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"Cansei de ser gorda" - Faça as pazes com a comida

Olá, estou aqui com a Diane, que eu descobri pelo canal dela.

Uma blogueira do bem, do bem. Então pode seguir.

Na realidade, eu encontrei você porque você falou muito bem do meu livro.

- Meu livro ajudou você. - Muito!

(Música)

Eu achei seu vídeo muito lindo e pensei:

"Nossa, olha que interessante, eu quero conhecer".

E a gente acabou se conhecendo no bate-papo que aconteceu há pouco tempo, um bate-papo numa livraria, onde o tema era, justamente, sobre o corpo, ter um corpo feliz.

E você veio se apresentar, e aí que veio o convite para entrar no meu canal.

Porque realmente gostei muito, muito, do seu trabalho, um trabalho bem sensato, com um olhar bem saudável agora, dessa questão justamente do peso.

Então eu vou deixar a palavra para você se apresentar aqui e também contar um pouquinho da sua história.

Bom, gente, tudo bem? É um prazer imenso, Sophie, estar com você aqui, eu nem acredito direito que eu estou aqui...

Está aqui!

Foi uma surpresa muito grande, eu fiz muito para te encontrar nessa livraria porque eu queria muito te conhecer.

Para mim, além de ser uma experiência muito linda na minha vida te conhecer, foi justamente porque você teve uma participação muito profunda na minha evolução. Eu falo evolução porque...

Meu nome é Diane. A Sophie me apresentou, eu sou do Cansei de Ser Gorda.

Cansei de Ser Gorda, vale a pena seguir.

E esse nome, na verdade, eu falo para todo mundo que eu nunca vou mudar ele, embora hoje eu perceba que eu não tinha cansado de ser gorda, eu tinha cansado de outras coisas da forma que eu vivia.

Mas eu falo que eu não vou mudar o nome do canal, porque é minha marca, é como eu comecei o canal.

Quando eu comecei o canal, eu estava, infelizmente, como eu vejo que muitas mulheres hoje em dia estão.

Na busca incessante de emagrecer, a qualquer custo, a todo custo.

Qualquer custo de saúde...

Sim. De saúde, de bem-estar, de tudo, porque...

A minha vida era programar a próxima dieta.

Porque a última, obviamente, não tinha funcionado.

Eu tinha perdido três e ganhado cinco.

Então ela não tinha funcionado, então eu tinha que pesquisar novas dietas.

E eu vivi assim, Sophie, desde pequenininha, porque desde pequenininha eu sempre tive um sobrepeso, e eu nunca tratei a raiz daquilo, eu nunca fui entender o porquê que eu descontava as minhas emoções, as minhas frustrações na comida.

Eu só comia. E eu não sabia porque que eu comia.

E quem for seguir o canal, os primeiros vídeo, gente, é a Diane desesperada, a palavra é essa, para emagrecer.

Foi assim durante os primeiros vídeos, acho que ficou assim durante um ano, na verdade eu ainda tentando, tentando, tentando fazer de tudo.

E aí uma nutricionista, que é a minha nutricionista, ela sempre tentava conversar comigo algo mais interno.

E eu nunca dei ouvidos...

Porque até uma vez eu vi, em um dos seus vídeos, você falando que, quando a gente se permite comer, a gente vai saber comer.

E quando eu assistia aquilo, eu falava: "Eu não!"

- Exatamente! - "Eu não vou!"

Mas isso, sabe, Diane, é normal.

Porque você vivenciava só fracasso.

Fracasso de dieta, fracasso de tentar emagrecer e só engordar, então o que a gente vê é que a confiaça com o corpo está sendo zero, quase.

O meu corpo não presta, a Sophie fala coisas que fazem sentido mas eu, meu corpo...

Não funciona, para mim não vai funcionar.

E eu, cada vídeo que ela me mandava, essa minha nutricionista que é quem me acompanha hoje, ela sempre me mandou vídeos de Sophie.

E ela falava: "Vê lá os vídeos dela, poxa, tem uma abordagem tão bonita, vai te acalmar".

E eu falava: "Tá bom". Aí eu ia lá e assistia, mas eu ainda tinha esse pensamento:

"Ai, gente, está muito lindo isso aqui, mas para mim isso aqui não vai funcionar.

Se eu comer meu chocolate o quanto eu quero, eu vou comer um monte de chocolate, não vou dar conta."

E isso era o que vinha na minha cabeça.

Aí eu falei: "Quer saber?"

A minha mudança, eu falo que foi muito prática e muito simples.

