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The Street Boy Who Became an Olympic Medallist | Against All Odds

Quando era criança, não se pensava em ir às Olimpíadas.

Uma vida normal era viver na rua, comer de caixotes do lixo, ver pessoas a drogarem-se, ver a minha mãe a drogar-se...

Nessa altura, só se pensava em como sobreviver cada dia.

Era aquela criança de quem todos diziam:

"Se ele chegar aos 16, vamos ficar surpreendidos."

Tenho a certeza absoluta de que o desporto me salvou a vida.

Se quisessem uma péssima educação para uma criança, bastava seguirem o que lhe fizeram.

Tudo o que se pode fazer de errado a uma criança foi-lhe feito. É quase impossível acreditar que alguém passou por tudo aquilo e saiu tão bem como ele.

Ele só tinha uns 16, 17 anos e já dava para ver que era mesmo muito especial.

Sem o desporto na sua vida, acho que ele não teria completado o secundário.

Ele teria ido para a rua.

Foi aqui que cresci. São as minhas raízes, se quiserem.

Consigo identificar-me com aquele miúdo. É como eu era.

A maioria dos miúdos estava a brincar, a jogar videojogos, ou a correr pela vizinhança.

Eu ficava num quarto ou na rua, a ver os meus pais a drogarem-se.

E, às vezes, acontecia algo, como, por exemplo, a minha mãe ter uma overdose.

Era muito desesperante, e ele teve de aprender a ser muito resiliente a viver na rua.

Houve alturas em que ele procurava comida nos caixotes do lixo.

Ele nem sabia como ir à escola.

Falamos de coisas básicas, com que a maioria das crianças cresce, desde os quatro ou cinco anos.

Sei que não foi uma infância tradicional, mas era o que tínhamos, e aceitávamo-lo.

Num mundo em que a nossa mãe era presa, em que não sabemos quem é o nosso pai ou ele está na prisão, tínhamo-nos um ao outro.

Estava sempre a acontecer alguma coisa que me fazia ir para uma família de acolhimento ou tentar ficar com a minha avó durante algum tempo.

Houve muitas, mesmo muitas, famílias de acolhimento, e houve uma altura, quando tinha para aí uns 12 anos, em que não o conseguiam manter numa família de acolhimento.

Ele fugia.

Uma noite, já tarde, ligou-me.

Consegui sentir que estava assustado, por isso, fui buscá-lo.

Sim, lembro-me...

Se ele precisasse de mim, levava-o para casa comigo.

A minha avó teve um papel mesmo muito importante.

Nunca ficava satisfeita com apenas um "obrigado".

Ela dava amor incondicional a um neto que não era responsabilidade sua.

Olá, avó!

Quando era criança, portava-me muito mal, era um bocado maluco e não queria ouvir ninguém, a minha avó interveio em muitas ocasiões diferentes para tentar dar alguma normalidade à minha vida.

Reguei-as esta manhã, por isso não precisas de muito.

Não foi fácil, porque criei três filhos sem marido, e quando o Billy e a irmã apareceram na minha vida, fiz o meu melhor.

Ensinei-lhe a fazer o bem, a diferença entre o certo e o errado.

A minha avó acreditou em mim antes de eu acreditar em mim.

Ela sempre...

Quando penso nisso, agora, e me lembro de todas as coisas que ela fez... limpar a casa todos os sábados, fazer-nos limpar a casa todos os sábados e certificar-se de que estava limpa, tratar das limpezas, tratar do jardim, tirar as ervas daninhas, treinar arduamente, fazer o que estava certo, não sair, arranjar confusão e andar em festas.

Foram todas essas pequenas coisas que ela fez.

E talvez nem se tenha apercebido na altura,

- mas foram importantes para mim. - Não, eu... Não. É uma coisa que se ensina às crianças, percebem?

Não temos noção disso, mas queremos que façam bem as coisas.

