What causes heartburn? - Rusha Modi
Tradutor: Thales Fernandes de Castro Revisor: Maricene Crus
Entre o peito e abdômen se encontra um dos músculos mais importantes que você provavelmente nem sabia que existe: o esfíncter esofágico inferior, ou EEI.
Quando está funcionando corretamente, esse anel de tecido é crucial para nos ajudar a comer.
Mas quando o EEI funciona mal, ele se torna o protagonista da azia, um ardente espasmo no peito, às vezes com gosto amargo, que muitos vão sentir em algum momento de sua vida.
Sabemos que o ser humano vem lutando contra a azia por séculos ou milhares de anos.
Mas a incidência aumentou recentemente, e faz dela uma queixa comum sobre o estômago no mundo todo.
Quando os sintomas de azia se tornam mais regulares e intensos, como duas vezes por semana ou mais, ela é diagnosticada como doença de refluxo gastroesofágico, ou DRGE.
Mas o que causa este problema, e como ele pode ser impedido?
A azia começa em uma área chamada junção gastroesofágica, onde fica o EEI.
Este liso anel muscular do EEI é controlado por uma complexa árvore de raízes nervosas que se conecta ao cérebro, ao coração e aos pulmões.
Depois que a comida entra no estômago pelo esôfago, a tarefa do músculo é não deixar que o alimento suba novamente.
O EEI se contrai, apertando a entrada do estômago e criando uma zona de alta pressão que impede ácidos digestivos de fugir.
Mas se o EEI se relaxa no momento errado ou se enfraquece gradualmente, ele se torna uma tampa defeituosa, mal ajustada, causando a despressurização da área.
Isso deixa que ácidos estomacais quentes, e até pedaços de comida, voltem ao esôfago, às vezes subindo até a boca.
A causa de todo este drama interno foi por muito tempo atribuída à dieta.
Alimentos como a cafeína e a hortelã contêm ingredientes que podem ter um efeito relaxante sob o EEI, o que o torna incapaz de trabalhar.
Outros alimentos ácidos, como o limão e o tomate, podem piorar a irritação do esôfago quando se misturam com o ácido estomacal.
Bebidas gaseificadas podem similarmente borbulhar no estômago, forçando a abertura da válvula.
Mas pesquisadores descobriram que a comida não é o único estímulo.
Fumar também é um risco, porque a nicotina dos cigarros relaxa o EEI.
O consumo excessivo de álcool apresenta um efeito similar.
As mulheres grávidas muitas vezes têm mais azia devido à pressão que se desenvolve no estômago delas causada pelo bebê e aos níveis de certos hormônios no corpo.
A obesidade pode causar hérnias que prejudicam a barreira antirrefluxo da junção gastroesofágica que normalmente protege contra a azia.
Vários medicamentos, incluindo aqueles usados para asma, pressão alta, anticoncepcional e depressão podem também ter efeitos indesejados sob o EEI.
Uma crise de azia ocasional não é necessariamente algo para se preocupar.
Mas se a azia começa a ocorrer regularmente, ela pode enfraquecer o EEI com o tempo, deixando mais e mais ácido escapar.
E se não for tratado, isto pode causar problemas maiores.
Ao longo do tempo, a constante fuga de ácidos decorrente da azia pode formar cicatrizes que estreitam o tubo esofágico, ficando mais difícil de engolir alimentos.
Refluxo contínuo também pode danificar as células que revestem o esôfago, uma condição rara chamada esôfago de Barrett, que pode elevar o risco de câncer de esôfago.
Felizmente, a azia é frequentemente tratável com um conjunto de remédios que podem ajudar a neutralizar ou reduzir o ácido estomacal.
Em casos extremos, algumas pessoas fazem cirurgia para apertar o EEI e minimizar o desconforto.
Mas podemos frequentemente eliminar a azia antes que chegue a este ponto.
A redução do consumo de certos alimentos, não fumar, e a manutenção de um peso saudável podem reduzir drasticamente o refluxo.
Com o cuidado apropriado podemos ajudar nosso EEI a manter o chafariz químico de nosso estômago em ordem e evitar termos de sentir a queimação.
