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Rita Lobo elogia Guia Alimentar pela classificação dos alimentos por nível de processamento

Eu trabalho com comida, com ensinar a cozinhar, na verdade pelas minhas receitas, há mais de 20 anos.

Primeiro escrevendo para o jornal, depois o site, os livros, programa na TV, até programa no rádio eu já tive para ensinar a cozinhar.

E a gente sempre teve uma prática que foi muito baseada em "alimentação deve ser aquilo que você cozinha" ou "comida de verdade". Mas sem ter tanto conhecimento científico disso.

Quando o Guia foi lançado, no fim de 2014, a gente ficou... todo mundo que trabalha comigo no panelinha... a gente ficou assim maravilhado, porque a gente conseguiu entender cientificamente os porquês ali.

Daquilo que a gente já pratica, que a gente já indica. Mas o mais legal de tudo pra mim é que, mesmo trabalhando há 20 anos com comida, eu ainda não tinha entendido essa classificação que o Guia faz brilhantemente, que é separar os alimentos por grau de processamento. Isso eu acho que é uma grande revolução para as pessoas.

A gente não precisa ficar pensando nos nutrientes, nem nos macronutriente, se é proteína ou carboidrato.

Se é gordura. A gente não precisa pensar em nada disso. A gente precisa saber se é comida de verdade ou imitação de comida.

Isso não é uma coisa assim esotérica, comida de verdade, comida de mentira, não é! É o quanto a comida foi processada até chegar no seu prato.

Então o Guia classifica ali "in natura" e "minimamente processados".

Que são os alimentos que vem praticamente direto da natureza para sua cozinha.

O arroz vai passar por uma secagem... O leite pasteurizado... Mas é comida"

Aí vem os processados que a gente come também. O pão, o queijo, tudo bem.

Aí tem os ingredientes culinários, que a gente usa para transformar esses alimentos numa lasanha gostosa.

Num bife, no arroz com feijão. Nesses alimentos que são o azeite, as gorduras, o sal.

E aí sim tem os ultra processados, que são aqueles que quando a gente vira o rótulo vê lá um monte de nomes que a gente não sabe o que é.

Não na tabela nutricional, que isso a gente não precisa saber.

A gente precisa ler os ingredientes que estão inscritos no rótulo.

Ali você consegue entender que aquilo está muito longe de ser comida. Que é imitação de comida.

Então fica fácil de você separar a comida de verdade de comida de mentira.

Então acho que o Guia trouxe uma clareza para todo mundo que tem acesso a ele.

E o nosso trabalho nesse momento é ajudar a divulgar esse Guia.

Passo a minha vida ensinando a cozinhar. Qualquer lugar que você vá, no site panelinha, nos meu livros, no programa cozinha prática, vai ter um milhão de dicas que servem para cada pessoa.

Porque cada um tem um gosto, cada um mora em um lugar do país.

Mas o que eu poderia dizer é: aprenda que alimentação saudável não é dieta.

Alimentação saudável é variação e dieta é restrição.

Light, diet não significa saudável. Comida saudável a gente faz em casa!

Variando o máximo possível todos aqueles ingredientes que vem da natureza.