Meu bebê não quer comer
Ahhhh...os bebês...
Quem resiste a essas coisinhas mais fofas?
Tantas novidades... Tantas descobertas...
Até que chega aquele momento… digamos… desafiador!
A hora do papá!
(Música)
Crianças são como uma caixinha de surpresa: cada uma tem uma forma de reagir aos alimentos.
Mesmo quem não é pai ou mãe de primeira viagem pode se surpreender: um filho, come que é uma beleza.
O outro, uma complicação!
Isso acontece nas melhores famílias, não se preocupe!
Essa é a queixa mais comum nos consultórios.
O intuito desse vídeo é acalmar o coração dos pais que estão passando por dificuldades na hora do papá.
Quero explicar melhor as fases que a criança passa, justamente para que você entenda que alguns comportamentos são completamente normais.
Normais!
Mas vale lembrar que as dicas que vou dar aqui não substituem uma consulta.
O acompanhamento médico é essencial desde cedo!
Se você anda tendo muitos problemas relacionados à alimentação do seu filho, converse com seu pediatra de confiança.
Ele com certeza é a melhor pessoa para tirar suas dúvidas e te orientar, para diminuir essa ansiedade toda e fazer da hora da refeição um momento mais tranquilo!
(Música)
O Ministério da Saúde recomenda que as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses.
A partir de então, os alimentos devem começar a entrar de forma gradual, e melhor ainda se conseguir manter a amamentação!
Aí começa a introdução das frutas e papinhas feitas com grãos, cereais e tubérculos, hortaliças, carnes e ovos.
Nessa etapa, o bebê está em pleno crescimento.
Você sabia que, no primeiro aninho de vida, a criança cresce em média 25 centímetros e triplica o peso?
Ou seja, nessa etapa, uma boa alimentação ajuda a prevenir carências nutricionais e diversas doenças, além de ser uma peça fundamental no desenvolvimento.
Mas é importante saber que, enquanto algumas crianças aceitam super bem novos sabores e texturas, existem outras que são mais resistentes.
Como eu disse no começo desse vídeo: cada serzinho é particular e tem uma forma de encarar a alimentação!
A fase mais crítica, no entanto, é a partir dos 12 meses.
Porque quando a criança faz um aninho, o crescimento desacelera um pouco, então, o apetite pode sim diminuir.
(Música)
Outra coisa comum a partir do primeiro ano é o fato de a criança demonstrar mais sua personalidade e seus gostos.
Ela está formando as preferências!
E também podem vir fases em que a criança come menos; e outras que come mais
Aceita determinado alimento numa semana; na semana seguinte, nega!
E tudo bem!
Pra não "pirar", é bom ficar de olho no comportamento do seu filho: está brincando normalmente, feliz, se sentindo bem?
Então não precisa se preocupar tanto.
Provavelmente está bem alimentado!
Agora se demonstra desânimo, cansaço ou fica doente toda hora, contate o pediatra para se certificar se algo está errado.
(Música)
Uma coisa importante que os pais precisam ter em mente é que os bebês já nascem com a capacidade de ouvir os sinais de fome e saciedade.
A gente perde um pouco dessa sensibilidade com o passar do tempo, infelizmente, mas nos primeiros anos de vida esse radar está super afiado!
Não é à toa que a criança chora quando tem fome.
E quando se sente satisfeita, simplesmente para de mamar ou de comer.
Então é importante saber respeitar a fome do seu filho.
Respeitar a fome do seu filho.
O papel dos pais é oferecer comida de qualidade, e ser um pouquinho mais flexível com o tamanho das porções.
Claro que também não é para deixar a criança totalmente livre, porque pode ser que ela queira comer só coisas ricas em açúcar e gordura, que agradam o paladar.
Mas ao invés de ficar se preocupando se ele comeu o prato todo, procure focar mais na qualidade, e menos na quantidade.
(Música)
Eu sei que falta tempo pra todo mundo cuidar melhor da alimentação.
Mas a melhor coisa que você pode fazer para o seu filho é acostumá-lo, desde cedo, a comer mais comida de verdade, fresca e caseira, e menos industrializados.
Na verdade, essas recomendações servem para qualquer idade!
Qualquer idade!
Os produtos ultraprocessados podem ter muita gordura, açúcar, sódio e aditivos químicos.
