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Banquete Árabe Tradicional da Rotisseria Sírio Libanesa

[música]

[juntos] Oi, hamburgueiros!

[Juliana] Cheguei a comer um pedaço da máscara.

Como eu tô de carro, eu tô liberada ficar sem máscara, né?

Só tem "nozes". O que a gente tá aprontando pra eles hoje?

[Paulo] Hoje a gente vai comer naquele estilo Rangomóvel.

Só que a gente vai, hoje, num restaurante árabe super tradicional aqui do Rio de Janeiro.

[Juliana] Esqueci de falar meu nome. Então vamos começar de novo.

Porque as pessoas falam com a gente. Três, dois, um...

[juntos] Oi, hamburgueiros!

[Paulo] Eu sou o Paulo. [Juliana] Eu sou a Juliana.

[juntos] E esse é o Canal dos Caçadores! [Juliana] Então partiu comer comida árabe.

[Juliana] Que é uma das minhas culinárias favoritas.

[música]

[Juliana] Oi, boa tarde. Eu queria fazer um pedido pra buscar.

[atendente] Seu nome é... [Juliana] Juliana.

[atendente] Juliana? [Juliana] Juliana.

[Juliana] quibe de carne. A cafta tem acompanhamento? É, uma só, de arroz com lentilha. Uma porção de cebola, aquela cebola...

Ah, então demorou então. Meia porção de coalhada seca, meia porção do homus.

Você acrescenta pra mim um limãozinho?

[música]

[Juliana] Tá ótimo. Obrigada, tchau.

Era tanta coisa que eu acho que eu até envelheci cinco anos fazendo esse pedido.

[música]

[Juliana] Olá. Oi, tudo bem? [conversa indistinta ao fundo]

[Juliana] Obrigada. Acabei de chegar aqui.

Fica numa galeria aqui no Largo do Machado. E a gente vai buscar o nosso pedido.

[música]

[Paulo] É isso tudo? [Juliana] É muito peso!

[Paulo ri]

[Juliana] Sem sacanagem, parece que eu tô malhando!

[Paulo] Hoje ninguém passa fome, hein? [Juliana] Cara... malhando o braço.

[Juliana] A ideia é comer no pé do Pão de Açúcar, né?

Mas não sabemos se vamos conseguir.

[Paulo] Tem um lugarzinho aqui na frente que eu conheço que tem uma vista muito bonita lá.

Mas tem que descobrir se é seguro também.

[Juliana] Não é todo lugar aqui no Rio que é seguro, né? Vocês já devem imaginar vendo jornal.

Inclusive, no último vídeo que a gente gravou assim, na rua, que foi ao ar, que foi do Jardim Botânico lá, o da Roberta Sudbrack.

Muita gente falou: "Nossa, onde vocês estão?" Gente, ali só tem casa de milionário.

Tu já viu milionário não botar segurança na porta?

Então, eu tava na aba do segurança deles.

Vamos procurar uma vaga, vamos procurar uma vaga.

[música]

[Juliana] Hoje a gente resolveu fazer um pouco diferente.

Que a gente parou o carro, mas falou: "Pô, nem tá dando pra ver esse cenário maravilhoso aqui, ó".

Vocês estão gostando bastante da gente mostrando uns cantinhos do Rio.

[Paulo] E aqui tem uma área bem ampla também, as pessoas estão muito afastadas.

[Paulo] Então tá tranquilo da gente... [Juliana] Acho que vai ficar legal, né?

[Paulo] Fazer tipo um piquenique, em vez de fazer na mala do carro, como a gente tem feito.

[música]

[Juliana] Do lado de lá, ó... é Niterói.

Mais pra lá, pra lá... São Gonçalo.

Ali é a Ponte Rio-Niterói. Um dia a gente grava, ó.

Pro lado de lá da poça, como a gente costuma falar.

[música]

[Juliana] Vem pro piquenique dos mascarados! [Paulo] Caraca, piquenique ao ar livre, cara.

[Juliana] Pode tirar a máscara? Vocês me dão licença?

[Paulo] A gente só consegue comer tirando a máscara, né?

[Juliana] Vocês me dão licença, ou vocês têm um zíper na máscara?

