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ESQUEÇA MENOS DAS COISAS COM ESSAS 7 DICAS CIENTÍFICAS

Você é um desses que vive perdendo casaco, celular  ou guarda-chuva por aí? Ou nunca lembra o nome da   pessoa que acabou de conhecer? Pois os seus  problemas acabaram! Na verdade, acabar é uma   palavra muito forte, mas com a ajuda da psicologia  você pode esquecer menos desse tipo de coisa.

Eu sou o André, tenho um doutorado em psicologia  e já economizei muitos reais desde que parei de   perder as coisas por aí. Quero dar algumas  dicas de coisas simples que você pode fazer   para diminuir a chance de se esquecer de algo. Geralmente, vemos o esquecimento como uma falha na   nossa memória, algo que não deveria ocorrer, mas  tudo indica que parte das coisas que você esquece   resultam de um processo útil e natural do cérebro. O esquecimento nos permite descartar informações   que não usamos tanto e focar naquelas que são mais  relevantes atualmente, diminuindo assim as chances   de ficarmos sobrecarregados de informações. Ele também pode tornar o processo de recordação   mais eficiente e um exemplo é quando você  troca a senha do email. Imagine se você se   lembrasse muito vividamente de todas as  senhas que já usou alguma vez na vida? 

Fica mais fácil para o cérebro se lembrar  da sua senha atual se as outras senhas se   tornarem menos vívidas ou forem esquecidas,  pois assim elas são menos capazes de interferir   com a sua memória da senha mais recente. Mas é claro que esquecer de certas coisas   pode atrapalhar muito e é por isso que  daremos 7 dicas para você evitar que isso   aconteça. A primeira delas é que você assista  o vídeo que nós fizemos sobre como melhorar   a sua saúde mental e siga as dicas que demos lá. Essas mesmas dicas também vão te ajudar com a   memória e com várias outras capacidades cognitivas  se forem seguidas de forma consistente. As   mais importantes são as de dormir bem, comer de  forma saudável e se exercitar com regularidade. 

Não é como se dormir bem, por exemplo, expandisse  a sua memória, mas dormir mal pode prejudicá-la.  

O sono é especialmente importante porque  as memórias são consolidadas durante ele,   então noites mal dormidas não permitem que o  seu cérebro faça isso da melhor forma possível. 

Como explicamos no nosso vídeo sobre memória,  a primeira etapa na memorização de algo depende   muito da atenção e se chama codificação. O  erro que muita gente comete nessa etapa é   não dirigir atenção o suficiente ao  estímulo que precisa ser lembrado. 

Essa atenção reduzida pode se traduzir como  olhar muito rápido ou nem olhar direito onde   você está deixando o seu celular, ler  muito rápido uma informação que precisa   guardar ou dividir a atenção com distrações. Quanto menos tempo e esforço cognitivo for   dedicado à etapa da codificação, menores serão as  chances de você recordar uma informação. Por isso,   nossa segunda dica é que você melhore a  codificação daquilo que não quer se esquecer. 

Se você não quer se esquecer do conteúdo de um  texto que está lendo, faça uma leitura cuidadosa,   elimine distrações como ouvir músicas  ou trocar mensagens pelo celular e,   aquela que é a nossa terceira dica, exercite a  memória dessa informação logo depois da leitura. 

Você pode fazer isso de várias formas  e uma das mais simples é tentando se   lembrar dos pontos mais importantes do  texto. Faça isso escrevendo em algum   lugar quais foram as principais ideias em  vez de apenas tentar lembrar mentalmente. 

Como foi dito no nosso vídeo sobre métodos de  estudo, a forma mais interessante de exercitar   o seu conhecimento é respondendo questões  sobre o assunto e você mesmo pode criar   essas questões. Pense assim: o que alguém deveria  ser capaz de responder depois de ler esse texto? 

Escreva as perguntas e as respostas em algum  lugar e se quiser incrementar mais ainda a sua   aprendizagem, releia o texto e verifique  o quão precisas são as suas respostas,   modificando-as conforme você perceba que  faltou mencionar algum detalhe importante. 

Já se você vai deixar o seu celular em algum  lugar e não quer esquecê-lo, preste bastante   atenção onde está o deixando e por um tempo maior  do que costuma fazer. Também é uma boa ideia   prestar mais atenção nas coisas que estão perto do  celular, como aquele abajur que está bem ao lado. 

A memória humana funciona de uma forma bem  associativa, então quanto mais associações   forem criadas entre uma nova informação  e memórias pré-existentes, maiores serão   as chances de você se lembrar dela depois. Falando em memória associativa, aqui vai a   quarta dica, essa especialmente para não esquecer  objetos: sempre guarde as mesmas coisas nos   mesmos lugares. Quanto mais esforço o seu cérebro  precisar fazer na etapa de recuperação da memória,   maior será a taxa de esquecimento. Vamos supor que faz anos que você   sempre deixa o celular em cima de uma  mesinha no seu quarto quando ele não   está no seu bolso. As chances de que você de  repente esqueça onde ele está são bem baixas. 

Agora suponha que um belo dia, você  fica distraído por alguns segundos e   deixa o celular em um outro lugar para fazer  alguma coisa. Empregando pouca ou nenhuma   atenção para registrar o local onde o celular foi  deixado, haverá uma chance menor de você lembrar. 

Se for um local totalmente inesperado, as  suas memórias pré-existentes não vão ter   muito a oferecer para ajudar. Talvez você consiga  deduzir onde foi a última vez que esteve com ele,   mas pode ser difícil achar se você o deixou em um  lugar que dificulta a sua visualização. Por isso,   deixe sempre o seu celular no lugarzinho dele. Antes de continuarmos a explorar esse assunto,   caso esteja gostando do vídeo, não  se esqueça de clicar no joinha,   inscrever-se no canal, clicar no sininho e  seguir a gente no Instagram e no Twitter! 