Teve um dia que eu estava cansada e eu falei para mim mesma:

"Eu estou nesse caminho há 27 anos, e não teve resultado".

Então ali eu pensei: "Eu vou mudar o caminho, eu vou tentar algo novo, algo que eu nunca tinha tentado na minha vida."

E aí começou a mudança e a entrada de Sophie Deram na minha vida.

Que foi o quê? Foi de não fazer dieta?

A primeira ideia minha é: eu preciso conhecer o trabalho dela, foi onde eu peguei O Peso das Dietas, comprei mesmo, li, eu falo que eu engoli porque eu li ele... me chamou muito a atenção, eu me vi em muitas páginas do livro.

Eu escuto muito isso:

"Ah, Dra. Sophie, parece que você contou minha história".

Muitas... e até nos relatos que você coloca no livro, eu também me via naquelas pessoas.

E aí eu li o livro da Sophie... e aí eu terminei o livro da Sophie, eu falei:

"Me encontrei. Eu não quero mais fazer dietas, agora eu quero me conhecer, conhecer a minha fome, e conhecer a minha saciedade. Conhecer, enfim, a Diane."

E aí começou a minha, que eu falo, a minha evolução. quem segue o canal também percebe que... como mudou!

Eu falo que meu sorriso mudou, eu falo que meu olhar mudou, eu falo que meu desespero foi embora, a minha paz entrou.

- Entrou em paz.. - Entrou em paz!

Porque eu não vivia em paz.

E aí tem os efeitos de Sophie que mudou tudo, né?

Mas eu costumo falar, fazer as pazes com a comida, você faz as pazes com você.

Mas não é brincadeira. Se a gente está em briga contra a comida, a gente só vai pensar: o que comer, não comer, porque comer, quando comer... o tempo todo ficamos obcecados.

- A gente não faz mais nada. - Mais nada!

Só pensa sobre o que comer ou não comer.

E você come planejando a próxima refeição porque, pelo menos para mim, meu medo era sentir fome.

Exatamente, é.

Porque eu não sabia como lidar com a minha fome, então eu morria de medo de sentir fome.

E aí eu comia, almoçando... "Mas o que eu vou lanchar?"

Conclusão...

Agora você não tem mais isso?

Não, agora minha fome chegou, está tudo bem.

Vê, gente, dá para perder esse medo.

Eu escuto muito esse medo de passar fome, ele vai embora quando a gente entra em paz. É como se você falasse para seu cérebro:

"Oh, não precisa ter medo, porque vai ter comida".

"Fica calmo que eu não vou restringir mais nada, eu vou te dar comida quando você pedir. "

Foi bem isso mesmo, essa foi a mudança.

Eu sempre brinco que eu não sei como você fez esse livro, porque eu vejo você, nunca foi gordinha nem nada, e eu acho que você pega nossos sentimentos de uma forma tão intensa...

Que lindo, obrigada!

De verdade, quando eu li, aí eu já fui procurar ela no Instagram, e já fui ver o trabalho dela, e eu falei: "gente como essa mulher conseguiu identificar o que eu sentia de uma forma tão perfeita?"

Sabe, isso tem a ver com quase 20 anos de atendimento de pessoas sofrendo. Então eu costumo falar, sou especializada em tratamento da compulsão alimentar.

Nunca passei por compulsão alimentar, mas de tanto que as pessoas me contam, eu sinto na pele o que é.

Eu consigo falar para os pacientes até coisas que eles mesmos não percebem.

Muitos pacientes pensam que ter compulsão é normal, só uma questão de não ter força de vontade, não ter disciplina. E quando eu explico para eles o que eles estão passando, eles percebem que realmente é uma coisa séria, que precisa ser tratada. É, eu tinha compulsão alimentar, eu falo que... é com muita alegria que eu falo que eu já estou há seis meses sem episódios de compulsão alimentar.

Nossa, parabéns!

Sim, graças a Deus está super lindo, assim.

Mas exige muita coragem.

Porque... foi um trabalho em conjunto com terapia, eu faço terapia também, e com tudo que eu aprendi com a minha nutri, que é comportamental, então é um trabalho em conjunto que faz toda a diferença.

Porque é preciso muita coragem para você parar...

Acho que o ponto é esse: de você parar de ver a comida dessa maneira, a comida como um refúgio de tudo na verdade, e ela se torna um conforto.

E a comida, em muitos momentos, eu acho...

Hoje eu acho que ela pode ser um conforto em algumas situações.

Porque qual é o problema daquele chocolate em um dia difícil? Tá tudo bem!

