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O MANDALORIANO EP.03 | REVIEW - EASTER-EGGS - TEORIAS

Oi, eu sou Gustavo Cunha e, só para constar, bebê Groot perdeu oficialmente o título de criatura mais fofa do universo.

Essa honraria pertence agora ao bebê Yoda.

Como não amar aquela coisinha verde cercada da Força por todos os lados?

Bom, esse foi o terceiro episódio de O Mandaloriano e a série realmente tá com um nível de qualidade absurdo.

Tanto em matéria de produção quanto no que diz respeito à narrativa...

Uma das coisas mais interessantes desse episódio é que nós ficamos sabendo um pouco mais da cultura mandaloriana, como religião, como filosofia de vida.

Você se lembra, né, que naquele meu vídeo de origem dos mandalorianos, nós vimos que a partir de um determinado momento da história dessa raça, os mandalorianos, que eram uma raça humanóide, mas não de seres humanos, eles eram Taungs, passaram a aceitar criaturas de outras raças entre seu povo.

E aconteceu que, nos dias atuais em que a série se passa, mal existem mandalorianos da raça mandaloriana original, os Taungs...

Nesse episódio, nós vemos algumas questões da cultura deles, como o fato de eles jamais removerem o capacete,

O que me deixou imaginando como é que os mandalorianos fazem para comer, assoar o nariz, escovar os dentes, tomar água ou fazer a barba...

E também o fato de que ninguém se mete nas disputas entre dois mandalorianos.

Isso me lembra um pouco das regras do hóquei no gelo.

Quando dois jogadores começam a brigar no hóquei no gelo a regra manda que ninguém se meta.

Esse é o código.

Ou seja, o hóquei no gelo tem alguns traços da cultura mandaloriana...

Ah, sim, no momento em que o Dyn e aquele outro mandaloriano se estranham no covil deles, os dois puxam as famosas vibroblades, ou lâminas vibratórias.

Lembra daquela faquinha de passar manteiga no pão que o Dyn usou para matar aquele bicho do tamanho de uma kombi no outro episódio?

Pois é, aquilo era exatamente essa vibroblade que ele puxou para enfrentar o parça e que os dois estão portando agora... É por isso que aquela faquinha daquele tamanho conseguiu matar aquele bicho enorme no episódio.

Porque era uma vibroblade.

Esse tipo de arma, aliás, passou muito tempo orbitando a mitologia principal, aparecendo em jogos e em histórias em quadrinhos, mas agora pela primeira vez aparece em live action.

Ou seja, as vibroblades agora são sem sombra de dúvidas cânone

Demais, né?

Lembra que no outro vídeo nós também mencionamos que os pais do Dyn foram mortos durante um ataque dos separatistas durante as guerras clônicas?

Pois é, nesse episódio nós temos uma visão um pouco melhor do que foi esse momento.

Nós vemos até mesmo alguns droides de batalha da federação de comércio.

A última cena dessa sequência de lembranças mostra um super dróide de batalha apontando a sua arma diretamente para o pequeno Dyn depois de matar os pais do menino.

Como o Dyn mais velho está vivo e bem saudável para lembrar desse momento, eu imagino que alguém devia ter salvado a vida dele alguns segundos depois dessa cena.

Quem sabe até mesmo os Jedi?

E se no final das contas, as tropas da República tenham intervindo durante esse ataque e o

Dyn tenha tido uma visão dos cavaleiros jedi em ação.

E se por acaso no próximo episódio a gente descobrir que foi o próprio mestre Yoda, no meio de toda a confusão, o responsável por impedir que aquele dróide matasse jovem

Dyn.

E o Dyn tenha visto o seu salvador de relance, e essa imagem ficou todos esses anos escondida, suprimida pelo trauma.

E é justamente isso que fez com que ele tenha voltado para buscar aquela criança, desobedecendo os costumes da guilda e colocando o clã dele em perigo?

Ou isso, ou ele simplesmente resolveu entrar na vibe do Jason Statham, que sempre recebe ordens para não abrir o pacote, mas sempre abre o pacote e acaba se envolvendo com o pacote...

Mais uma coisa, com certeza aquele droide de batalha é o motivo pelo qual o Dyn odeia droids, como ele deixou bem claro lá no primeiro episódio.

Cara, lembra que no vídeo passado a gente ficou se perguntando se talvez o doutor Pershing poderia ter alguma relação com os Kamino, a raça que criou os clones para a república lá nos episódios dois e três, no cinema?

Pois é, olha só esse emblema aqui no ombro do uniforme dele. É exatamente o mesmo emblema que os clones usavam nos uniformes deles quando o Obi-Wan foi visitar as instalações em Kamino no episódio 2.

Ou seja, o império quer de alguma forma clonar o bebê Yoda para fazer um upgrade nos seus stormtroopers e quem sabe restaurar o império à sua antiga Glória.

Os caras estão usando até mesmo a mesma unidade de interrogatório que eles usaram em Uma Nova Esperança para tentar tirar a localização da base rebelde da princesa

Leia.