- E espero que ainda o faça. - Sim.

Limpe a casa!

Estivemos juntos no oitavo ano, nono, décimo, décimo primeiro, décimo segundo e na faculdade.

Acho que a nossa relação se desenvolveu enquanto crescíamos.

Reparei logo num miúdo chamado Jake Schulz.

Era um miúdo com bom aspeto, todos gostavam dele, e ele fazia todas as modalidades, as corridas de velocidade, o salto em altura, as barreiras, todas as modalidades.

E reparei que todos se sentiam naturalmente atraídos por ele.

Eu queria ser como ele.

O que se passa, meu?

Como estás?

Ele era diferente. Estava um pouco fora de controlo, era engraçado.

Os miúdos adoravam ver o que fazia aos professores.

Lembro-me de ele estar um pouco fora de controlo nas aulas dos primeiros tempos.

Eu era o único miúdo de cor, tinha uma grande cabeleira, roupas esfarrapadas...

Lembro-me...

Lembro-me de, no sétimo ano, na aula de música do primeiro tempo, tu subires para a secretária da Prof. Smith.

Tu e o Philip White. Ficaram todos: "Meu Deus!"

- Sim. - "Quem é este miúdo?"

No sétimo ano, no segundo dia de treinos de atletismo, ele estava a reclamar com o treinador, e o treinador expulsou-o da equipa.

No sétimo ano, ele foi expulso da equipa de atletismo.

Achei que era uma altura mesmo muito importante, porque muitos miúdos teriam usado isso como justificação para se portarem mal, mas ele não o fez.

Foi para a escola mais um ano, voltou a fazer os testes para entrar para a equipa e entrou.

Ao crescermos, o foco começou a estreitar-se e ele começou a sentir que podia fazer algo grande.

Foi perfeito para mim.

Deu-me uma oportunidade para finalmente encontrar algo que me apaixonava, para estabelecer objetivos e para desfrutar.

Basicamente, agarrar numa coisa em que era bom nas ruas e usá-la para algo mais positivo e benéfico no desporto.

Eu estava a cobrir uma prova de atletismo do secundário.

Estávamos, provavelmente, em 1989, e penso que ele estaria no primeiro ano do secundário.

Foi escolhido como o melhor atleta dessa prova de atletismo.

Ele ganhou três ou quatro provas e a equipa dele ganhou a prova geral.

Estabeleci uma ligação com ele nesse dia e comecei a seguir a sua carreira desde aí.

Ele precisava de ter mais qualquer coisa na vida, e o desporto satisfez esse desejo.

Recrutei-o após o secundário, através de chamadas telefónicas.

Depois, ele veio visitar o campus e quando decidiu vir para a Weber State, eu comecei a treiná-lo nas modalidades de salto e de lançamento.

Ele foi a primeira pessoa que alguma vez treinara que, quando lhe dava uma instrução, de algo a mudar, ele fazia-o.

Deixava-me perplexo que ele compreendesse a indicação verbal de algo que eu queria que ele mudasse.

Os grandes atletas apanham as coisas rapidamente, e ele era mais rápido do que qualquer pessoa que tinha treinado.

Quem cresceu numa casa com os dois pais está habituado a ter coisas bastante facilmente, e nada foi fácil para ele.

E penso que estar habituado às dificuldades permitiu-lhe ter a vontade de trabalhar sem parar até aperfeiçoar as várias modalidades.

Ele teve a melhor marca júnior no decatlo nesse ano, com 7.500 pontos.

Saltava bem as barreiras, saltava bem em comprimento, em altura, lançava bem o dardo.

Foi bastante claro bem cedo que participaria em várias provas, que seria um atleta de decatlo.

O ano dos Jogos de Sydney de 2000 foi talvez o melhor ano, do ponto de vista atlético, para mim. no atletismo.

Fui um dos melhores três atletas americanos antes das eliminatórias olímpicas dos campeonatos de atletismo dos EUA.