Que vocês fazem assim, ó...

Deve ter gente estranha que já fez zíper até pra botar cigarro.

[Juliana] Gente, é muita comida. [Paulo] É muita comida!

[Juliana] Na hora que eu fui pagar, deu um valor que eu pensei:

"Caramba, deu alto". Mas, gente, é muita comida!

[Paulo] Eram várias sacolas. Vocês viram, né, a Juliana trazendo.

[Juliana] Era pesado!

[Paulo] Então, deu pra entender o quê? Que cada item desse é uma refeição.

[Juliana] Vem muita coisa, olha isso.

[Paulo] É como se a gente tivesse comprado, sei lá, quatro refeições.

Três refeições, não é isso?

A gente vai ficar uns três dias comendo comida árabe em casa.

O que não é um problema, né? Porque a gente ama.

[Juliana] Pô, pra mim é maravilhoso. Amo comida árabe, gente!

Deixa eu ver se o pão deles é bom mesmo, ó.

Tudo eu comparo com o Bar do Elias, porque eu amo o Bar do Elias.

[Paulo] É, a chata do Bar do Elias é a Juliana. [Juliana] Sou a chata do Bar do Elias mesmo.

[Paulo] "Ó, se for pior que do Bar do Elias, eu vou falar!"

[Juliana] Eu já vou comer, pegar um pedaço do pãozinho e ver se é melhor que do Bar do Elias.

[Paulo] A Juliana tava quase arrumando uma treta comigo.

Porque esse restaurante é super tradicional na minha vida.

Porque a minha mãe, quando voltava do trabalho pra casa, ela saía do metrô nesse lugar, no Largo do Machado.

Comprava essas coisas, e depois pegava o ônibus pra ir pra casa.

Foi assim que eu conheci a Rotisseria Sírio Libaneza.

[Juliana] Come o pão e fala se é melhor o Bar do Elias ou deles.

[Paulo] O Bar do Elias é melhor. [Juliana] Porque do Bar do Elias é artesanal.

[Juliana] Caseiro. Caseiro, não. Eles fazem no próprio restaurante, né?

[Juliana] Cara, eu vou gravar no Bar do Elias. [Paulo] Isso que eu ia falar.

[Paulo] Não precisa comparar tudo com o Bar do Elias, porque a gente vai fazer um outro vídeo lá...

[Juliana] A gente vai gravar no Bar do Elias, pra vocês tirarem essa dúvida.

Hum, vem na caixa! Ih, é pesado. Adoro coisa pesada assim.

Por isso que eu gosto do Paulo. [Paulo ri]

[Paulo] Obrigado.

[música]

[Paulo] Não tem miséria lá, pelo que a gente tá vendo.

[música]

[Juliana] A gente vai começar com as entradas, né? Kibe, esfirra e tudo mais.

Aí eu falei assim pro moço: "Bota um limãozinho".

Ele levou muito a sério, olha o que ele me deu, um limão.

[Paulo] Não só um limão, como dois limões.

[Juliana] Então, eu vou cortar o limão.

Será que esse garfinho que a gente pegou no avião... corta limão!

[Paulo] O garfo não corta, não. Mas a faca, eu acho que tá cortando.

[Juliana] Tu tá debochado! [Paulo] "Será que o garfo corta?"

[Juliana] Gente, peguei limão no sol. Será que vai dar merda?

[Paulo] Vai dar merda. Outra treta que eu sempre arrumo com a Juliana:

[Paulo] Ela taca limão na porra toda! [Juliana] Olha o palavriado.

[Paulo] Ela taca limão em tudo e não pergunta se eu quero.

Ela já jogou aqui, no quibe, na esfirra...

[Juliana] Se você é árabe, você tem que comer o limão.

[Paulo] Ainda bem que... eu não sou árabe. Ainda bem que eu tirei isso daqui, né?

[Juliana] Limão é bom pra tudo, gente. Comenta aqui embaixo: limão é bom pra tudo.

[Paulo] Eu peguei logo a de queijo. [Juliana] Ah, troca que...

[Paulo] Não, eu gosto da de queijo, mas eu queria a de carne sem limão, entendeu?