Embora, eu não saiba exatamente como o bebê Yoda poderia responder alguma pergunta se ele nem sabe falar...

Referências, referências.

E como o doutor Pershing sobreviveu a esse episódio, é bem provável que nós possamos ver ele e os contratantes dele novamente mais adiante.

Por sinal, a entrada do Dyn no cafofo dos stormtroopers foi uma das coisas mais bacanas desse episódio.

Isso são os roteiristas nos mostrando o motivo de os mandalorianos serem tão temidos em toda a galáxia.

Porque apenas um deles é capaz de dar conta de vários inimigos de uma vez só.

Não é à toa que os caras são matadores de Jedi na mitologia de Star Wars.

E eu preciso voltar a afirmar que a produção dessa série é simplesmente fantástica.

O que é a imagem daquela Razor Crest atracada com a luz do sol do entardecer reluzindo na fuselagem.

Dá para pegar aquele frame e fazer um quadro.

Vou dizer uma coisa para você.

Por um momento, eu realmente achei que o Dyn ia levantar voo com a nave e ir em busca do seu próximo alvo.

Que ele ia deixar bebê Yoda à mercê do império e quem sabe mais tarde teria que lidar com as consequências disso quando as experiências que os vilões fossem conduzir dessem resultados. É claro que isso teria levado a série para um lado completamente diferente, mas teria sido também uma forma de mostrar que o comprometimento de um mandaloriano com com a sua filosofia de vida é total.

Que as necessidades de muitos são mais importantes do que as necessidades de poucos, ou de um.

Mas ele não foi embora e é isso que interessa.

Eu sinceramente não acreditei quando vi todos aqueles mandalorianos aparecendo pelo ar para ajudar o Dyn e fazendo chover fogo aqueles malditos traíras

. Eu me lembro de ter ficado pensando, cara, eu não acredito que eu estou vendo essa cena em live-action.

Em uma palavra?

Perfeição. É um sonho se realizando.

Talvez o futuro de Star Wars esteja realmente nas séries...

Porque se você colocar por exemplo o filme do Han Solo do lado dessa série do mandaloriano, o filme, que foi para o cinema e teve toda aquela divulgação e promoção, não chega nem perto do espírito da série.

Como salvar uma franquia em três episódios...

Enfim, é claro que agora o nosso querido mandaloriano é provavelmente a presa mais procurada de toda a galáxia.

Ao salvar o bebê Yoda ele provou que o coração dele só não é maior do que o alvo que ele tem nas costas agora.

Ele tem não apenas todos os caçadores de recompensas do universo atrás dele, mas também todas as células do império que ainda não foram destruídas pelas forças da nova república.

Vou dizer uma coisa para você, velho, isso é um bocado de gente.

Talvez você não tenha atentado para um detalhe.

Quando o Dyn atira no Greef Karga, na hora de fugir, ele toma o cuidado de acertar exatamente nas peças de Beskar que o Greef tinha mostrado para ele um pouco antes.

Ele poupou a vida do cara de propósito.

E o Greef percebeu isso.

A grande questão a partir de agora é nós sabermos para onde o Dyn vai levar o bebê

Yoda.

Como todos nós sabemos, eles estão agora na orla exterior, uma terra sem lei, e não podem contar com a ajuda de ninguém.

Nem mesmo com o resto do clã que nós vimos atacando tão gloriosamente nesse episódio.

Porque eles vão precisar ocupar o seu tempo encontrando um outro lugar para montar o seu novo esconderijo.

Diz aí, cara, você teria algum palpite para onde o mandaloriano poderia levar o bebê

Yoda?

Quem sabe para a escola Skywalker para jovens superdotados?

Pouco provável.

O mais provável na minha opinião é que, se você não pode levar o bebê Yoda até um mestre jedi, talvez um mestre Jedi possa vir até o bebê Yoda.

Nós sabemos que o conselho Jedi tinha meios de identificar crianças tocadas pelo poder da força.

Nesse momento, 5 anos depois da batalha de Endor e 4 anos depois da batalha de Jakku,

Luke Skywalker deve estar em algum canto da galáxia pensando em como montar a sua nova escola de cavaleiros Jedi.

A mesma que o Kylo Ren vai destruir logo depois de ter sido aberta daqui a alguns anos.

Sendo assim, o Luke pode estar ocupado demais em outro canto do universo, e talvez ele não perceba a presença dessa criaturinha fofa e fantástica.

Mas com certeza o aparecimento de um portador da força desse quilate não passaria despercebido por você, se você fosse um fantasma da força.

Eu não me surpreenderia se o departamento de CGI da Lucasfilm se puxasse uma vez mais e colocasse uma participação especial do nosso queridíssimo Obi-Wan Kenobi aparecendo em algum momento para guiar os passos do bebê Yoda.

Mesmo que fosse lá no último episódio.

Agora, me diz que isso não ia ser simplesmente fabuloso...

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Cara, uma vez mais muito obrigado e até a próxima!