Na segunda prova do decatlo, que é o salto em comprimento, choveu o dia todo, o meu calcanhar deslizou na pista e torci o tornozelo ao ponto de quase não conseguir andar.

Peguei nas minhas coisas e disse ao meu treinador que tinha acabado.

Saí da pista e desisti.

Para mim, tinha sido o trabalho e o esforço de uma vida, ter ultrapassado tantos obstáculos na minha vida, tragédias e coisas de família, amigos, lesões...

Tantas barreiras na minha vida...

Para mim, que acabasse tudo assim era uma tragédia.

Foi muito difícil para ele.

Para mim, é uma história incrível, ele ainda ter conseguido estar naquela posição em que surgiu a oportunidade de conhecer alguém que estava a competir num mundo completamente diferente e seguir a partir daí.

Disseram-me: "Existe um desporto chamado bobsled,

"que seria perfeito para ti.

"És atlético, és rápido,

"és forte, és explosivo..." É claro que atletas de futebol e atletismo vão trazer muita força e velocidade. É algo natural para uma modalidade como o bobsled.

Num desporto com centésimos de segundo, um toque, um corpo colocado no sítio errado, pode abrandar-te.

Nós temos a tarefa de empurrar o trenó do zero ao mais rápido possível.

O condutor vai guiar o trenó pela pista.

Assim que entramos, o condutor guia, nós baixamo-nos o máximo possível e tentamos fundir-nos com o trenó, tentamos adaptar-nos às curvas.

Os seus músculos da bacia, das pernas, dos ombros, eram todos muito importantes para lhe permitirem empurrar o trenó.

E ele trabalhava muito bem na sala de pesos, ele podia concentrar-se mais nos levantamentos e desenvolver a força onde mais precisava, para só ter de empurrar.

Na altura, as Olimpíadas de Inverno, aqui, em Salt Lake City, eram daí a um ano e três meses.

Assim, coloquei todo o esforço e concentração, que pusera no atletismo e nos Jogos Olímpicos de Sydney, em ser um atleta olímpico na modalidade de bobsled.

Temos uns 20 atletas de bobsled, todos a querer um lugar na equipa olímpica.

O Bill estava num dos outros trenós, sabíamos que ele era um bom atleta, mas não fazia parte da nossa equipa.

O Randy Jones era a estrela.

Para ser sincero, foi um pouco intimidador, porque não era só uma estrela, ele estava na equipa principal.

Quando tivemos de selecionar outro elemento, tínhamos três atletas por onde escolher, todos dissemos que o Bill seria provavelmente o melhor.

O sonho de toda a minha vida de ser um atleta olímpico está a começar a dar frutos.

Por isso, ter essa oportunidade de ter o meu bilhete para os Jogos Olímpicos era inacreditável.

Senhoras e senhores, bem-vindos à cerimónia de abertura dos 19 Jogos Olímpicos de Inverno.

As Olimpíadas são um acontecimento tão importante!

Sente-se uma energia que não se encontra em mais lado nenhum.

A pressão era astronómica.

Acho que foi mais difícil competir em casa, por causa da pressão de ganhar em casa.

Na altura, os EUA não ganhavam uma medalha em bobsled há uns 40 ou 50 anos.

Já tinha sido há mesmo muito tempo.

Os EUA e a Alemanha eram as duas melhores equipas do mundo e qualquer uma podia ter ganhado.

Após o primeiro dia, estávamos em primeiro, como esperado.

Acho que foi mais duro estar em primeiro após o primeiro dia, porque ainda faltam duas mangas.

Na primeira corrida do segundo dia caímos bastante na classificação.

Do género: "Se voltarmos a fazer isto,

"talvez nem ganhemos uma medalha."

Para a última manga, começa a nevar.

A neve enche a pista, o que, claro, a vai abrandar.

