O que o Yoga me ensinou sobre alimentação
Eu comecei a faculdade de psicologia sempre buscando entender um pouco mais como funcionava a mente humana e poder auxiliar as pessoas é algo que eu tenho desde muito nova, de querer ajudar as pessoas de alguma forma só que fazendo a faculdade de psicologia eu percebi que eu não tinha tanta prática não conseguia tocar tanto nas pessoas né. Eu fiz por pouco tempo, mas já foi suficiente para perceber que seria mais algo subjetivo e eu sentia falta de algo mais prático, então eu decidi trocar por fisioterapia, comecei a fazer fisioterapia me apaixonei pelo corpo humano e por entender sobre como o corpo funcionava. E dentro da própria faculdade eu descobri que tinha aula de yoga aberta com os alunos e eu já tinha tentado fazer yoga quando tinha 15 anos eu fui na primeira aula, minha mãe que me levou só que eu achei muito chato, fiquei com muito sono, acheu muito parado e durante a faculdade que eu redescobri o yoga e comecei a praticar comecei a me sentir muito bem quando saía do yoga e senti que meu corpo respondia bem sentia muito mais relaxada, comecei a ter mais saúde, mais disposição
A faculdade de fisioterapia ela traz uma visão geral do corpo humano mas atua de uma forma específica, então era tratada uma pessoa que tinha dor cervical, dor de ombro e ao conversar com essas pessoas que eu atendia, eu ia percebendo que muitas vezes as dores e desconfortos que elas tinham não estava só ligada ao físico, muitas vezes está ligado também a um campo emocional a rotina daquela pessoa, sobrecarga de estresse, aquilo que ela comia estava tudo associado então como se tivesse vários fatores que contribuísse para aquela pessoa chegar àquele estado de doença ou num estado de saúde então ao praticar yoga dentro dos comandos da aula comecei a perceber melhor o meu corpo, entender melhor como o meu corpo funcionava e também comecei a entender um pouco melhor como funcionava o corpo das pessoas daqueles clientes que atende aquela época. E desde a faculdade e comecei a aplicar técnicas de yoga, já fiz durante a faculdade a minha primeira formação comecei a aplicar técnicas respiratórias, já vendo benefício para as pessoas
Comecei a atender alguns colegas meus de profissão ensinar para eles algumas coisas e já fui percebendo o quanto o yoga dava uma visão também global, mas incluindo outros aspectos que a faculdade de fisioterapia não incluia. O próprio desenvolvimento da consciência do teu corpo, ele vai através da auto observação. Então se eu começo a perceber o meu corpo, seja numa aula de yoga, seja numa academia, seja no meu dia a dia enquanto estou sentada trabalhando, se eu vou estreitando essa comunicação com o corpo ele vai me dando sinais. Se eu preciso descansar um pouco mais
Se eu preciso movimentar um pouco mais, se eu preciso de um pouco mais de água
Se eu tô sentindo um pouco de secura na minha garganta se eu estou com um pouco de dor de estômago, se isso é de fome e se isso é de excesso de comida. Se eu tô estufada, se eu tô inchada. Então o corpo vai dando pequenos sinais e até mesmo já mostrando alguns desequilíbrios como "eu tô com dor de cabeça, eu tô com dor articular e eu tô com intestino preso".
Então tudo isso são formas que o nosso corpo tem de dialogar com a gente, né?
Todos os sinais e sintomas são maneiras de dialogar e isso eu fui aprendendo muito com yoga e consegui atuar colocando em prática também na minha profissão que é fisioterapia. E pra mim o que o yoga tem a ver com a alimentação é esse trabalho de auto observação e te trazer consciente no momento o momento presente.