[Juliana] Eu achei que eu tinha pedido duas de cada.

[Juliana] Ah, mas tem uma aqui, ó. Essa tá sem... sem...

[Paulo] Ah, me dei bem, ó.

Sem querer, eu acabei te salvando do limão.

[música]

[Juliana] Aqui tá a de carne e de queijo. Eu amo esfirra de queijo.

[Paulo] Mas lá também tem ricota, espinafre, tem outras coisas.

[Juliana] Tem. Vou botar mais limão, porque limão mata até as germinoses, entendeu?

Se limão fosse ruim, os árabes não iam botar na comida deles.

Vocês têm que respeitar a tradição.

[Paulo] E você já foi nas Arábias, pra saber se os árabes colocam limão na...

[Juliana] Então, eu ia, né? Aí veio o quê? Corona Vírus.

[Paulo] Corona Vírus.

Esfirra de carne, R$6,00. Esfirra de verdura, R$6,00...

Todas as esfirras são R$6,00. Tem carne, verdura, queijo e... frango.

Não tem de ricota, achei que tinha. Mas não tem ricota, não.

E o quibe tem de verdura, de carne e de ricota. É, verdura, né? Que estranho. A gente não pediu.

[Juliana] Verdura... quando a pessoa fala verdura, eu não consigo parar de pensar naquela piada ridícula.

"Fulano gosta de verdura".

[Juliana ri]

[Paulo] Caraca, aí. Tu foi o tio do "pavê e pacumê".

[Juliana] Não, não fui, não. Ih, eu não comi a de carne. Me dá a sua aí...

[Paulo] Não, você vai comer com limão! Essa aqui é minha, sem limão.

[Juliana ri] [Paulo] Sai fora.

[Juliana] Nossa, tá parruda. [Paulo] Tá parruda?

[Paulo ri]

[Juliana] Tá boa pra caramba, hein? [Paulo] Pô... e aí? É boa, né?

[Paulo] Vai ter que dar o braço a torcer, não vai? [Juliana] É gostosa pra caramba.

[Paulo] A esfirra de lá é maravilhosa, cara.

[Juliana] Mas ó... sabe a Katia Barbosa com a pimentinha? Sou eu com o limãozinho.

[Paulo] "Só um limãozinho", chata pra caramba. [Juliana] Um limãozinho, um limãozinho.

[música]

[Paulo] Dá um pedaço aqui com limãozinho.

[Juliana] Próximo vídeo, já prevejo os comentários.

"Gente, por que a Juliana tá com aquela mancha na boca?" É o limão do outro vídeo.

Um garoto no meu condomínio... o garoto era tão louco que ele falou que passar limão no corpo era tudo mentira.

Porque as pessoas do meu condomínio não queriam comer picolé de limão na piscina.

[Paulo] Hã...

[Juliana] Aí o garoto desceu... [Paulo] Aí ele falou: "É fake news!"

[Juliana] É, praticamente, ele falou isso.

Aí ele pegou, desceu com o limão partido e ficou fazendo assim na piscina, ó.

[Juliana] Passando limão no corpo. [Paulo] Caraca!

[Juliana] Passando limão, depois ele ficou deitado na pedra São Thomé da piscina, assim, um tempão.

[Paulo] Gente... Ficou todo queimado.

[Juliana] Cara, ficou um pouco, mas passou uns meses, saiu.

[Paulo] Ah, mas queimadura de limão é assim, passa um tempo, sai.

[Juliana] Então, ele... e detalhe, ele não... [Paulo] Faz tipo uma casca preta.

[Juliana] Aí o menino não ficava mais sem camisa porque ele tava com vergonha do vexame que ele passou.

[risos]

[Juliana] E aí? Qual o próximo rango que a gente vai comer?

[Paulo] É o que acontece com a galera que acredita em fake news, tá vendo?

[Paulo] Depois vai quebrar a cara lá na frente. [Juliana] Passa limão no corpo.

[Paulo] Vamos partir pro quibe? Porque senão...

Se eu vou comer todas as esfirras, vai chegar na última comida, eu não aguento mais fazer nada.

[Juliana] Cachorro... Tá cheio de cachorro lindo.