Por isso, as primeiras equipas têm tempos mais rápidos. É a tua oportunidade de fazeres uma grande diferença e só tens uma hipótese.

Fomos para lá e lembro-me de ouvir os cânticos: "EUA!"

Estava tanto barulho, enquanto íamos para lá, mas assim que pisei o gelo, ficou tudo calado.

Era um silêncio de morte.

Temos um início explosivo logo à saída dos blocos de partida, um ótimo início, entramos todos e a entrada corre mesmo bem.

Conseguimos sentir a descida, cada solavanco, cada curva.

Nós sabemos quando está a correr bem e quando está a correr mal.

E a descida estava a ser quase perfeita.

Quando acabámos, sentimos que fizéramos uma boa corrida.

Ainda não sabíamos o que se passava.

De repente, vimos o tempo aparecer e...

Naquela altura, estávamos em primeiro lugar, o que, pelo menos, garantia uma medalha olímpica.

Levantei-me, vi aquilo, acho que acabou como foto num dos jornais.

Dava para me ver com as mãos no ar: "Sim, finalmente consegui!

"Finalmente conseguimos! Está feito."

Fico feliz por ter estado lá, porque vivi o sonho dele.

Quando o vi lá em cima, a fazer tudo aquilo, vivi o seu sonho.

Não é suposto fazermos aquilo.

Enquanto jornalistas, é suposto permanecermos imparciais, dizer: "Bom trabalho." Mas fiquei tão feliz quando ganhou a medalha que tive de lhe dar um abraço e dizer: "Parabéns."

Equipa EUA!

Quando ele estava naquele pódio, a ganhar a medalha de prata, eu estava na prisão estatal.

Lembro-me de olhar para o ecrã, de ver o meu irmãozinho e de pensar: "É como se uma parte de mim estivesse livre."

Quando ele estava ali em cima, pensei em quando ele era um rapazinho, quando ele ia para a escola...

Veio-me tudo isso à cabeça.

Tudo isso está no meu coração.

Um sentimento de grande satisfação, uma alegria e felicidade esmagadoras, acho que é a melhor forma de o descrever.

Foi sempre algo interessante, nunca consegui descrever a ninguém o que se sente naquele momento, porque é um sentimento que só se tem talvez uma vez na vida.

Muitas pessoas diziam: "Finalmente conseguiste. Acabou-se!"

E eu dizia: "Não.

O meu treinador ensinou-me que qualquer tolo consegue uma vez."

Por isso, comecei a preparar-me para outras Olimpíadas.

Com isso, vem sempre mais sacrifício, porque é, de novo, mais tempo longe da família.

Das duas vezes, com os meus filhos...

Estava numa competição e tive de voltar de avião da Europa para assistir ao nascimento da minha filha.

Fiquei durante uma semana e, depois, estive fora por quatro meses.

Aconteceu o mesmo com o meu filho.

Estava no Canadá e regressei a casa quando ele nasceu.

E fui-me embora por cinco ou seis meses. É ótimo dizer que atingi muitas coisas, o que é verdade, mas também houve muitos sacrifícios, tendo as relações sido um deles.

Em tudo o que fazemos, há sempre um preço a pagar.

E acho que é diferente para todos.

Algumas pessoas dirão que foi um preço demasiado alto.

Para mim...

Não foi um problema. Teria pagado qualquer preço...

Teria pagado qualquer preço para ir aos Jogos Olímpicos, porque...

...mudou a minha vida para sempre.

Quando me retirei, comecei a passar mais tempo com a minha família.

Foi um processo completamente novo, era como aprender quem eram aquelas pessoas, de novo, construir as relações e deixá-las conhecerem-me a um nível diferente.

Esta manhã, vou a caminho de Phoenix, no Arizona, para visitar a minha mãe.

Ela vive lá há cerca de 14 anos.

Por isso, não tenho muitas oportunidades de a visitar.

Sinceramente, esta é talvez a primeira oportunidade que tivemos de ter uma conversa normal...