Dentro do meu estudo de mestrado eu consegui aplicar o yoga no trabalho com mulheres que estava sobrepeso ou obesas e é o maior benefício que elas sentiam era o de tomar consciência do corpo e realmente perceber qual era o momento que elas tinham fome ou apenas a vontade de comer então muitas delas estavam com outros sintomas associados como ansiedade depressão, sobrecarga de estresse, então muitas vezes acabavam colocando na comida uma compensação aos fatores emocionais então a própria prática do yoga de trazer consciente para o teu corpo e trazer consciente preto respiração, vai te auxiliando em toda uma outra visão da vida, de como levar a minha rotina com o que comer então dentro disso que foi uma sequência dentro da minha história de eu começar dentro da fisioterapia tomar consciência do corpo a trabalhar com o corpo a utilizar o yoga como uma visão mais global de olhar essa pessoa com uma estrutura geral e perceber que esse não é só um corpo físico que esse corpo e tem história tem cenas em cada pedaço dele e aquele corpo tá se comunicando contigo, e aí dentro disso está trazendo cada vez mais ferramentas para as pessoas poderem fazer isso sozinhas, não precisar de mim ali na aula, tanto numa aula de yoga, quanto no atendimento de ayurveda pra tá lembrando elas disso então é um arsenal de passar ferramentas que essa pessoa mesmo colocar em prática
Dentro de toda sua trajetória eu fiz muitos cursos várias coisas e só que no fundo sempre o que eu gostava mais era de falar sobre alimentação, de falar o impacto que isso realmente traz no corpo então entre todos os técnicas que eu fiz, inclusive eu também já dei cursos de culinári, eu vi que o que eu mais gostava era de falar sobre isso de coisas simples, de como tornar a alimentação simples, possível e acessível para que as pessoas adquiram consciência e liberdade do que comer e não fiquem presas a uma caixa que é o que eu sinto e vivo no meu dia a dia. Eu não sigo uma dieta, não sigo muito menos uma dieta da moda, eu não sigo receitas prontas eu ouço meu corpo, percebo que ele deseja comer naquele momento, percebo se aquilo é mesmo uma fome, um desejo, uma necessidade ou é uma gula, é uma vontade de comer algo e dentro disso consigo está percebendo que seria melhor e me potencializaria com saúde dentro do meu momento de vida, dentro da rotina que estou levando no dia a dia, se é uma rotina mais agitada, mais tranquila e de que forma o corpo se comunica comigo e como eu posso usar a alimentação para que eu vibre com mais saúde para que eu vi com mais disposição e eu acho que isso e o quanto isso beneficiou a minha vida e o quanto potencializou minha saúde, desde antes do meu processo de doença. Eu passei por um processo um tratamento de um adenoma na hipófise, um tumor benigno e esse eu acho que foi o grande momento de trazer toda essa história que já existia uma caminhada de 5 anos de yoga e de ayurveda foi naquele momento que eles realmente me deram a base e me auxiliaram tanto na parte física quanto na parte emocional. Então perceber meu corpo começou a dar sinais e conhecendo o meu corpo eu vi que não estava no meu total equilíbrio e frente é isso eu optei também por utilizar da medicina tradicional, que eu acho que ela também é importante, porém o que me deu o pano de fundo para conseguir passar pelo processo e não ter tanto efeito da medicação, tanto efeito nocivo no meu corpo foi o processo de desintoxicação do ayurveda, foi uma alimentação ayurvédica, foi o uso de alguns suplementos, de ações específicas de alguns alimentos para ajudar no processo e o yoga deu todo amparo também dentro da parte corporal, de trabalho de posturas, a própria meditação, a respiração tudo isso foi me auxiliando a olhar para a questão que estava passando, a perceber a raiz o desequilíbrio e conseguir fazer um tratamento mais equilibrado e harmonioso com o corpo possível. E eu acho que isso e o quanto isso beneficiou a minha vida, e o quanto potencializou a minha saúde desde antes do meu processo de doença né e depois principalmente também, muitas pessoas começaram a me fazer muitas perguntas, os alunos dentro do yoga, nos atendimentosde ayurveda, no meu próprio ciclo de amigos eu comecei a perceber que as pessoas não se davam conta do simples, ficavam muito presas à regras, a receitas, a padrões ou crenças muitas vezes que vem desde a infância, toda aquela bagagem que uma alimentação traz emocional e o quanto a alimentação e o nosso estilo de vida, nossa rotina ela pode ser saudável a gente pode comer sem culpa, pode comer sem aquele peso, pode comer de tudo mas de uma forma consciente tendo consciência do que é uma exceção, do que é um hábito.