[Paulo] Daqui a pouco vai ter uma invasão de cachorro aqui, comendo nossas comidas.

[Juliana] Tomara que venha! Adoro ficar cheia de bicho em volta.

[Paulo] Até que eles são educados, né? Porque se fossem os nossos já iam estar aqui em cima, já, comendo tudo.

[Juliana] E o quibe, tá bom? [Paulo] Tá bom.

[Juliana] Cheirando a chimba, ah lá. Olha a chimba, a chimba...

[Paulo] Eles estão se cumprimentando. [Juliana] Quase que eles brigam.

[Juliana] Por causa de, ó... cheirada na chimba.

[Paulo] Pegar o canudo rosa, pra ficar bem bonitão aqui.

[Juliana] Eu amo rosa, sabia? Mas eu gosto muito de roxo.

Quem conhece a piada do "eu não queria roxo"?

[Paulo] E aí? O quibe é bom? [Juliana] Eu botei limão.

[Paulo] Ah, meu Deus do céu... [Juliana ri]

[Paulo] Ai, meu Deus! [Juliana] Ai, meu Deus. Que susto!

[Juliana] Oi! Nada, não precisa pedir desculpa, não.

Eu adoro cachorro, só tomei susto mesmo.

Tomei um susto!

Ela era educada, ela não quis a comida, né?

[Paulo] É, eu achei que ela ia avançar na comida, eu já fiquei: "Ai, meu Deus!"

[Juliana] O quibe também custa R$6,00. Agora a gente vai comer...

[Juliana] Isso aqui, ó. [Paulo] Berinjela recheada.

[Juliana] É até meio indecente. Olha o tamanho do negocião.

[Paulo] Ela vai desmanchar, porque ela fica macia.

[Paulo] O caldo! [Juliana] Ai, meu Deus...

[Juliana] Eu fui zoar, tá vendo? Tu chama o unicórnio.

Não é sempre que dá certo. Olha o tamanho do negocião que o Paulo pediu.

[Paulo] Como eu falei pra vocês do quibe e da esfirra, minha mãe sempre voltava do trabalho, passava nesse lugar.

E aí era, tipo, o nosso jantar lá em casa.

Sempre que minha mãe chegava em casa e falava: "Ó, comprei aqui quibe e esfirra".

Era todo mundo: "Êêêê, caraca! É muito bom!"

[Juliana] Isso daqui, pelo peso, dava pra alimentar tua família inteira.

[Paulo] Dava.

[Juliana] A família do Paulo tinha 17 filhos. Mentira, três. Mas eu acho muito.

[Paulo] Na época, não tinha isso aqui, não. Esse negócio de plástico aqui.

[Paulo] Era tudo alumínio. [Juliana] Tá bem macia.

[Paulo] Parti aqui uma rodela. Ela é bem macia mesmo!

[Paulo] Porque ele cozinha com tudo. [Juliana] Isso é super saudável, sabia?

[Paulo] Olha o recheio, como que é. [Juliana] É arroz com carne moída.

[música]

[Paulo] Que tempero gostoso! Eu lembrava que era gostoso, né?

Mas tinham tantos anos que eu não comia que eu não lembrava o gosto em si.

Tipo, você lembra que é bom, mas você não lembra o gosto.

[Paulo] Maravilhoso! [Juliana] Sério?

[Paulo] Come isso daqui. [Juliana] Deixa eu provar.

[Juliana] Isso aqui lembra... [Paulo] Não vai pôr um limãozinho, não?

[Juliana] Não, isso aqui não leva limão. Isso aqui não leva...

[música]

[Juliana] Outro dia, num vídeo, comentaram assim:

"Ué, gente, todo vídeo que a Juliana faz, ela compara com a comida da família dela".

Eu vou te falar, eu sinto muito, mas eu tenho uma família que cozinha pra caramba.

Inclusive, até comida árabe eles cozinham bem.

E aí, meu pai faz mehchi, que é como se fosse aquele charutinho de repolho com carne moída dentro. É, pode ser também com folha de uva. Lá em casa, geralmente faz com repolho.

[Paulo] Muito gostoso.

