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O tratamento da enxaqueca não está funcionando. O que fazer?

Daí a pessoa faz o tratamento da enxaqueca e ela não melhora.

Existe? Existe. É frequente? Não é frequente. Mas seria leviano e extremamente simplista e inverídico você falar que todas as pessoas melhoram com qualquer tratamento da enxaqueca.

Você pode encantamentos - os melhores tratamentos - podem funcionar para um certo número de pessoas e não funcionar pra outros. Porque um tratamento não funcionou, não quer dizer também que outro tratamento não possa funcionar. Então quando você faz um tratamento da enxaqueca, você tem que ter em mente o que você visa o encantamento. E o que você visa? Bom, você tem dor e você queria não ter dor. Se não desse para não ter dor nenhuma, você gostaria de ter um mínimo de dor possível de cabeça. Ou se você sofre de sintomas associados à dor, como por exemplo náuseas - tem gente que incomoda mais o enjôo e o vômito do que a dor de cabeça -, aversão à claridade, hipersensibilidade ao barulho hipersensibilidade aos cheiros - esses sintomas associados às vezes são muito relevantes. E para quem sofre de enxaqueca com aura - as auras, quem não sabe o que é aura, tem um link aqui pra você já saber, aparecendo agora no vídeo.

Aproveita, clica lá, vê e volta aqui. Aura de enxaqueca são fenômenos visuais, fenômenos sensoriais, fenômenos motores que podem preceder ou até ocorrer durante o desassociados à dor de cabeça.

Então, o que você quer? Ah, eu quero melhorar os meus sintomas. É, o tratamento médico é voltado pra minimizar a freqüência, a intensidade e a duração dos sintomas. Ele pode ser com remédios, ele pode ser sem remédios. Tem gente que respondem muito bem à acupuntura, a tratamentos não farmacológicos. Normalmente, conforme eu falo no meu livro - o meu livro você tem que ler! Se você não leu o livro e sofre de enxaqueca, este é um livro que você tem que deixar a sua cabeceira. Está aqui, dá uma olhada, aí você vai na comprar esse livro e vai ler, porque nele tem delineado toda uma série de coisas que você pode fazer na sua casa enquanto o teu médico está tratando tua de cabeça, e que não atrapalha o tratamento do teu médico. Pelo contrário, pode até ajudar a obter essa redução da frequência, intensidade e duração dos sintomas.

Bom, mas aí você está se cuidando, o médico está cuidando de você, e aí dá que você não melhora. Dá que você tá naquela naquela estatística daqueles que não melhoram com aquele tratamento. Que quer dizer isso? Será que quer dizer que nenhum tratamento vai funcionar? Normalmente não. Você pode ter sido [submetido a] um tratamento [no qual], por exemplo, a dosagem do teu remédio, ou o do teu tratamento sem remédio, por exemplo da acupuntura, pode ter sido insuficiente; pode ser que você tenha que associar um outro tratamento; pode ser que você sofra de um outro problema - [vou] dar um exemplo: hipotireoidismo, anemia, ferritina baixa -

"–Ah, mas eu tenho anemia desde muito tempo!" É, eu sei, mas tudo bem, se você tem, você tem que cuidar porque isso pode ajudar a justificar. Alguma coisa que o médico, sem querer, deixou passar, ou porque achava que talvez não precisasse ver - por exemplo: a pessoa já tomava pílula. Pílula pode não deixar melhorar uma enxaqueca. "–Ah, eu mudei minha alimentação e não melhorei." Mas como que você mudou teu sono? Por isso de novo eu falo: Lê meu livro, porque o livro fala isso de uma forma sistemática. "–Ah, que a dieta Feldman..."

(eu criei essa dieta) "...é alimentação." Calma, que não é só alimentação. No livro, falo em alimentação, sono, gestão do movimento e gestão das emoções.

Então você tem que fazer uma "dieta de estilo de vida", tá? Então não é só a alimentação. Você vai dizer "–Ah, eu fiz a [dieta,] mudei a alimentação e não melhorei".

Sempre busca o médico. Nunca faz sozinho. Mas se mesmo com um médico você não melhorou, muitas vezes não é questão de largar o médico. É questão de você dar feedback para esse médico da tua não melhora. Porque ele pode fazer coisas como aumentar a dosagem; ele pode fazer coisas como substituir; ele pode fazer coisas como associar tratamentos; então isso tudo existe uma escala de tratamentos que você precisa saber. Outra coisa: Existe algo que eu chamo de ciclos de saúde e ciclos de doença. Basicamente, é assim: quando você está num ciclo de saúde, é difícil você sair da saúde. Quando você está saudável, bem, - às vezes você pega gente que está com saúde e fuma, bebe, dorme tarde e não acontece nada com essa pessoa. Incrível. Come de tudo... Mas aí, se fica doente, também tem um ciclo da doença É difícil, não é imediata às vezes, para aquela pessoa, a melhora.