Então alimentação ela é uma ferramenta de conexão ela é aquilo que une as pessoas, une famílias, amigos, encontros, então antes eu ia nesses encontros, mas eu comia X, comia pizza, hambúrguer, cachorro quente, e u adorava cachorro quente que minha tinha na minha cidade que vinha cachorro quente com batatinha frita então às vezes à noite eu comia e tive gastrite e vivia com amigdalite, muitas vezes fica gripada tive vários processos de problemas de estômago, desde criança tive problema sempre ligado ao sistema digestivo. Eu sentia muito enjoo vomitava e não entendia porque aquilo e hoje eu não sinto mais nada disso, porque transformei a raiz daquilo que gerava um problema que é alimentação, então eu continuo indo em festas, continuo encontrando meus amigos, convivendo com a minha família, mas hoje eu levo a minha comida.
Então as pessoas começaram a se interessar muito por isso, porque eu levava, todo mundo comia o que eu levava, gostava e acabava, é o prato que acabava primeiro e as pessoas começaram a perceber, o que é isso, como é que tu fez?
Como é que misturou esse legume que eu nunca comi, que eu nunca pensei em preparar assim. Então isso começou a despertar a curiosidade das pessoas dos meus alunos, principalmente e lá por 2015 que eu decidi começar a cursos de culinária ayurvédica, por a minha ideia era isso. É mostrar, ó simples, não precisa ficar presos a conceitos, será que devo comer carboidrato, não devo. O ayurveda não olha pra alimentação dessa forma, ele olha... todo alimento ele é sagrado e é benéfico para um determinado tipo de pessoa. Então eu vou olhar para as características do alimento, quais são os atributos dele, ele é frio, ele é quente, ele é pesado, ele é leve e quem é que tá comendo. Qual é o corpo que vai comer aquele alimento. Então é isso comecei a mostrar para as pessoas, tanto nos cursos, quanto na minha convivência com os amigos e com a família. E quando chegava com os meus pratos nos lugares, várias pessoas falavam, "ah, como é corajosa né" porque muitas pessoas pensam que levar uma marmita, levar um prato é um sinônimo de vergonha ou que vai dar trabalho. Só que pra mim eu prefiro as vezes levar uma fruta que seja ou levar alguma coisa simples que eu pegue um pão de boa qualidade e eu vá consumir com alguma salada que já tem no lugar. Só que eu vou comer aquilo que eu tô afim, se o lugar que eu vou oferece alguma coisa que eu posso comer, beleza, mas se não eu prefiro levar um simples, mas comer aquilo que eu sei que vai fazer bem pra mim, do que comer só porque é um evento social. As pessoas não vão vivenciar depois o que eu estou sentindo.
Então não é a pessoa, eu não vou comer pra agradar o outro né? Não é a pessoa depois que vai ter que lidar com toda consequência daquilo, então eu sempre brinco que tem comidas que não vale a pena. Então não vale a pena, às vezes, só pra ter uma interação, só pra ter aquele momento comer aquilo se eu sei que vai ter tanto impacto no meu corpo. Então eu já fui em muitos lugares assim de forma, eu lembro uma vez que eu fui na casa de uns amigos, eles não sabiam que era vegetariana e chegou lá eles ti nham feito porco passado e eu fui realmente eu fui pra encontrar os meus amigos eu não fui pra comer e eu vou nesses movimentos assim e eles ficaram muito atordoados e agora que a Thaise vai comer tal e eu vi que tinha na fruteira bergamota e pra mim tudo certo, eu comi bergamota... preferi comer bergamota do que que comer o porco. Então o que eu faço muitas vezes se eu não estou a fim de levar, de cozinhar, de ter essa função, eu como em casa alguma coisa, já faço minha comida, as vezes alguma coisa que eu já fiz almoço, ou já sobrou eu como antes de sair, ou eu levo e sempre uma possibilidade dessas pessoas estarem conhecendo novos sabores já é uma possibilidade de eu tá mostrando uma forma mais simples com mais liberdade com mais consciência alimentar. A alimentação tem um impacto direto em várias áreas da vida, não só no físico, ela interfere em toda a nossa disposição, a nossa qualidade de vida, o nosso sono, a nossa energia, a nossa capacidade de produzir, de trabalhar, porque o alimento é o nosso combustível muitas pessoas falam que a gente é aquilo que a gente come, o ayurveda vai um pouco mais profundo, ele fala que a gente é aquilo que o nosso corpo é capaz de digerir. Então imagina que tu tem um problema no seu carro, vamos supor, que o teu carro começa piscar uma luzinha ali no painel e é pego vai no mecânico e diz assim não olha só mecânico, eu quero que tu apague essa luz aqui e ai ele vai lá apaga a luz tu pega e vai embora. Não, tu quer saber o que está gerando aquela luz acesa. Por que o teu o carro do nada começou a acender uma luz, a piscar uma luz? Então a alimentação é da mesma forma, muitas pessoas tem insônia, tem ansiedade, não consegue perder peso, muitas vezes vivem com o intestino preso evacuam uma vez por semana, vivem estufada, tem náusea, nariz entupido, dor de cabeça e isso é a luzinha do painel do teu corpo ascendendo, sinalizando algo.