[Juliana] Mas parece muito mehchi. Mas eu amo mehchi!

Engraçado que quando meu pai faz mehchi, minha irmã não come.

Só eu e meu pai, a gente detona. Minha mãe gosta.

Eu e meu pai, a gente ama!

[Paulo] É engraçado, né, que abobrinha é uma coisa que eu nem curto muito.

[Juliana] Não, mas assim fica bom. [Paulo] Mas assim não fica bom?

[Paulo] Ela é macia, ela desmancha, assim, tipo manteiga na boca, né?

[Paulo] Maravilhoso. [Juliana] E ainda é saudável, gente.

[Paulo] Próximo prato... arroz de lentilha.

[Juliana] Próximo prato é o banquete árabe, né?

[Paulo ri]

[Juliana] Na minha opinião, deve ser como se fosse o estrogonofe do Brasil.

Que a gente ama, todo mundo ama. Deve ser a cafta com arroz de lentilha.

[Paulo] Pros árabes, né? Entendi. [Juliana] Pros árabes! Lá, né?

[Juliana] Eu não sei o que os árabes iriam pensar de mim.

Porque lá em casa, quando minha mãe faz comida árabe, ela faz esse banquetão também assim.

Eu misturo tudo! Eu misturo homus, que é a pasta de grão de bico.

Eu misturo coalhada seca, eu boto por cima do arroz.

Eu acho que um árabe lá em casa ia ficar assim...

"Uh, que nojeira!"

[Paulo] Tipo, "nada a ver misturar o homus com arroz de..."

[Juliana] É, de repente é tipo uma pessoa misturar feijoada com estrogonofe.

Falar: "Cara, comida brasileira é uma delícia". E aí você: "Tu tá comendo errado, meu filho".

[Juliana] "Como é que tu tá achando bom?" [Paulo] Importante é que na boca fica gostoso, né?

[Juliana] É... [Paulo] Na barriguinha também.

[Juliana] Bonito na foto, é. Quero ver se fica bonito na boca.

[Paulo ri]

[Juliana] Ai, tô sentindo um ardido aqui, será que é o... na minha cara, gente?

[Paulo] É o limão. [Juliana] Limão...

[Juliana] Vamos lá então, vamos montar um pratão? Vamos montar um pratão maneiro?

[Paulo] Um trabalho do caramba fazer coalhada seca, mas olha a quantidade! É muito!

[Juliana] O homus tahine deles... [Paulo] Homus tahine.

[Juliana] Não é muito puxado no alho. Eu prefiro mais puxado no alho.

Vê se você prefere. O meu, pelo menos, é mais puxado no alho.

[Paulo] É, o teu é mais temperadão.

[Juliana] O meu é mais temperadão. Mas sabe por quê?

Porque eu sou árabe raiz. Sacanagem!

Coloco aqui as pastinhas todas no pão, aí eu dobro...

[música]

[Paulo] Nossa, essa coalhada seca é bem azedona mesmo, né?

[Juliana] É, vou chegar a cheirar. [Paulo] Uhum.

[Juliana] O cheiro tá de boa, mas ela é assim...

[Paulo] Estragado não é, eles devem vender isso o dia inteiro!

[Juliana] Ela é tão raiz... Fui cheirar pra ver se tava boa.

Porque tava muito puxada, assim, de azedo.

[Paulo] Que troço gostoso. [Juliana] Pô, muito muito.

[Juliana] E essa cebolinha que a gente pediu, ó. Porçãozinha de cebolinha.

Hummm...

[Paulo] Essa é aquela cumpridona, né? É tipo, a rodela de cebola inteira.

[Juliana] Já pega a cafta, bota aqui. Pega você, a cafta.

Veio um copo aqui, de um negócio que eu não sei o que é.

[Paulo] Parece que é um molho. [Juliana] Isso aqui é da berinjela.

[Paulo] Mentira!

[Juliana] Berinjela não. Desculpa, é abobrinha.

[Paulo] Da abobrinha.

[Juliana] É, mas bota ela aqui, a gente come em casa.

[Paulo] Em casa, a gente coloca. [Juliana] Vocês sempre perguntam:

[Juliana] "O que vocês fazem, gente, com a comida que sobra?"

