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Alimentação #EmCasaComSesc – EP 2: Sobre Alhos e Bugalhos

A vida é feita de escolhas e na hora de comer, não é diferente.

Refeições, lanches, bebidas quentes ou frias, doces e salgados.

No cardápio das Comedorias do Sesc, todas as opções são pensadas levando em conta a diversidade de paladares, sem abrir mão da saúde.

No episódio de hoje, vamos entender melhor como escolher o que colocamos no nosso prato.

A hora de decidir o que levar ou não à mesa, muitas vezes vem acompanhada de dúvidas e incertezas.

O importante nessas escolhas é observar o grau de processamento dos alimentos.

Na categoria 1, temos os alimentos in natura e os alimentos minimamente processados.

Alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente da natureza, como por exemplo a laranja, o tomate, e a espiga de milho.

Já o leite pasteurizado, o feijão empacotado, o arroz integral, a farinha de trigo e os sucos integrais sem adição de açúcar são exemplos de alimentos minimamente processados, ou seja, são aqueles que passaram pela indústria para receber uma embalagem ou algum outro processo de beneficiamento.

No dia-a-dia, vamos dar preferência ao consumo dos alimentos in natura e minimamente processados.

Não significa que iremos ingerir apenas esse grupo alimentos mas é preciso que eles componham a maior parte de nossa alimentação, se quisermos comer de maneira saudável.

Todas estas orientações têm como base esta publicação aqui: o “Guia Alimentar para a População Brasileira”, uma referência importante em todo nosso trabalho aqui no Sesc.

O “Guia Alimentar para a População Brasileira” é um instrumento para apoiar ações de educação alimentar e nutricional e subsidiar políticas e programas nacionais de alimentação e nutrição.

A originalidade do guia foi considerar não só os aspectos nutricionais da comida, mas os fatores sociais, culturais e ambientais, elementos que sempre foram presentes no trabalho do Sesc.

Para saber mais, é só consultar o guia na internet.

Neste segundo grupo, temos o óleo, o sal e o açúcar.

Itens importantes utilizados para temperar e cozinhar os alimentos.

Aqui, a palavra chave é moderação.

Ou seja, não exagerar na quantidade de gordura, sal e açúcar que normalmente utilizamos, para criar preparações culinárias, como refogar o feijão ou fazer um bolo.

Na terceira categoria, temos produtos que misturam o grupo 1 e o grupo 2.

Basicamente, são alimentos in natura processados pela indústria com adição de sal, açúcar ou gordura.

Os principais exemplos são os alimentos em conserva, o milho, a ervilha, a sardinha, e os doces feitos à base de frutas e açúcar.

O ideal é consumi-los de maneira limitada, pois os alimentos utilizados na fabricação desses produtos perdem valores nutricionais durante processo de industrialização.

Por fim, temos os alimentos ultraprocessados: refrigerantes, sucos em pó ou de caixinha, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote, entre outros.

São alimentos que passaram por várias etapas etapas de processamento e possuem ingredientes que nem reconhecemos como comida.

Como, por exemplo, os aditivos químicos artificiais utilizados apenas em processos industriais.

Corantes, conservantes, acidulantes, emulsificantes, realçadores de sabor, entre outros.

Por isso dizemos que é recomendável evitar os ultraprocessados. É que muitas vezes são utilizados para substituir uma refeição.

Por conta disso, as pessoas deixam de comer a comida caseira ou mesmo as refeições servidas em restaurantes e refeitórios.

E acabam sendo seduzidas pelo apelo da publicidade, das embalagens e tendo dificuldades em realizar uma alimentação saudável, já que se acostumaram ao sabor artificial desses alimentos.

Mas como saber se um alimento é ultraprocessado?

A resposta está no rótulo.

Produtos que parecem ser iguais, podem ser bem diferentes se olharmos de perto seus ingredientes.

Vamos ler o rótulo deste suco de laranja.

Suco de laranja natural integral, não alcoólico, não fermentado e sem adição de açúcar, aditivos e conservantes.