Você já se esqueceu do nome de pessoas que  acabou de conhecer logo depois de ouví-los?  

Pois saiba que isso não ocorre por acaso e podem  haver diferentes razões para esse esquecimento. 

Uma delas é que tendemos a subestimar o esforço  que é necessário para gravar o nome de alguém.  

Por isso, depois de ouvir um nome, você pode não  se esforçar muito para gravar essa informação. 

O problema é que talvez você conheça várias  pessoas com aquele nome ou pode ser a primeira vez   que conhece alguém com um nome tão diferente. Além  disso, não é só o nome que você precisa lembrar,   mas sim um nome em relação a um rosto. O nome e o rosto da pessoa vai concorrer com   outros nomes e rostos na sua memória durante uma  tentativa de recordar como ela se chama. Por isso,   mais esforço cognitivo ou repetições podem  ser necessárias até o nome ser bem armazenado. 

Talvez você só não esteja tão interessado  em guardar esse nome por achar que não   será necessário saber.ou esteja muito  focado no que você vai dizer e fazer.  

Isso prejudicará a codificação do nome  como nos exemplos que eu citei antes. 

Além de focar mais a sua atenção no momento em que  o nome for informado e tentar se lembrar dele de   propósito um pouco depois, a nossa quinta  dica é que você crie o hábito de utilizar   dispositivos mnemônicos nesse tipo de situação. Quanto a nomes, esse dispositivo mnemômico pode   ser qualquer relação entre o nome da pessoa  e alguma característica distintiva dela,   tal como alguma preferência dela que  você já conheça, assim como alguma coisa   familiar para você que lembre o nome da pessoa. Talvez lembrar que a pessoa se chama Raiane não   seja super fácil, mas pode ser mais fácil lembrar  da Raiane, a marombeira, Raiane, a irmã da Laiane,  

Railene ou Highlander. Isso pode criar novas rotas  de recuperação dessa informação na sua mente. 

Você também pode imaginar uma rima, uma  piada, uma imagem ou uma músiquinha que   facilite a lembrança da informação  que não quer se esquecer. Para saber   se o seu dispositivo mnemônico é bom, basta  averiguar se ele realmente te ajuda a lembrar. 

Os melhores dispositivos são  aqueles mais divertidos, criativos,   talvez até meio bizarros ou que induzem a  alguma emoção, já que emoções podem facilitar   a memorização de coisas de um modo geral. Se um problema comum para você é ir ao mercado   e esquecer de comprar algo que precisava, é claro  que você pode usar uma simples lista de compras,   mas outra opção é usar a nossa sexta dica que é  a técnica conhecida como o palácio da memória. 

Se quiser se lembrar de uma lista de itens,  imagine que cada um deles esteja em um cômodo de   uma casa ou que grupos de itens estão localizados  em diferentes cômodos. Essa casa pode ser a sua,   uma casa ficcional ou um mistura das duas. Depois disso, imagine um percurso que você   faria nessa casa, de preferência na ordem em  que você faria no mercado também e pratique   esse percurso mentalmente. Primeiro eu entro pela  porta, ando pelo corredor até o quarto dos grãos,   pego o arroz, o feijão, a lentilha e por ai vai. O palácio da memória é uma forma relativamente   simples de usarmos as habilidades espaciais  aguçadas do cérebro humano para lembrar de   coisas e é utilizado até mesmo por quem  participa de competições de memorização. 

Algumas pessoas ficam preocupadas com  esquecimentos por acharem que isso pode   ser sinal de alguma doença como o Alzheimer.  Antes de pensar que o seu cérebro está se   degenerando porque esquece das coisas, pare  para pensar no tipo de vida que você leva. 

Você sente pressão dos outros e de si mesmo  para ser mais produtivo? Está sempre com muitos   compromissos, prazos, tarefas pendentes  ou distrações no seu ambiente? Se sim,   então o seu cérebro pode estar ótimo. O problema é que você pode estar exigindo dele   muito mais do que ele pode lhe dar. Esse estilo de  vida pautado pela sobrecarga é muito influenciado   pela cultura na qual você vive e talvez seja  uma das razões por detrás do seu esquecimento. 

Isso nos leva à última dica de hoje que é: pegue  mais leve com o seu cérebro. Comprometa-se com   menos coisas, tenha mais momentos de descanso,  utilize aplicativos para te ajudar a lembrar   das coisas e assim você certamente vai criar  condições mais favoráveis para a sua memória. 

Embora uma parte do esquecimento resulte  do funcionamento normal do cérebro,   outra parte está ligada a como aprendemos que  deveríamos viver as nossas vidas. A parte boa   disso é que sempre é possível realizar mudanças  no seu estilo de vida para reduzir o esquecimento. 

As dicas que demos também podem te ajudar  caso sejam praticadas com regularidade e   algumas delas podem levar mais tempo para serem  bem aplicadas, tal como o palácio da memória.  

Mais informações sobre essas técnicas podem  ser consultadas nos links disponíveis aqui   embaixo, na descrição do vídeo. Hoje te explicamos que o esquecimento tem um papel   importante no cérebro e demos algumas dicas de  como diminuir a chance dele ocorrer em situações   que seria prejudicial. Algumas delas foram dormir  bem, focar mais atenção na informação, praticar a   recuperação da memória, sempre guardar as mesmas  coisas nos mesmos lugares, usar dispositivos   mnemômicos e a técnica do palácio da memória. Falando em esquecimento, não esqueça que uma   ótima forma de nos mostrar o quanto gostou do  vídeo é clicando no joinha, inscrevendo-se no   canal e clicando no sininho. Assista também o  nosso vídeo sobre se é possível apagar memórias.