[Paulo] A gente leva pra casa. [Juliana] Às vezes eu me pergunto...

Quando as pessoas me perguntam isso, elas acham que a gente faz o quê?

O que vocês esperam quando a gente responde isso?

Vocês acham que a gente larga no lugar e joga fora, gente?

Deus me livre, se eu jogo uma comida fora... Primeiro que a minha consciência apita.

Segundo que acho que a minha mãe sai até de dentro do boeiro pra me dar uma porrada.

[Paulo] A cafta, ela vem num plástico que é tipo aquele plástico de cachorro-quente.

[Juliana] Tá bonita essa cafta, hein? Arroz com lentilha.

O ideal é botar uma coisa por cima da outra. Inclusive, veio junto, na mesma porção.

Essa porção de arroz com lentilha e essa cebola aqui, frita, foi R$37,00 também.

Aí, aqui temos o homus, que é a pasta de grão de bico.

E a coalhada seca.

[Juliana] Hummmm... [Paulo] Não é boa?

[Juliana] Pior vai ser que eu vou ter que inventar uma dancinha árabe no final desse vídeo.

Não sei como é que se faz. [Juliana cantarola]

[música]

Agora vamos montar um negócio aqui, ó. Vou pegar o pão...

Isso que é legal da comida árabe, né? Que a gente vai misturando tudo.

Coloca... ah, o arroz, né?

[Juliana] As famílias árabes devem ser muito legais, né?

[Paulo] Ah, eu acho que sim.

[Juliana] Porque tudo que envolve comilança é gente boa.

[Paulo] Eu vou usar aqui, o pão, como prato. Olha que ideia legal.

Se cair, já cai no pão. Eu como depois.

Arroz de lentilha. Oh, coisa gostosa, né?

[Juliana] Caraca...

[Paulo] Agora eu vou pegar um pedaço da cafta.

[Juliana] Tô chocada que os cachorros são muito educados.

O avião, o avião passando!

[música]

[Juliana] Desculpa, gente. Eu sou youtuber, mas...

[Paulo] A aviação ainda tá no coração, né? [Juliana] A aviação ainda bate aqui dentro, ó.

[Juliana] E aqui é pertinho do Santos Dumont, né? É uma das pistas mais bonitas do mundo, é o Santos Dumont, né?

[Paulo] Realmente.

[Juliana] Pra quem já teve a oportunidade de chegar aqui num dia ensolarado, num dia bonito...

Arrasa!

[Paulo] Ó, tô usando aqui de prato. Já coloquei a cafta.

[Paulo] Peguei um arrozinho com lentilha. [Juliana] Caraca, essa cafta tá...

[Juliana] Como diz a minha irmã... minha irmã fala de sacanagem.

"Felomenal". [Juliana ri]

[música]

[Paulo] Agora eu vou passar... sabe o que eu vou fazer?

Vou passar aqui, ó, homus...

Esse aqui é o arroz que caiu quando eu tava comendo a cafta.

Vou passar coalhada seca. Cadê a outra colher?

Coalhada seca, a gente passa assim, ó, do outro lado, pra não misturar.

[Juliana] Eu adoro fazer esses sanduíches estranhos, árabes.

[Paulo] Volta e meia, a gente faz uma noite árabe lá em casa, né?

A Juliana põe os sete véus, faz a dança dos sete véus pra mim.

Aí, agora eu vou pegar a cafta, um pedaço dela.

[música]

[Paulo] Tá maravilhoso! A gente enrola assim, ó...

[Paulo] E faz o que, né? Come. [Juliana] Um burrito árabe.

[Paulo ri]

[Paulo] Hummm...

[Juliana] Eu vou fazer a mesma coisa que o Paulo, ó.

PRAU! Rasguei esse contrato. Sacanagem.

[Paulo ri]

[Juliana] Os árabes não podem me maltratar depois desse vídeo.

Porque foi igual... a gente fez o vídeo da comida nordestina.

Eu falei bem horrores da comida nordestina.

Cheguei a falar que era uma das melhores culinárias do Brasil!

Mas mesmo assim, uma pessoa falou: "Mais respeito!"