E esse "tá tudo bem" é muito bonito porque a minha nutri, ela fala: "Didi, tá tudo bem!

Tá tudo bem, seu corpo sabe lidar de uma forma perfeita, ele é perfeito!"

E quando eu entendi que estava tudo bem aquele chocolate quando...

Estava tudo bem, não tinha problema.

Ele se tornou só um chocolate em um dia difícil.

Exatamente. A diferença é que a comida, em vez de ser uma coisa que você estava engolindo para anestesiar as dores da vida, você agora tem uma relação muito mais saudável com a comida.

Quer dizer, ela tem um papel importante na vida, no nosso prazer de comer, e a gente tem que comer com prazer.

Sabe que quem come sem prazer, adoece.

Então o prazer de comer é importante.

Mas é um prazer mais consciente.

Quer dizer, eu vou decidir sim que eu preciso de um pedaço de chocolate.

- É mais consciente, né? - Muito mais consciente.

Porque, pelo menos na minha época de compulsão, quando eu via, eu já tinha engolido...

- Tudo. - Tudo...

E eu, se você me perguntasse: "Mas o que você comeu?"

Eu falava: "Sophie, eu não sei. Eu só peguei e só comi".

Era uma coisa tão rápida, porque eram dois, três minutos e eu já tinha comido aquela quantiade.

Hoje, quando eu percebo que é uma vontade, que eu acho que nosso corpo, até nisso ele é perfeito ele é inteligente, ele te manda essa vontade de algo diferente, algo mais doce ou algo mais salgado.

Se você estiver com atenção no seu corpo, e ouvindo a sua fome e a sua saciedade.

Até a fome, às vezes, você não está com fome.

Mas vem aquela vontade que é genuína do seu corpo.

Você vai comer e, conscientemente, você vai comer só aquilo, e está tudo bem e segue seu dia!

Nossa, que linda, hein, Diane.

Agora pode dar aula de comer consciente.

Não, não...

Mas você vê o quanto seu depoimento é importante para todo mundo que está aqui, que está nessa situação de "ah meu Deus, parece impossível".

Mas é possível e busque ajuda, especialmente quando tem compulsão alimentar.

- É uma doença! - Tem que ser tratado.

Tem que ser tratado, Então, o atendimento é...

O tratamento é multidisciplinar, não é só nutrição, não é só psicologia, é um conjunto. É verdade. E foi assim, foi um conjunto.

E é possível, é possível...

Você voltar a amar a si mesma, voltar a ter prazer na comida, parar de ter medo.

Eu tinha medo, em festas, em comemorações, eu tinha medo... Parei!

Porque você começa a aproveitar a vida e a celebrar a comida de uma forma bonita. É muito possível.

E agora que vão vir as festas do final do ano?

Como que você vai encarar esse ano?

Tranquilo, tranquilo. Vou aproveitar, vou...

Eu acho que hoje também descobri que existem pessoas na festa, dá pra você conversar, porque antes, ou eu estava 100% na comida, esperando a comida, ou eu estava 100% longe dela.

Eu sempre tive dois extremos.

Ou eu queria muito atacar, ou eu queria muito fugir, com medo de engordar.

E, desculpe interromper, mas provavelmente, em uma situação ou na outra, uma grande frustração, e chegando em casa com, às vezes, ataque de compulsão.

Porque... muita culpa, muita sensação de mal-estar, de não ter aproveitado o momento, e hoje que vai ser outra Diane na época de festas, você vai encarar esse momento como um momento feliz, porque é normal comer um pouquinho mais nas festas.

A gente tem esse comer social, que faz parte da felicidade do ser humano.

Então, encarar as festa como tudo de bom, mas também ver que não é só comer.

Tem outras coisas, né?

- Tem outras coisas prazerosas. - Prazerosas também!

Dá pra você brincar com as crianças, dá pra você conversar, dá pra você... enfim, está em família, você pode fazer o que você gosta de fazer.

E na hora de comer, você vai comer, vai apreciar, vai degustar, vai celebrar com quem você ama.

Acho que esse é o ponto, a gente para de colocar a comida também... essa supervalorização da comida, ou não, porque é o que eu falei, eu restringia muito e aí acontecia isso: ou eu ficava arrependida de não ter comido, ou quando eu comia, eu falava:

"Meu Deus, por que eu comi tudo aquilo?"

Porque era uma coisa muito exagerada.

Ou frustração ou culpa.

E as duas coisas te fazem perder controle.