Por isso, capriche na oferta e na variedade de legumes e frutas picadinhas, verduras, grãos, cereais, queijos, carnes de todos os tipos.
E sempre ofereça água ao invés de bebidas doces!
Esse será um grande passo na educação alimentar do seu filho, porque ele vai acostumar, desde cedo, a ter um paladar mais habituado aos sabores naturais.
(Música)
Agora que já falamos bastante sobre os alimentos, vamos falar um pouco de hábitos bacanas que você pode tentar implementar dentro da sua casa.
Eu sempre digo que o comportamento é tão importante quanto o nutriente, e, de fato, se você incentivar boas práticas em torno da mesa desde cedo, com certeza vai colher bons frutos no futuro.
E um dia seu filho vai te agradecer por ter crescido com uma relação tranquila com a comida, e vai ter menos chances de ter excesso de peso ou desenvolver transtornos alimentares!
(Música)
Eu sei que muitos pais se sentem cansados com a rotina alimentar, com o fato do bebê recusar certos alimentos, e com o próprio acúmulo de tarefas gerado por uma criança.
Mas é importante tentar minimizar o estresse em torno da alimentação.
Se o bebê recusar ou não quiser comer, evite brigar, gritar ou perder a paciência.
Porque se a tarefa for toda vez motivo de choro e briga, o bebê vai passar associar as refeições a algo exaustivo e desgastante.
Uma forma de deixar o ambiente mais descontraído e atrativo para o bebê é deixar que ele se suje!
Que pegue os alimentos com as mãozinhas e se lambuze mesmo!
Esse contato direto é uma experiência sensorial muito rica e o bebê pode ficar mais tranquilo na hora de comer, porque estará brincando também.
O nosso corpo gosta de rotina, então, cultive bons hábitos com seu filho respeitando horários para as refeições principais, mesmo aos finais de semana.
E é legal tentar ter leveza nesses momentos, para que a criança entenda que a hora de se alimentar é feliz!
Para isso, prepare o ambiente. É importante criar uma atmosfera tranquila, sem muitos estímulos.
Muitos pais acabam cedendo ao tablet ou à TV para distrair a criança e conseguir fazer com que ela coma enquanto está prestando atenção em outra coisa.
Mas isso não é uma boa prática, porque é importante que o bebê crie consciência, desde cedo, sobre seus sinais de fome e saciedade e sobre o que está comendo.
(Música)
Se o bebê recusar determinado alimento, continue oferecendo em outras ocasiões.
A ciência mostra que as crianças precisam provar várias vezes algumas coisas para começar a gostar.
A cenoura não fez sucesso da primeira vez?
Tente na próxima semana, em forma de purê, numa sopa, no meio do arroz... use a criatividade até que o pequeno se acostume com o sabor.
(Música)
Ok, o bebê não comeu.
Como lidar com a vontade de colocar alguma coisa no lugar?
Uma mamadeira, um iogurte, uma bolachinha... é difícil mesmo resistir, porque se tem uma coisa que pai e mãe tem medo é de deixar o filho sem comer!
Só que se toda vez que ele não comer, você der outra coisa gostosa no lugar, ele vai entender que não precisa comer comida, concorda?
Então, resista à tentação!
Se o bebê comeu pouco em uma das refeições, provavelmente vai chegar à próxima com mais fome.
E aí você volta a oferecer comida!
(Música)
Para finalizar, quero dizer para pais e mães se cobrarem menos e não sentirem tanta culpa se o bebê está dando trabalho para comer. É preciso entender que nem sempre que a criança chora é fome.
Verifique se ela não está irritada com outros motivos, como sono, fralda suja, frio, calor, barulho… e, como eu disse, essas dificuldades todas são normais.
Espero que consiga implementar algumas das minhas dicas e encarar a alimentação do seu filho com mais leveza.
Tente cumprir seu papel, que é o de oferecer comida, mas lembre-se que seu filho é dono da fome, ok?
Faça o seu melhor tentando cultivar hábitos saudáveis e ensinando ao bebê, desde cedo, que comer serve para nos nutrir mas também para nos trazer momentos felizes!
Criar um filho em paz com a comida é o melhor presente que você pode dar para ele!
Bon appétit!
(Música)