Então eu pegar e mascarar, tomar um medicamento e nada contra medicamentos, mas eles são importantes em momentos específicos, se a pessoa por qualquer sinal do corpo ela vai tomar um medicamento é a mesma coisa que ela ir e só querer só apagar aquela luzinha. Então às vezes a raiz, a origem daquele problema, daquele problema, ela está na alimentação, por muitas vezes está na alimentação isso é interessante observar porque a maioria das pessoas que eu conheço que tem carro, tu quer botar a melhor gasolina no teu carro faz uma revisão, tu sempre tá dando uma olhada, troca o pneu, enche pneu dá uma lavada no carro, sempre que as coisas de melhor qualidade não vai colocar uma gasolina ruim ou levar em qualquer lugar pra fazer uma revisão no teu carro. E por que que muitas vezes a gente acaba fazendo isso com nosso corpo?
Por que que muitas vezes eu como alguma coisa que eu sei que é um lixo, às vezes nem é caracterizado como um verdadeiro alimento. Eu durmo mal, eu estresso o meu corpo, eu trabalho demais e não tenho momentos de pausa, eu não descanso, eu não durmo bem eu faço tudo que não é benéfico no meu corpo e aí quando é ligado aos meus bens materiais eu quero que seja tudo de melhor né? Então a gente teruma boa alimentação, ter uma boa rotina tá ligado muito ao trabalho do autocuidado e da nossa percepção daquilo que é melhor pra nós. Eu acho que esse meu maior interesse pela alimentação, essa visão diferenciada da alimentação e do quanto ela é importante para o meu corpo, pra minha saúde e também para eu ensinar isso para as pessoas começou quando eu virei vegetariana porque eu precisei começar a aprender a cozinhar algumas coisas, na minha família ninguém era, a gente sempre teve uma alimentação saudável, minha família sempre comeu bem, mas quando eu virei vegetariana, no início parece que não existe outra opção, então comecei a aprender algumas receitas para colocar em prática e nisso fui me apaixonando cada vez mais, a minha professora de yoga me ensinou muita coisa também, de diferentes formas de ver os alimentos, alimentos que nunca tinha consumido ou diferentes formas de preparo e dentro disso comecei a me sentir muito bem e comecei a sentir que o meu corpo e ele tinha mais energia.
E eu precisava comer menos às vezes, me sentia melhor e fui tendo cada vez mais saúde e até com coisas simples né, de gripe e de outras coisas que às vezes acontece no dia a dia foi se tornando mais raro quando eu mudei de alimentação.
E além dos benefícios físicos eu comecei a me sentir muito mais presente, muito mais sensível parece que muito mais atenta.
O É Possível ele surgiu já dentro da minha trajetória, eu já atuava como instrutora de yoga, como terapeuta ayurvédica e surgiu de uma criação minha e do Tiago, meu companheiro, de a gente ampliar de beneficiar mais pessoas, não só utilizando o meu trabalho, mas também o trabalho dele dentro da área de desenvolvimento humano.
Então essas ferramentas todas juntas elas potencializariam muito mais, né?
Um processo de transformação de cura e de evolução.