Eu falei: "Eu não tô entendendo nada".

Apareceu o cara: "Mas eu não tô entendendo nada!", o meme.

E aqui, eu tô falando super bem, né?

Uma das culinárias que eu mais gosto é a culinária...

Eu não sei nem se eu tô falando árabe, se é certo, né?

Porque tem lá o lugar tal, o lugar tal, as regiões, enfim.

Conheço como comida árabe, com respeito. E eu amo! Amo, amo, amo, gente.

[Paulo] O pão, tem lugar que chama de pão árabe, tem lugar que chama de pão sírio.

Tem lugar que chama de pão pita, que você quer rir da minha cara.

[Juliana] Porque o Paulo fala "pão pita". Ó, vou botar arroz dentro do meu sanduíche.

Olha como é que ficou bonito o meu sanduíche.

Agora é só... fecha aqui e toma um chá.

[risos] [latidos]

[latidos] [Juliana] Os cachorros estão vindo.

[Paulo] É igual a Julieta, você viu? Ele vai se aproximando devagarzinho.

Daqui a pouco, ele tá dentro do nosso prato.

[juntos] Hummm...

[música]

[Paulo] Ainda tinha um negócio aqui que a gente não usou, ó.

Que é tipo uma cebola, não é? Picadinha.

[Juliana] Cebola e salsinha. [Paulo] Olha quem chegou aí do lado.

[Juliana] Oi! [Paulo] Oi, neném.

[Juliana] Tudo bem? Ele tá pedindo comida.

[Paulo ri]

[Juliana] Cadê ele? [Paulo] Tá lambendo minha mão aqui atrás.

[Juliana] Não sei se pode dar comida, né, gente?

Porque o cachorro é dos outros.

[música]

[Juliana] Não me morde, não. Ao vivo é sacanagem!

[Paulo] O nome dele é Paquito. [Juliana] Oi, Paquito!

[Paulo] Na coleira dele tá escrito Paquito.

Acho que ele viu que não ia rolar nada e foi embora.

[Juliana] Paquito é educadinho.

[Paulo] Ele veio fazer só amizade. Ele é educadinho mesmo. É Paquito mesmo! Tá chamando: "Paquito, Paquito..."

[Paulo ri]

[Juliana] Meu sanduíche arrasou. Só faltou uma coisa.

[Paulo] O quê? [Juliana] Limãozinho.

[Juliana] Cadê? O Paulo roubou meu limão!

[Paulo] Não roubei, tá aí na tua frente. Ó, metade aí no chão.

[Paulo ri]

[Paulo] Foi o Paquito que roubou teu limão. [Juliana] Até parece que cachorro ia roubar o limão.

[Paulo] Você tá zoando, mas nossos filhos, eles gostam de lamber limão, vocês acreditam?

A gente, às vezes, tá com um limãozinho em cima da mesa pra espremer em cima da comida.

Aí eles vêm pedir. Aí a gente: "Ué, tem certeza? É azedo".

Aí eles querem. A gente dá pra lamber.

A primeira lambida, eles fazem assim, ó...

A segunda lambida, já tá assim, igual picolé.

[Juliana] Eu falei pro Paulo: "É assim que a pessoa começa a tomar cerveja".

A primeira faz: "Eca!" Depois gosta.

Eu não gostei, não. Porque eu não insisti.

Eu sei fazer uma cafta muito boa, mas eu tenho que dar crédito.

Eu aprendi com o Mohamad.

Quando eu tenho dúvida de nomenclatura em relação à comida árabe, eu mando um WhatsApp pro Mohamad, porque aí ele responde e eu não falo besteira. É assim que funciona a vida. A gente pergunta pra quem sabe, né?

[Paulo] Isso aí. [Juliana] Comer, eu sei.

[Paulo] Até porque ele já viajou pra lá várias vezes, né?

Então ele vai saber muito mais do que a gente.

[Juliana] A família dele sabe. Ele é raizão, né, gente?

Quando eu fui pegar meu pedido, tinha uma menina assim.

Uma moça no balcão comendo doce.

Lá em casa, ninguém curte doce árabe. Eu sou a única que gosto.

O Paulo também não é muito fã, né?