Agora, vamos ler este outro rótulo: Água, açúcar, sucos de maçã, laranja, uva, abacaxi, maracujá e cenoura, vitaminas (C, E, B3, A, D, B6, e B12), aroma sintético idêntico ao natural, acidulante ácido cítrico, estabilizante acetato isobutirato de sacarose e dioctil sulfosuccinato de sódio, espessante goma guar.

Percebeu a diferença?

Quanto mais estranhos os nomes do rótulo, mais cautela na hora de consumir.

Entender o rótulo pode ser confuso, a começar pelo tamanho das letras e pelos nomes e siglas que parecem ter saído de uma aula de química.

Uma forma de descobrir se um alimento é ultraprocessado é se perguntar:

Eu já vi esses ingredientes alguma vez na vida?

Eles são derivados de alimentos?

São itens que costumamos ter na cozinha de casa?

Se a resposta for um sonoro NÃO, batata! É um ultraprocessado! Fica a dica!

Pensando nessas orientações, eu escolhi uma receita da comedoria do Sesc: a Moqueca de banana-da-terra. É um prato com todos os ingredientes de origem vegetal e que não é só acompanhamento, pode ser servido como prato principal.

O legal dessa receita é que possui os ingredientes bem brasileiros e um custo bastante acessível.

Um deles é a banana-da-terra!

Olá, você conhece a banana-da-terra?

A banana-da-terra é essa aqui.

Ela é maior e tem essas manchinhas na casca.

Ela é diferente por que não dá pra comer sem cozinhar, igual a gente come as outras variedades de bananas.

Suas características de consistência e textura ficam melhores quando cozidas, por isso ela é usada em preparações culinárias.

Cada ponto é melhor para um tipo diferente de preparo, por exemplo, quando ela está verde, o ideal é pra se preparar chips.

Já para a moqueca que vamos fazer hoje, o ideal é que ela esteja madura.

Moqueca de banana-da-terra.

Para esta receita você vai precisar de: quatro bananas-da-terra médias, duas cebolas médias, dois tomates médios, um pimentão vermelho médio, um pimentão amarelo médio, três dentes de alho, duas folhas de louro, duas colheres de sopa de coentro fresco, três colheres de sopa de azeite de oliva, uma colher de sobremesa de cúrcuma ou açafrão da terra em pó, uma colher de sopa de farinha de trigo,

400 ml de leite de coco, você pode usar como medida uma xícara de chá inteira mais um quarto de xícara.

Dá pra usar o de garrafinha ou fazer a receita de leite de coco caseiro, é só entrar lá no site do Sesc e conferir,

120 ml de água, que dá mais ou menos meia xícara de chá, e sal a gosto.

Lave os hortifrútis.

Corte as bananas na diagonal e as cebolas em rodelas.

Retire a tampa e as sementes dos pimentões e corte em rodelas, assim como os tomates.

Corte também as folhas e os talos de coentro.

Em uma panela, aqueça o azeite e doure o alho picado.

Acrescente a cúrcuma e a farinha de trigo, misturando bem.

Deixe cozinhar em fogo médio por 5 minutos, mexendo sempre.

Acrescente a água e mexa com um batedor de arame até que a pasta fique homogênea.

Adicione o leite de coco e coloque sal a gosto.

Reserve o creme.

Faça a montagem da moqueca em outra panela.

Coloque uma camada de pimentões, depois as bananas, e mais uma camada de pimentões.

A seguir, coloque as cebolas

Cubra tudo com o creme que foi reservado,

Adicione os tomates, e as folhas de louro.

Tampe a panela e leve ao fogo médio por quinze minutos.

Desligue o fogo e salpique o coentro picado.

Prontinho! Serve bem quatro pessoas!

Moqueca de banana-da-terra é um prato saboroso, saudável, que cai bem todos os dias, inclusive no almoço de domingo!

Um ótimo exemplo de como escolher alimentos pensando na saúde, no sabor e valorizando os ingredientes frescos e regionais!

Você pode assistir a estas e outras orientações em todos os episódios.

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