Então ela passa por um ciclo. Esse ciclo é imprevisível. Tem que ser respeitado.

Então é assim: a pior coisa que se pode fazer quando você não está melhorando é se desesperar. Isso vale tanto para quando você não está melhorando do tratamento preventivo (aquele que você vai no médico para tentar diminuir a freqüência, intensidade e duração das tuas dores de cabeça sintomas associados) como a crise. A crise em si. Na hora que você está com aquela crise de dor de cabeça e aí você entra em desespero. Entrar em desespero é onde você pode ter ações intempestivas, onde o tratamento pode acabar não funcionando. Outra coisa quando o tratamento não está funcionando é, às vezes a pessoa deixa acabar o remédio por conta própria. Às vezes, existe um algoritmo: olha, se não der certo assim, nós vamos aumentar.

Se não der certo assim, nós vamos associar. Se você parou tudo por conta própria, você pode estar dando um passo atrás. "–Ah, mas eu estava sentindo efeito colateral". Bom, aí tudo bem - aí você conversa primeiro com o médico - você vê o que é razoável. Se o efeito [colateral] for muito grave, para primeiro e avisa depois. Mas se não, você entra em contato, [e] fala: "–O remédio não está me fazendo bem, estou pensando em suspender.

Eu faço isso, não faço?" Eu acho que é assim: uma doença crônica como a enxaqueca precisa de um bom contato com teu médico pra não tomar um passo atrás.

Não se desesperar se o tratamento não está dando certo. E o que é não dar certo? Muitas pessoas fazem tratamento, e aí ocorre uma redução, digamos, da freqüência. Vamos dizer assim: a pessoa tinha dor de cabeça duas vezes por semana, e agora está tendo dor de cabeça três vezes por mês. Tá bom? Não tá bom, porque as dores de cabeça nessa pessoa podem ainda estar fortes. Às vezes podem até estar MAIS fortes do que eram quando essas dores eram só duas vezes por semana. Porque isso pode acontecer? Bom, não tem uma explicação exata. Mas eu gosto de fazer uma analogia com o tratamento como se fosse um muro que a gente levanta contra a dor. Então pensa aqui o muro. Levantando esse muro, você vai ter a dor que não passa. E aí você ai ter a dor que passa. Quem é dor que ultrapassa?

A dor que é mais intensa. Então, você poderá ter uma redução da frequência e um aumento da intensidade. Está satisfatório? Não.

Quer dizer que o remédio não está funcionando? Muita gente fala assim: "–Olha, eu estou tomando aquele remédio (ou fazendo aquele tratamento) e ainda tenho dor de cabeça. Então você tem que entender qual tem que ser a tua expectativa do tratamento. Qual é a tua expectativa? Você quer zerar total a tua dor de cabeça? Tem que entender que a medicina não pode prometer isso isso. Isso, se acontece, acontece numa maioria dos casos o que a medicina pode e está alinhada para conseguir? Diminuir - minimizar - a freqüência, intensidade e duração dos sintomas. Quanto vai minimizar, depende de fatores individuais - resposta ao tratamento (aquele tratamento), a necessidade de mudar, eventualmente, de tratamento, então você precisa ter essa informação em mente pra bater bola com o teu médico em cima dela. E não simplesmente falar "–Ah, esse remédio não estava me ajudando." Agora, "–Esse remédio está me ajudando pouco e está me dando muito efeito colateral" - Bom, então é questão de conversar com o médico. Já foi tentado um tratamento sistemático SEM remédios farmacológicos preventivos? Foi tentado alguma coisa onde VOCÊ é a principal figura que vai mudar o estilo de vida? também não adianta falar "–Ah, meu estilo de vida já é bom, já é saudável", porque o que é um estilo de vida saudável varia de conceito para conceito. Então é melhor você conferir o que se entende nesse caso com o que é esperado do estilo de vida, para o que você tem. Isso pode também ser individual.

Mais um motivo para não se desesperar, não chegar e falar "–Nossa meu tratamento não está funcionando." E existe uma pequena - graças a Deus, pequena mesmo - parcela de pessoas que nenhum tratamento funciona. isso não quer dizer também que você não vai buscar novos tratamentos, que você não vai fazer novas coisas assim que elas forem surgindo.

Mas, [para] a maioria de nós, quando não está dando certo o tratamento, normalmente existem coisas que podem ser acrescentadas a este tratamento, aumentadas nesse tratamento, modificadas, de modo a obter a tão esperada melhora.