Depois do exagero, de pensar:

"Ah mu Deus, eu perdi meu dia", "não valeu a pena"...

E aí a comida, ela vira um refúgio.

- Então pode... - A gente perde essa autonomia.

Parece que nosso corpo não é nosso.

Eu sentia isso também.

Agora acho que estou dona do meu corpo mesmo, estou comandando, estou ouvindo, é muito bonito.

E posso perguntar também... O objetivo também mudou.

Apesar de ter chamado seu canal

Cansei de Ser Gorda, o que você hoje está procurando, não é mais um peso na balança.

O que você está procurando é mais uma paz, um estilo de vida mais tranquilo, não é verdade?

- Sim, sim... - Mudou o foco, hein?

Eu falo que eu não vou trocar o nome do canal mesmo, mas realmente não é mais a minha prioridade na vida como era no primeiro vídeo.

Hoje eu vejo a perda de peso como uma consequência de uma boa relação comigo mesma, e com a minha alimentação.

Ela é uma consequência, ela vai ter o tempo dela, ela vai acontecer aos poucos, ela vai chegar.

Eu já sinto a mudança no meu corpo, eu já perdi peso, mas eu não me peso porque eu acho que existem outros parâmetros também, que são até mais importantes hoje para mim.

Então, a forma que hoje eu me sinto, é para mim o que vale a pena. É, perfeito. E sabe, tem até um estudo que avaliou mulheres, e perguntaram:

"Você se sente bem? Ou se sente acima do peso?"

E estudaram durante mais de 10 anos essas mulheres.

Aquelas que se sentiam gordas, engordaram.

Durante esses 10 anos.

Aquelas que estavam em paz ficaram meio estáveis.

Entao a gente até questiona isso.

O simples fato de se achar gorda faz a gente engordar. Por quê?

Porque a gente vai buscar métodos que não são métodos adequados com nossa saúde, e pode até fazer engordar.

Então eu até chego a falar no livro, que fazer dieta....

- Engorda... - Pode fazer engordar.

Sim. Eu conheço pessoas que queriam perder quatro quilos aí começaram uma dieta, e agora querem perder 15.

Porque você perde o domínio do seu corpo e vira bagunça ali dentro.

Eu acho que ele não entende muito bem também essas...

Tira, coloca, restringe, exagera.

E acaba qie esse ciclo de dietas engorda.

E eu já senti isso na pele, engorda de verdade.

Eu emagrecia e engordava.

Engorda mais, mas também muda a relação com a comida.

Então a comida, ela vira resposta para tudo.

Estou triste, vou comer. Estou feliz, vou comer.

Estou cansada, vou comer. Estou com tédio, vou comer.

Chego a falar com alguns pacientes bem graves, que têm compulsão alimentar, alguns me falam:

"Até vontade de fazer xixi, eu ia comer.

Eu não sabia sentir meu corpo.

Qualquer mal-estar, eu ia comer".

Então se você está nessa situação, busque ajuda.

Porque vale a pena reorganizar tudo isso e fazer as diferenças.

"Ah, eu tive um dia difícil, eu quero um chocolate".

- Por que não? - Por que não?

Tá tudo bem se você pegar seu chocolate num dia difícil.

O prazer de comer é importante.

Não é de ficar sem o prazer de comer, mas também aprender a lidar com essas emoções.

E hoje você acha que está ainda com um pouquinho de comer emocional?

Ou você está totalmente zerada disso?

Não, eu falo que é um tratar que eu acho... que eu acredito que ainda vão anos aí porque tem muita coisa que acarretou durante muitos anos de dieta.

O que eu tento hoje, é sempre buscar a Diane mesmo, entender um pouquinho mais da Diane.

Eu acho que quando a gente entende um pouco mais da gente, a gente até pode comer algo achando que é exagero, mas quando você tem a consciência do porquê, eu sempre falo dos porquês.

"Mas o porquê que eu comi?"

"Era isso que eu queria ter comido?"

E eu sempre me questiono.

O que eu aprendi na nutrição mesmo era me questionar.

Principalmente... Eu almoço fora, então eu tenho aquele buffet de coisas, e eu falo:

"Tá, o que eu quero?"

Eu olho, "o que eu tenho vontade de comer?"

E eu me questiono hoje muito mais do que antes, muito mais mesmo.

Em cada refeição, eu procuro entender um pouquinho mais daquele momento para a Diane.

Eu acho que isso me ajuda a não comer emocional, mas eu não vejo problema no comer emocional hoje, se for de uma forma consciente.

Eu acho que a comida, ela também pode te trazer esse conforto.

