida há dez anos, né?
Mas agradecer a Cochlear, eu acho muito bacana esse, essas Lives que a gente possa trocar experiência, porque outros pais que estejam passando pela mesma situação, possam aproveitar esses conhecimentos.
Mas eu queria muito, muito agradecer a Bia, que é aí a nossa grande mentora da nossa Mari e eu fico sem palavras pra dizer o quão importante quão, é...quão grande ela, ela é nas nossas vidas e o quanto ela faz diferença pra Mari no dia a dia, né? Bia, muito obrigada, muito obrigada, todo o nosso amor pra ti. Família assim é um privilégio pra qualquer pessoa.
Obrigada queridas. Quero agradecer também aos nossos ouvintes, né, é... que estiveram com a gente até agora. Então, mande pra gente também a sua história, queremos conhecer você melhor. O link do Cochlear Family está aí nos comentários dessa Live. Pra nós vai ser uma satisfação conhecer um pouco mais de você. Você também podem nós procurar, pela equipe de Concierge. Estamos disponíveis, como eu disse, lá nas redes sociais, no botão do Facebook pelo WhatsApp diretamente com a gente.
Então nós queremos ouvir você, queremos te apoiar nessa jornada.
Conte com a gente pra esclarecimento das suas dúvidas, né?
Conte com a gente pra também conhecer pessoas que viveram e que estão vivendo o que vocês estão vivendo hoje.
Estamos aqui é... pra poder contribuir pra que vocês possam escutar e não só isso, escutar bem, agora e sempre. Essa Live foi gravada, vai ser disponibilizada pra vocês muito em breve, com a legenda. Então fiquem ligados aí, continuem conectados conosco. Podem compartilhar é... pra que esse conhecimento, que essa inspiração que nós assistimos hoje possam alcançar a outras pessoas também.
Então continuem com a gente, é... em breve contaremos pra vocês qual é o tema da próxima Live, mas esse tema também pode ser o seu.
Então também estamos esperando a sua gestão pra que a gente possa trazer mais e mais conhecimento para vocês. Espero que todos fiquem bem, se cuidem, estejam protegidos se possível em casa, pra que passamos passar o mais rápido possível deste momento. Muito obrigada pela atenção, desejo a vocês um excelente final de semana. Até mais, tchau tchau.
