Sind Faszien totes Gewebe - Is fascia inert tissue ? Part 2/Multilanguage subtitles
Robert Schleip é biólogo e Werner Klingler especialista em doenças neuromusculares
Eles estão trabalhando juntos num grupo interdisciplinar de pesquisadores que quer esclarecer a função da fáscia, passo a passo.
Por muito tempo a ciência negligenciou a rede fibrosa e esbranquiçada de colágeno.
Em cirurgia, ela era simplesmente cortada a fim de acessar os tecidos subjacentes.
Era considerada material estabilizador inerte.
Que engano fenomenal!
Hoje em dia sabe-se que a fáscia funciona como um órgão sensorial adicional no corpo
Muitas características da fáscia estão sendo descobertas, como sua capacidade de reagir aos hormônios do estresse, sob sua influência a fáscia encurta e endurece.
Só recentemente equipamentos de ultra-som de alta resolução se tornaram capazes de fazer a fáscia visível.
Distorções causadas pela dor também podem ser vistas.
Os osteopatas já eram capazes de sentir essas distorções, com seus dedos treinados.
Mas é claro que isso não satisfazia os padrões científicos.
Desde que fomos capazes de quantificar isto, a pesquisa sobre a fáscia teve uma resposta triunfante da comunidade científica nestes últimos anos - como tinha mesmo que ser.
Hoje sabemos que pequenas lesões e desgastes são o primeiro catalizador da dor.
Aí a fáscia envia sinais incorretos aos músculos, que começam a se contrair de forma crônica e param de funcionar como deviam.
Uma causa possível é o excesso de peso ou a carga contínua desfavorável.
A secreção normal de substâncias bioquímicas mensageiras é perturbada.
Dor de costas crônica pode ser o resultado disso.
Foi uma surpresa descobrir que a fáscia tem traços fisiológicos completamente diferentes dos músculos.
Por exemplo, ela é repleta de receptores da dor, bem mais do que os encontrados nos músculos, e em muitas síndromes de dor ela provavelmente tem um papel muito maior do que previamente se pensava. É por isso que os cientistas estão buscando uma compreensão melhor da fáscia e de suas funções.
Uma pergunta que estão tentando responder é se há outras causas que podem provocar a resposta da dor nas terminações nervosas da fáscia.
Outra possibilidade seria a presença de citocinas inflamatórias, como resultado, por exemplo, da falta de movimento.
Se houver camadas aderidas umas às outras e o movimento normal não puder mais ocorrer, todo o meio metabólico local pode ser alterado, levando a uma irritação dos receptores da dor.
Esse passou a ser o desafio de Gerson Weiss.
Ele vem se exercitando há 3 semanas.
Este é o exercício que faço de manhã e de noite.
E eu sinto a área onde se localiza a dor…
Definitivamente posso sentir, toda vez que rolo sobre aquele lugar mas também melhora muito a sensação depois.
Suas dores estão começando a ceder.
O movimento está mais fluido, e aquele tipo de dor aguda que eu tinha desapareceu.
Que bom para ele… porque há casos em que os exercícios fasciais chegam muito tarde.
Algumas vezes, nervos são comprimidos pelo endurecimento das fáscia a tal ponto que somente uma intervenção cirúrgica pode ajudar.
Aqui, partes de um disco herniado está sendo removido.
Para acessá-lo os cirurgiões têm que chegar em baixo da fáscia lombar.
Repetidas vezes, Robert Schleip observou esses procedimentos cirúrgicos, porque a visão do tecido vivo das costas é interessante e educacional.
Os cirurgiões cortam muito cuidadosamente pois sabem que não devem machucar nenhum tecido conjuntivo saudável.
A fáscia lombar parece estar machucada e a cirurgia de disco é bem sucedida.
A fim de evitar tais cirurgias os pesquisadores trabalham em laboratório.
Eles querem descobrir em que condições a fáscia fica mais confortável.
Eles mergulham pedaços de tecido conjuntivo em água de temperaturas diferentes.
Na água morna, por exemplo, a fáscia permanece lisa, macia.
O objetivo da pesquisa é, em primeiro lugar, entender como a o músculo e a fáscia interagem e em segundo lugar, como se pode relaxar o tecido fascial, como trabalhar para conseguir efeitos positivos através de, por exemplo, encontrar substâncias que diminuem a tensão fascial.
Pretende-se que os resultados possam ajudar pacientes como Gerson Weiss, no futuro.
Como foram as últimas 6 semanas?
Tive fases em que havia uma melhora substancial, mas também, às vezes, retrocessos.
Um movimento errado e a dor voltava quase tão forte quanto no começo.
O que o ultra-som mostra?
Tem alguma mudança?
Você pode ver muito bem como a musculatura subjacente está deslizando bem.
Parece não haver mudança na espessura da fáscia.
Isso não é nenhuma surpresa, já que a diminuição da espessura da fáscia é um processo que pode levar vários meses.
Para mim, este é definitivamente um caminho - posso trabalhar com o problema sem usar medicação e vejo a possibilidade de evitar a intervenção cirúrgica.
Sabe-se há muito tempo que a manipulação pode ajudar.
O Rolfing, por exemplo, cujo nome vem de sua fundadora Ida Rolf, é um tipo específico de manipulação direcionada para o tecido conjuntivo.
Ida Rolf desenvolveu esse método nos anos 50 nos E. U.
Robert Schleip trabalha com o Rolfing há mais de 30 anos.
As pessoas costumavam explicar os efeitos da manipulação como resultado de uma redução dos “bloqueios de energia”.
A osteopatia, um parente próximo do Rolfing, já existe há mais de 100 anos.
Com base nessa longa experiência sabíamos que pode-se mudar a fáscia e tínhamos nossos modelos subjetivos para explicar esse fenômeno.
Como professor, depois de algum tempo, comecei a ter minhas dúvidas: será que estou ensinando aos meus alunos toda a verdade?
E essas dúvidas levaram-me à pesquisa fascial, onde na ocasião, havia, felizmente, um espírito pioneiro.
E foi quando notamos que alguns dos modelos que estávamos usando, como por exemplo, a mudança na flutuação da energia ou a quantidade de pressão necessária para dissolver algumas adesões do colágeno não estavam muito corretas, mas que havia outros modelos que são, no mínimo, tão emocionantes quanto.
Então, por quê a manipulação funciona?
A pressão induz o tecido conjuntivo a liberar substâncias mensageiras calmantes e manda sinais relaxantes pra o sistema nervoso autônomo.
Hoje em dia os cientistas podem explicar
Porque a cura pelo toque é eficaz.