Ela também pode te trazer esse carinho, se você tiver consciência de como comer isso, como entender esse seu momento, com consciência, não vai haver compulsão.

Está lindo o que você está falando, porque tudo que a ciência comprova.

Essa autocompaixão, de se escutar e também de se respeitar, de se cuidar.

Um autoconhecimento, mas também com muita autocompaixão.

Eu, de vez em quando, vou precisar sim para me fazer um bem, que vai me deixar com bem-estar, e a gente vê que saúde, a definição de saúde, é um estado de bem-estar.

- Saúde não é peso. - É verdade.

E nossa sociedade, ela mistura tudo, ela confunde magreza, saúde, beleza.

E na realiadade, saúde é um estado de bem-estar.

Então é isso que você está ganhando com essa... essa busca, você está ganhando mais saúde e você está gostando tanto, que ninguém vai te obrigar no outro caminho.

Porque você sente, dentro de você, você sente que é um caminho que está te fazendo muito bem.

Foi legal você falar isso, porque tem muitas pessoas que me procuram pelo canal, pelo Cansei de Ser Gorda, e me abordam, me pedindo algumas coisas, me propondo algumas... Nada vai mudar meu caminho.

Eu acho que esse... Se reeducar, se conhecer, entender seu corpo, ter essa autocompaixão, eu acho que é o caminho mais sustentável. É aquele que vai ser para sua vida inteira.

Você não vai mais ficar nesse efeito sanfona, emagrecendo e engordando. Você vai estacionar, você vai ficar bem consigo mesma, você vai ter esses momentos de comer alguma coisa a mais, mas são momentos e seu corpo vai saber lidar, e aí você vai voltar para sua rotina porque já vira um hábito você comer dessa forma, com pensamento, com o coração, você comer dessa forma já vira algo que, no comecinho eu tive que ter mais disciplina.

Quando eu entrei nesse novo mundo de sair da dieta, e começar a voltar a comer, existia muito medo dentro de mim de não conseguir.

De não dar conta. É a maior dificuldade que eu encontro, para as pessoas acreditarem nesse conceito.

A maior dificuldade é o medo.

Medo de engordar.

Para mim, foi a parte mais difícil nisso tudo, porque eu estava em um canal aberto, onde eu tinha muita vizualização...

Como eu ia colocar para o mundo que eu tinha cansado de dietas, e eu não ia mais fazer dietas, e eu ia voltar a comer?

E foi uma parte muito difícil porque é onde a gente briga muito com a gente mesmo.

Quebrando muitos paradigmas de muitos anos que a gente mesmo construiu.

Então quebrar essas crenças é muito difícil. É muito difícil, mas vale muito a pena.

Que linda, hein...

Então vale a pena você voltar a comer.

Estou adorando, estou adorando.

Você tem tudo a ver com o que estou pregando aqui nesse canal, então acho que você é uma prova viva que é possível, não é fácil, não é de um dia para o outro,

"oh, já acordei assim". É um processo, a gente está falando mudança de hábitos...

Leva tempo.

Leva tempo, entender que cada passo é uma vitória, a gente não busca perfeição, a gente busca progresso.

Da onde você está, indo, progredindo, por outro caminho, né?

E aí você vai ganhando mais força, aí você não volta mais...

- Não tem volta. - Não tem volta mais.

Quando você vai entendendo todo esse mundo, ninguém te segura mais.

- É, ninguém. - Ninguém.

E ninguém te faz também fazer coisas que você não sente um propósito.

Sim, não quer fazer. É um ganho de muita segurança.

E que você leva para a vida.

O que eu também estou falando muito, é: você não está mais em briga contra você, por isso que é sustentável.

E não é mais um esforço.

- É verdade. - Concorda?

- Já vira algo que... - Flui.

A gente já volta a ser amigas.

Que linda!

Muito obrigada pela vinda aqui.

Eu que agradeço.

Gosto mais ainda de você, porque eu não tinha entrevistado, tinha visto o vídeo, a gente se encontrou...

- Dentro do... - Foi rapidinho.

Num momento de autógrafos.

Tirei um monte de foto...

Eu apareci no seu Insta, você apareceu no meu, e a gente começou a se curtir.

Mas muito obrigada, e continue assim.

Estou aqui também, vou continuar meus vídeos para você seguir também.

Eu já sigo, já comento todos.

E você está no efeito Sophie...

Sim, estou no efeito Sophie.

Ok, muito obrigada.

Obrigada eu, Sophie, obrigada mesmo.