[Paulo] Eu também não sou muito fã de doce árabe, mas eu comi quando eu era mais novo, né?

[Paulo] E o paladar da gente, ele vai... [Juliana] Muda, é.

[Paulo] Vai mudando, vai ficando apurado. Então pode ser que agora eu goste.

[Juliana] Então, eu comprei um ninho de nozes e um ninho de damasco.

[Paulo] Um ninho de damasco...

[Juliana] Acho que foi R$6,00 cada um também, se eu não me engano.

Doces árabes, muitos deles levam mel e massa folhada.

[música]

[Juliana] Cara, gostei muito desse piquenique que a gente tá fazendo, piquenique árabe.

[música]

[Paulo] Eu não curto muito nozes, mas a minha família inteira ama nozes.

Eu adoro damasco! Então vou começar aqui por esse doce...

[Paulo] Esse ninho com damasco. [Juliana] Por isso que eu comprei ele.

[música]

[Juliana] E aí, o doce é bom? [Paulo] É gostoso.

[Juliana] Mas...

[Paulo] Mas eu prefiro outros tipos de doce. Mas é bem gostoso, sim.

Não é aquele tipo de coisa que vai me dar desejo.

Tipo, "nossa, que desejo de um doce árabe", sabe?

Mas é gostoso.

[Juliana] Eu acho que eu tenho genes misturados, é... nordestino com árabe, pra comer.

Porque eu amo comida nordestina e comida árabe.

Eu gosto mais de comida árabe do que comida italiana, tu acredita?

[Juliana] Hummm... Porra, arrasou.

[Paulo] Engraçado, eu tô achando o de nozes mais gostoso que o de damasco.

[Juliana] É uma crocância em pessoa, esse doce.

[Paulo] Porque o de nozes, ele dá um equilíbrio.

Ele não é um doce muito forte, é um doce meio mediano.

[Juliana] O de nozes é bem melhor. [Paulo] As nozes dão uma quebrada no mel, sabe?

[Paulo] Fica bem equilibrado.

[Juliana] Tem um negócio árabe que todo mundo prefere, mas eu não ligo.

Que são aquelas balinhas de goma.

[Paulo] Bala de alga? [Juliana] Meio de algas.

[Juliana] É um doce árabe, gente. Leva mel, massa folhada e nuts.

Sacanagem, e nozes.

Tá de parabéns. Merece dancinha, né?

[Paulo] Merece dancinha. Que cachorrinho lindo, meu Deus!

[Juliana] Nossa, lindo. Ele vai vir comer nossa comida toda... sacanagem.

[Juliana] Bonitinho, né? [Paulo] Ali rola o encontro dos cachorros.

[Paulo] É por isso que tá cheio de cachorrinho aqui em volta da gente.

[Juliana] Gente, a gente vai ter que fazer uma dancinha árabe.

Vocês me desculpem se não ficar muito bom. É que a gente não tá acostumado mesmo a dançar dança árabe.

Só na época do Clone, quando começava.

A gente vai dançar sentado? Eu não aguento a inocência do Paulo.

[Paulo] Era a minha esperança de não passar tanta vergonha.

[Juliana] Vamos lá!

[música]

[Juliana ri]

[Paulo] Não é assim também!

[Juliana] Paulo tá querendo dança erótica. Eu não quero nada disso.

[Juliana] Eu quero dança árabe com respeito. [Paulo] E aí, Juliana? Compraria de novo?

[Juliana] Nem te conto!

Por mim, eu vou levar isso pra casa, comer tudo de uma vez.

E depois vou voltar sem câmera pra comer igual um bicho.

[Paulo] E você, curtiu esse vídeo? Se tiver algum outro tipo de culinária que você queira ver aqui no nosso canal, deixa aqui nos comentários.

[Juliana] Eu espero que vocês tenham gostado desse piquenique diferente.

Se vocês também estão gostando de ver o Rio de Janeiro como a gente tá mostrando, comenta aqui embaixo "Rio de Janeiro" que a gente vai mostrar muito mais!

[Juliana] A gente vai ficando por aqui. [Paulo] E... até a próxima!

[Juliana cantarola]

[música]