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Resiliência, a prática dela pode mudar tudo

Olá, que bom ter você por aqui! Posso te ajudar?

Você já ouviu falar da resiliência? Hoje vamos ver   juntos o que é resiliência e como uma  resiliência saudável pode ajudar sua   família. Especialmente os seus filhos! Não deixe de curtir esse vídeo e nos seguir.  

Resiliência é uma palavra que os estudiosos  do comportamento humano tomaram emprestado   da física para se referir a uma habilidade  socioemocional de se refazer após sofrer   perdas, danos ou impactos negativos na vida. Uma pessoa pode apresentar uma resiliência boa   ou baixa. A baixa resiliência tem contribuído  para muitas crianças estarem agressivas,   arredias, ansiosas e vitimizadas. Também  tem contribuído para muitos adolescentes   não amadurecerem e nem sequer desejarem crescer. Você precisa de uma boa resiliência para processar   de forma saudável adversidades, seja   receber uma avaliação extremamente  mais baixa do que você esperava,   ou precisar repetir um semestre ou um ano inteiro  de estudos, ou perder um cliente importante,   ou não decolar em um negócio que você apostou,  ou sofrer o rompimento de um relacionamento   com alguém que você gosta, ou não conseguir  aquela vaga, ou não passar naquele concurso.  

Você precisa de boa resiliência também  para processar de forma saudável quando   você é excluído, ofendido ou alvo de agressões. Quando algo penoso e que gera sofrimento nos   acontece, ou acontece com quem está muito  ligado a nós, nosso bem-estar é abalado,   os efeitos desse impacto negativo vêm sobre  nós e somos tomados por tristeza, raiva,   dor ou outro sentimento que nos desestabiliza. Dependendo da intensidade do impacto, podemos nos   sentir até exauridos da nossa energia. Mas se nossa resiliência se desenvolveu   a contento, nos refazemos! Pessoas com baixa resiliência   costuma ser alvos preferidos para agentes  de intimidação sistemática. Como falei antes   em outro vídeo, agressores procuram  como vítimas pessoas mais frágeis.  

Como você pode saber se a resiliência de  sua criança ou adolescente está saudável?  

Veja como ela ou ele reage a pequenas  frustrações em situações do dia a dia.  

No cotidiano de um país como o nosso, que muitos  meninos e meninas gostam de esportes como futebol,   baquete e vôlei, muitas vezes há o  momento de divisão de times. Essa pode   ser uma ocasião interessante para observar  como anda a resiliência de sua criança.  

Mesmo quando jogam entre si, apenas de  brincadeira, é comum a divisão dos times   acontecer assim: duas crianças se posicionam,  cada uma de um lado do campinho, da quadra,   do pátio. Cada uma dessas duas “capitãs” se  alterna chamando para seu time, uma a uma,   as demais crianças até que todas tenham sido  escolhidas para um dos times. Geralmente, as   últimas pessoas escolhidas são as que apresentam  menor habilidade naquele esporte ou brincadeira.  

Se a sua criança foi a última a ser escolhida,  e tiver a resiliência saudável, ela vai reagir   por ter ficado por último, desse jeito mais ou menos:  “Puxa, fiquei por último, mas tudo bem,   eu não gosto desse jogo mesmo”. No caso  dela realmente não ser fã daquela brincadeira.  

A reação de uma pessoa com resiliência saudável  também pode ser: “Puxa, fiquei por último,   então vou praticar mais, porque eu gosto desse  esporte e não quero mais ser o último!”  

Mas se por um acaso a sua criança ficou  por último e está com baixa resiliência,   é muito provável que a reação interna dela seja:  - “Puxa vida! Eu fui escolhido por último...   eles não gostam de mim.” Algumas vezes crianças  externalizam essa reação interna com palavras,   outras vezes com gestos e expressões. Você pode ver que é uma reação bem diferente   dos primeiros exemplos. A criança que não está  com a resiliência saudável ao receber o impacto   negativo de ser preterida, na simples montagem  de time em uma brincadeira, vive uma frustração,   exatamente como aconteceria com  uma criança com boa resiliência.  

A diferença é que, por conta de sua baixa  resiliência, ela não sabe como administrar   a frustração e acaba estendendo, de forma  equivocada, o ter sido preterida naquela   montagem de time, para a ideia de que também é  preterida como pessoa diante dos demais colegas.  

E pessoas com tendência a serem agressores vão  olhar para crianças e adolescentes que apresentem   esse tipo de reação como vítimas ideais. Não é preciso muito esforço para imaginar   que todos temos muitas experiências  de ficar em último lugar ou,   ao menos, em uma posição que não nos agrada. Na vida de uma pessoa há provas, classificações   e coisas que não controlamos, que vão nos  pôr em rankings. Há situações em que só haverá   um vencedor, para uma vaga ou um coração. Milhares de pessoas disputam uma corrida e   poucas sobem ao pódio. Precisamos de  uma resiliência saudável para cada   vez que não estivermos no pódio. Leve essa mensagem a outras famílias.

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E a gente se vê nos próximos vídeos.