...e de falar sobre a nossa história juntos.

Vai ser um dia mesmo muito especial...

Vais ser um dia mesmo muito especial e emotivo.

A minha mãe escolheu viver uma vida louca com drogas, sendo uma sem-abrigo, prostituta e todas essas coisas diferentes.

Infelizmente, leva muita gente para o caminho errado. É a única foto que tenho.

Não tenho mais nenhuma foto de mim e da minha mãe juntos.

E é muito especial, porque também não tenho fotos de quando era bebé.

Por isso, mantive sempre bem perto de mim esta foto.

Obrigado.

- Olá, como está? - Estou bem!

- Ainda bem. Como se chama? - Chamo-me Liliana.

Liliana, finalmente! É um prazer conhecê-la.. É um prazer conhecê-lo...

- Vai ver a sua mãe? - Vou ver a minha mãe.

Ela está tão entusiasmada por o ver.

Olá, filho.

Deixa-me ver-te.

Não mudei nada.

O teu cabelo está curto.

Eu sei, cortaram-no.

Nunca vi o teu cabelo curto.

Eu sei, mas vou deixá-lo crescer, agora.

Meu Deus, estás tão bonito!

- Nunca estiveste tão elegante. - Estou tão feliz por te ver.

Também eu. Tenho andado à espera deste dia.

Todos os dias, digo: "O que é que vou fazer?

"Como é que vou agir?"

Dizem apenas: "Sê tu mesma."

Não sei o que dizer, estou tão feliz por te ver!

Estou sem ar.

- Finalmente, estamos aqui. - Sim.

E também tenho a minha medalha de prata olímpica, das Olimpíadas.

Vê, Pat! Vês a medalha dele?

- Meu Deus, é pesada! - Eu sei!

Como é que conseguiste andar com isso ao pescoço?

Foi durante muito pouco tempo.

Quando estou em baixo, posso vir aqui fora e pensar nas coisas.

Lembrar-me das coisas que costumava fazer, do que costumava fazer com os meus filhos.

E espero e rezo para que os meus filhos tenham aprendido a perdoar-me, porque isso é muito importante para mim.

Já te disse, estás sempre a pedir desculpa, mas não precisas de o fazer.

Se precisas de me ouvir dizer que te perdoo...

Eu digo que te perdoo, mas não há nada por que tenhas de ser perdoada.

Obrigada.

Só quero dizer-te o quão orgulhoso estou de ti.

Estás?

- Fico feliz. - Ainda estás aqui.

Sim, não vou a lado nenhum!

Sim.

Como disse, é bom ver que estás bem e saudável.

- E feliz. - Sim.

Estou muito feliz aqui.

Estás rodeada de pessoas queridas e afetuosas.

Sim, temos auxiliares muito bons.

- Mas tenho orgulho em ti. - Obrigada.

Tenho orgulho em ti. Muito orgulho.

A maioria dizia: "És uma má pessoa, só arranjas confusão

"e nunca vais conseguir nada."

Por isso, para mim, ir daí até aos Jogos Olímpicos, não apenas uma vez, mas três, ganhado uma medalha olímpica, isso ia contra todas as probabilidades.

No fim das contas, em vez de se fazer de vítima e ser amargo, mau e duro, ele é um tipo simpático.

Como é que ficaste tão rápido?

Talvez ele estivesse a correr de algo, ou a correr para algo. À medida que o tempo passa, e vemos o que este rapazinho se tornou, podemos dizer: "Fiz um bom trabalho."

Tenho muito orgulho no Bill.

Acho que o que ele atingiu ajuda toda a gente.

Não há um grande prémio no fim do caminho para a maioria dos atletas olímpicos, não há um contrato multimilionário.

O que me motivou foi afastar-me daquele estilo de vida, queria que os meus filhos pudessem olhar para o pai e dizer: "O meu pai fez algo mesmo muito especial."